terça-feira, 10 de setembro de 2013

Quimera

   lustração retirada do Google Imagem)


Pára o mundo que eu quero descer!

As vezes recinto de ler tanto, de me manter informada sobre tudo ou quase tudo.
Saber o que se passa pelo mundo ultimamente não tem sido muito vantajoso. Causa náusea, asco, revolta, tira o sono, dá medo.
Cansa viver!
Viver num mundo tão repleto de injustiças, corrupção, maldade de todo tipo.
Causa tédio!
Viver num mundo em que basta apertar um botão e várias coisas acontecem torna o ser humano preguiçoso, lento, sem viço.
Sempre me considerei uma pessoa urbana. Gosto do movimento, da vida, das facilidades de uma metrópole. No entanto, tenho revisto meus conceitos de vida pois o que tenho presenciado nas grandes cidades me entristece.
Se para me tornar uma cidadã da urbe terei de me despir dos valores que recebi de meus pais e avós e me transformar num ser primitivo sem regras nem respeito ao meu próximo, então me retiro.
Vou me refugiar num paraíso qualquer e passar meus dias pescando.
Jogarei fora tudo o que for supérfluo: eletroeletrônicos, roupas e calçados de grife, deixarei meus cabelos crescerem a vontade e darei fim ao tormento que é todo mês retocar a raiz.
Deixarei que todas as marcas, vincos, rugas, manchas encontrem guarida nesse corpo envelhecido. Não me transformarei numa velha flácida pois meus músculos trabalharão como nunca para conseguir o que preciso para sobreviver.
Voltarei a dormir com as galinhas pois não mais perderei minhas horas de frente à TV e passarei a ter o sono dos justos.
Não saberei mais o que é ter pesadelos. Meus dias serão de puro deleite. Não falarei mal da vida alheia. Até mesmo porque, não terei ninguém por perto a não ser os pássaros, os peixes, os macacos e as estrelas que disputarão com a Lua, minha atenção.
Manterei em meu semblante um sorriso bobo e sincero porque finalmente terei encontrado a paz.
Já bem velhinha, terei uma morte branda, natural. Farei minha passagem recebendo a brisa que entrará pela janela sem vidro e envolverá minha alma já cansada para meu descanso merecido na Terra dos Recompensados. Meus despojos, naturalmente irão se desfazer e minhas moléculas retornarão ao universo para a construção de novos seres, novas vidas. O processo da vida se fará ininterruptamente e voltarei a fazer parte do todo.

4 comentários:

Pedrita disse...

tb tento estar informada. mas eu tenho lido obras que me fazem não gostar da humanidade, se é q somos humanos. animais são mais fiéis. beijos, pedrita

✿ chica disse...

Roseli, adorei ler tuas divagações, bem argumentadas! beijos,tudo de bom,chica

a n o v a m e n t e disse...

Adorei seu olhar... com um fim sem dor, triunfante. Mas quando vemos o mundo com pesar, é hora de atravessar aos condicionamentos e viver mais em comunhão consigo mesmo... Viva!

a n o v a m e n t e disse...

Adorei seu olhar... com um fim sem dor, triunfante. Mas quando vemos o mundo com pesar, é hora de atravessar aos condicionamentos e viver mais em comunhão consigo mesmo... Viva!