quarta-feira, 5 de junho de 2013

A um passo de meio século

Em breve entrarei para o time das "Cinquentinhas". Isso já tem mexido comigo há pelo menos uns três anos. Pode parecer exagero? Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que passei ilesa pela crise dos vinte, dos trinta e dos quarenta. Mas os cinquenta, confesso que pegou forte. O fato de estar prestes a completar meio século de vida (estão me entendendo?) fez borbulhar uma série de questionamentos que até então tinham passado em branco.
A começar pelo físico que por mais que nos cuidemos, o tempo é inexorável! A genética idem! Não posso me queixar não. Fisicamente estou muito bem. O rosto já mostra as marcas do tempo sinalizando pés de galinha que antes não existia, manchas senis que insistem em se materializar, o famoso bigode chinês que pouco a pouco vai se fincando sem dó nem piedade, olheiras que insistem em me fazer companhia.
Ah! isso sem falar no cabelo que já está praticamente cem por cento branco. Eu é que ainda não tive coragem de assumi-los.Tenho algumas conhecidas que deixaram de se escravizar pelas tinturas. Confesso que tenho a maior admiração pela atitude delas. Mas ainda não me sinto preparada para tal passo. Não sou do tipo "coroa metida a ninfetinha" mas por ter um espírito jovial me visto informalmente. Gosto de um bom jeans, camiseta e tênis. Mas também adoro botar um vestido bem bonito e explorar toda minha feminilidade.
Voltando ao fator "envelhecer", ou se preferirem, amadurecer, percebi que de uns anos pra cá fui ficando de espírito rígido. Logo eu, que sempre tive horror a me tornar uma pessoa amarga diante da vida. De uma hora para outra me vi sendo cópia dessas pessoas de meu passado que tanto me horrorizavam. Parei com tudo! E entrei numa fase de questionar e botar na balança minha vida. E as tais perguntas passaram a pulular me minha cabeça já tão confusa:
"O que fiz de minha vida? O que conquistei em minha vida? Não casei, não plantei árvores, não tive filhos e ainda não escrevi um livro. Tô fodida e mal paga! Estou prestes a completar 50 anos e não tenho ninguém."
PQP piração total! Minha vida virou de cabeça pra baixo ao ponto de procurar ajuda terapêutica senão pirava de vez!
E tenho feito um balanço geral de tudo desde meu nascimento. Além da ajuda da psicanálise que tem me feito muito bem, como leitora voraz que sou, fui em busca de alguns livros que abordem a maturidade e como lidar com ela. Encontrei alguns ótimos que abordam a temática de forma bem legal.
Um que estou com a leitura bem adiantada  é O melhor momento: aproveitando ao máximo toda a sua vida, de Jane Fonda. 
Sinopse: com base nas mais recentes pesquisas científicas e em histórias de vida - incluindo a sua - , Fonda trata de questões relativas a sexo, amor, sociabilidade, espiritualidade, alimentação, atividade física e autoconhecimento na maturidade, mostrando como a fase de transição dos 45 aos 50 anos e, principalmente dos 60 em diante pode ser aquela em que realmente nos tornamos as pessoas ativas, afetuosas e plenas que sempre deveríamos ter sido.
Se espantou com quem escreveu? Eu também! Mas olha, estou adorando cada página desse livro dela.
O balanço que ela faz de sua vida, as crises, as neuroses que a acompanharam por toda sua existência e que ela buscou investigar justamente para ter uma terceira etapa de sua vida com qualidade. E é isso que quero para a minha vida. 

Outro livro que achei bem interessante é A arte de ser leve, de Leila Ferreira. 
Sinopse: Gentileza, bom humor, desaceleração e felicidade são alguns dos temas discutidos de forma inteligente e divertida por Leila Ferreira. ...O livro aponta para o perigo de emagrecermos o corpo, mas ficarmos com obesidade mórbida do espírito. Achei o máximo essa última frase!




E um outro que já está na minha lista de leitura sobre a temática é A arte de envelhecer, de Sherwin B. Nuland.
Sinopse: Médico a quatro décadas, o Dr. Nuland examina o impacto do passar dos anos na mente e no corpo, nas ambições e nos relacionamentos. Unindo a paixão de um cientista pela verdade ao entendimento de um humanista sobre o coração e a alma, o doutor ensina que a velhice não é uma doença, e sim uma arte.


Ainda falarei muito sobre esse tema por aqui mas por hora, deixo essas dicas de leitura. Não é somente para quem já é idoso ou para quem como eu, está prestes a botar os pés nessa fase da vida. São leituras agradáveis que nos orientam para uma qualidade de vida melhor.

3 comentários:

Luis Felipe Lauletta disse...

Oi Rosi! Quanto tempo hein!

Ótimo texto, que nos deixa desvendar um pouco sobre seu espírito e sobre seus anseios nesse momento tao importante da vida que sao os cinquenta anos.

Gostei que vc aliou a terapia aos livros, que sempre te acompanhara e que nao falharam em te aconselhar nessa fase de transicao.

Um beijo!

Roseli Pedroso disse...

Lauletta !!!!!!! Que felicidade você aparecer por aqui após tanto tempo! Obrigada querido! Apareça por aqui.
Bjs

Luma Rosa disse...

Oi, Roseli!
Mander a mente sã em corpo são é o lema que deve adotar. Acho que daqui para frente, cuidar mais da saúde, praticar exercício, prestar atenção no que come são 3 ítens que ajudará a manter uma aparência saudável!
Na verdade, acho que com cinquenta anos ainda não dá para sentir o peso dos anos. Acho que somente a partir dos 60 o corpo começa a chiar.
Assumir a idade é a melhor atitude para manter a sanidade. Acho que nessa fase valorizamos mais os amigos que fizemos durante a vida e passamos a conviver com a perda das pessoas amadas. Por isso, se manter socialmente ativa é necessário.
Sobre filhos e maridos, não pense que perdeu algo. Vejo muitas mulheres abandonadas depois que dedicaram muito do seu tempo a cuidar da prole, casa e marido. Uma tríade que se torna vampira se assim a mulher se deixar usar.
Quando é o seu aniversário?
Beijus,