sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cara a cara com os fantasmas


Terminei de ler a série A Mediadora, escrita pela já consagrada autora Meg Cabot sob o pseudônimo de Jenny Carroll. Fazia um bom tempo que não me divertia tanto ao ler um livro. A pegada humorística de Meg Cabot é na medida certa e os personagens são engraçados e verdadeiros, logo, a gente se identifica e não tem como não gostar. Suzannah Simon, garota de apenas 16 anos que tem o dom de enxergar os mortos, conversar e auxiliar a resolver seus problemas para que possam seguir adiante, é uma jovem como tantas de sua idade. Com as mesmas encucações, medos, conflitos além de ter de lidar secretamente com essa peculiaridade que bem poucos entenderiam. Meg Cabot soube desenvolver personagens adolescentes de forma bem realista e divertida mostrando os diversos estereótipos: as patricinhas que existem em todos os colégios espalhados pelo mundo, os rapazes atletas bonitos, musculosos e sem nenhum cérebro, os nerds estudiosos e discriminados pelo resto da classe etc. Muitas emoções são expostas, desenvolvidas e resolvidas nessa série. Questões universais como amor próprio, inveja, cobiça, descoberta da sexualidade, do amor adulto. Questões familiares mostrando as novas famílias onde agregam filhos vindos de outra relações e sua convivência.
Além, é claro, de ter um mocinho da história que vai abalar as bases aparentemente sólidas da nossa heroína mas que só tem um problema: ele é um fantasma! Mas...vejam bem. Não é qualquer fantasma. Não!!! É um belo, másculo, moreno e definido fantasma da espécie masculina que vai deixar Suze ardendo de paixão. Não tem como ficar sem torcer para que os dois fiquem juntos. É aventura garantida!

Leia a sinopse do primeiro livro:

Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos eles então é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente nova-iorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe: ela conversa com mortos. Suzannah é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações?

Com muito humor, neste primeiro volume da série A Mediadora, Meg Cabot nos apresenta a vida desta mediadora que tem certa ojeriza a prédios antigos: quanto mais velho um edifício, maiores as probabilidades de alguém ter morrido dentro dele. Filha de um pai-fantasma nada ausente e uma nova família, que inclui um pai adotivo e três irmãos postiços, a história começa com a mudança de Suzannah para uma casa mal-assombrada na ensolarada Califórnia. Só que Jesse não é um espírito qualquer, é um fantasma bonitão que nada faz para assustá-la, muito pelo contrário.

No melhor estilo das populares séries de TV Ghost Whisperer, Supernatural e Medium, A Mediadora traz histórias repletas de mistério, aventura e romance.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Agonia de uma leitora

Após almoçar, sentei-me ao sol num banco de praça e mergulhei na leitura do último livro da série A Mediadora, de Meg Cabot. Falta tão pouco para terminar e não consigo. Aghh! Não por ser uma leitura desinteressante. Não! Não! Muito pelo contrário! A aflição toma conta de meu ser porque quero acabar! Mas sempre sou interrompida. Seja por pessoas que param e pedem informação, ou porque um carro passou xispando com seu motor envenenado e me tira a atenção da leitura, ou porque uma criança de colo começou a chorar e sua babá não sabe o que fazer. Quando me envolvo numa leitura, assim como quando assisto a um filme em DVD, gosto de silêncio. Sem interrupções. É certo que muitas vezes leio numa boa dentro do transporte coletivo lotado. Mas tem momentos que a gente deseja o silêncio absoluto por companhia.
Ainda não foi desta vez.
Quando olho o relógio, já está na hora de voltar para o trabalho. Sempre o bendito senhor de meus dias! Escrava das horas como todos nesse mundo, fecho o livro amargando não ter aproveitado a leitura como gostaria.
Volto pra realidade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nosso maior tesouro

"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito."

Esse trecho da Canção da América, de Milton Nascimento é a mais pura verdade. Quem tem amigos jamais se sente sozinho ou abandonado. Nesse domingo tive um encontro de amigas que trouxe uma brisa adoçicada de felicidade. Para muitos, pode parecer piegas isso. No entanto, quem tem amigos de verdade vai entender perfeitamente o que quis dizer.
Amigos não são aqueles inúmeros anônimos ou conhecidos que mantemos conectados nas inúmeras redes sociais espalhadas pela infinita blogosfera. Não. Quem acha que ter uma rede de 2000 amigos é estar rodeado por eles, encontra-se redondamente enganado. Está mais sozinho que uma molécula solta no espaço sideral. Amizade verdadeira se encontra em outro patamar. Não precisamos estar conectados diariamente, falar ao telefone três vezes ao dia ou não sair da casa do amigo(a) para se manter o elo. Ela está alicerçada na sinceridade, honestidade, amor fraternal e, é algo que transcende distância, supera diferenças e se mostra real a qualquer momento em que se encontram. E foi exatamente assim nosso encontro. Meu e de duas queridas amigas que já fazia mais de ano que não nos víamos. Não existe barreiras, não se implanta silêncios constrangedores entre uma fala e outra e o olhar de atenção, carinho e amizade transparece naturalmente. E mais uma vez, ao me despedir delas, reafirmei pra mim mesma que nossa amizade é linda, com bases sólidas e nada nem ninguém mudará isso.
Amigos são irmãos que escolhemos durante nossa existência. E esse poder de escolha não tem preço.
Salute amigas! Bom demais ter vocês em minha vida.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pedro Mariano - show turnê 8


Sábado chegou com um gosto de alegria, expectativa e excitação. Após um dia repleto de atividades e cada uma num extremo da cidade, finalmente consegui me aprontar e seguir para o Citibank Hall. Já me encontrava aflita pois o trânsito - só pra variar - estava um nó só. E faltava vinte minutos pra começar o show. Coração batendo descompassado na garganta. Não posso perder! Não posso perder! Não posso perder!
Consegui chegar faltando menos de dez minutos e já encontrei o pessoal todo na maior euforia. Isso é muito legal. Contagia e desestressa da correria. Rever pessoas queridas que há muito não via, conhecer pessoalmente outras que somente por redes sociais conhecia. A noite prometia.
Pra variar, mas já era de se esperar, o show atrasou um pouco e isso deu chance de mesmo lá dentro encontrar outras pessoas que há muito não via. E o papo rolou. Até anunciarem o começo do show. O burburinho geral era grande e, ao primeiro acorde musical, ainda com as cortinas abaixadas, fez-se um súbito silêncio. A cortina subiu e ele começou a cantar. A música Simples, de Jair Oliveira. Interpretação ímpar. E junto de sua voz que está cada dia mais cristalina, iniciei uma viagem que adoro fazer. Música é uma droga que injeta pelo ouvido, se espalha por toda corrente sanguínea, chega ao coração e cérebro e te descarrega uma endorfina que te leva às alturas. A partir daí, não vi mais nada a não ser ele, no palco com seus músicos talentosíssimos e sua voz que tomou conta de todo o ambiente. Houve momentos de grande emoção de sua parte. principalmente quando falou sobre sua relação com a casa que em breve fechará suas portas de vez. Confesso que também me emocionei pois também tenho uma carinho enorme por esse espaço musical.
Outro momento que me pegou foi quando cantou Pra cada coisa, nova música de Jair Oliveira e, talvez dominado por forte emoção, esqueceu a letra. Mas conseguiu seguir adiante e nos contemplou com uma interpretação forte, vibrante e visceral. Arrasou! Fiquei com os olhos cheios d'água. Outro momento que me trouxe forte emoção também foi quando sentou-se perto de Marcelo Elias e, ao som do piano explendidamente tocado, cantou Acaso. Composição belíssima de Abel Silva/Ivan Lins que gravou com seu pai no projeto Piano & Voz, de 2003. Arrasou. Pedro Mariano na interpretação, Marcelo Elias no piano. Haja coração! E então veio outras canções. No entanto, mesmo feliz em vê-lo no palco que é onde melhor se expressa, saí com um gosto de mais do mesmo. Veja bem: adoro suas músicas, tenho todos os seus CDs, mas talvez, justamente por gostar demais dele, esperava algo diferente, mais ousado, que me surpreendesse. Talvez isso se dê por já ter assistido a tantos shows seu. Mas, de qualquer forma, é uma ótima pedida para quem deseja assistir a um show com boas interpretações e com músicos da maior qualidade.
E continuo até agora com a música Acaso tocando em minha mente.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Novidades literárias

Apesar de minha ausência por aqui tenho escrito bastante e feito muitos planos e projetos. Entre os projetos, um já está deslanchando e quero muito divulgar por aqui e fazer um convite à todos para que conheçam. Como alguns já sabem, no ano passado fiz um curso de criação literária. E decidimos continuar o exercício da escrita e para não deixarmos de lado ela, decidimos criar um blogue coletivo de literatura onde cada um terá um dia fixo para postar um texto seu. Seja ele um conto, crônica, poema, haikai enfim, é total liberdade de escrita. O objetivo é mostrar o nosso material e também visa nosso aperfeiçoamento na escrita.
O blogue se chama Coletivo Claraboia e já se encontra com alguns textos bem legais que vale a pena conhecer.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ainda uma bela mulher

(Imagem retirada do blog Acerto de contas)

Amanhece. Entre nuvens espessas, flocos de poluição a sair das chaminés e os primeiros acordes de uma cidade despertando para mais um dia, eis que surge bela na sua feiura e contrastes. Abrindo seus enormes braços de mãe amorosa mas enérgica, recebe diariamente milhares de pessoas vindo de todos os lugares. Brinda à todos com um cardápio pra lá de diversificado com uma rede gastronômica de dar inveja a qualquer metrópole. Ativa vinte e quatro horas incessante não deixa ninguém na mão. O que se desejar ou sonhar, ela lhe oferece. Tribos de todo tipo se cruzam formando um mosaico bizarro Suas centenas e centenas de ruas, avenidas, alamedas surgem diante de nós como imensa rede sanguínea com frotas de automóveis ensurdecedores conferindo-lhe mais vida, mais neurose, feito um enorme dragão cuspindo fogo com suas luzes a piscar ao cair da noite. Seus bueiros, lixos, buracos mostram que a bela também sabe ser fera. E que fera! E o que dizer de suas entranhas? Suas redes de metrô que se entrelaçam movendo um número imensurável de seres humanos apressados, neuróticos, preocupados? Movendo-se como um verdadeiro formigueiro humano, é um cenário digno de ficção científica. No entanto é a mais pura realidade de quem habita essa cidade. O que mais se ouve sobre ela é que a cada dia se torna mais difícil viver nela. Cidade que endurece as pessoas, feia, embrutecida pelo concreto, vidro e aço, desbotada pela poluição com seus rios fétidos que dá repugnância em quem a visita. No entanto, ela diariamente conquista muitos que a visitam. E hoje, nessa data especial em que completa 458 anos de vida ativa, São Paulo pra mim é o paraíso em pleno inferno de Dante. Quem aqui chega, cai de paixão incondicional e mesmo sem saber porque, declara um amor sem igual por ela. Eu nasci e vivo aqui. Amo descaradamente essa Sampa querida, embrutecida, velha, decadente, injusta. Mas como todo amor, não vemos seus defeitos. Ou, se vemos, a colorimos e damos a ela sempre uma outra chance. Parabéns São Paulo da chuva, da poluição, das ruas esburacadas, dos transportes apinhados. Parabéns por nos proporcionar tantas alegrias e conquistas. À ti rendo meu carinho, meu respeito e desejo de que muito em breve, você seja mais valorizada,mais cuidada, mais amada por todos que sorvem a seiva de seu peito.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Condição: Mulher

Nascer mulher, ser mulher, estar mulher. Pensa que é fácil? Não mesmo. Mas como gosto de ter nascido, ser e estar mulher! Desde a mais tenra idade lembro-me de gostar de olhar minha figura no espelho ou em qualquer material que me refletisse. Vaidosa sempre fui e sempre gostei de cuidar de minha aparência. Isso jamais fez de mim uma criatura fútil muito menos vazia de conteúdo. Até mesmo porque, uma de minhas vaidades foi cuidar de meu interior através de meu crescimento intelectual, profissional e pessoal É óbvio que isso não faz de mim um ser perfeito. Aliás, ser perfeita seria um grande defeito! Não acham não? Seria bem chato. Por isso mantenho um lado meu desfigurado, escuro, feio mesmo justamente para me tornar mais humana. Sou teimosa, invocada, bocuda, crítica ao extremo. Rio a toa, choro a toa - e a cada ano que passa fico mais chorona - fico raivosa com injustiças. Sou da paz mas se pisar no meu calo não penso duas vezes pra cair na briga. E quando a questão é amor? Sou intensa. Não amo pela metade. Se não puder mergulhar por completo, nem me atrevo. E ao me apaixonar me incendeio e ilumino toda. Sou só risos e falas bobas que se intensificam pela madrugada. Faminta me torno e a todo momento quero saciar essa fome ao lado do amado. Beijando, sugando, lambendo feito loba sentindo seu cheiro adocicado após me amar. E depois? Ah...depois é só ficar largada ao seu lado, ou em baixo, ou ainda em cima de seu corpo também satisfeito e suado aproveitando esses momentos silenciosos onde somente nossa respiração se faz ouvir. E é nessas horas que me sinto mulher pra valer. No verdadeiro sentido da palavra. E agradeço a Deus ou a qualquer força superior que me fez nascer nessa condição.
Por isso tudo, não me venha falar que hoje estou envelhecida, perdi minhas formas, trago no rosto verdadeiros traçados erosivos em forma de rugas. Porque te responderei com toda segurança que aquela mulher linda, jovial, cheia de vida que conheceu há tantos anos atrás ainda continua aqui viva e cheia de amor pra dar. Aquela menina risonha e sonhadora também permanece aqui e sempre que a vida permite, reaparece para trazer um pouco de alegria nos dias tenebrosos e sofridos. Pois ao contrário de você, homem forte, vigoroso e decidido mas que ao primeiro sinal de problemas se encolhe e deixa-se levar pelo mau humor, eu me reinvento a cada momento e traço meus dias através da alegria, da esperança e do amor. E mais uma vez, não abro mão de minha condição de ser mulher.

PS: Esse texto nasceu após reavivar na minha memória a lembrança do quanto gostava e curti a cantora britânica Lisa Stansfield entre meados da década de 80 e 90. E ao relembrar suas canções decidi vasculhar no Youtube seus vídeos. E qual não foi minha surpresa ao reencontrar tantas canções maravilhosas na sua voz divina. Mas quando vi e ouvi essa canção All Woman, ela me pegou de tal maneira que acabei escrevendo esse texto. Afinal, na letra dessa música ela expõe a natureza de toda mulher e não tem como a gente não se identificar. Aproveito pra deixar aqui minha súplica: Lisa! Por onde anda mulher?! Volta pros palcos que ali é seu lugar. Volta a gravar pois com sua voz maravilhosa. Alguém sabe me informar de seu paradeiro?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Xô preguiça! Vamos começar o ano pra valer!

Chega de preguiça! É isso que venho falando pra mim mesma desde que o ano começou. E olha que já estamos chegando ao término da primeira semana de 2012. Hoje mesmo, foi um dia atípico pra mim. Simplesmente enrolei o dia inteiro sem vontade nem disposição alguma pra trabalhar. E olha que estou de serviço até as tampas. Mas me dei de presente o dia de hoje. Só que agora vamos chacoalhar a roupa, levantar e se mexer que o ano promete! Uma das minhas resoluções é retomar minha vida cultural que no ano de 2011 ficou bem parada. E, pra iniciar o ano, em fevereiro já tenho garantido o meu ingresso pro show de lançamento do novo trabalho de Pedro Mariano. Uau! Já estou em cólicas pois adoro esse cantor e esperava ansiosa por um novo trabalho dele. E gosto demais de seus shows. espero não parar por aí não! Quero que o ano seja regado a muita música pois sem ela a vida fica muito sem graça. Desejo também retomar minhas idas a peças de teatro pois sempre gostei de dramaturgia. A vida cultural da cidade está sempre bombando e só não participa quem não quer mesmo afinal tem pra todos os bolsos e gostos. Então, é só deixar a preguiça e seguir em frente. A escrita é outra resolução firmada e sacramentada para esse ano. Talvez até mesmo pelo cansaço, estava paradona tanto nos blogues quando em meus exercícios literários. Até mesmo na leitura estava devagar quase parando. mas também já retomei e no momento estou lendo/devorando/me divertindo bastante a série A Mediadora, de Meg Cabot com o pseudônimo de Jenny Caroll. Estou no momento lendo A hora mais sombria e está demais. Numa postagem dedicada a ela falarei minhas impressões. Ainda estou lendo em doses homeopáticas o livro do Caio Fernando Abreu. Digo que estou lendo bem devagar pois sua leitura exige mais de você: reflexão, atenção e, como andava dispersa, decidi ler bem aos poucos mas em breve termino e também farei uma postagem dedicada a ele.
Gentem!! Minhas decisões para esse ano foram tão bem pensadas e decididas que no final de ano tomei a decisão de consertar meus dentinhos tortos e estou de aparelho! Affê!! Dureza fazer isso quase aos cinquenta mas como nunca é tarde pra se cuidar, bora que atrás vem gente. Chegarei aos sessenta com lindas dentarias, kkk. E como podem constatar, meu humor anda em alta e pretendo mantê-lo durante o ano todo. Isso é muito bom, faz bem a alma e a pele além de também contagiar a todos que nos cercam. Rir, ainda é o melhor remédio pra muitos dos males que nos afligem. Portanto, não economizem. Riam muito, riam de tudo até mesmo de suas desgraças. É meu conselho para o ano de 2012. Vamos deixar o pessimismo de lado e vestir um belo sorriso e seguir em frente. E assim termino minha postagem e inicio meu ano. Com muita vontade, muita garra e alegria e amor pela vida. Aproveito pra fazer um convite a todos para que se juntem a mim e façamos um ano melhor. Não tenho queixas de 2011 mas se podemos fazer melhor, por que não?

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 - que o dragão chegue trazendo Paz!


Faltam poucas horas para que o ano de 2011 se finde. Grande maioria da população no mundo todo costuma se preparar para receber o novo ano fazendo planos mirabolantes que, quase sempre se perdem no meio do caminho gerando frustração. Também já fiz parte dessa maioria mas com o passar dos anos fui mudando e deixando pela estrada rituais, simpatias e planos que sabia que ficariam sem se concretizar. Não me tornei uma pessoa pessimista não. Muito pelo contrário. Acredito que com os anos e a experiência de vida, passei a filtrar melhor as situações, emoções e coisas que acontece no dia a dia. Hoje sou menos consumista, mais consciente de meu papel aqui nesse planeta que habito e que costumo chamar de casa ou templo de meu ser. Procuro ser uma pessoa melhor, mais generosa, mais tolerante com meu próximo. Isso não significa que virei santa. Não mesmo! Estou longe de qualquer santidade pois ainda me pego praguejando, falando palavrão, perdendo minha paciência, pisando na bola a todo instante mas...tento. Estou na área tentando a cada momento ser melhor e é justamente isso que desejo a todos nessa virada de mais um ano.
Encare 2012 como mais uma oportunidade de se fazer melhor para sí e para seu próximo. Exerça sua cidadania, seja gentil sempre que puder, sorria mais. Isso faz um bem enorme e abre portas inimagináveis. Dê o seu melhor no trabalho, tente ouvir mais que ser ouvido. Seja companheira (o), não queira ser a (o) dona (o) da verdade. Isso é muito chato. Mas busque a sinceridade sempre ficando atenta(o) para não ser desagradável com ninguém. E por fim, pense com seus botões sobre qual a mensagem que gostaria de deixar para os outros após sua partida.
Sim! Isso mesmo! Afinal, ninguém nasceu para ser semente. Um dia todos partiremos e daí deixo a pergunta: O que quero deixar para os outros? Quais as lembranças que quero sedimentar nos corações daqueles que viveram comigo? Lembranças boas, alegres, saudáveis? Ou apenas um leve sentimento de pesar mas acompanhado de grande alívio? Deixarei algum exemplo de vida para alguém? Enfim, não quero aqui nessa postagem deixar lição de vida nem de moral a ninguém mas quero deixar meus desejos mais sinceros de alegria, renovação, paz e muito amor para todos que me acompanharam por aqui nesse ano de 2011. Pra mim, foi um ano de muitas experiências e muitos ganhos. E mesmo as experiências ruins, no saldo final mostraram-se boas e positivas para meu crescimento e isso é o que conta. Obrigada a todos que passaram por aqui e deixaram suas impressões, comentários e palavras de carinho. Que possamos estar juntos em 2012. E que o dragão chinês possa simbolizar a garra e determinação de todos nós por um mundo melhor. Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Abigail chega trazendo alegrias

E dia 10 chegou trazendo o frescor e a diversidade de Abigail que veio ao mundo para fazer a diferença. A tarde/noite do lançamento de Abigail: contos foi de muita alegria e descontração. O livro que foi o ponto final do curso de criação literária promovido pela Editora Terracota foi um sucesso e tenho certeza que desse celeiro de escrita sairá muitos escritores pois o que não falta é talento para essa turma. Alunos, professores, amigos, familiares fizeram desse evento um sucesso. Valeu pessoal! E que venham muitos e muitos textos, livros, peças teatrais, roteiros de cinema...

Recebendo o carinho e festejando Abigail ao lado da grande amiga Rita

Iniciando minha série de autógrafos

Denise, eu, Luciana e Bia concentradas no autógrafo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Retomei o prazer da leitura com esse livro


Quando li sobre o lançamento do novo livro de Jô Soares, As esganadas, fiquei naturalmente curiosa pois sou fã de sua narrativa. Quando o li pela primeira vez, O Xangô de Baker Street, fiquei fascinada pela facilidade em mesclar situações históricas e personagens veridicos com ficção. Gostei muito também de sua forma leve e seu humor inteligente que já é uma marca registrada há muito tempo. Em seguida, quando lançou O homem que matou Getúlio Vargas, pensei com meus botões: será que ele conseguirá manter o ritmo do outro livro ou será uma cópia do que já se escreveu? Mais uma vez me diverti lendo as peripécias e desastres do assassino profissional mais desastrado da história: Dimitri Borja Korozec. Ri até ficar em cólicas com suas trapalhadas e sua obstinação em querer matar o presidente. Quando lançou Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, mais uma vez adentrei seu mundo fictício mesclado com passagens históricas e um Rio de Janeiro maravilhoso de se vivenciar. Principalmente para quem não teve a oportunidade de conhecer a cidade maravilhosa em seus áureos tempos onde a intelectualidade fervia pelas ruas da cidade. E agora, ao chegar às minhas mãos o mais novo livro dele, literalmente devorei cada página de sua história. E mais uma vez comprovei a astúcia, a inteligência e o dom literário de Jô em desenvolver histórias plausíveis de se acontecer em qualquer parte mas que, como sempre, tem a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo. E porque não dizer como personagem principal afinal, está presente em todos os momentos do livro. Jô resgata ruas, lugares que foram point no passado e que muitas vezes nunca ouvimos falar a não ser que se pesquise como ele próprio deve ter pesquisado e muito.
Bom, como bibliotecária e pesquisadora amadora mas apaixonada, devo confessar que isso me fascina. E os personagens Tobias Esteves, um investigador português que vem parar por aqui, um Sherlock Holmes das terras lusitanas, o delegado sempre ranzinza, a jornalista moderninha e feminista, as vítimas que são sempre personagens interessantes e todo o clima que envolve o romance são um convite para a leitura. Cheguei a ler numa resenha feito em um determinado blog que Jô pecou ao revelar logo de cara o assassino. Discordo afinal, a inteligência de Jô está justamente em desenvolver as tramas paralelas de forma surpreendente e assim, o leitor se vê envolvido e vai até o final do livro. É isso. Deixo aqui meu parecer sobre esse livro e indico para todos que gostam de uma leitura inteligente e bem humorada. Salute Jô!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sempre é tempo de se doar

Pode algo aparentemente tão bobo e sem importância tornar seu dia feliz?
Pode um sorriso anônimo aquecer seu coração há tanto tempo esfriado pela ausência de amor?
E o que falar de um olhar maroto e ingênuo de uma criança te ofertando um universo de possibilidades que chega como luz solar a irradiar alegria?
Às vezes, o simples toque de uma mão em seu ombro te dá forças que até então desconhecia.
Esse é o segredo e a beleza da vida. É também a magia que nos envolve e dá um colorido todo especial ao nosso dia a dia: o contato humano.
Sem ele, somos zumbis a peregrinar por esse planeta. Somos autômatos apenas reproduzindo atos desonexos. Por isso, não tema o contato com outros seres humanos. Aceite. Se dê também pois a troca é benéfica tanto quanto o receber. E quando doamos um pouco de nós, recebemos em dobro tudo aquilo que ofertamos. Vale a pena se doar.