sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

E o Natal está chegando!

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Pois é, o ano passou num átimo de segundo e estamos novamente as vésperas do Natal. Muitas coisas aconteceram durante o ano. Umas boas, outras nem tanto mas, no balanço final, acredito que saí no lucro. Procuro sempre transformar os prejuízos e os acontecimentos negativos em aprendizado e experiência de vida. Nos últimos tempos tenho observado uma mudança sutil em mim. Há alguns anos atrás era uma consumista de marca maior. Adorava fazer um tour pelos shoppings da cidade e comprar desesperadamente. Hoje, Natal pra mim tem um significado diferente e busco o lado mais espiritualista da data que, na realidade, é o que devemos resgatar. Ganhar presentes, comer coisas diferentes, beber deve continuar a fazer parte dessa tradição mas não devemos esquecer o porque de tudo isso acontecer. A aproximação familiar e o aconchego daqueles que passaram a fazer parte de nossas vidas, os amigos são a razão dessa comemoração e, claro não esquecendo jamais que o pólo unificador dessa união deve ser sempre lembrado: Jesus Cristo. Esse nosso irmão maior que nos deixou tantos exemplos de vida e resignação tem que fazer parte de nossas vidas, nossos pensamentos e partilhar conosco todos os momentos de nossas vidas. Independente da crença pessoal de cada um, que possamos nessa data em especial abrir nossos corações e deixar entrar essa luz que aqueça e renove nossos espíritos. Com essas palavras, deixo aqui meus votos de Feliz Natal a todos que aparecerem por aqui visitando esse blog e também a toda a humanidade que habita essa nossa grande, imensa e maravilhosa casa que é o planeta Terra.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Amor, tema inesgotável

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Sempre fui romântica, apesar de minha pinta de durona. Adoro filmes de amor, histórias de amor com muito olho no olho, suspiros de tesão e todo ritual que acompanha uma relação a dois.

Porisso não poderia deixar de apreciar poemas de amor. E esse em especial, da poetisa Elisa Lucinda eu realmente caí de quatro. Essa mulher tem uma sensibilidade! Quando conheci seus poemas me rendi por completo pois ela fala de amor com todo o sentimento de mulher. E é claro, que nos identificamos por completo. Vai aí uma pequena dose de seu enorme talento e sensibilidade.



Da chegada do amor (Elisa Lucinda)


Sempre quis um amor

que falasse

que soubesse o que sentisse.


Sempre quis uma amor que elaborasse

Que quando dormisse

ressonasse confiança

no sopro do sono

e trouxesse beijo no clarão da amanhecice.


Sempre quis um amor

que coubesse no que me disse.


Sempre quis uma meninice

entre menino e senhor

uma cachorrice

onde tanto pudesse a sem-vergonhice do macho

quanto a sabedoria do sabedor.


Sempre quis um amor

cujo BOM DIA!

morasse na eternidade de encadear os tempos;

passado presente futuro

coisa da mesma embocadura sabor da mesma golada.


Sempre quis um amor

de goleadas cuja rede complexa

do pano de fundo dos seres não assustasse.


Sempre quis um amor

que não se incomodasse

quando a poesia da cama me levasse.


Sempre quis uma amor

que não se chateasse diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda

metade de mim rasga afoita

o embrulho

e a outra metade é o futuro

de saber o segredo que enrola o laço,

é observar

o desenho do invólucro e compará-lo

com a calma da alma o seu conteúdo.


Contudo sempre quis um amor

que me coubesse futuro e me alternasse em menina e adulto

que ora eu fosse o fácil,

o sério e ora um doce mistério

que ora eu fosse medo-asneira

e ora eu fosse brincadeira ultra-sonografia do furor,

sempre quis um amor que sem tensa-corrida-de ocorresse.


Sempre quis um amor

que acontecesse sem esforço

sem medo da inspiração por ele acabar.


Sempre quis um amor

de abafar,(não o caso) mas cuja demora de ocaso

estivesse imensamente nas nossas mãos.

Sem senãos.


Sempre quis um amor

com definição de quero sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não à constituição dos séculos

que diz que o "garantido" amor é a sua negação.


Sempre quis um amor

que gozasse e que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse.


Sempre quis um amor

que vivesse a felicidade sem reclamar dela ou disso.


Sempre quis um amor

não omisso e que suas estórias me contasse.


Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


Poesia extraída do livro "Eute amo e suas estréias", Editora Record - Rio de Janeiro, 1999,

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Esse cantor me encanta!

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Tenho falado tanto dos cantores que gosto e me esqueci de falar um pouco sobre alguém a quem acompanho desde o início de sua carreira: Pedro Mariano. Em meados de 1996, fui com o pessoal de minha faculdade participar das gravações do programa Jô Soares. Quando terminou as gravações, já iam todos se levantado para sair quando o Jô solicitou que permancessemos para gravar a participação musical de dois irmãos que haviam ido num outro dia para a gravação da entrevista e que, por motivos de agenda, tiveram que retornar num outro dia para gravar a parte musical. Tuuuuuuuuudo Bem! Ficamos e ao entrarem, aqueles rapazes se posicionaram e o Jô fez as apresentações: O filho da grande Elis Regina e do músico César Camargo Mariano.
Aquele garoto tímido a princípio, não prometia grande coisa mas, ao começar a cantar...Uau!!! No final da apresentação, a platéia já estava ganha e cantando junto. Desde então, acompanho seus shows, compro seus CDs e DVD e, sem exagero nenhum, amo esse cantor! Aqui fica minha homenagem a ele que tanto curto. E o que é mais legal, é observar a sua evolução enquanto intérprete e, verdade seja dita: ele está cada vez melhor! Sua voz, sua interpretação, sua presença de palco. Rendo aqui Pedro meus votos de que sua carreira brilhe e se destaque cada vez mais no cenário nacional e, por que não internacional? Você merece!

Viver não dói

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Assim como a maioria das pessoas, não tive contato com a poesia nem com os poetas durante o período em que estudei. Passei a conhecer um pouco da literatura brasileira quando comecei a trabalhar em uma biblioteca. Descobri um mundo rico e de grande sensibilidade. Hoje, sou uma das poucas pessoas que curtem, que lêem e conhecem as obras e os autores nacionais. Continuo trabalhando em biblioteca e tenho contatos diretos com os usuários e observo o grande preconceito que todos têm com relação a autores nacionais. Meus Deus, quanta ignorância!! Preferem ler um best seller americano que, as vezes é um lixo cultural, a ler uma obra-prima de um autor nosso. Fazer o que não é mesmo? Só posso lamentar. E o pior, é ouvir das pessoas que a obra de tais autores nacionais são chatas, são bobas,os autores não são talentosos....no entanto, falam sem conhecimento. É como sempre argumento quando me deparo com essas afirmações: primeiro eu leio, analiso, absorvo e só depois julgo se a obra é boa ou não. Mas, deixando esse desabafo de lado, falei tudo isso só para dar o gancho sobre esse autor que passei a conhecer e me apaixonei de vez por sua obra, sua sensibilidade: Carlos Drummond de Andrade.

Me emociono cada vez que leio um poema seu, uma crônica, sua maneira gostosa de se contar uma história. A impressão que tenho é que o poeta em pessoa se encontra ao meu lado proseando comigo. Delícia total. Esse poema eu o encontrei ao acaso e, gostei tanto que guardei e hoje compartilho com vocês. Espero que gostem tanto quanto eu.



Definitivo, como tudo o que é simples.


Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?


O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.


Sofremos por quê?


Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos, todos os beijos cancelados, pela eternidade.


Sofremos, não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.


Sofremos, não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias e ela estivesse interessada em nos compreender.


Sofremos, não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.


Como aliviar a dor do que não foi vivido?


A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, faz perder também a felicidade.


A dor é inevitável. O sofrimento é opcional


(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Jair Oliveira na Fnac Paulista

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Esse rapaz tem em seu mapeamento genético o talento que herdou do pai e da mãe. Acompanho a evolução dele já há algum tempo e cada vez mais me encanto com sua sensibilidade, seu lirismo, sua cultura e um jeito todo seu de cantar suas composições.
Seu amadurecimento enquanto compositor tem se firmado em cada canção nova e, tudo isso é só pra falar que hoje, as 19h00 na Fnac Paulista, ele fará um pocket show que,com certeza irá bombar.