terça-feira, 20 de novembro de 2012

A inveja mata! Blogagem Coletiva - episódio II


Voltando aos casos de inveja. Lembrei-me aqui de um episódio de quando tinha mais ou menos 18 para dezenove anos. Já trabalhava na epoca numa boutique de calçados finos. Começou a trabalhar comigo uma garota da mesma idade que eu. Aparentemente todos caíramd e amores por ela pois era simpática, falante, risonha. Mas com o passar dos dias fui tendo uma intuição de que aquilo tudo era falso. Não tinha como provar mas como boa canceriana, botei minhas barbas de molho com relação a essa menina. Ela se esforçava para ser minha amiga e confidente. Por algum tempo até baixei um pouco a guarda com ela e, certo dia, levei-a para casa. quando meu irmão chegou, apresentei ela a ele. Foi educado mas frio e logo saiu da sala. Mais tarde, veio conversar comigo e me alertou: Não fique muito próxima dela pois é péssima companhia e muito falsa. Acabou por confessar que tinha estudado com ela e sabia muitas histórias a respeito que lhe dava o direito de me alertar. Passado mais algum tempo, fui pegando mentiras dela. Conversei com minha chefe e, delicadamente, me disse que eu poderia estar com ciúmes dela por ter conquistado a todos. O que mais poderia fazer diante daquela frase?
Calei-me e por vários dias fiquei na minha. Mas sempre com a pulga atrás da orelha com tudo o que vinha dela. Certo dia após o expediente, me convidou a passar em sua casa antes de irmos ao cinema. Lá chegando, me largou na sala e foi tomar uma ducha rápida. De repente, ouvi gemidos. Fiquei alerta e fui atrás do som. Vinha de um quarto nos fundos da casa. Qual não foi minha surpresa ao deparar com uma senhora idosa e com aparência bem frágil num leito pedindo um copo de água? Fiquei chocada! Fui até a cozinha, peguei um copo de água e trouxe. Tomou de forma desesperada e pediu mais. Depois de saciar sua sede, olhou-me com olhos marejados e agradeceu minha atenção. Perguntei o que ela era da "fulana" e ela me disse que era sua...Mãe! Fiquei sem palavras! Quando "fulana" saiu do banho e me viu ali no quarto com a senhora, me chamou e disse pra não ligar para aquela velha doida. Isso me causou uma revolta imensa. Onde já se viu falar assim da própria mãe? Após esse episódio, afastei-me cada vez mais dela. Senti algo sinistro naquela garota. Namorava um rapaz e um dia, quando ele foi me buscar na saída, perguntou sobre aquela garota e também me alertou sobre ela. Algum tempo depois ela começou a se insinuar para ele de forma descarada. Passado mais um tempo, meu namoro acabou e comecei a paquerar um rapaz que parecia ser bem legal. A paquera estava recíproca até que ela percebeu meu interesse e fez de tudo até que começou a namorar com ele. Fiquei arrasada com a cara de pau dela. Alguns anos depois, já trabalhando em outro local e totalmente sem notícias dessa bad girl, eis que um dia me encontro casualmente com ela e durante aquele bate papo informal, ela maldosamente me falou sobre o rapaz que andava saindo ultimamente. Detalhe: ninguém ainda sabia de nosso lance. Fiquei espantada e furiosa ao mesmo tempo. Perguntei como ela sabia disso no que ela prontamente respondeu: Roseli, sei tudo, absolutamente tudo a seu respeito! Me arrepiei! Fui embora pensando sobre a relação dessa menina comigo. Que horror, ela tinha inveja de mim e sempre tentava roubar de alguma forma a atenção das pessoas, o emprego, os namorados. A partir desse dia comecei a me afastar não só dela mas de todos que tinham de alguma forma contato com essa garota. Conversando com meu irmão ele me disse que ela tinha mesmo uma certa fixação por mim e que talvez devido a todo o seu histórico de vida, ela havia desenvolvido essa atitude doentia e equivocada. Digna de pena mas um ser que dá vontade de ficar anos luz longe dela e de sua energia negra. Não conseguia entender o porque de tanta inveja de mim. Ela era muito mais bonita e charmosa que eu. Era muito mais popular que eu. Os caras caíam a seus pés sem ela se esforçar muito. Mas compreendi mais tarde que eu tinha algo que ela jamais alcançaria: o amor incondicional de uma família, valores que essa mesma família havia me passado, a objetividade que tinha em estudar, me esforçar e conseguir alcançar minhas metas de vida sem precisar apelar para meus dotes sexuais. Hoje, sei que ela se casou, teve uma penca de filhos, engordou, envelheceu, mora mal e deve ser muito, mas muito infeliz. Não que eu me regozige com essa certeza mas sou obrigada a reconhecer que ela apenas está colhendo o que plantou a vida inteira. Moral da história: a inveja é um atraso na vida.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida por Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A inveja mata! - Blogagem Coletiva: episódio I


Já tinha lido sobre a blogagem mas como ando numa correria brava, acabei por esquecer. Hoje, lendo o texto da Alê Lemos, do blogue  Diario de Bordo decidi participar também.
É interessante como esse sentimento vive em nossas cavernas mais escuras da alma. As vezes sobe à superfície e se mostra. É nessa hora em que reconhecemos se ela é a tal da "inveja branca" ou a maléfica INVEJA. A nefasta, a negra, a que move o ser que a sente a fazer coisas horríveis e até mesmo, chegar ao ponto absoluto de...matar!
O invejoso é conhecido por muitos estudiosos comportamentais com vampiro energético. Sua obsessão por uma determinada pessoa é tanta, que ele literalmente suga a energia vital de sua vítima. Algumas pessoas mais sensíveis conseguem perceber quando estão diante de um vampiro de energia. Sou uma dessas pessoas e, acreditem, não é nada agradável ser portadora dessa sensibilidade. Está certo que isso ajuda a se proteger de tais vampiros mas também cansa demais. Outro ponto importante a salientar: nem todo invejoso tem noção de sua inveja. Por outro lado, existem aquelas pessoas que são totalmente conscientes mas devido a sua total falta de moral, usam e abusam desse sentimento negativo prejudicando muitas pessoas que circulam ao seu redor. Essas são tremendamente perigosas! Vou contar uns causinhos. Adoro contar casos! rsrs

Há uns vinte e cinco anos atrás (mamma mia!) trabalhava em uma boutique de roupas de grife. Andava toda perua: maquiada, saltos altos, unhas compridas e bem feitas. Costumava pintá-las de vermelhas. Eram lindas! Tinha o maior orgulho e cuidava sempre para mantê-las. Começou a frequentar a boutique, uma mulher de seus quarenta anos que tinha as unhas bem curtinhas pois seu formato era masculino e achatado. Não ficava bonita mantê-las compridas. Já tinha reparado que ela sempre observava minhas mãos mas até aí, não tinha preocupações. Até que numa bela tarde regada a muitas roupas provadas e um cafezinho tomado, enquanto fazia as contas de que ela ia levar, ela soltou a seguinte frase:
- Nossa Rose! Acho suas unhas tão lindas! Gostaria muito de ter as minhas assim. Tenho a maior inveja!...
Já dá pra imaginar o que veio depois disso? Não? Calma que já conto.
A jovem senhora se despediu dando beijinhos e se escafedeu da loja. No final do expediente,daquele mesmo dia, ao abaixar a porta de aço, chegando próxima ao chão, ela simplesmente escapou e subiu com toda violência levando junto todas as minhas lindas unhas vermelhas! Quebraram todas! Acredita?
Fiquei tão desconsolada com a coisa e de imediato lembrei-me da frase da dita cuja. Por um longo período não consegui deixar minhas unhas como eram. E de lá pra cá, elas ficaram fracas e quebradiças. Oh olho gordo sô!

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

sábado, 10 de novembro de 2012

Finalmente libertei um livro!



Dia 08 sai por volta das 11h30 para almoçar e levei o livro que decidi libertar comigo. Após almoçar, fui até o Parque Trianon e busquei um local para deixar o livro. Caminhei por várias alamedas existentes por lá até que decidi em qual banco o livro repousaria aguardando seu novo dono. Foi engraçado. Observei um senhor idoso sentado próximo que ficou o tempo todo me olhando disfarçadamente. Me viu tirar algumas fotos do livro no banco. Depois que tirei as fotos, levantei e andei por mais algumas alamedas e decidi deixar o livro próximo a um grupo de estudantes que faziam uma encenação alí perto.
Ao virar pra ir embora, qual não foi minha surpresa ao deparar com o senhor idoso que tinha visto antes. Danadinho! Ele me seguiu! Talvez movido pela curiosidade em ver o que estava fazendo. Se bobear, foi ele quem pegou o livro. Fui embora do parque semolhar para trás. Sentindo que havia cumprido minha missão. E voltei para ocolégio tranquila e feliz! Durante a semana vou deixar mais alguns títulos por aí.


Esse texto faz parte da corrente 5º Bookcrossing Blogueiro promovido pela Luma Rosa do blogue Luz de Luma




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uma voz de arrepiar. Uma canção que nos faz pensar

Música na alma. Essa frase sempre dita com muita sinceridade pelo Jair Oliveira  é verdadeira. A música me acompanha desde sempre. Momentos tristes, momentos alegres, momentos tensos, momentos de amor. Vozes femininas que interpretam tais músicas que me comovem são bençãos sem fim. Desde a maravilhosa e intensa Elis Regina que até hoje me emociona as lágrimas, passando por Maria Callas, outra intensa, Sara Brightman - que me leva ao céu. Mas ficando entra as inúmeras vozes aqui mesmo no Brasil, são tantas a me encantar...
Gal Costa com seus trinados agudos, Betânia com sua voz grave e envolvente, Simone com seu vozeirão aveludado e que nos faz sonhar. Tantas belas e envolventes vozes que essa postagem não seria suficiente para enumerá-las e ainda seria injusta com  muitas que esqueceria de lembrar. Mas toda essa introdução é para falar de uma voz em especial que acompanho desde que ela era ainda desconhecida: Isabella Taviani.
Lá atrás, em meados de 2004 uma amiga perguntou se já conhecia essa cantora. Me passou seu endereço do antigo site e lá fui eu conhecer. Me fisgou logo de cara. Quis saber quem era pois vi que tinha um potencial vocal e tanto além de bom gosto para o seu repertório. Deixei uma mensagem e não é que ela me respondeu? Achei tão carinhoso da parte dela que guardei essa mensagem. Vejam só:

Olá Roseli,
Obrigada pela mensagem carinhosa.
Quanto a Sampa, estamos tentando muito um espaço na sua terra mas tá difícil, viu?
Mesmo assim não desista de mim que a gente chega!
Não vai demorar muito.
Um forte abraço,
Não é um mimo? Comprei seus CDs, ouço à exaustão e fui a seus shows e saí de alma lavada. Artista completa que a cada trabalho tem se mostrado cada vez mais segura, consciente e madura no palco. Fora o seu carisma e simpatia com os seus fãs. Nesse novo trabalho, que ainda não ouvi inteiro infelizmente, essa música me pegou de uma forma que ai,ai,ai! Oh como gosto de música que dói! Estrategista. Caramba! Ouvi ela enquanto estava indo para meu serviço. Estava cochilando quando de longe ouvi sua voz que me chamou a atenção. Aumentei o volume do som, despertei e comecei a prestar atenção. Pensei: Uau! Música nova da Isabella! Em plena avenida Paulista, já quase chegando ao meu ponto de descida, a intensidade da voz dela me comoveu às lágrimas. Me arrepiei inteira. Pensei: Que puta música!!!! Já é minha favorita antes mesmo de conhecer as demais músicas do CD que aliás, ainda não comprei. Tô no atraso! Deixo aqui o vídeo dela cantanto e encantando a todos e é lindo ver como a platéia se emociona e canta com ela! Isa! Sucesso! 



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Assuntos psicanalíticos, ideias, futuros projetos


Já tinha visto publicidade sobre a série, já tinha lido a resenha da Pedrita, do blogue Mara Hari e 007 e, coincidentemente ou não, ao passar o final de semana na casa de meu irmão em Sorocaba, não é que assisti a toda primeira semana da série? A-DO-REI! Quero mais!
Estou falando da série brasileira Terapia, dirigida por Selton Mello que está sendo transmitida pelo canal GNT.
Já há um certo tempo venho me interessando cada vez mais por essa temática. Leio constantemente a revista Mente & Cérebro que aborda temas de psicologia, psicanálise e neurociência. Tudo o que envolve o emocional me chama a atenção. Gosto de estudar e analisar comportamentos, personalidades, distúrbios. Afinal, é a soma disso tudo que nos faz ser seres humanos. É uma riqueza e tanto que vale a pena ler, estudar, assistir. Cheguei a falar aqui no blogue sobre minhas leituras do psicanalista Irvin D. Yalom e do quanto gostei de seus livros. Também já falei sobre os livros que li do psicólogo argentino Jorge Bucay. E, bem recentemente, iniciei meu tratamento para tentar me conhecer melhor e resolver algumas (na realidade muitas) questões em minha vida. Sei que será um longo percurso pois ninguém decifra-se a sí mesmo em um mês ou dois. Levamos uma vida inteira para criar bloqueios, levantar barreiras, criar personas e esconder o que há de mais podre em nosso ser debaixo do tapete. Sei também que apesar de todo meu entusiasmo inicial com o tratamento, terei dias em que vou desejar sumir do sistema solar ou matar minha psicanalista. Coitada! Tenho consciência de que enfrentarei monstros horríveis que habitam meu interior mas, de qualquer maneira, estou literalmente pagando pra ver. E como minha forma mais visceral e automática de tratar qualquer assunto é mais escrevendo do que falando, está brotando uma ideia ainda pequenina mas bem forte em escrever algo com essa temática. Lógico que não será cópia da série, afinal, ela por si só já é excelente então, não precisa de cópia. Mas estou já idealizando algo com essa pegada psicanalítica. talvez saia apenas um contos, talvez uma novela...quiça, visualizando mais longe, um romance. Em breve, darei mais informações conforme for escrevendo e idealizando melhor personagens, cenários, situações. Ai! Já estou me empolgando a beça!  

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Zanzen

Alguém aqui já deve ter passado pelo que descrevo nesse texto. Quem já não sofreu de dores? das mais diversas dores? Dores físicas, dores da alma e afins? Quem já não pensou em parar tudo e fugir para um recanto de paz? Querem saber do resto?
Convido a todos para darem uma chegada no blogue literário Coletivo Claraboia para conhecer meu mais novo texto. Uma vez por mês publico um texto inédito nesse blogue que divido com colegas do curso de criação literária. Vale a pena conhecer os demais textos meus e de meus companheiros. espero vocês por lá!

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 31

Dia 31 - Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.

Difícil escolher apenas um livro para falar. Até mesmo porque cada livro tem suas peculiaridades e graça que faz com que gostemos dele mais que de outros. Esse ano, pelo menos até agora,  são dois livros que amei de paixão.
Histórias bem diferenciadas, situações idem, cenários então, nem se fale, estilo de narrativa dos autores então, totalmente distintos. Mas foram dois livros que me comoveram bastante. Pelos seus personagens, pelas suas experiências de vida.

Um deles foi Marina, de Carlos Ruiz Zafón. Fiquei fascinada pela personagem/menina Marina e seu amiguinho Óscar. Suas aventuras, os mistérios que os envolvem, os cenários maravilhosos da cidade de Barcelona tudo, absolutamente tudo, nos remete a um mundo mágico que o autor tem a habilidade em nos reportar. História envolvente, emocionante do começo ao fim. Bom, acho que deu pra sacar o quanto essa história mexeu comigo. Não falo mais sobre ela para não estragar a leitura de quem se interessar. Só digo que é leitura que te pega do início e te leva num fôlego só até o final.
Sinopse:
Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo.

Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.

Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.

Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 

Já o outro que mexeu demais com minhas emoções, só que de forma diferente, foi Tudo aquilo que nunca foi dito, do autor francês Marc Levy. Já li outros livros desse autor e gostei demais. No entanto, esse mexeu comigo talvez pelo fato de tratar relacionamento pai e filha. Gosto dessa temática. Outro ponto forte, pelo menos ao meu ver, é a maneira com que o autor direcionou a história dos dois. Achei criativa, original e o final me deixou atônita e ao mesmo tempo satisfeita. Leitura gostosa, narrativa ágil, diálogos bem feitos. Uma outra bela sugestão de leitura para quem ainda não conhece esse autor. Vale a pena!
Sinopse: 
 Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai - e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 30

Dia 30 - Qual o livro que você leu esse ano que menos gostou? Fale sobre ele.

Quando li o livro do psicólogo argentino Jorge Bucay Amar de olhos abertos, fiquei impressionada com sua linguagem e dinâmica. Gostei tanto que quando chegou na biblioteca o livro Quando me conheci, não pensei duas vezes: peguei para ler. Fui com tanta sede para ler e pouco a pouco fui murxando na leitura. Cada capítulo era um cansaço só. Fui me desestimulando e acabei por abandonar. Uma colega se interessou e pegou para ler. Fez a leitura completa do livro mas comentou que não gostou muito. Então peguei de volta e li até o final. É o seguinte: enquanto que no livro Ama de olhos abertos, ele segue uma narrativa dinãmica e a história é boa, nesse livro, ele é monótono, cansativo e repetitivo. Se desse uma "enxugada" melhorava bastante. Vira e mexe, a gente entra em capítulo novo e lá está a mesma história. Talvez até exista um motivo para tal repetição. Como uma espécie de livro de "autoajuda psicológica", o autor optou por manter a repetição para infiltrar no inconsciente do "paciente/leitor" os passos a passos que devemos fazer para se conhecer. Até aí tudo bem só que pra mim ficou muito chato de se ler. A vontade era sempre de largar a leitura e partir para algo mais ágil, dinâmico. Mas, de qualquer forma, não serviu pra mim mas pode servir para outro. Fica aqui registrado a dica:
Sinopse: 

Com mais de 6 milhões de livros vendidos em todo o mundo, o psicólogo Jorge Bucay nos faz entender nesta obra que não existe uma fórmula da felicidade. Cada um deverá descobrir seu próprio caminho e, embora todos os trajetos sejam diferentes e válidos, têm um ponto em comum: a necessidade de responder a três perguntas fundamentais.
A primeira pergunta - Quem Sou? - nos desafia a empreender uma viagem de autoconhecimento, para que possamos viver sem depender de mais ninguém.
A segunda - Aonde Vou? - trata da busca da plenitude e do sentido, de descobrir o objetivo fundamental de nossa vida.
A terceira - Com Quem? - tem a ver com a escolha de nossos companheiros de jornada, reconhecer quem está ao nosso lado e deixar para trás quem não está.
É extremamente importante que as perguntas sejam respondidas nessa ordem. Do contrário, correríamos o risco de deixar que nos definissem com base no caminho que escolhemos, de permitir que a pessoa que está conosco decida aonde vamos ou, o que seria pior, de definir quem somos em função de quem nos acompanha.
Repleto de parábolas encantadoras que ilustram os conceitos apresentados por Bucay, Quando me Conheci ajudará você a refletir sobre o que é realmente importante, a trilhar seu caminho e a encontrar alguns atalhos nessa jornada rumo à realização pessoal.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 29

Dia 29 - Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.

O último livro que comprei foi A Trama da Estrela, do jovem escritor português Vasco Ricardo. Citei ele na postagem anterior. Participei da coletânea de contos Corda Bamba promovida pela editora portuguesa Pastelaria Studios. O Vasco Ricardo foi um dos autores da coletânea. Nos conhecemos através dela e passamos a manter contato pelo Facebook. Quando ele lançou esse livro, li a sinopse e fiquei bem interessada. Comprei e recebi o livro a cerca de duas semanas. Ainda não comecei a ler mas já está separado para futura leitura.
Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

domingo, 28 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 28

Dia 28 - 5 livros que estão na tua pilha de “vou ler”. (Pergunta feita no Meme de 2010. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)


São sempre muitos pois sou uma verdadeira "antena" captando o tempo todo, leituras novas. Mas vamos lá citar alguns dos livros que tenho aqui para ler:

O Espírito da Prosa: uma autobiografia literária, de Cristovão Tezza. Desde que li O Filho Eterno que virei fã desse autor. Esse livro chegou a poica à biblioteca e já separei ele para ler. Até cheguei a começar sua leitura mas tive de interromper pois precisava terminar a leitura de um outro que era emprestado.

Sinopse: Nesta sensível autobiografia literária, Cristovão Tezza desenha um magistral panorama de sua geração, tentando localizar nos ideários dos anos  1960 e 1970 as suas raízes ficcionais. E faz uma corajosa investigação pessoal das variáveis objetivas e subjetivas que entraram em jogo na produção da sua literatura, sempre em busca deste inevitável e enigmático questionamento: o que leva alguém a escrever?

O Silêncio dos Amantes, de Lya Luft. Sempre ensaiei pegar livros dessa autora mas acabo deixando para mais tarde. Não sei porque. Mas tenho uma simpatia por ela e como ganhei esse livro, deixei-o na lista das futuras leituras. São contos e como no momento ando inspirada para escrever esse gêneroliterário, tenho me voltado mais para leitura deles.

Sinopse: Nesse livro, Lya Luft retorna à ficção e mais uma vez nos surpreende com histórias ligadas por alguns de seus temas prediletos desde os primeiros livros: a incomunicabilidade e o silêncio entre pessoas que se amam ou deviam se amar, os conflitos familiares, a busca de um sentido da vida, rancores, incompreensão, mas também magia e amor nos relacionamentos.

Um Ano na Provence, de Peter Mayle. Desde que comecei a trabalhar na biblioteca vejo esse livro e os demais do autor e sempre tive curiosidade em ler. Aborda temas que me encantam. Na epoca estavam muito disputados entre os usuários. Decidi esperar e acabei por esquecer. No ano passado ganhei um exemplar e decidi que quero ler. Mas como sempre me atropelo com chegada de livros novos, esse vai ficando na fila. Mas um dia eu leio. Ah, se leio!

Sinopse: 
O inverno na Provence pode ser terrível por causa do Mistral, um vento forte que obriga todos a se trancarem em suas casas. O verão é assolado por hordas de turistas ruidosos. Entre um extremo e outro corre uma vida tranquila, levada por um povo que sabe a arte do bem viver, sem pressa,  apreciando beber o marc e o pastis e comer petiscos que vão de salsichas, patês, quijos e pães, refeições substanciosas com até cincopratos diferentes e vinho, muito vinho e azeite para acompanhar. O relato do ano em que o inglês Peter Mayle resolveu abandonar a Inglaterra em troca da vida na Provence, temelementos como esses descritos acima. Mas tem muito mais. Livro que transita entre o banal em literário, reportagem em poesia, ele é sobretudo uma obra que se degusta com o meso prazer que se pode ter ao comer cada uma das especialidades que descreve minuciosamente. Uma obra para se ler com água na boca e nos olhos, ao rir do fino senso de humor que permeia tudo.

Participei recentemente de uma troca de livros entre blogueiras promovida pela Lu Guedes do blogue Menina no Sotão.
Optei pelo livro que a Leticia Alves, do blogue Eu e Minhas Tempestades ofereceu para troca: A Escrita ou a Vida, de Jorge Semprun. 

Sinopse: 
Em 1943, Jorge Semprun era um jovem espanhol exilado em Paris, brilhante estudante de filosofia e militante comunista, quando foi preso pela Gestapo e deportado para o campo de concentração de Buchenwald. Durante dois anos, sobreviveu como pôde às condições sub-humanas impostas aos prisioneiros do nazismo: a fome, permanente, os trabalhos forçados, a privação de sono, o frio brutal, as humilhações e os espancamentos infligidos pelos guardas SS. Mais od que a lembrança de uma experiência dos campos da morte, é um livro sobre o turbilhão da memória e uma reflexão muito pessoal sobre o drama coletivo que foi o genocídio nazista, a tragédia maior do século XX.

A Trama da Estrela, de Vasco Ricardo. Conheci esse autor através da coletânea que participei, Corda Bamba e de lá pra cá, sempre mantemos contato pelo Face. Recentemente lançou esse livro e tem feito muito sucesso em Portugal, França e outras paragens onde as pessoas têm lido e apreciado sua história. Fiquei curiosa com a temática e comprei o livro que recebi há pouco tempo. Em breve espero ler e depois dou minha opinião por aqui. 

Sinopse: Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistéris e crimes até então irresolúveis. Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de violência vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas. O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado de estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos. Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos revelam ser tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinaria, onde todos os seus passos parecem ser criteriosamente preparados na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Preparando-se para a batalha

Meus leitores que me perdoem mas ultimamente ando pra lá de cansada de ser a "boa menina", a "boa aluna", a "boa funcionária", a "boa filha", a "boa irmã", a "boa cidadã", a " boa"...PQP, Cansei!
Cansei de tentar ser boa em tudo, cansei de ser sexy, cansei de tentar agradar a todos o tempo todo. Quer saber? Não pretendo ser miss universo mesmo então PHODA-SE!
Estou tendo minha crise de adolescência tardia? Pode ser afinal, durante minha adolescência não tive oportunidade nem chance de ter todas as crises de crescimento que tinha direito. Desde cedo tive de encarar a vida adulta com seriedade e responsabilidade e dessa estrada nunca mais me desviei.
Portanto, agora sinto-me no direito de reivindicar todas as crises ao qual tenho direito e sofrer, e chorar, e xingar, e gritar tudo aquilo que venho entalando na garganta e me causando grande náusea há décadas. Ando chorando também e muito. Coisa que não fazia quando mais nova por achar que chorar era coisa de gente fraca e ser o maior mico. Choro de gosto em qualquer lugar e se tiver alguém por perto que se incomode, peço a gentileza que se retire de perto de mim. Estou jogando fora todos os conceitos que me foram jogados goela abaixo durante toda minha vida: "Temos de ser bons", "Temos de ser cristãos", "Temos de...", "Temos de..."
Ando naquela de fazer faxina nas prateleiras de minh'alma e reavaliando posturas, condutas, relacionamentos, vida profissional e já selecionei o que presta e vale a pena manter e levar comigo para o resto de vida que ainda tenho. Só me falta agora sair da zona de conforto em que me encontro há anos e jogar fora todo o lixo que acumulei e que tem me sufocado impedindo que cresça, evolua. O difícil é que nós seres humanos temos a rara habilidade de nos acostumarmos até mesmo com aquilo que nos incomoda, machuca, dói. Vá entender não? Mas essa semana será crucial e um divisor de águas em minha vida. Tenho plena certeza que ainda vou derramar muitas lágrimas, mas elas serão de purificação. Tenho consciência que muitas vezes tentarei retroceder em minha caminhada. mas também sei que essas paradas serão para retomar o fôlego e seguir adiante. Tenho certeza que tentarei de forma infantil retornar ao útero materno que era tão bom e seguro. mas também sei que foi graças a esse calor humano mais genuíno que recebemos ao nascer, é que reencontrarei coragem para superar meus medos, minhas neuras, minhas inseguranças e vencer todos os meus fantasmas.
Será uma dura batalha comigo mesma mas sei que ambas: meu inconsciente e meu consciente, sairão vencedores e renovados. Estou pronta pra batalha. Que venham os inimigos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tédio de viver: como mudar isso?


Tédio. É algo que tenho sentido direto e sempre me pergunto: será que tem remédio?
Ando paralisada perante a vida por inúmeras razões. Sei que tenho um potencial enorme aguardando para ser posto em atividade. mas são tantos entraves que a vida me reservou que está muito difícil sair dessa situação. Entraves familiares, profissionais, pessoais tudo ao mesmo tempo. As vezes me pego pensando se não sou eu que crio todas essas situações para servir de desculpas para chutar o pau da barraca e mudar tudo. Pode até ser afinal, quando estamos acomodados numa zona de conforto, fica-se complicado sair dela e enfrentar o mundo lá fora. Afinal, aqui está tudo certinho, já conheço, não tenho de me preocupar ao passo que saindo desse conforto, terei de enfrentar o desconhecido e isso sempre nos dá medo. Só sei que tenho me questionado muito a esse respeito. Faço o que gosto mas até mesmo isso tem me deixado um gosto rançoso de rotina. Aliás, é exatamente essa tal de rotina que está me dando o que pensar. Minha trilha sonora tem sido uma constante canção de Chico Buarque: "Todo dia ela faz tudo sempre igual..."
Linda canção mas que na prática já está dando no saco! Essa é que é a verdade. Agora me pergunto: mudanças! Por onde começar? Terei garantias de sucesso? Com certeza não.
E me pego novamente bocejando de tédio aqui, sozinha, sem nada a fazer, num ócio nada criativo, só me restando escrever sobre ele numa vã tentativa de exorcizá-lo. Alguém tem uma receita para combater o tal?