segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Esquecer o Natal. Alguém consegue?

Quem tem o vício da leitura costuma ficar em cólicas quando se vê sem livro nenhum para ler nas horas vagas. Costumo sempre carregar um livro para ler na condução e em minha hora de almoço. Semana passada me deparei com o esquecimento de um livro que estou lendo bem na hora de meu almoço.
Cocei a cabeça, pensei... "Ah! Vou dar uma olhada em meu armário pois tenho vários livros que ganhei".
Foi com esse pensamento que fui vasculhar o armário e entre inúmeros livros que tenho, bati os olhos em um que já ganhei há uns anos e estava lá, quietinho aguardando sua vez de ser notado.
Olhei sua capa, li quem era o autor, li a sinopse, conferi quantas páginas tinha (pequeno). Levei-o para um passeio pelo parque após almoçar.
Comecei a leitura de forma despretensiosa, sem esperar muito dele e foi então que comecei a me surpreender.
Em poucas páginas lidas já fui me identificando com várias situações que, acredito, seja comum a todos - ou quase todos - enfrentar o estresse que toma conta da gente no período que precede o Natal.
Acredito que não tenha uma única pessoa que já não tenha pensado em "pular" o Natal. Fugir de toda essa correria de compras, gastos, visitas, pagamentos de serviços prestados o ano inteiro (lixeiro, correio, bombeiros, seguranças de rua etc) que religiosamente batem à sua porta pedindo sua contribuição para a cesta de Natal deles.
Eu particularmente reconheço o trabalho de todos mas confesso que às vésperas dessa data meu saco já está arriado e tenho vontade de piscar e acordar só depois do dia 01.
O livro que li fala justamente disso. Um casal decide passar o Natal num cruzeiro em uma ilha ensolarada curtindo simplesmente o calor, praia e paz, muita paz. Mas não vai ser tão fácil assim como a princípio parecia. As pessoas não se conformam com a decisão deles e tentam de todas as formas sabotar essa viagem. Alguns confessarão uma baita inveja por eles abandonarem toda essa correria de final de ano e se isolarem numa ilha paradisíaca. Outros não se conformarão achando que isso chega a ser uma heresia afinal, onde já se viu boicotar o Natal? Essa data tão festiva e tão religiosa e tão...tão...Tradicional! Absurdo! Eles devem estar loucos!

Sinopse:

O livro conta a história de Nora e Luther Krunk, que planejam fazer um cruzeiro pelo Caribe para fugir do Natal. Escândalo e pasmo gerais, pois moram num bairro chique, onde todo mundo festeja o Natal com todo o brilho que tem a maior festa cristã. Nada de árvores, estresse de shopping lotado, despesas sem controle, cartões com mensagens de paz e felicidade. No lugar da festa, do panetone, do peru ou das luzinhas piscando no quintal, o plano é fazer um cruzeiro ao Caribe e desprezar qualquer emoção natalina que ponha tudo a perder. John Grisham provoca boas gargalhadas no leitor com esta hilariante fábula de Natal para os tempos modernos.

Dei muitas gargalhadas lendo as peripécias de Luther para se desvencilhar de vizinhos abelhudos e patrulheiros da vida alheia. Eu mesma já pensei inúmeras vezes em sumir da cidade nesse período natalino e deixar para trás listas de presentes, filas intermitentes, estresse generalizado em supermercados e shoppings. Mas cadê a coragem de estragar a festa dos outros? Não é mesmo? E assim a gente vai engolindo a seco e passando mais um Natal em família e em comunidade.
Gente, é diversão garantida a leitura desse livro. E uma reflexão também sobre essa correria toda e seus valores. Vem conferir!

2 comentários:

Marina Almeida disse...

Eu não tenho paciencia para o Natal! Se pudesse passaria bem longe de casa. Vou ver se encontro esse livro para ler também.

Abçs : )

Luma Rosa disse...

Oi, Roseli!
As pessoas deveriam repensar o natal. Na minha opinião e foi o que adotamos em casa, deixamos para comemorar em um almoço em família, afinal, natal é bom somente para as crianças e, na ceia os maiores interessados estão dormindo. Incluindo as pessoas mais velhas.
Sabe que sou contra essa lenda de papai Noel... Na minha família quem dá presente para as crianças são os pais e tios. Nada de papai Noel. Quer dizer que, o pai "real" rala o ano todo pra dar um presente legal para o filho e papai "Noel", leva os louros? Muito errado, além de outros prejuízos mentais que essa figura causa! :D
Quando li o título do seu post, pensei: Mas já?
Tenho a ligeira impressão que o último natal fica incrustado em nós e por isso, achamos que ele sempre chega com uma carga pesada de obrigações.
Vamos dar esse livro de presente pra todo mundo no natal? :)
Beijus,