quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ato doloroso mas necessário

Desapego: qualidade ou estado de pessoa desapegada, que revela desamor por alguém (ou grupo de pessoas); qualidade ou estado de quem demonstra indiferença, desinteresse, desprendimento, pelas coisas ou por certa coisa em particular (Dicionário Houaiss)

Busquei o significado dessa palavra para poder desenvolver melhor meus pensamentos sobre essa questão. Tudo isso ocasionado pela leitura sobre o mesmo tema no blog da nossa amiga Tempestade. Incrível como bateu com meus pensamentos ultimamente. Sempre fui uma pessoa muito amorosa com minha família, amigos, colegas, objetos etc. Já trago comigo uma formação religiosa que trata dessa questão. No entanto, uma coisa é ler a respeito, discutir o tema numa roda de amigos. Outra bem diferente é colocar em prática tudo isso. A prática é sempre mais penosa e cheia de obstáculos que muitas vezes nos impede a caminhada. Já falei aqui diversas vezes que sou canceriana e o quanto a canceriana é apegada a tudo. E isso é uma grande verdade. Coleciono coisas ligadas a situações, pessoas, momentos como: cartas, bilhetes, postais, livros, e até (absurdo dos absurdos) mensagens de e-mails de amigos que, de tanto que gostei da mensagem, guardo. Outro dia, terminando uma relação de amizade que parecia ser duradoura mas que não durou uma estação, me peguei na seguinte situação: vou zerar isso tudo e jogar fora todas as correspondências, cartas, fotos e e-mails que tinha dessa pessoa. Me vi paralisada diante dessa decisão e por mais que tentei, não consegui jogar nada fora. Isso me gerou um enorme mal estar pois de que adiantava continuar com tudo aquilo se a pessoa já não fazia mais parte de meu vínculo de amizades? Se a pessoa não se importava mais comigo? Pra que continuar com lembranças que só me fariam mal cada vez que as visse? Masoquismo de minha parte? Não sei explicar. Só sei que com muita dor guardei tudo numa caixa e deixei-a bem fora de vista. Praticamente fiz um enterro simbólico da pessoa e sofri igualmente como se estivesse à beira de sua sepultura. Na antiga casa em que morei, havia três porões. Num deles, tinha guardado até cadernos meus da época em que fiz meu ensino fundamental. Brinquedos quebrados mas que traziam um valor sentimental imenso, quadros inacabados que havia começado a pintar e parei pelo caminho...Quando tive de fazer a mudança de casa, foi com muita dor no coração que me desfiz dessas coisas todas. Afinal, não vão embora apenas trecos e quinquilharias, vão junto histórias de meu passado, emoções vividas que de alguma forma, impregnaram todos esses objetos e que fizeram minha história de vida. Desapegar não é fácil, é doloroso. Mas muito necessário. Continuo trabalhando essa atitude em minha vida mas como dói!

7 comentários:

Daniel Savio disse...

Interessante, mas penso que o desapego seja a liberdade que damos a pessoa para ela ser livre e buscar a própria felicidade.

Se que doi distancia da pessoa, ma tem coisa que não dá para a gente seguir junto.

Fique com Deus, menina Roseli Pedroso.
Um abraço.

Francy´s Oliva disse...

Com uma certa frequencia pratico o ato do desapego,procuro não ficar apegada as coisas materais,mas, apenas e tão somente guardar as boas recordações e aprender com as"más", confesso não foi facil no começo.
bjs

Sonhos & melodias disse...

É Daniel,
O desapego das pessoas amadas é que pega. Mas um dia chego lá.
Bjs

Sonhos & melodias disse...

É Francy's,
Com relação às coisas materiais sou bem descolada. Mas as pessoas ainda me prendem a elas. E isso é um exercício que tento praticar dia a dia. Difícil! Mas sei que um dia chego lá.
Bjs

Marta disse...

tem lá um prémio dardos :)
bjo

Iram M. disse...

Roseli,
que lindo blog! Venho mais vezes por aqui. Fiz minha carteirinha para te seguir. Sou a de númer 97 na lista de seus seguidores

Beijos

Iram

Sonhos & melodias disse...

Iram, obrigada por me seguir. Seja muito bem vinda por aqui.
Bjs