sexta-feira, 13 de abril de 2012
Arrepios de dar gosto
sábado, 7 de abril de 2012
Renovar. Renascer. Páscoa
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Mais um texto no Coletivo Claraboia

quinta-feira, 22 de março de 2012
Amor aos pedaços - Blogagem Coletiva

Fiquei sabendo dessa blogagem com um certo atraso afinal, é a segunda etapa dela. Mas mesmo assim me empolguei em participar.
A Luma do blog Luz de Luma está promovendo o seguinte tema: Amor aos Pedaços. A primeira faze dessa blogagem o tema abordado foi "Encantamento".
Pelo que pude ver foi um tremendo sucesso. E agora, para a segunda fase o tema é "Desencanto" e quem participar deverá postar no dia 15/04. Já estou desde já trabalhando meus neurônios para escrever sobre o tema. Estou amando! E aproveito pra convidar a todos a participar. Para saber mais acesse aqui
Vem!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Um pouco de poesia no ar

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
Singular, sentir não sentindo
ou sentimento inexpresso
de si mesmo, em vaso coberto
de resina e lótus e sons.
Nem viajar nem estar quedo
em lugar algum do mundo, só
o não saber que afinal se sabe
e, mais sabido, mais se ignora. (Carlos Drummond de Andrade)
O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

segunda-feira, 12 de março de 2012
12 de março - Dia do Bibliotecário Parabéns!!!

quinta-feira, 8 de março de 2012
Condição Mulher

sexta-feira, 2 de março de 2012
Dia de arrumação

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Uma premiação merecida!
Hoje, ao saber do resultado da premiação do Oscar, fiquei bem satisfeita que o filme dirigido por Martin Scorsese baseado justamente nesse livro, tenha levado cinco premiações. Merecidamente. Não que tenha assistido ao filme. Ainda vou vê-lo. Mas, como gostei tanto da história e sei da habilidade e talento de Scorsese como diretor, pensei: Vai dar premiação com certeza.
O amor sempre está na moda
Nesse final de semana peguei um livro que comprei em janeiro e se encontrava na lista de leitura. Como havia acabado de ler um livro denso denso, tenso e me emocionou muito, decidi que devia pegar agora um livro bem leve. E olhando os livros que tenho em minha estante decidi por esse e acreditem, foi a melhor escolha que fiz.Nunca tinha lido nada dessa autora e até fiquei meio em dúvida se ia gostar ou não dele quando comprei. Mas, como sempre, acertei em cheio! Uma história de amor sem rebuscamento, sem forçar nas cores. Uma história de amor que poderia perfeitamente ser a minha história - até mesmo porque a personagem principal é bibliotecária como eu - poderia ser a sua ou a de qualquer mulher. Não tem grandes reviravoltas, nem grandes performances dos personagens. São pessoas comuns feito nós, na vida real. Sem glamour, a história de amor entre Desirée e Benny começa de uma forma e num local no mínimo, inusitado: um cemitério.
Desirée perdeu seu marido e com frequência visita seu túmulo e reflete por algum tempo sempre amaldiçoando sua traição por morrer e deixá-la sozinha.
Benny perdeu sua mãe e, assim como Desirée, visita periodicamente o túmulo dela e reflete o quanto ela lhe faz falta.
Ela, uma típica mulher urbana. Bibliotecária, culta, refinada, reside num apartamento elegante, clean e cercada por livros, sua grande paixão.
Ele, um homem rústico, cuida da fazenda desde que sua mãe faleceu. Sozinho, trabalha duramente para mantê-la funcionando. Leva uma vida simples, com hábitos mais simples ainda.
Mas, apesar de diferenças culturais tão grandes e distintas, uma grande paixão surge entre os dois. Vivenciar as experiências, os desencontros, as brigas desses dois me fez dar boas risadas e ao término do livro, fiquei com uma sensação muito boa. Por isso, deixo aqui como sugestão. Leia sem esperar uma grande história e se surpreenderá afinal, o bonito dela é justamente a falta de pretensão talvez da escritora que apenas quis escrever uma história de amor nos dias de hoje. E isso, ela cumpriu bem!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Momento teen

- Ei! Pára com isso menina! Que eu não pertenço nem a mim mesmo! - disse retirando os braços enlaçados da garota que o olhava espantada.
O brilho do olhar de Juju apagou-se como se tivessem desligado o desjuntor de seu ser.
- Puxa!... pensei que gostasse de mim tanto quanto eu de você Luca...- falou de forma quase inaudita.
- Guria! Gosto. E muito...mas por favor, esse negócio de pertencer fala sério! Não sou mercadoria muito menos objeto pra pertencer a quem quer que seja. Aprenda isso e leve com você: ninguém pertence a ninguém. Se gostamos de alguém, optamos por ficar com ela. Não porque pertencemos a ela. Entende? O carinho, o amor não deve ser corrente que prenda as pessoas. Muito pelo contrário. O amor deve libertar...li isso em algum lugar. Não me lembro onde.
- Também, tinha de me apaixonar por um nerd que vive lendo livros! Dá nisso né? Filosofa o tempo todo.
- Tá reclamando procura um atleta bonitão, cheio de músculo e zero de cérebro. Garanto que nunca mais vai ouvir tiradas filosóficas. E falando isso foi caminhando em direção ao portão da escola onde estudavam deixando para trás, uma Juju sem reação.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Descoberta

Sabe quando algo dentro de sí destrava, explode, vem à tona? Me senti uma matrioshka, vendo sair de dentro de mim uma persona que até então desconhecia. Nunca havia me sentido assim antes e confesso que fiquei bem mal. De imediato, lágrimas inundaram meus olhos e já não conseguia me controlar. As pessoas que me rodeavam ficaram sem entender o que havia acontecido pra que eu chorasse tanto. Como uma representante fiel do que é ser adulta, achei que estava pagando o maior mico chorando daquela forma. No entanto, depois que lavei literalmente a alma, percebi o quanto nós "adultos" nos violentamos e causamos mal a nós mesmos. Quando crianças, não temos esse dispositivo de censura. Se estamos magoados, feridos, tristes, abrimos o berreiro e depois, em pouco tempo, já estamos renovamos e brincando e... finito. Passou.
