domingo, 23 de outubro de 2011

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 23

Você costuma ler e-books?
(Ou prefere ler o bom e velho livro em papel? Por que?)

Não sou avessa à tecnologia não. No entanto, ainda prefiro ter um bom livro impresso em papel para me deliciar com a leitura. Afinal, como costumo fazer minhas leituras durante meu trajeto para o trabalho num ônibus ou no metrô, ler um livro impresso ainda é mais prático. Além de que, gosto da textura do papel, de apreciar a capa, ler a orelha do livro, manusear as páginas. Como ainda somos governados pelos sentidos, preciso de todos eles para saborear a leitura.

Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

sábado, 22 de outubro de 2011

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 22


Cite um ou dois livros que você ache o título interessante
(Você costuma escolher livros pelo título?)

Mais uma vez respondo que depende. Já teve vezes em que o título me chamou a atenção por ser engraçado, ou por ser um título inusitado. Outras vezes, mais do que o título, foi a capa que me chamou a atenção. Capas bem elaboradas, coloridas, diferentes nos seduzem pelo olhar e só depois é que buscamos saber do que se trata. Exemplos?
Porcarias, de Mary Darrieusecq, editora Companhia das Letras. Esse livro me chamou a atenção de imediato justamente pelo título. Então quis saber sobre o que seria essa tal de porcarias e confesso que gostei demais desse livro. Sendo o primeiro livro dessa autora francesa, me impressionou a sua forma madura de escrita.

Sinopse:
É uma fábula que remete à Metamorfose, de Kafka, e a outros escritores que, de Ovídio a Ionesco, utilizaram o tema da transformação das personagens em animais como alegoria das relações humanas. Uma vendedora que trabalha numa casa de massagem dublê de perfumaria e que, conforme se prostitui para os clientes, vai se transformando em uma porca.Sob essa trama insólita, insinua-se uma sátira de uma sociedade obcecada pelo culto ao corpo e à saúde, a caminho do fascismo e da perversão sexual.

Outro título que achei bem legal justamente pelo inusitado foi Todos os contos do lápis absurdo, do escritor português Ramiro S. Osório. Além do título diferentão, me chamou a atenção a capa e as ilustrações do livro que foram feitas pelo próprio autor que além de escritor, é artista plástico.
Sinopse:

São contos engraçados, bem humorados e belos. Pela primeira vez é publicada a versão integral de Todos os contos do LÁPIS SURDO, obra premiada em Portugal pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Secretaria de Estado da Cultura. O autor percorre o caminho do absurdo: "Os professores não existem nas histórias de dragões. Os seus contos nos remetem à literatura do nonsense (a de Alice no País das Maravilhas), com linguagem leve, espontânea e muito próxima da falada. Inovador, o autor desconstrói os signos, inventando para eles novas funções, sem abrir mão da poesia, como no conto "Do outro lado da ponte", quando escreve: "Eu não vinha chorando. Eu apenas recorri a lágrimas para apagar o fogo". O leitor não se deve assombrar com a aparente insensatez dos diálogos ou a carta inacabada de Lena para Ivo. São recursos provocativos que servem para nos dizer que a literatura segue por onde ela quer. Sempre nos causando espanto. Instigante, a literatura escolhida por Ramiro se apresenta inovadora. Tal como inovadoras são as ilustrações que ele próprio criou para seus contos.


Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meme literário de um mês - Dia 21


Quanto tempo em média você demora pra ler um livro?

Depende muito do momento, do meu tempo disponível, da história me prender a atenção. Já cheguei a pegar livro pela manhã e à uma da tarde finalizado a leitura. Por outro lado, cheguei a levar quase quatro meses, se não mais, pra ler um livro que estava muito interessante porém, a leitura estava pra lá de truncada. Mas no geral costumo ler um livro de três dias a uma semana.
Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 de outubro - Dia do Poeta

E hoje se comemora o Dia do Poeta e eu nem sabia. Santa ignorância! Já imaginou viver sem poesia? Está certo que muitos vivem sem jamais ler um poema, um soneto, um haikai. Não pegar em um único livro para ler por puro prazer e não por obrigação. De qualquer modo, viver na aridez da vida sem nenhum lirismo, é muito triste! E como o ser humano sempre necessitou aplacar essa sombra que ronda nossas almas, inventou a poesia. E desde então, somos agraciados de tempos em tempos por grandes poetas que deixaram suas marcas através de sua obra. Walt Whitman, Shakespeare, Dante Alighieri, Virgílio, Drummond, Camões, Goethe, Humberto de Campos, Arnaldo Antunes, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Petrarca, Cecília Meireles e tantos outros que não caberiam aqui para serem homenageados fizeram toda a diferença no cenário literário mundial. Para vocês, homens e mulheres dotados da mais refinada arte de talhar palavras transformando-as em arte literária, minha reverência e respeito pelo dia de hoje. E fecho essa homenagem com um sonetilho (assim ensinou meu amigo) feito num momento de grande sentimento de perda pelo passagem de outro grande poeta João Cabral de Melo Neto:


O outro Cabral
(Ricardo Dias)

Na vidraça estilhaçada

reconstrói-se a poesia

Tudo que é uma pedra e nada

Alicerce e heresia


A palavra não ajuda

Inaudita, inodora

Peço que ela fique muda

que calado é que se chora


Do rigor já sem controle

meu pesar se desvencilha

num lamento de arco e fole


Me perdoa o dialeto

És maior que a redondilha

João Cabral de Melo Neto

Meme literário de um mês - Dia 20


Você gosta de poesias?
(Qual o seu poeta ou poema preferido?)

Confesso que há bem pouco tempo é que comecei a ter mais contato com poesia. Em parte culpa das escolas que, quando estudei não me foi passado muita coisa sobre poesia. Por outro lado, achava meio maçante ler poesia. Até que em 2006, viajei para Portugal e lá pude ter a grata surpresa de conhecer Fernando Pessoa e sua obra. Aos poucos fui me deixando seduzir por sua obra e quis cada vez mais conhecer tudo o que o poeta escreveu. A partir daí, um amigo meu que gosta muito de poesia começou a me indicar livros de alguns poetas e passei a gostar desse gênero. Drummond nem precisa de comentários afinal, sua obra fala por si só. Mas descobri a obra de Mario Quintana e confesso que gostei muito da forma dele escrever. Tem também nosso poetinha maior Vinícius de Moraes que deixou sua marca seja em canções que são verdadeiros poemas e mesmo em outras obras literárias. Adélia Prado, que gosto bastante também. Ah! Falando em Portugal, também me apaixonei pela obra de Florbela Espanca que reflete a alma feminina de forma lírica, algumas vezes angustiante, outras intensa e por aí vai. Agora, gostaria muito de divulgar aqui um poema de um amigo muito querido, natural do Rio de Janeiro, que é um poeta de mão cheia e de uma sensibilidade para as letras que ainda não publicou nada mas que, tenho certeza, é uma questão de tempo. E falando em Fernando Pessoa, posto aqui um soneto que ele, Ricardo Dias, fez e no qual cita Pessoa :

Em Pessoa (Ricardo Dias)


Certos dias rio à toa

Coisa sem explicação

Noutros levo em minha proa

carrancas de assombração


Sou Fernando em pessoa

Eus em superposição

Num momento teço loas

Noutro lanço a maldição


Quando faço da canoa

quase o Argos de Jasão

vem a onda que me enjoa


Fértil na imaginação

troco o mar que me atordoa

pelo céu que vi no chão


Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pelo blog Happy Batatinha

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 19

Qual o livro que você leu, gostou e recomenda para todo mundo ler também?

Na realidade são vários. No entanto, tem dois livros que li já há um bom tempo mas que não me esqueço deles e sempre que posso, indico para alguém.
O Físico, de Noah Gordon é um que ficou registrado em minha memória literária. Contém todos os ingredientes para um sucesso: suspense, aventura, amor, humor, história (no sentido de rolar uma história muito bem estruturada e também no sentido histórico). Virei fã desse autor e já li praticamente tudo dele e sempre que termino um livro seu penso: que puta autor!

Sinopse:

O drama turbulento e, por vezes, divertido, de um homem dotado do poder quase místico de curar, que tem a obsessão de vencer a morte e a doença, é aqui contado desde o obscurantismo e a brutalidade do século XI na Inglaterra ao esplendor e sensualidade da Pérsia, detalhando a idade de ouro da civilização árabe e judaica. A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso físico leciona. Decidido a ir a seu encontro, descobre que o único problema estava no fato de que cristãos não tinham acesso às universidades muçulmanas durante as Cruzadas. A solução era Rob assumir a identidade de um judeu, ao mesmo tempo em que se envolvia com uma avalanche de fatos verdadeiramente impressionantes.
Já um outro livro que li e que me causou um enorme impacto na época foi Dupla obssessão, de Joy Fielding. É uma trama fantástica que envolve assassinatos, mistérios, suspense e um

Sinopse:
a trama familiar que dá arrepios a cada página lida. E o final é surpreendente!
Uma mulher comum, com um passado amargo e um presente equilibrado e sereno. De repente, uma grave ameaça à sua tranquiliddae. Um crime, do qual Bonnie é a principal suspeita, faz com que tudo mude e ela comece a desempenhar um novo papel em sua vida. É preciso solucionar todo o mistério que envolve o assassinato de Joan Wheeler, ex-esposa de seu atual marido. Só esta descoberta poderá esclarecer o que está pondo em risco sua vida e a de Amanda, sua filha.

Estes são dois livros que vale a pena ler. Cada um num gênero mas que foram muito bem escritos.
Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meme literário de um mês - Dia 18

Aprendi a gostar de literatura juvenil por força da profissão. Afinal, precisava me inteirar das histórias para poder sugerir e trabalhar com os alunos. E acabei descobrindo um mundo fantástico! A literatura juvenil é tica e diversificada. Um dos livros que li e amei foi a série Desafio e série Ilha, de Gordon Korman. Outra série bem divertida e interessante é Retratos de Família com os seguintes títulos: Rosa permanente, A estrela de Índigo, Caddy para sempre e O anjo de Saffy, da autora Hilary McKay. Um nacional muito bom é O mistério das aranhas verdes, de Carlos Heitor Cony e Anna Lee. O incrível livro de hipnotismo de Molly Moon, de Georgia Byng me fez dar boas risadas e teve continuações. Stardust de Neil Gaiman e Charles Vess é bom demais. Tanto que virou filme. O duelo, de David Grossman também me surpreendeu. Já falei sobre alguns deles aqui em meu blog.
Agora um livro que sempre recomendo principalmente para quem curte aventura e animação é o livro A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick. Livro lindo, visual surpreendente e uma história bem legal. Ihhhhh!!! Poderia ficar falando aqui por horas e horas dos vários livros juvenis e até alguns infantis. Vale a pena ler esse gênero. Isso sem falar na série Harry Potter que foi uma gratíssima surpresa pra mim. Li todos, virei fã e até sentava com os alunos pra discutir a série e seus personagens. Bom demais!
Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 17

Cite o nome de um livro que você achou que iria gostar e não gostou

Quando o livro Crepúsculo chegou aqui na biblioteca, o que mais me chamou a atenção foi a sua capa que achei bem legal. Uma prima minha ia fazer aniversário e decidi dar a ela de presente esse livro. Ela leu em dois dias e me ligou falando o quanto tinha gostado. Decidi ler também. Adorei a história. No entanto ao chegar Lua Nova, fui com a mesma sede de leitura e confesso que me decepcionei bastante mas fui até o final da leitura. Quando peguei Eclipse, li algumas páginas e já me desinteressei por completo. Resumindo: a história e os personagens que tinham tudo pra me agradar não bateu no meu paladar literário. Achei-o fraco, os personagens sem consistência e sem carisma nenhum. Que me perdoem os fãs dessa saga mas, pra mim foi uma grande decepção.
Este texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

domingo, 16 de outubro de 2011

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 16


Cite um livro que você achou que não iria gostar e acabou gostando

Quando Nietzsche chorou, de Irvin D. Yalom. Esse livro foi muito difícil de engrenar a leitura. Levei mais ou menos uns três meses para ler. Cada vez que pegava pra ler, me sentia incomodada, não fluía a leitura e sempre acabava por abandonar e procurar outro livro. Levei o livro de volta pra biblioteca não sei quantas vezes e sempre retornava com ele e pensava: Vou tentar mais uma vez. Até que passando alguns capítulos eu me empolguei tanto que ao término do livro pensei: Uau! Que puta livro!
Este texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

sábado, 15 de outubro de 2011

Meme literário de um mês 2011 - Dia 15


Qual o seu vilão literário favorito?

Tenho alguns vilões que gosto muito. Recentemente li um livro no qual o vilão me encantou por vários motivos. Em primeiro lugar não é um vilão mas sim uma vilã: Gretchen Lowell. Uma loira estonteante, dona de uma inteligência acima da média e de uma maldade que poucos conheceram e saíram vivos para contar. Conhecida como Beleza Mortal, ela é alvo do detetive Archie Sheridan que após ser sequestrado e passado dez dias com ela, sofrendo torturas diárias, saí vivo por decisão da loira. Após se recuperar dos ferimentos que não foram poucos, resolve iniciar uma perseguição para prendê-la. No entanto, as coisas não saem como ele planejara. Beleza Mortal torna-se uma obssessão e, uma atração irresistível ocorre entre ambos. Gretchen Lowell por mais que sua maldade fale alto, não consegue matar seu perseguidor. Archie Sheridan, muito bem casado, por mais que saiba o quanto Gretchen é doente e malígna, não consegue deixar de pensar nela como mulher. E ele deseja e muito essa mulher. Como sempre gostei de romances policiais essa série me deixou alucinada pois os personagens foram muito bem desenvolvidos e sem dúvida, Gretchen Lowell, a Beleza Mortal é uma vilã que é quase impossível não gostar dela. Para quem ainda não leu essa série e se interessar, os outros títulos são Coração Apaixonado e Coração Maligno.

Esse texto faz parte da blogagem promovida pelo blog Happy Batatinha

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Meme Literário de um mês 2011 - Dia 14


Se pudesse fazer uma pergunta a seu escritor favorito, qual seria?

Difícil essa pergunta não? Afinal, não tenho apenas UM escritor favorito mas sim vários que gosto em estilos e gêneros diferentes. Por ser eclética também na leitura, fica complicado escolher apenas um. Mas, pensei muito e decidi o seguinte: faria uma reunião em minha casa, chamaria alguns escritores que admiro (Cristovão Tezza, Martha Medeiros, Inês Pedrosa, Noah Gordon, Dan Brown...) e durante uma rodada de wisky (é o que a maioria costuma beber), após todos estarem já mais descontraído perguntaria :
"Pessoas letradas, olhem para a lenta da verdade e me respondam: o que os impulsionam a escrever? Qual a força motriz que os levam a traduzir em palavras o que segue em suas almas?"
Veja bem: faria essa pergunta porque vivo me perguntando também o que me leva a continuar escrevendo aqui no blog, em vários textos que produzo e que ainda se encontram guardados. Sabe, poderia como a maioria dos mortais levar minha vida ocupando-a com outras coisas. No entanto, tenho essa "necessidade" absurda de expressar em palavras escritas e registradas o que passa por minha cabeça, traduzir o que vejo diariamente acontecer pelo mundo, expressar minhas alegrias, minhas frustrações, meus anseios e projetos para o futuro. E sempre me questiono: será que com os escritores já consagrados segue o mesmo? Ou eles têm outros motivos para escreverem? A pergunta está lançada.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pelo blog Happy Batatinha

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reflexão pós feriado

Voltamos de um feriado mais cansados do que quando saímos. É impressionante como a sensação de cansaço toma conta ao voltarmos para a rotina de trabalho. E olha que gosto demais do que faço mas a cada dia, sinto-me mais esgotada. Xiiiiii!!! Será os verões passando à jato? Pode ser. mas tenho cá pra mim, que o que mais cansa na vida contemporânea, é o bombardeio contínuo de informações que recebemos diariamente. E o pior, tais informações na sua grande maioria, são inúteis! Não me servem para absolutamente nada! Logo, me canso a toa! Céus! Preciso mudar minha rotina urgentemente caso contrário, envelhecerei antes do tempo e ainda por cima comprometo meus olhos, meu cérebro e minha paz de espírito. Fecho essas minhas reflexões lembrando da tranquilidade de meus avós. Vida dura na lida, mas mansa e relaxada no seio de sua casa sem TV, sem Internet, sem jornais que escorrem sangue. Só tinham para sí o bom e velho bate-papo, muitas risadas e uma ótima noite de sono...
E aí Alice, acordei! Porque sendo uma cria da modernidade, não saberia viver como meus avós. O que seria de mim sem esse quadradinho luminoso que me traz tantas alegrias? Não tem jeito mesmo. O negócio é cada um viver seu tempo sem achar que o passado foi melhor que o presente...Olha só! Acabei me lembrando do filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen que aborda justamente essa questão: a gente sempre achar que outra época foi melhor que a nossa. É isso gente: não tem época melhor que a que vivemos afinal, viver ainda é o melhor da história. O resto, é fato registrado.