sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Novo texto meu no Coletivo Claraboia

Numa biblioteca, a censura pode ser exercida das mais variadas formas: censurando o próprio livro retirando-o do acervo corrente e fazendo ele “dormir” por tempo indeterminado; impedindo que certas classes frequentem a biblioteca e usufruam de seus serviços. E nisso incluem classe social, determinadas tribos e até mesmo a forma de se vestirem. Leia mais

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Resgatando um talento esquecido

'Vai, abandona a morte em vida em que hoje estas
Ao lugar onde essa angustia se desfaz
E o veneno e a solidão mudam de cor
Vai indo amor
Vai recupera a paz perdida e as ilusões,
não espera vir a vida às tuas mãos
Faz em fera a flor ferida e vai lutar
Pro amor voltar
Vai faz de um corpo de mulher estrada e sol
Te faz aman...te Faz meu peito errante
Acreditar que amanheceu
Vai corpo inteiro mergulhar no teu amor
Nesse momen...to vai ser teu momento
O mundo inteiro vai ser teu, teu, teu
'


No final de semana, fazendo a faxina dos CDs, tive um adorável encontro com o passado. Passado esse, diga-se de passagem, que não vivi. Pelo menos não intensamente como os adultos. Afinal, quando esse cantor fez sucesso, ainda era criança e nem me dava conta do mundo que me rodeava.
Como minha casa sempre foi muito musical pois meus pais sempre gostaram de música, tive a grata formação musical com boas músicas. Lá em casa sempre circularam boleros, cantores da MPB de primeiro quilate como Nelson Gonçalves, Angela Maria, Noel Rosa, Pixinguinha, Elisete Cardoso, Elis Regina. E, na epoca em que era criança, em meados de 68/76, ouvia muito os cantores que estouravam nas rádios: Roberto Carlos, aliás, assistia sempre os programas da tarde com ele e os demais cantores da Jovem Guarda. Era apaixonada pelo belo príncipe Ronnie Von! Mas, tem um cantor/compositor que ouvia muito e que, mesmo não entendendo muito o auê em torno dele, amava ouvir suas canções. E amava sua voz! Vim a saber sobre ele bem mais tarde, quando já adulta. Sua vida, suas demais canções, sua perseguição e exílio no exterior durante a ditadura militar. Estão me acompanhando o raciocínio no texto? Leram a frase primeira que inicia? Reconhece de quem é? Não? Você não é dessa epoca? Sem problemas.
Fiz toda essa vasta introdução para falar de um compositor e cantor que amo: Taiguara. Hoje em dia, quando falo sobre ele, muitas pessoas fazem cara de interrogação pois nunca ouviram falar. Natural já que ele foi uma das grandes vítimas da ditadura militar nos anos 60/70. Como muitos, foi relegado ao esquecimento. Mas seu talento, sua voz, sua sensibilidade se mantiveram intactos para muitos que o conheceram. Ao limpar o CD que tenho com seus grandes sucessos, coloquei para rodar e voltei no tempo ouvindo suas belas canções de amor. Ao colocar o outro CD que tenho, já pude vislumbrar um outro Taiguara. Passei a conhecer o cantor dos grandes festivais e seu lado mais politizado. O que o levou a perseguição da ditadura militar. Muito interessante vasculhar e procurar saber como as coisas funcionavam realmente naquele período negro em que o país mergulhou. E agora a pouco, voltando do almoço e entrando no Face, me deparei com uma postagem do escritor Ricardo Ramos Filho justamente falando de Taiguara. Me bateu um saudosismo bom e uma vontade absurda de falar dele. Não deu outra, fui até o Youtube, pesquisei sobre ele e veio vários vídeos com suas canções. Por isso, me deu uma vontade louca em compartilhar com vocês por aqui um vídeo e falar um pouco desse talentoso compositor que partiu tão jovem. É minha forma de homenageá-lo e resgatar um pouco da boa música brasileira que anda tão em falta nas rádios.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Chuva, cai!!!!!!!!

Nunca ansiei tanto por uma chuva como nos últimos dias. Mais do que aguentar a sinusite, a rinite e demais "ites" atacadas, meu interior anda ressequido. É impressionante como o clima influi em nosso humor e disposição. Tenho dormido mal, atravessado os dias de forma incômoda, sentindo muita sede. E o que dizer do pó que se acumula por conta da poluição? Daí, por conta desse ar seco e poluído, comecei a ter alergia cutânea. Por trabalhar numa biblioteca e mexer muito com papéis, minhas mãos se ressecam com facilidade. Tenho sempre de passar creme hidratante nelas caso contrário, dá a sensação de que vai rasgar a qualquer momento. Tenho coçado energicamente as mãos, braços, olhos. A noite, é minha barriga que coça. Um inferno! Outro dia, li na internet que os dermatologistas estão alertando as pessoas para que nesse tempo seco, hidratem o corpo com mais frequência devido as coceiras. Aí pensei com meus "coções": É isso então! Não estou sarnenta. A culpa é do tempo seco. Ufa! Estou salva! E dá-lhe óleos e cremes hidratantes pelo corpo todo. AInda bem que gosto desses cuidados com o corpo. Não tem nada melhor do que chegar em casa após um dia de trabalho e poluição e cair debaixo d'água se lavando e passando óleo pelo corpo. E após o banho, besuntar ele todo com cremes hidratantes que amaciam e perfumam nossa pele.É um carinho que todas nós merecemos. E agora, quase 18h, olho pela janela e vejo que talvez chova. Abro um tímido sorriso e agradeço por essa benção da natureza. Precisamos de chuva! Fecho todas as janelas e encerro mais um dia de trabalho.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Confissão


Encontro-me inquieta. Após uma tomada de decisão que a princípio me pareceu sensata, eis que me pego em chamas. Ardo por dentro com tua ausência. Agora mesmo, olhando pela janela, percebo que a tarde cai pelos prédios banhando-os de cinza. Assim como se encontra meu interior. As chamas que mencionei acima queimam tudo o que pensei ter construído ao seu lado. Mas a realidade, servindo de combustível, vai pouco a pouco me queimando por dentro e destruindo todo meu castelo de ilusões. Você com certeza não entendeu minha atitude e deve estar até agora maldizendo a hora em que me conheceu. Deve pensar o quanto sou desajustada emocionalmente, o quanto imatura ainda me encontro. E sabe o que mais? Nem posso tirar sua razão. Mas vamos combinar: você também não é fácil não! Fecha-se em copas quando a questão é sentimento. Nunca soube de fato quem é. Nunca soube de fato o que sentia ou pensava quando ao meu lado. Sempre sisudo, sempre fugiu de se abrir e expor-se emocionalmente. Talvez fosse também uma estratégia de defesa. Não sei o que passou na vida. Acho que não aprendeu a amar, ou, se ama, não aprendeu a demonstrar. Ou, em última hipótese, se amou, demonstrou, sofreu. E hoje, por uma questão de sobrevivência, cala-se.

Eu, já o contrário de você, me apaixonei inúmeras vezes na vida, amei também e não tive problemas em demonstrar. Quebrei a cara. Chorei, berrei, amaldiçoei. Lavei minh’alma e com o tempo, me reergui pronta para uma nova experiência. Sei lá, na minha concepção de vida, isso faz parte da nossa vivência, faz parte do romance de vida que escrevo. Não quero deixar uma página em branco por isso não descarto tais experiências. Também não estou afirmando aqui que, por ser assim, sou melhor que você. Não meu querido! Não mesmo! Aprendi muito com você. Acredite! Da mesma forma que espero que tenha aprendido algo de bom comigo. Conviver é isso. Troca de experiências, vivências...É assim que crescemos. Por isso o ser humano vive em grupos. Para nos aperfeiçoarmos.

Rio sozinha olhando para fora. O céu continua cada vez mais cinza. Acho que vai chover.

Meu Deus! Olha só eu bancando a filósofa de boteco! Meu riso continua sem parar passando do riso de Monalisa para uma gargalhada escrachada que chama a atenção de todos por perto. Rio tanto, que meus olhos se enchem d’água transformando-se num risochoro sem fim.

As pessoas me olham com o canto do olho, fazem sinais umas para as outras e pouco a pouco, saem de perto. É constrangedor, eu sei. Mas não consigo parar. Rio e choro ao mesmo tempo. E sua imagem continua nítida à minha frente. Sério, enigmático. Nunca sei o que se passa por sua cabeça. Nunca saberei. Isso, agora eu sei. No meio de toda essa catarse em que me encontro, vem a minha mente um livro que li há tempos e que muito me emocionou. Um livro da escritora portuguesa Inês Pedrosa. E nunca, seu título se encaixou tão bem quanto agora:

Fazes-me falta.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Se posicionando e remexendo meus baús



Acredito que esteja evoluindo. Um pouco talvez. Pode ser que ninguém perceba. Somente eu. Desde ontem, venho sentindo um misto de tristeza conformada com uma espécie de alívio na alma. Sou difícil de tomar uma decisão mas quando tomo, radicalizo e vou até o fim. Há alguns anos tenho vivido num verdadeiro tobogã de emoções. Hora me encontro lá em cima, leve, alegre, volitando. Hora me pego abaixo do subsolo, emergida num lamaçal denso de tristeza, melancolia onde minha vontade é não ver nem falar com ninguém. Ficar quietinha num canto só eu e minha dor. É gozado isso! Egoísmo total! Não querer dividir minha dor com mais ninguém. Guardá-la comigo bem junto ao peito. E nesses momentos, fico irritada com as pessoas ao meu redor que tentam de toda forma amenizar isso e transformá-la numa coisa menor. A sociedade contemporânea não quer saber de dor nem sofrimento. Prefere anestesiar as emoções com inúmeras drogas que geram "felicidade"! Eu não. Gosto de autenticidade até mesmo na dor. Se é pra sentir, quero sentí-la por inteiro e não pela metade. A dor faz parte de nosso crescimento. É nesses momentos que nos voltamos para dentro e refletimos sobre nossa conduta, relações, neuras e fraquezas. E é justamente expurgando essa dor, que a cicatrizamos e curamos as feridas. E a causa recente dessa minha dor, é a presença de determinadas pessoas que passeiam por nossas vidas de forma temporária. Chegam mansamente, se estabilizam ao nosso lado. Ganham nossa confiança, nosso respeito, nosso carinho e, a partir daí, pouco a pouco vão arranhando nossa autoestima até deixá-la em frangalhos. Está certo que elas não conseguem isso sozinhas. Contam com nossa permissão para entrar, invadir e fazer o que querem de nossas emoções. Mas sabem? Até mesmo essas pessoas têm uma missão fundamental em nossas vidas. São grandes mestras. Nos mostram o caminho que não devemos seguir. E exemplificam o que não devemos fazer aos outros. Muitas pessoas já passaram de forma meteórica em minha vida e deixaram marcas profundas. Algumas passam e partem não deixando praticamente rastro nenhum. Outras, surgem do nada, cavam buracos em nossas almas, destilam o veneno da discórdia, da malevolência e partem deixando apenas uma amarga lembrança do que foram em nossas vidas. Outras tantas aparecem, demarcam território, colocam placas de proprietários e acreditam piamente que são nossos donos. Mas, aos poucos se cansam de nossas paisagens. Botam placas de vende-se, fecham negócio com outros e partem da mesma maneira que surgiram. Enfim, essa é nossa rotina na convivência e relacionamento com o próximo. Mas veja bem: não sou uma pessoa pessimista. Pelo contrário. Sou otimista por natureza e sempre busco encontrar ensinamentos em tudo que acontece em minha vida. Acredito de fato que nada acontece ao acaso. E isso também conta com relação às pessoas que cruzam nosso caminho. Todas, sem excessão, vêm com algo a nos acrescentar. Mesmo que venham como anjos da discórdia e do sofrimento, elas têm algo a nos deixar de legado e nos enriquecer diante da vida. Tudo é questão de ponto de vista. Posso muito bem encarar uma situação ou uma pessoa como algo nefasto e me deixar levar pelo sofrimento, tornando-me um ser amargo e descrente. Como também posso encarar essa situação como algo que, de alguma forma, me trás uma lição de vida. Prefiro sempre encarar essa segunda opção. E assim, vou seguindo minha vida. No momento atual curtindo essa sensação de perda, sentindo a sua falta, mas desejando de coração que, assim como eu, ela também possa ter tirado da minha convivência, algo positivo e bom para sí. E o que procuro manter são as lembranças. As boas lembranças dos momentos em que passamos juntos. Como boa canceriana, adoro lotar meus baús de boas lembranças para, de vez em quando, no momento em que a vida pesar mais, tirar algumas, relembrar, trazer de volta aqueles momentos bons e apaziguar minha alma.

sábado, 18 de agosto de 2012

Para uma boa noite

Nada como ouvir de nossa "Diva" esse desejo sincero de boa noite! Até amanhã!

Cabelos, cabelo, cabelo-belo, elo


Vira e mexe, entro em crise com meus cabelos. Isso costuma ser bem comum entre a maioria das mulheres. Cabelo, para mim, é muito importante. Gosto de cuidar, cortar, mudar a cor sempre que me canso da atual. Certa vez li, não me lembro onde e nem quem escreveu, que mulheres que vivem mudando seus cabelos é porque têm problemas com sua auto-estima. Na mesma hora, parei, refleti e cheguei a seguinte conclusão: Só podia mesmo ser um homem para ter tal definição. Problema de auto-estima, é quando você não consegue se enxergar e logo, não dá a mínima para sua imagem. Torna-se desleixada, mal cuidada, feia. Para mim, quem cuida de seu corpo e de sua aparência, está se amando e se respeitando. É claro que não podemos colocar nesse patamar, aquelas que ficam cegas diante de si e passam a extrapolar o bom senso fazendo loucuras para manter sua aparência. Aqui, falo das que sofrem de certas disformias mas aí, já é outra questão. Desde criança que sou vaidosa. Gosto de me arrumar, me maquiar, escolher roupas de boa qualidade, sapatos então! São minha perdição! Já cheguei a ter centenas! Sério! Tenho verdadeiro fetiche por sapatos de qualidade. No entanto, com o passar dos anos, até nisso mudei. Hoje quero conforto acima de tudo! Salto alto, só muito de vez em quando. A coluna grita. Passei a usar mais tênis e de preferência, tênis confortável, que abraça meus pés. Mas, voltando a falar dos cabelos, comecei a divagar sobre eles justamente por estar entrando em crise novamente com os coitados. Amei ficar com minhas madeixas vermelhas mas já estou me cansando delas. Quero mudar a cor novamente mas...Qual? O corte também me cansou. Quero outro mas...Qual? Usei durante mais de vinte anos corte curto. Todos os estilos até mesmo os cortados a navalha e máquina quase zero. Depois me cansei e resolvi voltar a ter meus cabelos mais compridos. Na realidade, o médio pois cabelos compridos mesmo nunca tive. Nem na minha infância. Enfim, sabem o porque de toda essa reflexão sobre eles? Os cabelos? Simples. Estou entrando em crise como já mencionei acima e quero mudar. Mas novamente a pergunta que nunca se cala: Qual cor? Que corte? Óh! Dúvida cruel!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Fantasia, Mistério e Aventura na arte de escrever histórias para jovens leitores

Para quem deseja se aperfeiçoar na escrita infanto-juvenil, uma ótima pedida!

Como escrever histórias de aventura, fantasia e mistério para jovens leitores?
Caminhos, descaminhos e possibilidades narrativas.
O curso tem por objetivo desvendar o imaginário fantástico na literatura infanto-juvenil e juvenil. Trilhar o caminho de grandes narradores nesses gêneros a fim de revelar estruturas e segredos da ficção de fantasia, aventura e mistério, tendo como foco a prática da criação literária, a análise dos textos produzidos e o desbloqueio do imaginário fantástico por meio de propostas de criação para narrar uma boa história. E ainda, outros temas do curso: Seguindo os passos do herói. Algumas experiências dos surrealistas: o universo dos sonhos e dos símbolos, os exercícios de imaginação de Alejandro Jodorowsky.

A ficção de aventura, fantasia, mistério e o realismo mágico na literatura – Grandes narradores: R.L. Stevenson, Mark Twain, Michael Ende, Roald Dahl, C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien, E. Nesbit, Neil Gaiman, Diana Wynne Jones, Ray Bradbury, Lemony Snicket, John Bellairs, Cornelia Funke, entre outros.


Ministrado por Marcelo Maluf
Espaço Dança da Realidade
8 encontros
Dias: Terças-feiras: das 19h30 às 22h00.
Quando: 11, 18, 25 de setembro e 02, 09, 16, 23 e 30 de outubro.
Vagas: 15
A quem se destina: escritores em formação, aspirantes ao ofício, para quem já escreve, mas quer desbravar os caminhos do imaginário fantástico na literatura, para quem deseja desbloquear sua escrita criativa e interessados em geral em literatura infanto-juvenil e juvenil.
Quanto: Investimento total: R$ 375,00 - podendo ser parcelado em até 3 vezes de R$ 125,00. (Cheques pré-datados)
ou R$ 330,00 à vista.
Formas de pagamento: cheque, dinheiro ou depósito bancário.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os injustiçados escritores nacionais

Sou o que podemos chamar de leitora sem (ou quase) preconceitos. Movida pela curiosidade em conhecer autores e suas obras, ainda me pego supresa quando vejo o quanto nossos escritores nacionais ainda são objetos de preconceito. Trabalhando há mais de vinte anos em bibliotecas, me espanto quando, ao sugerir alguns autores, vejo as pessoas torcerem o nariz. Pôxa vida! As pessoas nem ao menos conhecem o autor e sua obra e já viram o rosto numa demonstração clara de renegar nossos talentos. Talentos, diga-se de passagem, que na maioria das vezes dão de dez a zero em muito lixo estrangeiro que nos fazem engolir nas livrarias. Agora me pergunto: por que? Por que se negar a ler um autor se nem ao menos conhece seu estilo, sua trajetória de vida literária, seu reconhecimento? Tenho verdadeiro carinho, admiração, respeito por autores como João Ubaldo Ribeiro, Luis Fernando Verissimo, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino. Isso sem contar com nossos autores clássicos como Machado de Assis, José de Alencar entre outros. E também sem contar com nossas escritoras como Clarice Lispectos, Cecília Meirelles, Nélida Piñon e tantas outras que não caberiam aqui. Mas hoje, apesar de gostar demais dos demais autores que falei acima, quero falar um pouco sobre um determinado autor que li, gostei demais e não me conformo com sua invisibilidade perante a maioria dos leitores: Josué Montello.
Sempre que falo sobre ele para alguém, sempre ouço: Quem? Nunca ouvi falar! Nunca li nada sobre ele ou dele. Tomei conhecimento desse autor, quando estava na sétima série do antigo ginásio. A professora deu o livro O labirinto de espelhos. Gostei tanto que nunca mais me esqueci dele. Passado muitos anos, já adulta e trabalhando em biblioteca, tive contato com um professora que era fã desse autor e conversando com ela, me indicou outros títulos para ler. Na sequência li Antes que os pássaros acordem, depois Uma sombra na parede, a seguir Enquanto o tempo não passa, A viagem sem regresso e por último li A última convidada. Ainda tenho muitos títulos dele para ler, inclusive seu livro mais famoso Noite sobre Alcântara. Montello é um mestre da narrativa. Seus personagens são riquíssimos e muito bem estruturados. Tanto que você esquece que são apenas personagens fictícios e se apaixona verdadeiramente por eles. Passam a fazer parte de sua vida. Legal isso não? Suas mulheres são inesquecíveis: Ariana, Edméia, Isabelle, Patrícia, Simone. Essas são apenas algumas das inúmeras mulheres de Montello. Fascinantes, perturbadoras, humanas. E as paisagens de suas histórias então? Montello tem um talento para descrever a cultura e a geografia maranhense. Sem dúvida, um autor injustiçado nesse imenso painel literário. Convido a todos para ler algum dos livros dele. Depois me digam suas impressões. Tenho ceteza que vão gostar. Assim como eu gostei!

Oficina de Tradução literária

Pessoal de São Paulo que deseja se aperfeiçoar na área de tradução.


sábado, 4 de agosto de 2012

Desvendando a Narrativa Policial



Hoje iniciei a oficina de narrativa policial no Espaço Terracota. Desde que que soube que dariam essa oficina, fiquei bem interessada. O romance policial é um dos gêneros que mais gosto de ler e, como já tenho um romance policial iniciado no módulo de romance no outro curso que fiz, nada mais justo que fazer essa oficina específica para melhorar e dar término ao que comecei. A aula hoje foi bem legal com o Sergio dando uma pincelada histórica sobre o surgimento desse gênero.
Para quem se interessar, ainda dá tempo de correr e fazer a inscrição. Não perca tempo não! Venha fazer parte dessa galera que curte esse gênero literário e que tem muito a dizer. Ou escrever. Como preferir.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mais um capítulo

E a história tem continuidade. Já postei o capítulo II e agora postei o III. Ainda não terminou.Venham conferir! Na entrada do cinema