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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Penso, reflito e não chego a lugar nenhum. Mas é um início

Vez por outra me pego filosofando e passo a refletir sobre a humanidade, suas crises, seus temores, e, me abate uma melanclia mediante o que presencio. Não sou fatalista, muito menos pessimista. Acho até que mais de uma vez escrevi sobre isso por aqui. No entanto, se analisarmos friamente a situação que o planeta passa, com tantas guerras, conflitos, armações políticas, corrupções e agora, para completar essa feijoada de mal gosto, um novo ingrediente vem "salgar" ainda mais esse prato tão indigesto: as catástrofes climáticas. Não bastasse já tantas desgraças que o povo tem que digerir, agora temos de nos preocupar com mais esse problema. Temos nossa parcela de culpa nisso tudo? Não tenha dúvida: temos e muita. Está certo que o planeta Terra já vem passando por mudanças há muito tempo e que seria natural essas "acomodações" do solo, tais variações climáticas como já ocorreu no passado na era dos Dinossauros. No entanto, o excesso da população nas grandes metrópolis, a produção descomunal de lixo produzido por essas mesmas megacidades, a falta de infraestrutura das mesmas, o consumo desenfreado que continua alimentado pelas mídias, provoca uma aceleração maior na degradação das cidades e, consequentemente, da sociedade que nela habita. O Brasil é um país jovem, com uma população também jovem em vários sentidos da palavra. Jovem por não ter experiência com tais situações como os países europeus e asiáticos; jovem por ainda não ter um total domínio e conhecimento de seus direitos mas, principalmente de seus deveres de cidadão; jovem por não ter uma educação e uma formação adequada que o prepare para assumir responsabilidades e manter as rédeas de sua própria vida em suas mãos e não nas mãos de políticos corruptos e sem moral que só visam interesses próprios e por aí vai...
Sinto-me condoída com toda a situação da população que tem passado por tantas agruras, decepções e perdas materiais e pessoais diante dessas catástrofes que tem acontecido no Rio e em outras partes do país. No entanto, fica-me a sensação de que podíamos ter feito algo para evitar tudo isso. Quando digo nós, me incluo também pois tenho plena consciência de que também deixo a desejar no que diz respeito aos meus deveres de cidadã. E é nessas horas que vejo o quanto ainda temos que trilhar para alcançarmos o patamar de uma nação evoluída e desenvolvida em todos os sentidos onde a ética seja a bússola para que todos os setores façam sua parte. Somente de uma coisa tenho certeza: a sociedade precisa urgentemente repensar sua forma de viver. Mudar seus conceitos, sua conduta, seus padrões. Será que viverei para ver isso um dia?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Por que o ser humano é assim?

Não pretendia comentar nada sobre o ocorrido mas, na semana passada coincidentemente (ou não), três dos grupos a que pertenço tiveram situações semelhantes: divergências em opiniões que se descambaram para troca de farpas, passando por comentários irônicos chegando às ofensas. Daí, toda essa movimentação e dificuldade entre as pessoas envolvidas me levaram a refletir sobre a dificuldade que o ser humano tem em lidar com opiniões diferentes, modo de ser diferente, religião diferente, pensamentos políticos diferentes...enfim, como se é difícil conviver com a diferença! Veja bem, não sou nenhuma criatura elevada para estar aqui falando dos outros. No entanto, venho de uma família onde sempre foi cultuado e desenvolvido a tolerância entre todos. Desde que me entendo por gente que ouço no seio familiar sobre a importância de se saber conviver com os outros sabendo respeitar as pessoas e isso sempre implicou respeitar ideias, crenças, conduta. Mesmo que isso vá contra meus princípios, nem por isso devo sair atirando, julgando e condenando aqueles que não pensam como eu.
Há anos atrás, conheci uma garota que logo de cara não gostei de sua maneira de se portar, de falar, de se vestir. Trocando em miúdos: definitivamente não tinha ido com sua fachada!
No entanto, calhou de além de estudarmos na mesma classe, fomos trabalhar no mesmo local iniciando no mesmo dia. Nossa chefe chegou para nós e falou: como são novas aqui, almoçarão no mesmo horário e sairão também no mesmo horário assim poderão fazer companhia uma a outra.
Naquele dia saí meio estremecida pois ia ter que "aturar" aquela lá se quisesse manter o emprego. Com a convivência, fui vendo que ela era uma pessoa (independente de suas diferenças) adorável, agradável e hoje, somos grandes amigas. Outro dia conversando com ela , lembramos dessa nossa diferença no início e daí ela mesma concluiu: Nossa amizade deu certo porque aprendemos a nos respeitar e a enxergar o que de melhor tínhamos.
E essa é a grande sacada para todos: o respeito acima de tudo. Além do olhar mais aprofundado em tudo e em todos. Procuro sempre olhar o outro não como meu inimigo mas sim, como uma pessoa igual a mim. Ou seja, cheia de defeitos mas também com uma gama incrível de virtudes e qualidades. E é nessas qualidades que procuro me fixar e procurar algo que me enriqueça.
É claro que nem sempre é fácil. As vezes me pego olhando alguém e já levantando ideias pré-concebidas sem nem ao menos conhecê-la. Mas imediatamente trato de "puxar minhas orelhas" e lembrar que não é por aí que devo proceder. Tenho que dar chance de conhecer pelo menos. E se a pessoa em questão realmente não me for agradável, simplesmente me afasto sem jamais esboçar animosidade. Afinal, o que não desejo pra mim, também não desejo ao próximo. Tenho cá com meus botões que o dia em que todos aprenderem o dom da tolerância e do respeito, a humanidade dará um pulo gigante na sua evolução. Enquanto isso não acontece...só posso lamentar.