quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Outubro iniciando com muita leitura


Mês de outubro começando de uma forma bem legal: participação de um Meme Literário promovido pela Tábata do blog Happy Batatinha.
Fiquei sabendo desse meme através do blog do Luciano e decidi participar afinal, falar sobre livros que li é tudo de bom. Aproveito para convidar a todos que passam por aqui a conhecerem o blog e participar também. Vai ser bem legal. Para maiores informações acessem o blog

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pequenino exterminador

Sala de estudo cheia. Não tem um lugar vago. Epoca de recuperação na escola e todos aqueles que, ou brincaram durante todo o ano, ou tiveram muita dificuldade, têm uma última chance de conquistar nota para passar de ano. Sons de páginas virando. Olhos nervosos e atentos. Vozes baixas que discutem a matéria estudada. No entanto, no meio dessa pintura escolar, observo uma expressão que difere dos demais. Um par de olhos de um verde intenso plantados feito esmeraldas num rosto repleto de sardas que flutua no ar mirando algo que não consigo captar. Pronto. Minha curiosidade está acionada. O que será que mantém sua atenção? Sigo seu olhar mas não consigo enxergar o alvo dela. Ele sorri...mais um pouco e chega quase a gargalhar. Peço silêncio de minha mesa. Olha-me, engole a risada, respira fundo e finge estudar. E eu, de minha parte, finjo trabalhar mas não consigo pensar em mais nada a não ser descobrir o motivo de seu riso. E fico mentalmente discorrendo sobre os inúmeros motivos dele se dispersar tanto dos estudos. Seria ele uma criança hiperativa? com déficit de atenção? Aos poucos, achando que estou de fato trabalhando, observo pela minha visão periférica que ele voltou a olhar para seu objeto imaginário e começa a mostrar a língua e a fazer caretas. Segurando meu riso pois a cena é muito engraçada, mantenho-me na tocaia só esperando a hora de desvendar esse mistério que - a essas alturas - já me deixa em comixões de tanta curiosidade. Abaixa-se sobre o tampo da mesa e com suas mãozinhas miúdas, percorre um caminho indo a lugar nenhum como se estivesse mexendo com algo ou alguém. Inúmeras vezes recolhe suas mãos e ri. Ri de uma forma guardada só para sí. Paralisado feito uma estátua de sal, permanece assim por alguns minutos e, num lance veloz, com sua caneta, laça algo que pra mim é invisível mas, pela sua expressão de vitória, é algo bem real. Não me aguentando de tanta curiosidade, levanto e vou até ele perguntar o que ele fazia. Com os olhinhos brilhantes revelando seu gosto pela vitória disse:
"Tia, tava só esperando uma aranha que fazia uma teia se distrair pra pegar."
"Ah...uma aranha...e você a pegou?"
"Peguei sim e estraçalhei com ela. Quer ver?" - e mostrando sua mãozinha revelou por entre seus dedos algo indefinido, esmagado e desfigurado que até pouco tempo era uma inofensível aranha. Pobre aranha! Essa atitude do garoto me fez lembrar de quando era criança e tinha um prazer absurdo em jogar sal nas lesmas do jardim de casa e, quando ia ao sítio de meu tio João, jogar sal também nas costas dos pobres sapos que encontrávamos pelo caminho. O prazer que sentia ao ver essas pobres criaturas se contorcendo de dor... pequenas maldades infantis. Voltando a minha realidade falei:
"Certo meu jovem. Mas agora que já matou a pobre aranha, que tal se concentrar nos estudos?"
Com o sorriso mais encantador, pegou seus cadernos e livros e retomou a leitura e lições de casa. Mas de vez em quando, observei que ele desviava seus olhinhos e buscava uma próxima presa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Meme literário: Como você lê?

Passando pelo blog do Luciano li seu texto sobre sua maneira de ler. Vi que era uma iniciativa pelos seis anos de blog do Fio de Ariadne, da Vanessa e decidi participar também afinal, uma blogagem coletiva além de servir de estímulo para a escrita, serve também de interatividade entre os blogueiros e também para conhecer novos blogs e pessoas. Isso não tem preço mesmo. A ideia lançada pela Vanessa é de saber como você lê. Apesar de parecer algo óbvio, isso é muito interessante pois cada um tem maneiras, estilos e metodologia própria. E aí está a diversão da coisa. Saber um pouco mais sobre cada um através de suas formas de leitura. Topei a parada e falarei um pouco sobre meu modo de ler.
Como alguns já sabem, leitura pra mim é algo vital como beber água, comer, respirar afinal, além de meu lazer, ler faz parte de minha profissão: bibliotecária. Leio de tudo o dia inteiro. Livros que chegam para análise, revistas de todas as áreas principalmente as educacionais. Começarei falando de minha leitura técnica que é a que desempenho praticamente o dia inteiro. Leio os livros que vou catalogar com critérios que vão da descoberta do assunto principal, partindo para assuntos correlacionados. Com os periódicos, indexo artigo por artigo então, leio com atenção e extraio dele assuntos que tenham a ver com eles para ajudar nas buscas dos usuários da biblioteca. No entanto, apesar de uma leitura técnica, as vezes me pego lendo com paixão se me deparo com temas que gosto. Exemplo? Neurociências, psicologia e psicanálise. Curto demais esses assuntos daí, leio com total prazer cada artigo. Mas vamos a minha leitura por puro deleite e prazer. A leitura de livros que escolho para literalmente devorar. É muito interessante. Não tenho problemas para ler no ônibus ou no metrô. Mergulho na leitura e o mundo pode acabar que nada me tira a atenção. Principalmente se a história for instigante. No entanto, em casa tenho sérios problemas para ler pois ela é muito barulhenta. Minha família quer minha atenção o tempo todo e não consigo ficar cinco minutos lendo sem ser interrompida. Tevê ligada com som alto, rádio ligado idem, vizinhos que não falam - GRITAM!!!! - e muito carro que transita em minha rua. Tudo isso mexe com meus nervos e aí a leitura não caminha. Mas de uns tempos pra cá, comecei a me trancar no quarto a noitinha e aviso a família que preciso ler um pouco e que não desejo ser interrompida. Tem dado certo. Pelo menos por meia hora consigo a paz necessária. Coloco algumas almofadas como encosto na cama, me enrolo numa manta leve e quentinha, pego os livros que quero ler, minha agenda e caneta para algumas anotações e assim me dedico à leitura. Esse ano estou um pouco devagar com meus livros pois ando muito atarefada em cuidar de minha irmã que passou por uma cirurgia ortopédica e que está dependente pra tudo e requer sempre nossa atenção. E ela exige nossa atenção. Principalmente a minha. Segundo minha mãe, ela não é minha irmã mas sim minha filha postiça. A que não tive pois nosso relacionamento é muito mais de mãe e filha do que de irmãs.

Ah! Já ia me esquecendo: talvez por conta da profissão, tenho um cuidado pra lá de especial com os livros. Não dobro suas páginas (detesto ver livros assim), não rabisco nem faço anotações e sempre tenho comigo marcadores que a própria biblioteca confecciona para saber onde parei minha leitura. Tenho em minha gaveta uma quantidade absurda
de marcadores que ganho das editoras ou de amigos que sabem que curto isso. Gosto de livros novos. Sentir seu cheiro, manusear, observar a capa e seu projeto gráfico. Não costumo pegar livros mais antigos para ler justamente por conta de minha rinite alérgica. E olha que tenho paixão em manusear livros antigos. Mas essa rinite me impede. No momento estou lendo esses dois livros e estou gostando bastante. Mais pra frente falarei algo sobre eles.
Espero que tenham gostado e que tenham também me conhecido um pouco mais através de meus hábitos de leitura.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Amar - um tema inesgotável

Não costumo ler livros do gênero autoajuda. Não que seja um preconceito meu mas sim, uma questão de gosto pois em se tratando de leitura, aprecio aqueles que me surpreendem. E, verdade seja dita, a maioria dos livros que assim se intitulam são pra lá de previsíveis. No entanto, terminei de ler recentemente um livro que me surpreendeu pela criatividade da história e por tratar de relacionamentos de uma forma muito bonita e poética.
Escrita por dois especialistas em terapias de casais, fazem um verdadeiro tratado das relações humanas que envolvem casais. E esse tema é algo universal pois todos os conflitos numa relação ocorrem aqui entre nós brasileiros, lá nos países europeus, no Alasca ou em qualquer outra parte do planeta. Muda-se a língua, os costumes mas o que envolve sentimentos numa relação é igual em toda parte. E essa história me fez parar diversas vezes entre um trecho e outro e refletir, pesar o que foi dito, filtrar e isso me fez um bem danado afinal, quem não deseja melhorar suas relações não é mesmo? Até anotar frases num caderno comecei a fazer pois senti necessidade de guardá-las comigo para repensá-las futuramente.
Amar de olhos abertos. Só esse título já me chamou a atenção e quando li na orelha do livro a seguinte frase: "Apaixonar-se é amar as semelhanças, e amar é se apaixonar pelas diferenças". Uau!!! Isso me fisgou o interesse em ler todo o resto. Ao término da história fiquei com uma sensação muito boa dentro de mim e passei a olhar o outro, no caso, o parceiro com olhos mais tolerantes. Por conta dessa minha experiência com a leitura desse livro, deixo aqui como sugestão. Para todos que gostam de ler sobre relações, para aqueles que curtem pensamentos filosóficos e psicanalíticos ou que simplesmente se amarram numa história bem contada.

Sinopse:

Roberto é um homem solteiro, eternamente insatisfeito com suas relações amorosas. Para ele, a história é sempre a mesma: conhece uma mulher, eles se apaixonam, começam a namorar, mas, após um tempo, surgem as diferenças e o encanto acaba.
Até que, por acaso ou destino, um estranho erro do seu provedor faz com que ele comece a receber e-mails endereçados a um tal de Fredy. A princípio Roberto os apaga. Porém, à medida que outras mensagens vão chegando, a curiosidade fala mais alto e ele abre uma delas. Quem a assina é Laura, uma psicóloga que está escrevendo com Fredy um livro sobre terapia de casais.
Mesmo não gostando da ideia de invadir a privacidade de outra pessoa, Roberto acha cada vez mais difícil resistir à tentação de continuar lendo os e-mails de Laura, pois suas teorias se mostram muito úteis para sua vida.
Amar de olhos abertos. Jorge Bucay e Silvia Salinas. Editora Sextante

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Retornando lentamente

Ando tão distante daqui. E tenho sentido muita falta de escrever. Mas desde que voltei de férias que minha vida está uma correria só. No trabalho, mudanças significativas que me tomam o dia inteiro e meu cérebro está inchado de tanta informação. Isso dá um cansaço absurdo que me tira toda a energia para se ler e escrever. Meus livros estão parados, juntando pó só no aguardo dessa leitora relapsa. Meu quarto e principalmente meu guarda roupa está uma zona total. Dá até medo de abrir suas portas. Todo dia abro e falo mentalmente: "Esse final de semana eu juro que dou uma ordem aqui". Mas, entra final de semana e saí final de semana, e ele continua na mesma. Quer dizer, na mesma não. Pior. Tenho chegado em casa a noite um trapo humano e mal tenho tempo de comer algo e logo quero mais é minha cama pra repousar esse velho esqueleto. Ando me sentindo o próprio personagem do filme Feitiço do tempo acordando todos os dias no mesmo horário e tendo a mesma rotina. Preciso urgentemente quebrar esse feitiço e iniciar coisas novas em minha vida. Caso contrário, vou morrer de tédio. Mas já sinto-me aliviada por postar pelo menos esse pequeno desabafo. Já andava em cólicas por não escrever nada. Até a próxima.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lendo e fazendo terapia


Hoje tirei a tarde pra falar um pouco sobre algo que gosto de fazer: comentar as impressões sobre um livro lido. Estava empacada numa leitura que até achei que não conseguiria terminar. Ms como já tive a mesma experiência num outro título do mesmo autor, decidi ir adiante com a leitura mesmo que devagar. E nesse compasso lento, cheguei ao fim do livro. Gosto muito de psicologia e psicanálise por isso mesmo virei fã do autor Irvin D. Yalom. Li os títulos Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer, Mentiras no Divã e em julho terminei de ler Cada dia mais perto. E faço aqui as minhas interpretações do livro. Costumo sempre dizer que os livros é que nos escolhe de acordo com o momento que estamos vivendo. Comprovei mais uma vez essa minha teoria. Em meados de março estava em crise com minha escrita. Bloqueio total e não estava conseguindo nem mesmo postar por aqui. Desenvolver alguma história então, nem pensar! Como estava participando de um curso de criação literária fiquei horrorizada comigo mesma. Certa tarde aqui na biblioteca, passeando pelas estantes como sempre gosto de fazer, um livro me chamou e peguei para ler a sinopse. Bateu de imediato com minha crise criativa. Afinal, a personagem é uma escritora com bloqueio que busca ajuda de um psicanalista para resolver suas neuras. Me senti a própria personagem. Só que como toda terapia, não é fácil nem de se fazer e muito menos de ler. O que? Quer saber se a leitura é chata? De jeito nenhum. Mas como eu iniciei uma terapia colada a personagem, muitas das dificuldades dela eram minhas também e trabalhar isso tudo em mim, muitas vezes me machucou, me incomodou e por aí vai. Mas, como a leitura anterior (Quando Nietzsche chorou), mexeu demais comigo e diversas vezes deixei o livro de lado pois a leitura ficava sufocante. No entanto, ao término do livro me veio a alegria da libertação. Sim! Pode parecer loucura mas realmente sinto que trabalhei algumas questões que estavam lá no fundo me atormentando e impedindo que florescesse minha escrita. Por isso mais uma vez recomendo ler para se tratar da alma, trabalhar as neuroses e encucações que muitas vezes ignoramos tê-las. Ler é um santo remédio além de ser um excelente passatempo. É o que se chama Biblioterapia e isso tem fundamento. Deixo aqui então minha sugestão de leitura.


Cada dia mais perto. Irvin D. Yalom, Editora Agir

Sinopse: O psicoterapeuta Irvin D.Yalom e Ginny Elkin, pseudônimo de uma escritora atendida por ele, reuniram escritos sobre seus pensamentos e emoções ao fim de todas as sessões de terapia realizadas ao longo de quase dois anos. 'Cada dia mais perto' é um relato de um relacionamento difícil e delicado, que revela pontos de vista, desejos, necessidades, expectativas e frustrações, tanto da paciente quanto do terapeuta.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Blogagem coletiva: Solta o som 2ª edição

A Vanessa, do Fio de Ariadne, propôs a reedição de uma Blogagem Coletiva, a "Solta o Som 2º edição", onde os blogueiros falariam sobre a sua trilha sonora. Apesar de ficar sabendo só agora quase no finalzinho do mês de julho, quando visitei o blog da Letícia Je suis en train de chercher , decidi mesmo assim participar pois a música sempre se fez presente em minha vida em todos os momentos importantes. Cresci numa casa onde se ouvia rádio direto. Minha mãe costumava lavar roupa, fazer os afazeres da casa sempre ao som do rádio ligado. Ouvia novelas na antiga rádio São Paulo, rádio Tupi e meu pai sempre que chegava do serviço, após tomar uma ducha, botava uns bolachões na vitrola e dá-lhe rumba, mambo, salsa e outros ritmos dançantes. Meu pai quando jovem foi um senhor pé de valsa. Na minha adolescência, sintonizava direto as rádios Difusora e Excelsior FM que tocava as músicas que curtia muito. Peter Frampton, Stilystics, Ko and the Gang, KC and The Sunshine Band, América, Bread...Puxa! Quantas bandas conheci ouvindo essas rádios! E quantas lembranças elas me trazem! No finalzinho da década de 70, conheci uma banda que mexeu demais com minhas emoções e que direcionaram meu gosto musical: Queen. Freddie Mercury com sua performance operística e sua belíssima voz e carisma no palco me deixaram hipnotizada. O som que esse grupo fazia me deixavam extasiada. Nunca imaginei que pudessem fazer um som assim como eles faziam. O meu debut em shows foi exatamente quando eles vieram pela primeira vez ao Brasil. Simplesmente pirei!!! E contagiada pela música nunca mais me separei dela. De lá pra cá conheci muitas outras bandas, cantores, gêneros musicais. Ampliei meu gosto e hoje sou bem eclética. Gosto de quase tudo. Depende do meu estado emocional, vem sempre uma canção a me embalar. Hoje, chegando a uma idade mais madura, curto mais as músicas que me acalmam, me deixa relaxada, curto MPB. Descobri Elis Regina quase que simultaneamente a descoberta do Queen. Ela é minha grande paixão na música popular brasileira. Mas não fico só nela não. Gosto de quem tem talento, voz, carisma.
Mas vamos a lista das músicas que marcaram minha vida:
  1. Meu bem - Ronnie Von ( meu primeiro ídolo musical. pequenina assistia sempre ele na TV. Lindooooooo!!!)
  2. F comme Femme - Salvatore Adamo (Já escrevi sobre o episódio dessa música em minha vida)
  3. Show me the way - Peter Frampton (Ele foi minha paixão adolescente)
  4. Bohemian Rapisody - Queen (Essa música foi um divisor de águas musical)
  5. Meio-termo - Elis Regina (Quando descobri a obra dessa cantora passava horas ouvindo seus discos)
  6. Exagerado - Cazuza
  7. Azul - Djavan
  8. Jura secreta - Simone
  9. Voz no ouvido - Pedro Mariano
  10. Lembra de mim - Ivan Lins
Minha lista poderia ser infinita pois tenho muitas, mas muitas músicas maravilhosas que serviram de trilha sonora em muitos momentos. Mas paro por aqui deixando um vídeo bem legal de um músico excepcional que descobri e que não é tão conhecido na Terra Brasilis. No entanto sua musicalidade e carisma me cativou e hoje sou fã: Yanni ao piano e Nathan Pacheco cantando e encantando. Que voz!


terça-feira, 26 de julho de 2011

Em busca de relações sólidas

É impressionante a insatisfação do ser humano. Luta, luta para conseguir alcançar algo e ao conseguir sente aquela euforia momentânea mas no minuto seguinte, já baixou a bola e o vazio se instala novamente. Quando tive nas mãos o livro Amor líquido, de Zygmunt Bauman, lendo alguns trechos fiquei a refletir. O filósofo fala sobre a fragilidade dos sentimentos que impera na sociedade. Não somente no adolescente que tem uma necessidade absurda de tudo e nada ao mesmo tempo. Mas sempre de forma rasa. Nunca se aprofundando nos relacionamentos, nas emoções e em todo o resto. Bauman reforça que os adultos de hoje também se encontram assim. A insegurança, o medo, o não comprometimento tem levado as pessoas a não apostar nas relações duráveis. E junto disso tudo vem o vazio existencial, a sensação de perda ao mesmo tempo que se exalta a tal da "liberdade". E aí, me pergunto: pra que liberdade? Pra curtir a solidão cada um em seu espaço? Para desenvolver relações "casulos" onde fica-se individualizado frente ao seu PC e notebook interagindo mas não se tocando e na mínima contrariedade, delete. E passa-se adiante. Humm...sei lá! Talvez ficando mais velha esteja tornando-me saudosista. Saudade dos tempos em que ia para a praça próxima de casa e lá, nos finais de tarde, reuniam-se jovens que chegavam sorrindo de orelha a orelha ávidos por fazer novos amigos, encontrar paqueras e criar vínculos verdadeiros.
Grandes e duradouras amizades se faziam nesses encontros. Relacionamentos que duram até hoje. Por outro lado, não adianta ficar olhando pro passado e lamentando que ontem era melhor que hoje. Não. Sei que posso fazer o hoje bem melhor do que ontem. Só preciso descobrir como.

sábado, 23 de julho de 2011

Dia nebuloso, alma idem

(Imagem retirada do blog Mensagens e Gifs)


Hoje acordei me sentindo estranha. Tive uma boa noite de sono mas ao despertar, sentia-me triste, deslocada, com uma sensação de perda. Tentei levar o dia me ocupando das tarefas diárias mas o tempo todo aquela sensação angustiante a assaltar a alma. Ao ligar o computador para ler meus e-mails, deparei-me com a triste notícia dos atentados na Noruega. Isso me deixou desestabilizada, abestada, incrédula com o que um ser humano ainda é capaz de fazer ao seu próximo. De imediato me coloquei de joelhos mentalmente e,com o coração apertado e me sentindo um ser minúsculo nesse universo sem fim, elevei uma prece por todos que foram vítimas de mais uma sandice humana. Até quando meu Deus?! Confesso que há momentos em que me sinto um ser extremamente velho carregando todos os sofrimentos do mundo desde que esse mundo é mundo. Chego ao ponto de ser abusada, imaginando ser Deus e sentindo tudo o que ele deve sentir vendo sua criação mais complexa usando e abusando do poder, da inteligência e dos inúmeros golpes baixos para prejudicar seu semelhante. E fico com um imenso sentimento de dó desse ser supremo e superior ao presenciar diariamente tantos abusos nesse planeta que criou. Após o almoço, que quase não toquei, decidi dar uma volta para espairecer. Fui a um shopping e andei por mais ou menos duas horas sem me agradar de nada que via por lá. Só consumo desenfreado, pessoas que se esbarravam sem ao menos se olharem, fingindo que são felizes nessa vidinha medíocre e superficial. Retornei pra casa me sentindo mais deslocada do que antes. E a tristeza jorrou feito um duto que se rompe ao botar o pé em casa e saber pela minha irmã da morte da cantora Amy Winehouse. Não deveria me chocar diante de tal notícia afinal, seu destino já era uma tragédia anunciada. Mas mesmo assim, como isso mexeu comigo! Puta merda! Morrer aos vinte e sete anos! Ninguém deveria morrer nessa idade! Ainda mais sendo uma pessoa talentosa, que teve uma chance que tantos não conseguem de se deslanchar numa carreira artística, ser reconhecida internacionalmente e se deixar levar assim, de forma desastrosa, patética numa derrocada pessoal e profissional tornando-se nos últimos tempos uma caricatura de si mesma. Lamentável! Confesso que não aguentei e chorei.
Chorei por todas as Amys que sucumbem diariamente em todo o planeta devido às drogas, chorei por todas as pessoas que morrem diariamente vítimas de tantas violências, chorei por ter vindo a esse mundo cão que por mais maravilhoso que seja, muitas vezes se torna sombrio, escuro, verdadeiro purgatório de Dante onde nos vemos cercados por almas sofridas lamentando, gritando, expurgando suas mazelas e jogando na nossa cara o quanto ainda temos a aprender. Que merda! Comecei a chorar novamente! E encerro essa minha reflexão do dia parodiando e fazendo minhas as palavras do escritor J. M. Simmel: "Por quantos ainda vamos chorar?"

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vamos comemorar o Dia Internacional da Amizade de forma diferente!

Esse é o convite que faço para todos os blogueiros que por aqui passam: Vamos comemorar a amizade espalhando por toda a cidade livros para que outras pessoas tenham oportunidade de ler, de conhecer e assim formar uma enorme corrente em prol da leitura. Divulguem em seus blogues, nas redes sociais e convide a todos para essa grande festa. Vambora!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Obras de Arcângelo Ianelli na Pinacoteca

Outra visita que vale a pena é a Pinacoteca do Estado. Entre suas inúmeras mostras, vale a pena conferir a obra de Arcângelo Ianelli. Leia mais

Pinacoteca do Estado de São Paulo - pça. da Luz, 2, Bom Retiro, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3324-1000, Ter. a dom.: 10h às 17h30 (com permanência até as 18h). Ingr.: R$ 6. Grátis aos sábados.

O mundo mágico de Escher - ainda dá tempo!


Visto por mais de um milhão de pessoas, a exposição O mundo mágico de Escher, promovido pelo CCBB em comemoração de seus dez anos, fica em cartaz em São Paulo até 17 de julho. Essa mostra já passou por Brasília e Rio de Janeiro e sempre um sucesso de público. Não foi ainda assim como eu? Tá esperando o que? Vambora!