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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vergonha para a mulher, vergonha para a nação. Abre teu olho!


Vivemos tempos nebulosos e paira uma nuvem negra sobre nossas cabeças. Quem me conhece sabe que não costumo ser pessimista. No entanto, diante de tantos acontecimentos sucessivos que berram contra os verdadeiros "Direitos Humanos", ponho minhas barbichas de molho.
Lutamos tanto no passado para fazer valer nossos direitos. Direito de voto, direito de ir e vir, direito de escolhas, direito à vida.
Contudo, uma gleba de senhores que se autointitulam guardiães da família e bons costumes, tentam nos enfiar goela abaixo leis, normas, regras que são tudo, menos defesa dos tais "Direitos Humanos". Até mesmo porque, eles são os primeiros a violar tais leis. E talvez a mais importante: Liberdade!
Seja ela de escolha, de gênero, de imprensa, enfim, Liberdade. Plena, Irrestrita, Responsável. 
LI-BER-DA-DE.
Nossa sociedade nunca correu tantos riscos de perdê-la como agora. Sinto no ar cheiro de ditadura da pior espécie. Como um réptil, rasteja sutilmente e com seus tentáculos vai pouco a pouco tomando conta de todos os setores importantes que movem um governo.
Corrupção, desrespeito as decisões da justiça, desmandos públicos, manipulação da informação, compra de votos, e agora, mais esse golpe contra nossa democracia: o Estatuto do Nascituro.
Quero deixar aqui bem claro que particularmente sou contra o aborto. No entanto, sou acima de tudo pelo bom senso. Cada caso é um caso e, cada cabeça uma sentença. Mesmo sendo contra o aborto, respeito a mulher que opta por ele. Cada pessoa sabe o que deve fazer de sua vida, de seu corpo.
Outro absurdo criado por esses mesmos senhores: Bolsa-gestante. Chega a ser ofensivo essa bolsa-gestante. O governo devia era investir massivamente na educação de nossos jovens, dar orientação sexual de fato nas escolas e não essa bolsa-consolo para a mulher que for vítima de estupro. É aviltante, lamentável, ofensivo!
Além do mais, a atitude desses senhores é muito mais movida pelas artimanhas políticas e jogo de interesses escusos do que a preocupação em proteger um embrião. Por conta desses tais interesses mundanos e podres, jogam na latrina todos os direitos que a mulher tão brava e duramente conquistou.
Nasci e fui criada numa família onde a religião sempre esteve presente. A primeira e a mais importante lição que recebi foi o respeito pelas pessoas, pelas instituições e por todas as religiões que existem.Mesmo que não compreenda ou não concorde com as ideologias religiosas vigentes, sempre respeitei. Não é o que tenho visto recentemente. Sempre fomos considerados um país laico. Sempre me orgulhei dessa posição. Mas estamos caminhando para uma via pra lá de perigosa: a imposição de uma postura religiosa se mesclando ao que de pior existe na política de um país: o jogo de poderes.
E para quem acompanha a escala histórica, sabemos bem o resultado dessa união.Nossa democracia corre risco de vida sim! E compete a nós, brasileiros, lutar para que isso não ocorra.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Blogagem coletiva : Inclusão social

Participar dessa blogagem coletiva da Esther, do blog Esterança só me trás alegria e a convicção de que estamos abordando uma questão de extrema importância e não simplesmente "jogando conversa fora".
Somos constantemente borbardeados por notícias e imagens do mundo todo nos mostrando a miséria humana em toda parte do globo. Miséria trazida pela natureza local que não permite que as pessoas possam ter uma vida digna e onde são assolados por fenômenos climáticos, fome, doenças. Por outro lado, nos deparamos com a miséria ocasionada pela guerra e pela ganância desenfreada de uma minoria que domina a grande massa de indivíduos que, mesmo sendo em grande número, são incapazes de se rebelarem contra tais ditadores. São tantas as injustiças cometidas mas uma que me incomoda e entristece muito é a violência doméstica em especial a cometida contra a mulher.

Mesmo nas sociedades que se dizem "evoluídas" e "modernas", ainda é muito comum se ver um número razoável de mulheres sofrendo violência dentro de suas próprias casas. Violência essa cometida por pais, irmãos e maridos. Mulheres sofrendo abusos de todos os tipos levando grande parte delas a sérios problemas psíquicos que comprometem suas vidas. Muitas vezes ouvimos falar que isso é muito comum em países pobres onde ainda impera a lei patriarcal e onde a mulher é vista meramente como "moeda" negociável e feita apenas para produzir filhos.
No entanto, mesmo em países de primeiro mundo onde a mulher já conquistou muitas coisas como o direito a voto, trabalhar e estudar, ainda nos deparamos diariamente com cenas de violência doméstica. No meio artístico mesmo onde as pessoas têm maior visibilidade, de tempos em tempos a mídia nos dá notícias de violência contra a mulher. Recentemente tivemos a notícia da cantora Rihanna que sofreu agressões de seu namorado, o também cantor Chris Brown. Assim como ela, temos na história das artes várias outras que passaram também por essa situação: Tina Turner, Perla, Whitney Houston, Renata Banhara, Vera Fischer e tantas outras e fora o número alarmante de mulheres anônimas que diariamente sofrem todo tipo de violência. O que acontece? Por que esses homens que cometem essas atrocidades fazem o que fazem? O que passa numa mente que age assim? Da minha parte tento entender a psiquê dessas pessoas e por mais que leia e estude não consigo alcançar a lógica existente nesse ato.
Por outro lado, também penso se toda essa situação não é ocasionada pela própria mulher ao educar seus filhos homens e se elas não estão, mesmo que inconscientemente, ainda repassando valores errôneamente calcados numa educação extremamente machista do passado. Pensando ainda mais um pouco, também reflito com meus botões se a mulher também não tem colaborado com essa situação ao se colocar nos dias de hoje, em pleno século 21, apesar de tantas conquistas feitas por mulheres corajosas do passado como meros enfeites e instrumentos sexuais do homem e daí, resultando em falta de respeito de seus companheiros por não conseguirem enxergar nelas nada mais do que "escravas de seu bel prazer". Enfim, são tantas as perguntas e tão poucas as respostas a tais questões. No entanto fica aqui minha reflexão sobre esse tema aproveitando a data de ontem em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher.
Tenho certeza, que não é somente minha mas de várias mulheres e homens que já superaram a era da "pedra lascada" e que hoje já se encontram num patamar mais evoluído, uma reflexão séria e que exige uma mudança de atitude para que nos tornemos uma sociedade mais justa e digna.