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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Terapia das emoções


Somos todos fadados em algum momento de nossas vidas, sofrer a perda de alguém querido. Perdas ocorrem em vários momentos de nossas vidas e se não nos tornarmos resilientes, ficamos pelo caminho.
O livro que terminei de ler e que deixou marcas profundas na minha alma foi o livro da escritora alemã, Nina George - A livraria mágica de Paris, Editora Record. Sucesso em vários países na Europa 
Só o título e a capa já tinham me conquistado quando ele chegou às minhas mãos, aqui na biblioteca. Lendo a sinopse, já me vi fisgada afinal, livros, biblioteca, livraria, magia. Ingredientes que sempre me pega de jeito. Fiquei mais propensa à leitura, ao perceber que ele trata de emoções, relacionamentos, amizades e reencontro do amor na vida de pessoas comuns como eu e você, leitor.
Bingo! Em uma tarde, de bobeira por entre as prateleiras de livros da biblioteca onde trabalho, esse livro praticamente se jogou em meus braços.
Te digo uma coisa caro leitor: Não é uma leitura rápida. Não por ser uma linguagem difícil e rebuscada. Pelo contrário. Os personagens parecem convidar você para sentar-se e narrar acontecimentos de suas vidas que te levam a muita reflexão. A cada capítulo lido, parava e me perdia em pensamentos sobre a vida dos personagens - que ganharam meu carinho, e que muito se assemelha a experiências vividas por mim ou por alguém que conheço. Identificação total!
Meu desejo de mergulhar na leitura de uma história que se passa em Paris - que ainda não conheço mas um dia conhecerei - e percorrer suas ruas, vielas, comércio e conhecer seus habitantes acabou fazendo com que, ao lado de Jean Perdu, livreiro conhecido como "Farmacêutico literário", essa viagem fosse única. Por entre escolhas de livros e escritores que podem contribuir com nosso bem estar e resolução de problemas, uma leitura ímpar.
Ontem, ao término do dia aqui  na biblioteca, encontrava-me tão focada na leitura, que nem vi um funcionário se aproximar. Segundo ele, ficou alguns minutos a me observar. Na realidade, até havia percebido sua presença mas, a história estava grudada em minhas retinas e simplesmente não queria interromper. Coisas de leitor! Alguém aqui já ouviu ou leu a respeito de Biblioterapia? Não?
A Biblioterapia tem como conceito, a terapia por meio da leitura de textos. O personagem principal é exatamente esse terapeuta que diagnostica e prescreve livros aos seus clientes para resolver questões das mais diversas. Eu, particularmente, acredito e já curei muitos conflitos através da leitura e sempre digo: Não é você quem escolhe o livro que deseja ler mas sim, os livros te estudam e se doam para que você, interagindo com suas páginas, encontre a cura para seus males. Portanto caro leitor, creia que ler não é apenas passar os olhos pelas páginas. Ler é uma atividade profunda que mexe com nossas entranhas causando emoções, remexendo aquelas que se encontram muitas vezes adormecidas ou, simplesmente acalmam aquelas que se revoltam e ferem dentro da gente. Quando nos identificamos com determinada leitura, ao término dela, saímos revigorados e prontos para enfrentar qualquer coisa. Já se sentiu assim? Eu já. Várias vezes. Não vou entrar em pormenores da história senão entrego o jogo e perde a graça. Entre as 306 páginas que compõe o livro, você vai se deparar com muita aventura, emoção (de todos os tipos), reflexão sobre a vida, amor e ao término, um Salve à vida afinal, a verdadeira magia está toda contida nela.

" - Aqui, minha cara. Romances para teimosia, livros de não ficção para mudanças no pensamento, poemas para a dignidade. Livros sobre sonhar, sobre morrer, sobre o amor e sobre a vida como artista. Ele deixou aos seus pés baladas místicas, histórias antigas, duras, sobre abismos, quedas , perigos e traições. Em pouco tempo, Anna estava cercada de pilhas de literatura como uma mulher cercada de caixas em uma loja de sapatos." - p.38

"...Sempre queremos conservar o tempo. Conservamos as antigas versões daquelas pessoas que nos deixaram. E também mantemos essas antigas versões de nós mesmos, sob a pele, embaixo das camadas de rugas, experiências e risos. A antiga criança, o antigo amante, a antiga filha." - p.112-113



Sinopse:

Uma história emocionante de amor, de perda, e do poder dos livros. O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, “A livraria mágica de Paris” é uma carta de amor aos livros — perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.

Ah! Mais um detalhe: ao final do livro, uma série de receitas da Provence. Eu, amante da boa cozinha, vou em breve experimentar essas gostosuras. E então, gostou? Venha também para essa livraria mágica e saia renovada (o) dessa experiência literária.

Título: A livraria mágica de Paris
Autor: Nina George
Tradução: Petê Rissatti
ISBN:978-8501107619
Editora: Record
Ano: 2016
Paginação: 306

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Livros que me acompanharam nas férias

Na postagem anterior falei de minhas férias e dos passeios que fiz. Sempre que viajo carrego comigo alguns livros para me distrair na viagem. Dessa vez não foi diferente. Por indicação de meu amigo que viajou para o Rio comigo, comprei o livro Delta de Vênus, de Anaïs Nin, da editora L&PM. É interessante. Sempre tive vontade de ler sua obra mas sempre adiava. Acho que chegou a hora, comprei e levei comigo.
Discípula das descobertas freudianas, a autora aplicou nesses textos a delicadeza de estilo que lhe era característica e a pungência sexual que experimentou na sua própria vida. Em seus contos, inúmeras prostitutas, jovens curiosas, mulheres maduras que decidem se libertar e buscam aventuras sexuais, homens que têm desejos dos mais bizarros se esbarram numa Paris efervescente mas que já dá mostra de uma certa decadência.
Gostei muito da narrativa de Anaïs Nin. Delicada, algumas vezes poética, feminina mas que descreve muito bem as cenas eróticas sem cair na vulgaridade. Está certo que não é uma leitura para qualquer leitor. Se você for de mente fechada e tiver certo conservadorismo com relação a cenas de sexo, pode esquecer essa autora. Agora, se for um leitor(a) de mente aberta e gostar de ler e adentrar o universo sexual que, vamos combinar, faz parte da natureza humana, aí sim você terá uma leitura prazerosa, de bom gosto e muito bem escrita.
Alguns contos são bem curtos, outros se arrastam um pouco e trazem muitos personagens. Algumas vezes confesso que me cansei um pouco mas, fazendo um balanço geral do livro, gostei bastante. Para quem achou 50 tons de cinza tudo de bom, recomendo ler essa autora para conhecer de fato uma ótima literatura erótica.
Outro livro que comprei no aeroporto de Natal enquanto aguardava o voo de retorno e que me surpreendeu bastante foi As mulheres de terça-feira, da escritora alemã Monika Peetz, editora Casa da Palavra.
O livro já me agradou pela capa e ao ler a sinopse, me ganhou de vez.
A história fala sobre uma emocionante viagem de transformação e amizade pelo caminho de Santiago.

Sinopse: Judith encontra o diário de seu falecido marido sobre uma peregrinação inacabada a Santiago de Compostela. Ela e as quatro amigas se unem para completar a jornada – sem saber o que as espera. O guia de viagem prometia: “A cada passo, uma resposta.” Mas o que aconteceu com as amigas foi o oposto: novas dúvidas surgiam conforme cumpriam o percurso, fazendo-as se ques­tionarem sobre a vida que levam e as escolhas que fizeram. Kiki, Judith, Estelle, Eva e Caroline se despediram de suas ro­tinas e famílias para se depararem com um caminho livre, um horizonte amplo e um cenário deslumbrante. Algumas bolhas nos pés, muitas horas para refletir sobre si mesmas e aventuras no decorrer do caminho serão responsáveis por trazer a paz de espírito de que precisavam – e fazer com que tomem as decisões que elas nunca tiveram coragem de tomar. Li esse livro numa tacada só sem perder o fôlego e me envolvi com as personagens e seus conflitos de uma forma intensa. Ri e chorei junto delas e saí da leitura com um sentimento muito bom no peito. É dessas leituras que marcam presença e você se apega e se apaixona pelas mulheres da história. Amei! fica aqui mais uma excelente dica de leitura.