quinta-feira, 7 de março de 2013

Quando o ser humano consegue superar sua mediocridade, surge um diamante valioso!


Ainda sob o impacto do término da leitura, me ponho em frente ao computador para falar um pouco sobre ele. Quando li A menina que roubava livros, sai da leitura com o mesmo impacto. Isso significa que o autor realmente sabe como conduzir uma história e envolver seu leitor. Já tinha falado por aqui algumas vezes que andava desde o ano passado com uma ressaca brava pra leitura. Mas ao pegar esse livro para ler, fui curada pois não consegui mais largá-lo. Desde a primeira página a história grudou feito velcro em mim e, desde então, tenho lido sempre um pouco e ficando sempre com aquele gosto de "quero mais" toda vez que o fechava. Isso é bom demais! Uma das coisas que mais me agrada num livro, é a construção dos personagens. Quanto mais complexos, mais ricos,mais me cativa. E essa história é repleta de personagens ricos. Trocando em miúdos: são humanos! Da mesma forma que no livro A menina que roubava livros. Me apaixonei por Liesel Meminger e demais personagens e ao término da leitura, fiquei triste por ter de me despedir de todos eles. Passaram a fazer parte de minha vida. E, nesse outro, Ed Kennedy, com certeza já tem lugar cativo em meu coração e em minhas memórias literárias.Ontem a tarde, conversando com um amigo sobre música, falei o quanto ela é importante na minha vida assim como a literatura, o cinema e demais artes.Então mais uma vez, chego a conclusão de que as artes no geral, são de suma importância para nosso bem estar. E a literatura - pelo menos para mim - é como a água que bebo, o pão que me alimenta e dá energia. Não consigo ficar sem! Então, aqui fica minha dica de leitura. Vale a pena conhecer a obra de Markus Zusak!

Sinopse: 


Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Trabalha, joga cartas com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do subúrbio e divide apartamento com um cão velho. O pai alcoólatra morreu há pouco; a mãe parece desprezá-lo.

Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. Misteriosamente levado ao encontro de pessoas em dificuldades, devassa dramas íntimos que podem ser resolvidos por ele. Uma mulher é estuprada diariamente pelo marido, enquanto uma senhora de 82 anos afoga-se em solidão, à espera do companheiro, morto há mais de meio século.

A ele parece caber o papel do eleito, do salvador. Convencido disso, segue instruções e se perde entre ficções de estranhos e sua própria, embaçada, realidade. A certa altura pergunta-se: "Eu sou real?" Markus Zusak cria um personagem comovente capaz de confrontar o mistério e, por meio da solidariedade, empreender um épico que o levará ao centro de sua própria existência.

2 comentários:

Letícia Alves disse...

Roseli,

Compartilho da sua opinião sobre o Markus Zusak. Me senti exatamente assim ao final da Menina que roubava livros. E com certeza vou ler esse também.
Ótima dica!
Beijos!

Ps.: você tem perfil no Skoob?

Aline Viana disse...

Eu tinha um pouco de preconceito com esse autor, me dava a impressão de ser algo meio bobo, mas depois dessa sua resenha vou ver se consigo encontrar um dos livros dele.
Beijos,
Aline