quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 31

Dia 31 - Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.

Difícil escolher apenas um livro para falar. Até mesmo porque cada livro tem suas peculiaridades e graça que faz com que gostemos dele mais que de outros. Esse ano, pelo menos até agora,  são dois livros que amei de paixão.
Histórias bem diferenciadas, situações idem, cenários então, nem se fale, estilo de narrativa dos autores então, totalmente distintos. Mas foram dois livros que me comoveram bastante. Pelos seus personagens, pelas suas experiências de vida.

Um deles foi Marina, de Carlos Ruiz Zafón. Fiquei fascinada pela personagem/menina Marina e seu amiguinho Óscar. Suas aventuras, os mistérios que os envolvem, os cenários maravilhosos da cidade de Barcelona tudo, absolutamente tudo, nos remete a um mundo mágico que o autor tem a habilidade em nos reportar. História envolvente, emocionante do começo ao fim. Bom, acho que deu pra sacar o quanto essa história mexeu comigo. Não falo mais sobre ela para não estragar a leitura de quem se interessar. Só digo que é leitura que te pega do início e te leva num fôlego só até o final.
Sinopse:
Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo.

Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.

Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.

Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 

Já o outro que mexeu demais com minhas emoções, só que de forma diferente, foi Tudo aquilo que nunca foi dito, do autor francês Marc Levy. Já li outros livros desse autor e gostei demais. No entanto, esse mexeu comigo talvez pelo fato de tratar relacionamento pai e filha. Gosto dessa temática. Outro ponto forte, pelo menos ao meu ver, é a maneira com que o autor direcionou a história dos dois. Achei criativa, original e o final me deixou atônita e ao mesmo tempo satisfeita. Leitura gostosa, narrativa ágil, diálogos bem feitos. Uma outra bela sugestão de leitura para quem ainda não conhece esse autor. Vale a pena!
Sinopse: 
 Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai - e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

Um comentário:

Pedrita disse...

realmente é muito difícil falar de um só. qd eu vejo essa pergunta eu falo do primeiro q me vem a cabeça e pronto. pq se tentar analisar o q mais gostei aí não me decido nunca. então hj o primeiro q veio foi a longa viagem da biblioteca dos reis, da lilia schwartz q escreveu sobre a vinda da biblioteca real de portugal ao brasil. um país poderoso era muito analisado pelos seus livros e pela sua biblioteca e a de portugal era uma das mais completas na época. beijos, pedrita