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terça-feira, 5 de novembro de 2013

A ficção nos levando a refletir nossa realidade

Ontem assistindo o capítulo da novela Amor a vida, contatei algo que há muito já sabia: a sociedade realmente é machista! Por mais que as mulheres tentem ou já tentaram mudar isso no passado, a sociedade realmente é machista e ponto! E explico o porque da minha afirmação.
Durante o jantar que Felix deu para reunir toda a família e expôs a ligação entre César e Edith e o fruto dessa ligação que é Jonathan, seu até então suposto filho, quem foi o alvo de toda a revolta? Quem?
O todo poderoso doutor César que tanto mal já fez a toda a família com sua visão preconceituosa e deturpada? É claro que não! Toda a ira da matriarca e de Félix foi despejada em forma de tapas e puxões de cabelo e de impropérios para a ex-garota de programa Edith.
Reparem bem: o todo poderoso doutor César saiu desse jantar sem respingo algum sobre si deixando para trás uma ex-garota de programa e nora apanhando feito cão vadio na rua. Todos ficaram observando e intimamente aprovando a atitude de Pilar.
Aí me pego com o seguinte pensamento: Podem alegar que é só uma novela mas toda novela, todo folhetim reflete o que uma sociedade pensa. E eu, chateada penso com meus botões e depois expressei em palavras com minha irmã: A sociedade continua tão machista quanto há séculos e séculos atrás. A hipocrisia é que dá uma certa maquiagem a coisa e mostra-nos como modernos e evoluídos.
Mas não, ainda vivemos e pensamos como em pleno século 18. Todo o mal que recai no mundo é sempre culpa da mulher. Hoje, batemos tanto em nossos peitos - muitas vezes inflados de silicones - de que temos de combater o machismo mas a grande maioria das mulheres ainda continuam educando e criando seus filhos exatamente como suas avós e tataravós criaram os seus no passado. Mudou apenas a roupagem, o cenário e alguns detalhes aqui e ali mas no fundo, as mulheres ainda criam seus filhos de forma machista. Ao garoto tudo é permitido e bonito. À menina, tudo é feio e nada é permissivo. Garoto dá uma de Don Juan, Ah! Ele desde cedo é um verdadeiro sedutor! Que danado!
A menina ninfetinha põe suas teias de fora e usando short curtinho e mini blusa salientando os peitos, lá vem a sentença: Essa daí desde cedo mostra a que veio! Vulgar que só ela! Uma verdadeira putinha! Ou, como se expressa de forma mais politicamente correto e atual: Essa daí não passa de uma Piriguete!! Vai dar trabalho! Vai envergonhar a família!
E por aí vai os tantos outros comentários que se faz sobre a menina e sobre o menino até chegarem a fase adulta e darem prosseguimento a esse círculo vicioso que chamamos de "Educar".
Não tenho filhos e sei que jamais os terei mas me preocupo com o andar da carroça se as coisas continuarem assim, do mesmo jeito. Mulheres e mães repensem seus pontos de vista, suas convicções e observem se não continuam a reproduzir o que as demais mães do passado fizeram na criação de seus filhos. Enquanto a Mãe/Mulher não mudar a forma de educar seus filhos, a sociedade permanecerá do jeito que está. Ah! E antes que me esqueça, vocês podem estar se perguntado aí do outro lado:
É, a Roseli fala, fala, fala só da mulher. E o homem não tem responsabilidade na educação das crianças?


Minha resposta é Sim e Não. Sim porque nos dias atuais vejo que os homens são mais presentes no convívio e educação dos filhos mas, a mulher ainda é presença marcante e dominante da criação de seus rebentos portanto, volto a dizer que a maior responsável pela formação do caráter e comportamento das crianças, futuros adultos ainda é da mulher.
Ontem mesmo ouvia no noticiário do rádio uma pesquisa que aponta o crescimento de estupros aqui no Brasil. Por que será que de uma hora para outra isso voltou a crescer? Ou será que sempre esteve presente e nós, é que ignorávamos tal fato? Volto a dizer que isso também se deve a essa forma de educar fazendo diferenciações entre os gêneros. O dia em que a educação, criação e formação das crianças e jovens for voltada para a igualdade de responsabilidade e os adultos exemplificarem tal lição a ser ensinada, tenho certeza que as coisas mudarão. Bom, essa é minha visão. Se estou certa ou não eu não sei mas penso que tem uma certa lógica. E você o que pensa sobre essa questão? Quero muito saber. Acho bem válida essa discussão.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Penso, reflito e não chego a lugar nenhum. Mas é um início

Vez por outra me pego filosofando e passo a refletir sobre a humanidade, suas crises, seus temores, e, me abate uma melanclia mediante o que presencio. Não sou fatalista, muito menos pessimista. Acho até que mais de uma vez escrevi sobre isso por aqui. No entanto, se analisarmos friamente a situação que o planeta passa, com tantas guerras, conflitos, armações políticas, corrupções e agora, para completar essa feijoada de mal gosto, um novo ingrediente vem "salgar" ainda mais esse prato tão indigesto: as catástrofes climáticas. Não bastasse já tantas desgraças que o povo tem que digerir, agora temos de nos preocupar com mais esse problema. Temos nossa parcela de culpa nisso tudo? Não tenha dúvida: temos e muita. Está certo que o planeta Terra já vem passando por mudanças há muito tempo e que seria natural essas "acomodações" do solo, tais variações climáticas como já ocorreu no passado na era dos Dinossauros. No entanto, o excesso da população nas grandes metrópolis, a produção descomunal de lixo produzido por essas mesmas megacidades, a falta de infraestrutura das mesmas, o consumo desenfreado que continua alimentado pelas mídias, provoca uma aceleração maior na degradação das cidades e, consequentemente, da sociedade que nela habita. O Brasil é um país jovem, com uma população também jovem em vários sentidos da palavra. Jovem por não ter experiência com tais situações como os países europeus e asiáticos; jovem por ainda não ter um total domínio e conhecimento de seus direitos mas, principalmente de seus deveres de cidadão; jovem por não ter uma educação e uma formação adequada que o prepare para assumir responsabilidades e manter as rédeas de sua própria vida em suas mãos e não nas mãos de políticos corruptos e sem moral que só visam interesses próprios e por aí vai...
Sinto-me condoída com toda a situação da população que tem passado por tantas agruras, decepções e perdas materiais e pessoais diante dessas catástrofes que tem acontecido no Rio e em outras partes do país. No entanto, fica-me a sensação de que podíamos ter feito algo para evitar tudo isso. Quando digo nós, me incluo também pois tenho plena consciência de que também deixo a desejar no que diz respeito aos meus deveres de cidadã. E é nessas horas que vejo o quanto ainda temos que trilhar para alcançarmos o patamar de uma nação evoluída e desenvolvida em todos os sentidos onde a ética seja a bússola para que todos os setores façam sua parte. Somente de uma coisa tenho certeza: a sociedade precisa urgentemente repensar sua forma de viver. Mudar seus conceitos, sua conduta, seus padrões. Será que viverei para ver isso um dia?