segunda-feira, 11 de abril de 2011

Agradecimentos e sugestão de um livro

Sabem qual a vantagem de se chegar ao fundo do poço seja em que situação for? Ter amigos verdadeiros que te ajudam a subir para a superfície. E é exatamente sobre isso que falo hoje após um final de semana de muito pranto e tristeza. Sei que para muitos isso pode soar como exagero de minha parte. Devem pensar: "Credo! Fazer um estardalhaço desses só porque não consegue escrever! E eu respondo: Sim! Chorei, fiquei muito mal a ponto de pensar em desistir de tudo pois pra mim, hoje em dia, escrever é tão vital quanto respirar, dormir, beber água,comer. E se não consigo escrever mais nada que considere bom, é natural que entre em crise e sofra. Ouvi muitas coisas esses dias. Refleti muito também e pessoas acreditem, no auge de minha crise na sexta-feira à tardinha, caiu-me à mão um livro que está me fazendo um bem danado. Estou fazendo uma verdadeira terapia com ele. Seu nome? Cada dia mais perto: terapeuta e paciente contam sua história, de Irvin D. Yalom e Ginny Elkin. Olhem só a sinopse do livro e vejam se caiu ou não em cima do que estava precisando.

Sinopse:...Ginny Elkin era uma jovem escritora criativa e talentosa que enfrentava um serio bloqueio para desenvolver seu tra
balho, apresentando um comportamento atormentado e autodepreciativo e submisso. Irvin D. Yalom, na época um jovem psiquiatra e psicoterapeuta apaixonado por literatura, atendeu Ginny em troca dos registros de cada encontro. Este livro é um valioso relato em duas vozes de um relacionamento difícil e delicado, que revela pontos de vista, desejos, necessidades, expectativas e frustrações, tanto da paciente quanto do terapeuta.

Não preciso nem dizer o quanto passei lendo esse livro e como está me fazendo bem. E essa leitura aliada aos comentários carinhosos de vocês, amigos virtuais e outros que vieram em casa pessoalmente me dar algumas palavras de estímulo conseguiram me tirar daquele torpor que tomou conta de mim durante a semana.
Gente, quando falei na postagem anterior do bloqueio da escrita não quis dizer que estava com vontade de abandonar o blog. Não mesmo. Ele é meu espaço onde sou eu mesma e onde recebo pessoas queridas que dividem comigo os gostos literários e musicais. Disso não abro mão mesmo que passe dias sem escrever. No entanto, fiquei mesmo em dúvida em continuar tentando escrever de forma literária com o objetivo de lançar futuramente um livro.
Não estou ainda cem por cento boa. Tenho muitas dúvidas, medo danado de sentar em frente a tela branca e criar algo. No entanto estou de volta sim. O medo vai continuar a ser minha companhia mas já não ligo tanto pra ele. Quer ficar e me fazer companhia? Pois que fique. Se esse medo servir para me desafiar a crescer e superar minhas dificuldades, seja bem-vindo. É isso gente. Crescer dói, mudar velhos hábitos dói, compreender as pessoas também dói. Mas tudo é válido nessa nossa louca e linda vida.

3 comentários:

Menina no Sotão disse...

Minha cara, eu nem ouso imaginar e nem desejo fazê-lo qual deve ser a sensação de não conseguir escrever. As vezes eu travo mas é por cansaço mesmo ou por excesso de barulho. Então, eu respiro fundo, acendo velas e incensos, ouço música, leio livros, brinco com o cão, beijo na boca...
Acho que as vezes a mente precisa de descanso. bacio carissima

Sonhos & melodias disse...

Obrigada Lunna pelas palavras. Tenho de me cobrar menos. Sei disso. Relaxar, aproveitar mais a vida e assim, as coisas fluem naturalmente. Um dia aprendo.
Bj

Paula Baiadori disse...

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