sábado, 22 de outubro de 2011

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 22


Cite um ou dois livros que você ache o título interessante
(Você costuma escolher livros pelo título?)

Mais uma vez respondo que depende. Já teve vezes em que o título me chamou a atenção por ser engraçado, ou por ser um título inusitado. Outras vezes, mais do que o título, foi a capa que me chamou a atenção. Capas bem elaboradas, coloridas, diferentes nos seduzem pelo olhar e só depois é que buscamos saber do que se trata. Exemplos?
Porcarias, de Mary Darrieusecq, editora Companhia das Letras. Esse livro me chamou a atenção de imediato justamente pelo título. Então quis saber sobre o que seria essa tal de porcarias e confesso que gostei demais desse livro. Sendo o primeiro livro dessa autora francesa, me impressionou a sua forma madura de escrita.

Sinopse:
É uma fábula que remete à Metamorfose, de Kafka, e a outros escritores que, de Ovídio a Ionesco, utilizaram o tema da transformação das personagens em animais como alegoria das relações humanas. Uma vendedora que trabalha numa casa de massagem dublê de perfumaria e que, conforme se prostitui para os clientes, vai se transformando em uma porca.Sob essa trama insólita, insinua-se uma sátira de uma sociedade obcecada pelo culto ao corpo e à saúde, a caminho do fascismo e da perversão sexual.

Outro título que achei bem legal justamente pelo inusitado foi Todos os contos do lápis absurdo, do escritor português Ramiro S. Osório. Além do título diferentão, me chamou a atenção a capa e as ilustrações do livro que foram feitas pelo próprio autor que além de escritor, é artista plástico.
Sinopse:

São contos engraçados, bem humorados e belos. Pela primeira vez é publicada a versão integral de Todos os contos do LÁPIS SURDO, obra premiada em Portugal pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Secretaria de Estado da Cultura. O autor percorre o caminho do absurdo: "Os professores não existem nas histórias de dragões. Os seus contos nos remetem à literatura do nonsense (a de Alice no País das Maravilhas), com linguagem leve, espontânea e muito próxima da falada. Inovador, o autor desconstrói os signos, inventando para eles novas funções, sem abrir mão da poesia, como no conto "Do outro lado da ponte", quando escreve: "Eu não vinha chorando. Eu apenas recorri a lágrimas para apagar o fogo". O leitor não se deve assombrar com a aparente insensatez dos diálogos ou a carta inacabada de Lena para Ivo. São recursos provocativos que servem para nos dizer que a literatura segue por onde ela quer. Sempre nos causando espanto. Instigante, a literatura escolhida por Ramiro se apresenta inovadora. Tal como inovadoras são as ilustrações que ele próprio criou para seus contos.


Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

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