quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Hoje é dia do picadeiro se iluminar com essa presença sempre ímpar

Fim de tarde, dou uma parada no meu serviço, já com os olhos cansados de tanto olhar para o monitor do computador e decido dar uma lida nas notícias. E me deparo com a seguinte notícia:

Senhoras e senhores! Preparem-se para um dia de muita brincadeira, improviso e risadas.
O Dia do Palhaço é comemorado hoje em São Paulo e em várias capitais com apresentações e homenagens que se estendem até sábado. O Centro de Memória do Circo (Largo do Paiçandu – Centro) abre as comemorações ao meio-dia no Largo do Paiçandu com o espetáculo Reprise, do grupo La Mínima, que se reapresenta às 16h. Os palhaços Agenor e Padoca, interpretados por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, mostram números próprios ou inspirados nas clássicas reprises, nome dado às curtas intervenções feitas pelos palhaços entre um número e outro no circo. Na programação das comemorações do Dia do Palhaço, no Centro de Memória do Circo, ainda está previsto, às 16h30, o lançamento do livro de poesias Momentos mágicos (Oriom), de Marlene Olímpia. O livro reúne cenas do universo circense.

Diante de tal notícia, esboço um tímido sorriso e me reporto a um tempo em que me divertia assistindo o programa de Torresmo e Pururuca. Nossa! Fui lá atrás mesmo! Talvez as pessoas nem saibam quem foram esses dois palhaços que tanto divertiram uma geração inteira. Eu e meus irmãos dávamos boas gargalhadas com esses dois. O Torresmo (pai), na minha opinião, foi o palhaço mais fofo e meigo que conheci. Ele me passava uma mensagem tão boa quando criança que marcou minha infãncia levando-me a um mundo mágico, puro e feliz. Deixo aqui então minha homenagem a todos os palhaços que encantam, nos divertem e fazem nossas vidas mais leves como se ainda estivéssemos num enorme carrossel ou num maravilhoso picadeiro. Na boa, precisamos urgentemente resgatar esse tipo de palhaço que sempre foi portador da leveza, da meiguice, da ingenuidade e não desses que pintam, bordam e roubam no enorme picadeiro que se transformou Brasília.

Um comentário:

Brunno Soares disse...

Oi Roseli...
a figura do palhaço não só marca como encanta-nos em meio a este mundo de palhaçadas nada engraçadas que vemos em nosso país e por vezes em nossa terrível rotina.

é preciso coragem para se despir dos medos e usar um nariz vermelho.

xerinho