sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mulher

Ser mulher para mim sempre foi uma honra, nunca estive em crise por minha condição.
Mesmo quando questionada sobre: "Está namorando?, Pensa em casar?, Pretende ter filhos?. Quantos filhos?" Ahhhhhhhh!! Que chatice isso! Sempre que tinha reuniões familiares parece que só sabiam perguntar isso. Mas mesmo assim, nunca me chateei por minha condição feminina. Aliás, olhando para trás, vejo o quanto sou privilegiada tendo nascido em meados do século 20, quando a mulher já havia conquistado uma certa liberdade e certas regalias e direitos que até o século 19 lhe eram negadas. Me considero uma mulher moderna no que de melhor o termo tem. Sou prática, urbana, culta, tenho liberdade de ir e vir, tenho um bom emprego, uma profissão que escolhi entre tantas, enfim, estou de bem com a vida. Dou muita importância a essa liberdade que foi conquistada a duras penas por nossas ancestrais que sentiram na pele o poder do preconceito. A força que advém de uma mulher interpretando no palco da vida inúmeros papéis : mulher, mãe, profissional. Desempenhando várias tarefas ao longo do dia se preocupando com casa, filhos, marido, lembrando-se dos aniversários em família, cobrindo-se de rugas de preocupação com aluguel, contas a pagar, ganhando olheiras profundas por noites mal dormidas por cuidar de filhos adoentados, febris, exigindo cuidados e atenção redobradas. Tendo que driblar o ciúme do marido por eles acharem que damos mais atenção aos filhos que a ele, que anda tão carente nos últimos tempos...Deus do céu! Só mesmo sendo mulher pra agüentar tudo isso e mesmo assim, estar sempre com um sorriso estampado no rosto e uma esperança no olhar.
Mulher, amante, guerreira, desbravadora, mãe, companheira, irmã...Seu dia, é todo dia mas, se hoje tornou-se mundialmente sua data, aqui fica registrada minhas homenagens à todas que, como eu, se encontra na luta do dia-a-dia acreditando que estamos fazendo o diferencial no mundo. Para ilustrar essa pequena homenagem deixo aqui várias mulheres que enriqueceram o cenário com seus talentos, vozes, interpretações, carisma, garra, ironia e beleza que todas trazem em si e transformaram a vida de todos por aqui e em outras paragens pelo mundo onde ficaram conhecidas. Estou falando das mulheres que enriqueceram o cenário musical brasileiro desde o início do século XX até os dias atuais. É claro que não estarão todas aqui, e que me perdoem as que ficaram de fora mas sempre se faz necessário uma seleção e por conta disso, algumas não estarão presentes mas com certeza, estarão bem representadas. Feliz Dia de Todas Nós: Mulheres!!!

3 comentários:

Fatima disse...

É Rose...Parabéns para nós!
Mas antes disso,parabéns para você, dona de um texto tão gostoso.
Adoro esse seu blog, se não escrevo muito nele, é por falta de tempo, afinal...ser mulher é fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo e todos os dias...kkkk
Montão de beijos e de novo Parabéns!
Fá.

joão m. jacinto & poemas disse...

Agradeço-lhe Roseli, a sua visita e suas amáveis palavras.
E porque hoje é dia 8 de Março, deixo-lhe um excerto do poema Eva, que dedicado à mulher, também o é a si.

Bj,

jj



Eva

(...)

Mas a mulher descobriu as fraquezas
dos homens que carregou no ventre.
Aguentou a lonjura do tempo moralizado,
aniquilando as lanças da brutalidade instintiva,
e herança primitiva das leis, da fé e dos costumes,
vencendo as eras e os azedumes...
De esperanças de chegar à igualdade
e assumir-se na importância
da efectiva força da maternidade,
dando à luz, parindo um mundo,
vigorosamente escorreito, humano e profundo.
Sem intento preconceituoso,
de segmentação sexuada,
mas pela união dos corpos em ternura,
na inteligência do amor por amor,
para que tudo seja pelo prazer desta aventura,
no eternizado anseio de viver melhor.

joão m. jacinto

Neli disse...

kkk Esse riso é pelo que li da Fá kkk a gente corre, mas a gente gosta, adoro essa cidade que acelera a gente, e ser mulher nela é ainda mais loucura. Esses dias meu pai andou fazendo um comentário que deixou minha irmão muito chateadas, pois ele soltou que minha mãe casou com ele sem vontade, ela chegou a chorar. Eu disse a ela que pra minha mãe talvez não tenha sido tanto horror assim, pois nos anos 40 era comum realizar a vontade dos pais, e que eu não senti na minha mãe uma infelicidade, pelo contrário, lembro da minha mãe feliz, por ter tido os filhos que teve e por ver a gente mudando um pouco a história da mulher. Acho que é por ai, a vida não é um mar de rosas,mas temos que ver o que de bom ela nos dá
bjs e parabéns pela homenagem