quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Lua tem várias faces...A verdade também


Acabei de ler o livro A Lua da Verdade hoje cedo quando vinha para o trabalho. Estava em cólicas pois queria muito ver seu fim. Não porque ele estava chato, muito pelo contrário, estava bom demais!!! Como sempre gostei de livros com um fundo histórico, esse também me pegou de jeito pois fala de um período da história que muito me chama a atenção: século XVII, período da Inquisição. O foco do livro é a perseguição da Igreja aos adeptos da teoria Heliocentrista, mais precisamente, a Anna de Praga, imaginem só, uma mulher, heliocentrista em pleno século XVII regido pela mão de ferro da Igreja Católica! Anna foi uma ré do processo de Évora (Portugal). Toda a história desse livro ronda a história dessa mulher à frente de seu tempo, estudiosa, que frequentou as rodas de intelectuais e que discutia de igual para igual com Galileu e Kepler sobre ciência e astronomia. Passado e presente se mesclam numa deliciosa e instigante história muito bem arquitetada pelo seu autor. Isaías Pessotti repete aqui o mesmo sucesso e brilhantismo que fez de seu romance de estreia, Aqueles Cães Malditos de Arquelau, uma viagem ao tempo, aos costumes e ao comportamento de época. Outro dia, fazendo uma busca pela internet sobre esse autor, deparei-me com um comentário engraçado de um blogueiro sobre os livros de Pessotti. Ele comparava o autor a Dan Brown, com uma diferença : Isaías Pessotti além de um excelente escritor, tem uma cultura fora de série. No que concordei pois ao ler seu currículo, é de fazer inveja. Leia aqui uma sinopse da história:

A história inicia-se com o embarque de um jovem romancista saindo do Brasil, a bordo do charmoso transatlântico Provence, em plena ditadura militar (1966), rumo à Évora do século XVII, sob o domínio da Inquisição. Eugênio, o protagonista, viaja em busca de material para seu futuro romance sobre a inquisição portuguesa. Já no navio, encontra-se com o padre jesuíta Norberto Flores, que lhe mostra textos de um estranho processo, de 1620, que termina sem réu e sem acusação, e com um milagre: o "milagre das rosas". A ré é uma jovem vinda de Praga. A acusação: defender a ideia de não ser a terra o centro do universo...Rodeado de pessoas interessantes nessa viagem, Eugênio se debruça nos textos para tentar descobrir quem foi essa mulher e que fim levou. Santa? Bruxa? Serão questões que levará o jovem romancista e os leitores a uma viagem inesquecível.

5 comentários:

Pedrita disse...

olha só, acabamos na mesma época, em breve vou falar de tocaia grande no meu blog. e era o livro do encontro. coincidência. eu tb estava em cólicas pra terminar tocaia grande, agora estou igual pra continuar a ler moll flanders q estou amando. ótimo post. beijos, pedrita

Sonhos & melodias disse...

Não é bom quando terminamos? Adorei! Tocaia Grande ainda vou ler um dia.
Bjs

Pedrita disse...

eu adoro o ritual de terminar um livro e escolher outro pra começar. anotações, foto da capa do livro. estou devorando moll flanders. coloquei tocaia grande no blog. vc vai adorar o espetáculo clarice. é ótimo. beijos, pedrita

evipensieri disse...

Oi Rosely.

Sabe, fiquei morrendo de vontade de ler esse livro.
Já entrou para a minha lista.

Bjs.
Elvira

Sonhos & melodias disse...

Elvira, vale a pena ler esse livro e o outro do mesmo autor. Vou passar em seu blog e deixar o nome.
Bjs