quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Zanzen

Alguém aqui já deve ter passado pelo que descrevo nesse texto. Quem já não sofreu de dores? das mais diversas dores? Dores físicas, dores da alma e afins? Quem já não pensou em parar tudo e fugir para um recanto de paz? Querem saber do resto?
Convido a todos para darem uma chegada no blogue literário Coletivo Claraboia para conhecer meu mais novo texto. Uma vez por mês publico um texto inédito nesse blogue que divido com colegas do curso de criação literária. Vale a pena conhecer os demais textos meus e de meus companheiros. espero vocês por lá!

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 31

Dia 31 - Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.

Difícil escolher apenas um livro para falar. Até mesmo porque cada livro tem suas peculiaridades e graça que faz com que gostemos dele mais que de outros. Esse ano, pelo menos até agora,  são dois livros que amei de paixão.
Histórias bem diferenciadas, situações idem, cenários então, nem se fale, estilo de narrativa dos autores então, totalmente distintos. Mas foram dois livros que me comoveram bastante. Pelos seus personagens, pelas suas experiências de vida.

Um deles foi Marina, de Carlos Ruiz Zafón. Fiquei fascinada pela personagem/menina Marina e seu amiguinho Óscar. Suas aventuras, os mistérios que os envolvem, os cenários maravilhosos da cidade de Barcelona tudo, absolutamente tudo, nos remete a um mundo mágico que o autor tem a habilidade em nos reportar. História envolvente, emocionante do começo ao fim. Bom, acho que deu pra sacar o quanto essa história mexeu comigo. Não falo mais sobre ela para não estragar a leitura de quem se interessar. Só digo que é leitura que te pega do início e te leva num fôlego só até o final.
Sinopse:
Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo.

Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.

Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.

Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 

Já o outro que mexeu demais com minhas emoções, só que de forma diferente, foi Tudo aquilo que nunca foi dito, do autor francês Marc Levy. Já li outros livros desse autor e gostei demais. No entanto, esse mexeu comigo talvez pelo fato de tratar relacionamento pai e filha. Gosto dessa temática. Outro ponto forte, pelo menos ao meu ver, é a maneira com que o autor direcionou a história dos dois. Achei criativa, original e o final me deixou atônita e ao mesmo tempo satisfeita. Leitura gostosa, narrativa ágil, diálogos bem feitos. Uma outra bela sugestão de leitura para quem ainda não conhece esse autor. Vale a pena!
Sinopse: 
 Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai - e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 30

Dia 30 - Qual o livro que você leu esse ano que menos gostou? Fale sobre ele.

Quando li o livro do psicólogo argentino Jorge Bucay Amar de olhos abertos, fiquei impressionada com sua linguagem e dinâmica. Gostei tanto que quando chegou na biblioteca o livro Quando me conheci, não pensei duas vezes: peguei para ler. Fui com tanta sede para ler e pouco a pouco fui murxando na leitura. Cada capítulo era um cansaço só. Fui me desestimulando e acabei por abandonar. Uma colega se interessou e pegou para ler. Fez a leitura completa do livro mas comentou que não gostou muito. Então peguei de volta e li até o final. É o seguinte: enquanto que no livro Ama de olhos abertos, ele segue uma narrativa dinãmica e a história é boa, nesse livro, ele é monótono, cansativo e repetitivo. Se desse uma "enxugada" melhorava bastante. Vira e mexe, a gente entra em capítulo novo e lá está a mesma história. Talvez até exista um motivo para tal repetição. Como uma espécie de livro de "autoajuda psicológica", o autor optou por manter a repetição para infiltrar no inconsciente do "paciente/leitor" os passos a passos que devemos fazer para se conhecer. Até aí tudo bem só que pra mim ficou muito chato de se ler. A vontade era sempre de largar a leitura e partir para algo mais ágil, dinâmico. Mas, de qualquer forma, não serviu pra mim mas pode servir para outro. Fica aqui registrado a dica:
Sinopse: 

Com mais de 6 milhões de livros vendidos em todo o mundo, o psicólogo Jorge Bucay nos faz entender nesta obra que não existe uma fórmula da felicidade. Cada um deverá descobrir seu próprio caminho e, embora todos os trajetos sejam diferentes e válidos, têm um ponto em comum: a necessidade de responder a três perguntas fundamentais.
A primeira pergunta - Quem Sou? - nos desafia a empreender uma viagem de autoconhecimento, para que possamos viver sem depender de mais ninguém.
A segunda - Aonde Vou? - trata da busca da plenitude e do sentido, de descobrir o objetivo fundamental de nossa vida.
A terceira - Com Quem? - tem a ver com a escolha de nossos companheiros de jornada, reconhecer quem está ao nosso lado e deixar para trás quem não está.
É extremamente importante que as perguntas sejam respondidas nessa ordem. Do contrário, correríamos o risco de deixar que nos definissem com base no caminho que escolhemos, de permitir que a pessoa que está conosco decida aonde vamos ou, o que seria pior, de definir quem somos em função de quem nos acompanha.
Repleto de parábolas encantadoras que ilustram os conceitos apresentados por Bucay, Quando me Conheci ajudará você a refletir sobre o que é realmente importante, a trilhar seu caminho e a encontrar alguns atalhos nessa jornada rumo à realização pessoal.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 29

Dia 29 - Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.

O último livro que comprei foi A Trama da Estrela, do jovem escritor português Vasco Ricardo. Citei ele na postagem anterior. Participei da coletânea de contos Corda Bamba promovida pela editora portuguesa Pastelaria Studios. O Vasco Ricardo foi um dos autores da coletânea. Nos conhecemos através dela e passamos a manter contato pelo Facebook. Quando ele lançou esse livro, li a sinopse e fiquei bem interessada. Comprei e recebi o livro a cerca de duas semanas. Ainda não comecei a ler mas já está separado para futura leitura.
Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

domingo, 28 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 28

Dia 28 - 5 livros que estão na tua pilha de “vou ler”. (Pergunta feita no Meme de 2010. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)


São sempre muitos pois sou uma verdadeira "antena" captando o tempo todo, leituras novas. Mas vamos lá citar alguns dos livros que tenho aqui para ler:

O Espírito da Prosa: uma autobiografia literária, de Cristovão Tezza. Desde que li O Filho Eterno que virei fã desse autor. Esse livro chegou a poica à biblioteca e já separei ele para ler. Até cheguei a começar sua leitura mas tive de interromper pois precisava terminar a leitura de um outro que era emprestado.

Sinopse: Nesta sensível autobiografia literária, Cristovão Tezza desenha um magistral panorama de sua geração, tentando localizar nos ideários dos anos  1960 e 1970 as suas raízes ficcionais. E faz uma corajosa investigação pessoal das variáveis objetivas e subjetivas que entraram em jogo na produção da sua literatura, sempre em busca deste inevitável e enigmático questionamento: o que leva alguém a escrever?

O Silêncio dos Amantes, de Lya Luft. Sempre ensaiei pegar livros dessa autora mas acabo deixando para mais tarde. Não sei porque. Mas tenho uma simpatia por ela e como ganhei esse livro, deixei-o na lista das futuras leituras. São contos e como no momento ando inspirada para escrever esse gêneroliterário, tenho me voltado mais para leitura deles.

Sinopse: Nesse livro, Lya Luft retorna à ficção e mais uma vez nos surpreende com histórias ligadas por alguns de seus temas prediletos desde os primeiros livros: a incomunicabilidade e o silêncio entre pessoas que se amam ou deviam se amar, os conflitos familiares, a busca de um sentido da vida, rancores, incompreensão, mas também magia e amor nos relacionamentos.

Um Ano na Provence, de Peter Mayle. Desde que comecei a trabalhar na biblioteca vejo esse livro e os demais do autor e sempre tive curiosidade em ler. Aborda temas que me encantam. Na epoca estavam muito disputados entre os usuários. Decidi esperar e acabei por esquecer. No ano passado ganhei um exemplar e decidi que quero ler. Mas como sempre me atropelo com chegada de livros novos, esse vai ficando na fila. Mas um dia eu leio. Ah, se leio!

Sinopse: 
O inverno na Provence pode ser terrível por causa do Mistral, um vento forte que obriga todos a se trancarem em suas casas. O verão é assolado por hordas de turistas ruidosos. Entre um extremo e outro corre uma vida tranquila, levada por um povo que sabe a arte do bem viver, sem pressa,  apreciando beber o marc e o pastis e comer petiscos que vão de salsichas, patês, quijos e pães, refeições substanciosas com até cincopratos diferentes e vinho, muito vinho e azeite para acompanhar. O relato do ano em que o inglês Peter Mayle resolveu abandonar a Inglaterra em troca da vida na Provence, temelementos como esses descritos acima. Mas tem muito mais. Livro que transita entre o banal em literário, reportagem em poesia, ele é sobretudo uma obra que se degusta com o meso prazer que se pode ter ao comer cada uma das especialidades que descreve minuciosamente. Uma obra para se ler com água na boca e nos olhos, ao rir do fino senso de humor que permeia tudo.

Participei recentemente de uma troca de livros entre blogueiras promovida pela Lu Guedes do blogue Menina no Sotão.
Optei pelo livro que a Leticia Alves, do blogue Eu e Minhas Tempestades ofereceu para troca: A Escrita ou a Vida, de Jorge Semprun. 

Sinopse: 
Em 1943, Jorge Semprun era um jovem espanhol exilado em Paris, brilhante estudante de filosofia e militante comunista, quando foi preso pela Gestapo e deportado para o campo de concentração de Buchenwald. Durante dois anos, sobreviveu como pôde às condições sub-humanas impostas aos prisioneiros do nazismo: a fome, permanente, os trabalhos forçados, a privação de sono, o frio brutal, as humilhações e os espancamentos infligidos pelos guardas SS. Mais od que a lembrança de uma experiência dos campos da morte, é um livro sobre o turbilhão da memória e uma reflexão muito pessoal sobre o drama coletivo que foi o genocídio nazista, a tragédia maior do século XX.

A Trama da Estrela, de Vasco Ricardo. Conheci esse autor através da coletânea que participei, Corda Bamba e de lá pra cá, sempre mantemos contato pelo Face. Recentemente lançou esse livro e tem feito muito sucesso em Portugal, França e outras paragens onde as pessoas têm lido e apreciado sua história. Fiquei curiosa com a temática e comprei o livro que recebi há pouco tempo. Em breve espero ler e depois dou minha opinião por aqui. 

Sinopse: Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistéris e crimes até então irresolúveis. Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de violência vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas. O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado de estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos. Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos revelam ser tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinaria, onde todos os seus passos parecem ser criteriosamente preparados na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Preparando-se para a batalha

Meus leitores que me perdoem mas ultimamente ando pra lá de cansada de ser a "boa menina", a "boa aluna", a "boa funcionária", a "boa filha", a "boa irmã", a "boa cidadã", a " boa"...PQP, Cansei!
Cansei de tentar ser boa em tudo, cansei de ser sexy, cansei de tentar agradar a todos o tempo todo. Quer saber? Não pretendo ser miss universo mesmo então PHODA-SE!
Estou tendo minha crise de adolescência tardia? Pode ser afinal, durante minha adolescência não tive oportunidade nem chance de ter todas as crises de crescimento que tinha direito. Desde cedo tive de encarar a vida adulta com seriedade e responsabilidade e dessa estrada nunca mais me desviei.
Portanto, agora sinto-me no direito de reivindicar todas as crises ao qual tenho direito e sofrer, e chorar, e xingar, e gritar tudo aquilo que venho entalando na garganta e me causando grande náusea há décadas. Ando chorando também e muito. Coisa que não fazia quando mais nova por achar que chorar era coisa de gente fraca e ser o maior mico. Choro de gosto em qualquer lugar e se tiver alguém por perto que se incomode, peço a gentileza que se retire de perto de mim. Estou jogando fora todos os conceitos que me foram jogados goela abaixo durante toda minha vida: "Temos de ser bons", "Temos de ser cristãos", "Temos de...", "Temos de..."
Ando naquela de fazer faxina nas prateleiras de minh'alma e reavaliando posturas, condutas, relacionamentos, vida profissional e já selecionei o que presta e vale a pena manter e levar comigo para o resto de vida que ainda tenho. Só me falta agora sair da zona de conforto em que me encontro há anos e jogar fora todo o lixo que acumulei e que tem me sufocado impedindo que cresça, evolua. O difícil é que nós seres humanos temos a rara habilidade de nos acostumarmos até mesmo com aquilo que nos incomoda, machuca, dói. Vá entender não? Mas essa semana será crucial e um divisor de águas em minha vida. Tenho plena certeza que ainda vou derramar muitas lágrimas, mas elas serão de purificação. Tenho consciência que muitas vezes tentarei retroceder em minha caminhada. mas também sei que essas paradas serão para retomar o fôlego e seguir adiante. Tenho certeza que tentarei de forma infantil retornar ao útero materno que era tão bom e seguro. mas também sei que foi graças a esse calor humano mais genuíno que recebemos ao nascer, é que reencontrarei coragem para superar meus medos, minhas neuras, minhas inseguranças e vencer todos os meus fantasmas.
Será uma dura batalha comigo mesma mas sei que ambas: meu inconsciente e meu consciente, sairão vencedores e renovados. Estou pronta pra batalha. Que venham os inimigos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tédio de viver: como mudar isso?


Tédio. É algo que tenho sentido direto e sempre me pergunto: será que tem remédio?
Ando paralisada perante a vida por inúmeras razões. Sei que tenho um potencial enorme aguardando para ser posto em atividade. mas são tantos entraves que a vida me reservou que está muito difícil sair dessa situação. Entraves familiares, profissionais, pessoais tudo ao mesmo tempo. As vezes me pego pensando se não sou eu que crio todas essas situações para servir de desculpas para chutar o pau da barraca e mudar tudo. Pode até ser afinal, quando estamos acomodados numa zona de conforto, fica-se complicado sair dela e enfrentar o mundo lá fora. Afinal, aqui está tudo certinho, já conheço, não tenho de me preocupar ao passo que saindo desse conforto, terei de enfrentar o desconhecido e isso sempre nos dá medo. Só sei que tenho me questionado muito a esse respeito. Faço o que gosto mas até mesmo isso tem me deixado um gosto rançoso de rotina. Aliás, é exatamente essa tal de rotina que está me dando o que pensar. Minha trilha sonora tem sido uma constante canção de Chico Buarque: "Todo dia ela faz tudo sempre igual..."
Linda canção mas que na prática já está dando no saco! Essa é que é a verdade. Agora me pergunto: mudanças! Por onde começar? Terei garantias de sucesso? Com certeza não.
E me pego novamente bocejando de tédio aqui, sozinha, sem nada a fazer, num ócio nada criativo, só me restando escrever sobre ele numa vã tentativa de exorcizá-lo. Alguém tem uma receita para combater o tal?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 19

Dia 19 – O que você acha da elitização da literatura? Você acha que realmente só é intelectualizado aquele que lê os clássicos da literatura? Que ler 1000 livros “de banca” não equivalem a 10 clássicos? O que você acha das pessoas que criticam a literatura “para a massa”, os blockbusters literários? É mesmo possível julgar o nível de intelecto de uma pessoa pelo que ela lê? Você tem algum preconceito literário?

Tenho comigo o seguinte lema: leia. Não importa o que. De algum ponto a pessoa deve iniciar sua trajetória da leitura. Tem outro ponto também: níveis de compreensão da leitura. Trabalhando em escolas desde 1995, acompanho a evolução e as dificuldades dos alunos em compreenderem os textos dos chamados livros "clássicos". Não contesto a qualidade dos mesmos mas a realidade de nossos alunos, a bagagem (ou a falta dela) cultural e até mesmo de vivência, impede que muitos alunos compreendam e gostem do que estão lendo. São histórias e realidades muito distante da realidade dos mesmos e isso sim serve de impecilho para que muitos peguem gosto pela leitura. Sempre costumo dizer aqui na biblioteca onde trabalho que os professores deveriam - em primeiro lugar - eles sim, se tornarem grandes leitores para depois exigirem um grau de leitura dos alunos que eles próprios não têm. Aqui na biblioteca, temos um acervo riquíssimo. A área de literatura juvenil é imensa e temos para todos os gostos. No entanto, as estantes vivem estáticas pegando pó pois os livros não saem. Os professores poderiam pegar alguns desses livros, lerem analisarem e oferecerem aos alunos para degustarem tais leituras que são mais a carinha deles. E só a partir daí, seguirem evoluindo e aumentando o grau de leitura e aprofundamento das histórias além é claro, de esmiuçar as histórias, o período em que foram escritos, seus costumes etc. Dá trabalho? Sem dúvida mas só assim os leitores serão formados. Não tenho preconceito não. Aqui mesmo, temos funcionários que têm uma formação de alfabetização quase nula, mas que adquiriram o gosto pela leitura aos poucos e pegam emprestados somente livros de romance espírita. Já tentei sugerir outros tipos mas eles são resistentes. Não posso nem devo condená-los pois o nível de leitura em que se encontram, por enquanto é esse. E que bom que lêem pelo menos isso. É melhor que nada. Já outros só gostam de ler autoajuda tipo O Segredo, os livros de Augusto Cury, de Roberto Shinyashiki e afins. Vou condená-los também? De jeito nenhum! De alguma forma tais leituras estão cumprindo a sua tarefa junto a esses leitores específicos. Outros tantos leitores são fissurados em romance policial, outros tantos em literatura fantástica e, confesso, bem poucos são leitores dos clássicos. Esses vivem em hibernação quase que constantes nas estantes. Eu mesma que me considero uma leitora num nível acima do normal, ainda não li muitos dos ditos "clássicos". Acho que tudo tem sua hora, seu momento e tenho certeza que quando estiver preparada e com uma boa bagagem cultural e de vida, lerei esses livros. Agora quanto aos que criticam, penso que poderiam ser mais humildes e respeitarem os demais leitores afinal, tem muita gente que lê livros aprofundados e considerados "clássicos" mas que no seu dia a dia não assimilaram absolutamente nada da grandeza dos livros. São ignorantes, intolerantes e não respeitam seu próximo. Pra ser bem sincera com vocês, detesto pseudointelectos. Pois os verdadeiros intelectuais atuam de forma bem diferente desses. Não apregoam, não tiram sarro do resto da humanidade muito menos ficam dizendo o que é certo ou errado. Respeita o caminho de cada um.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 18


Dia 18 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel? Por que? (Pergunta feita no Meme de 2011. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)

Apesar de curtir demais as novas tecnologias, ainda prefiro o bom e velho livro em papel! Se tem uma coisa que gosto de fazer é entrar numa livraria e pegar sem pressa, livro por livro. Ler sua sinopse, folhear, reconhecer a fonte no qual o texto foi impresso, ver o tipo de papel que utilizaram. Apreciar a capa, o trabalho editorial e gráfico. Enfim, poder ter o livro de forma física e levá-lo onde for. No consultório médico, no ônibus, na cafeteria, no centro cultural e em tantos outros lugares onde possa numa folga, retomar a minha leitura. No começo desse ano, nós da equipe da biblioteca recebemos um tablet e foram baixados alguns livros. Bom, tentei ler. No começo até gostei da brincadeira mas depois achei tão sem graça! Desde então, o tablet está descansando em meu armário por tempo indeterminado. Coitado!

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 17

Dia 17 – Na sua opinião, qual é o propósito da literatura? Entreter? Educar? Ampliar horizontes? Fale um pouco sobre isso.

Para mim a literatura engloba tudo isso. Ao ter contato com ela, a gente se encanta, se espelha, reflete sobre muitos assuntos ao qual nos identificamos. Nos educamos também afinal, quantas vezes nos deparamos com situações na história em que captamos que estamos errados e a partir daí, passamos a agir de forma diferente. Quando li os livros de Irvin D. Yalom ampliei e muito meus horizontes mentais e psicológicos. Aconteceu o mesmo quando li os livros de Jorge Bucay De olhos abertos e Quando me conheci. São livros que abordam a psicanálise de uma forma romanceada mas que trabalham nossas emoções e como lidamos com ela. Achei isso fantástico! Outro bom exemplo: Quando li O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, era uma nulidade em filosofia e sua história. Tive através dessa linda história uma verdadeira aula de filosofia! Coisa que passou bem longe das minhas minguadas aulas de filosofia que tive na faculdade. Isso significa que através da literatura se pode sim, aprender, se educar, ampliar seus horizontes. Basta querer e se abrir também para tudo isso. Afinal, você tem a escolha nas mãos: ser um leitor ávido por conhecimento, aberto a todas as oportunidades de crescimento ou simplesmente ser um leitor ligado no automático que passa os olhos pelas letras não assimila nada da história e já no momento seguinte ao fechar o livro, passar uma borracha em tudo e esquecer.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 16

Dia 16 - O que te faz largar a leitura de um livro no meio do caminho? Que defeitos imperdoáveis um livro tem que ter para você abandoná-lo?

São vários os fatores para eu largar o livro pelo caminho. É raro acontecer mas alguns deles me desanimam pela escrita mal feita. Pela história que não me convence. Outros, pelos personagens não serem carismáticos e daí, não me conquistam para uma relação mais íntima.Já peguei livros que pareciam que iriam tratar de determinado assunto. Me interessei e fui em frente. Lá pelas tantas, me conscientizo que o autor dá voltas e não diz a que veio. Não tenho dúvidas: se não tiver nada, absolutamente nada que me prenda a essa história, largo sem dó. Esse ano está sendo assim. Já peguei vários livros e larguei. Pode ser também que eu não esteja num bom momento para leituras mas sei lá, os livros que andei pegando andam sem atrativos para mim.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 15



Dia 15 – Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria? (Pergunta  feita no Meme de 2011. Se você participou na época, procure comparar as respostas. Ainda é o mesmo livro? Você acabou conseguindo o livro escolhido da época?)

Humm!!! Difícil escolha não? Mas como ultimamente ando reflexiva acho que ficaria muito feliz em ganhar qualquer obra de Virginia Woolf . Anos atrás, li um livro dela Flush e gostei demais. Agora quero ler os demais livros. Quando assisti ao filme As Horas, que tem como pano de fundo o romance Mrs. Dalloway, fiquei bem interessada em conhecer tal obra. Fazendo minhas pesuqisas no Google, encontrei esse box contendo algumas de suas obras. Fiquei com água na boca. Como sei que não vou ganhar de ninguém de presente, o jeito é que mesma me presentear. Tenho certeza que vou adorar!

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha