domingo, 11 de abril de 2010

Um retorno a fortes emoções, a sensibilidade e a beleza plástica

Hoje durante uma conversa no almoço com minhas irmãs, lembrei-me de uma apresentação de ballet que assisti em meados de 1997 no canal Bravo. Lembrei-me que na época, fiquei extasiada com a beleza, o cenário, os figurinos e, claro, com a trilha sonora que enriqueceu todo o espetáculo: Queen e Mozart. Pode uma parceria mais linda, mais profícua e sensível? O espetáculo todo é de uma beleza tal que fica difícil descrever em palavras. Assistida por pessoas que não conheçam a obra do Queen - mais especificamente de seu vocalista e compositor Freddie Mercury - e de Mozart, ainda assim, se for uma pessoa sensível, ficará emocionado ao final. No entanto, se quem assiste a esse espetáculo for uma amante da boa música, fã do Queen e ainda por cima apreciar a grandiosidade e o talento de Mozart, sem dúvida que ficará ao término da apresentação com a alma elevada, em verdadeiro nirvana. Fica difícil retornar ao planeta Terra ao fim desse espetáculo. Seu idealizador, outro gênio de nossos tempos, o coreógrafo francês Maurice Béjart, mostrou toda a sua potência criativa e sua sensíbilidade ao incorporar à sua coreografia, a música de Mozart que viveu há tanto tempo, numa outra época a outra personalidade tão efervecente de nossos tempos. Freddie Mercury - desculpem-me a comparação - pode ser visto como o nosso Mozart do século 20 tal a sua genialidade mesclando em canções maravilhosas o rock puro, a ópera, o pop. Transformando tudo isso num grande caldeirão de sons que nos remetem a sensações, emoções que tornam-se atemporais. Exatamente com fez Mozart em sua época. Maurice Béjart conseguiu através do espetáculo Ballet for Life, uma homenagem à Freddie Mercury, falecido no ano de 1991, à Mozart, esse eterno gênio e ao próprio ballet. Rendo-me aqui mais uma vez a esses três gênios com os olhos marejados de tanta emoção e com o coração querendo pular para fora do peito. Ah, sim, não posso deixar de mencionar isso também. Anteriormente havia falado de três gênios. Errei! Já estava me esquecendo que o figurino do ballet foi nada mais, nada menos que desenvolvido por Versace. É pouco ou quer mais? Só podia ter como resultado um grande sucesso!
Ah! Já ia me esquecendo. Fazendo minhas buscas sobre esse espetáculo, descobri que agora em maio, a companhia de Maurice Béjart fará uma série de apresentações desse espetáculo no Coliseu de Lisboa. Oh, Deus! Quero ir para Lisboa!!!





2 comentários:

Pedrita disse...

tb adoro dança e o maurice bejart. bejios, pedrita

Sonhos & melodias disse...

Não é demais Pedrita? Não canso de ver e ouvir.
Bjs