domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal (com direito a uma volta no tempo e reflexão do que e como vivemos)


Protelei até agora para falar um pouco dessa epoca tão bonita, mas também tão conturbada que é o Natal. Quando pequena, esperava o ano todo por essa data pois ela trazia consigo alegrias, rever parentes que não víamos o ano todo e o mais gostoso: presentes (que era tão raro), roupas e calçados novos e um almoço em família que era uma farra. A casa de meus avós maternos era o QG da galera familiar. Família grande, barulho em toda a casa, risadas altas, mulheres reunidas na cozinha de minha avó que era enorme, homens no quintal reunidos tomando cerveja, caipirinha e discutindo futebol e nós, crianças correndo pela casa toda. Boas e deliciosas lembranças de um tempo que não volta mais!
Saudade de um tempo em que tinha apenas fantasia e uma alma pura de criança. Saudade de um tempo em que não perdia meu tempo em frente a TV ou computador. Tempo em que as amizades criadas eram presenciais, olho no olho, suor escorrendo do rosto corado de tanto correr e brincar de pique.Canelas sujas de brincar na terra, descalça sem a preocupação neurótica dos pais em "preservar" seus filhos de doenças e bactérias. Sujou? Final de tarde toma um banho e pronto! Estão todos limpinhos e cheirosos! Tempo em que passávamos a noite na calçada conversando e ouvindo os "causos" que os avôs contavam de suas infâncias. Cada história! E nossa imaginação voava sem limites.
Na rua em que morava, tinha umas dezenas de crianças de todas as idades. Muitas brincadeiras, muitas rivalidades, muitas brigas, bate boca mas que, em pouco tempo as pazes já estavam feitas e a brincadeira prosseguia. Bullying sempre existiu mas, naquele tempo, não era nada que se traumatizasse. Apenas ríamos um do outro e a amizade se aprofundava cada vez mais. Quando o Natal chegava, toda a criançada gostava de se reunir após o almoço para desfilarem seus presentes.Após o almoço. dentro de casa, os homens se esparramavam pela sala e quartos para tirarem um cochilo. A cozinha mantinha-se agitada com as mesmas risadas das mulheres lavando, secando e guardando as louças. Muita conversa sempre. Eh mulherada animada! Vovó, que sempre manteve um espírito de criança levada, aparecia na área e chamava a gente para comer  goiabada com queijo, ou um cacho de uva, ou gelatina em mosaico, ou sagú. Ela se sentava no degrau na escada e junto de nós, lambíamos os dedos depois das guloseimas! Meu avó sempre se aproximava sério, com as mãos para trás e dizia:
- Maria! Maria! Se porte como uma mulher da sua idade!
Minha avó olhava para ele e se desmanchava numa gargalhada deliciosa. Sempre me lembro de sua barriguinha se movendo para cima e para baixo quando dava essas gargalhadas. Ela era demais! Me ensinou algumas brincadeiras de sua infância e que me fizeram muito feliz ao aprender: pular corda, cama de gato, Cinco Marias,amarelinha. Não posso reclamar de minha infância. Foi boa demais!
Mas retornando da infância para o presente, o Natal hoje, é sinônimo de estresse, desgaste físico, mental e emocional. Ninguém mais curte a alegria da simples reunião familiar. Todos têm a preocupação com gastos em presentes, gastos em deixar a casa bonita e apresentável para os outros, compra de inúmeras coisas desnecessárias. O verdadeiro espírito de Natal escoou ralo abaixo. A única preocupação são os presentes, o comer e beber que beira patologia coletiva causando males para muitas pessoas. O real motivo das reuniões em família, que era a confraternização, a demonstração de amor incondicional e a lembrança do Menino Jesus ficaram em último lugar. Muitas vezes nem sendo lembrado. 
Natal passou a ser a epoca onde mais se gasta,mais se consome e menos se medita e ora por um mundo melhor. Há muito tempo deixei de ser religiosa, abraçar essa ou aquela religião pois vi que em todas, encontramos ranço de preconceitos, discriminações e distorções. Hoje me posiciono como um ser espiritualista que tem ideias próprias, regras próprias que nem sempre agrada aos demais. No entanto, conservei uma coisa dentro de mim que nada nem ninguém vai tirar: meu amor incondicinal ao ser humano. Por mais que as pessoas mostrem seu lado negro, procuro enxergar suas virtudes. Está certo que na maioria das vezes, elas parecem querer que eu veja mais seus defeitos que suas virtudes. Mas sei que todas, sem exceção, têm qualidades. E é nisso que aposto. E, contrariando todas as minhas neuras - sim pessoas, eu também as tenho e não são poucas - estou aqui para desejar a todos que me acompanham o ano inteiro nesse blogue, um Natal com muita paz, alegria genuína nos corações. Desarmem-se diante de seu próximo. Releve as diferenças que tantas vezes são causas de discussões, ressentimentos, invejas e ciúmes.
Vamos nessa data, fazer como nosso irmão maior: doe-se ao próximo e faça à ele o que gostaria que fizessem por você. E isso independe de credos, religiões, posturas. Isso é ser de fato um humano livre de amarras e Pré(conceitos) mundanos. Tiremos as máscaras sociais que nos endurecem no dia a dia e voltemos a ser aquelas crianças puras de coração tendo como verdadeiro intuito, apenas brindar o nascimento do menino Jesus. Feliz Natal a todos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tirando o pó e (re)encontrando coisas


Ontem tirei a tarde para fazer uma faxina que, no final, não saiu. Estava decidida a abrir espaço em meu quarto que anda um tanto quanto entulhado de coisas que têm me incomodado bastante. Olhei para o móvel onde tenho a TV e vi que um aparelho de video estava ocupando um espaço valioso. Esse aparelho faz um bom tempo que estava desligado da TV só servindo de suporte para pó. Pensei: Vou mandar embora ele e todas as fitas em VHS que ainda tenho e que estão também cultivando pó na estante da sala.
Fui até a sala dar uma olhada nas fitas...Vi que não tinha assistido a vários filmes. Vi que tinha filmes que já tinha assistido mas que queria ver de novo.
Conclusão: instalei novamente o aparelho na TV do meu quarto, selecionei alguns filmes e lá fui eu voltar no tempo e rodar VHS. Assisti o filme nacional Pequeno Dicionário Amoroso, com Andrea Beltrão,Daniel Dantas, Tony Ramos e Mônica Torres, de Sandra Werneck.
Uma comédia romântica leve, despretensiosa, deliciosa que não canso de assistir. Andrea e Daniel estão ótimos no casal que nos mostra o passo a passo de uma relação. Ainda conta com uma trilha sonora maravilhosa com Ed Motta e sua bela voz além da paisagem deslumbrante do Rio de Janeiro.
Como sou uma romântica assumida, tenho essa história como uma de minhas favoritas seguida de Amores Possíveis, também de Sandra Werneck, com Murilo Benício e Carolina Ferraz.Mas o número um da minha lista, que não me canso de assistir mas que já há algum tempo não revejo: Harry e Sally. A-DO-RO!
Esse filme em breve assistirei e matarei saudades. Atuações excelentes, trilha sonora divina. Ai como é bom!
E a faxina? Ah! Fica para um outro dia.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Eita que fogo na bacurinha!



Acordei inspirada após quase dez horas de sono. Como já faz tempo que não falo sobre minhas leituras, decidi escrever um pouco sobre um livro que há tempos ouvi falar e anotei para futura leitura. Na semana passada resolvi que iria comprar e, gente, li em poucas horas!
Decidi falar sobre ele porque, embalada por essa epidemia que está sendo as leituras eróticas, nada como ler um livro de - nada mais nada menos -  que Pedro Almodóvar.
Para quem ainda não sabe, além de excelente e genial roteirista e diretor de cinema, também viajou pelas ondas da literatura. Como toda obra de Almodóvar, o livro é trabalhado dentro do universo feminino. Sempre com personagens incomuns e, ao mesmo tempo, tão comuns, nos leva a uma Madri que literalmente pega fogo.
Raimunda, Eulália, Katy, Diana e Lupe. Mulheres com perfis diferenciados, idades variadas e personalidades idem nos pegam pela mão e transportam para histórias pra lá de deliciosas.
Todas elas têm em comum, o senhor Ming e sua fábrica de absorventes.
O gostoso de se ver nos filmes e de se ler nos contos, é justamente a força visual que Almodóvar dá às suas mulheres. Ele trabalha e nos escancara a realidade delas: donas de casa enfadadas com sua rotina pesada e sem graça, mulheres que passaram uma vida inteira preservando sua virgindade e que, ao chegar aos setenta anos, deseja recuperar sua juventude e sexualidade. Mulheres que optaram pela homossexualidade. Mulheres que largam o hábito para se jogarem na vida. Enfim, um verdadeiro mosaico de personalidades botando em xeque suas vidas, enfrentando seus demônios interiores, se jogando nas experiências sentimentais e sexuais. Tudo isso regado a muito humor - algumas vezes negro - , muita sacanagem - da boa e com uma leveza que só mesmo esse gênio espanhol poderia fazer.
Concordo com a Julieta Jacob, do blogue Vaca Tussa que disse que esse livro daria um bom filme. Vou mais além: Almodóvar com certeza já utilizou algumas pinceladas das personagens em seus muitos filmes. Mas que esse livro daria una boa película, ah! isso daria sim!
Só que falo, falo, falo e não disse ainda o nome do livro: Fogo nas entranhas, da editora Dantes. O livro na publicação brasileira ainda se enriquece mais com o prefácio de Regina Casé com o título: Calor na bacurinha. Hilário!

Sinopse:

"O demônio caminha em linha reta e evitar as retas é uma forma de debochar dos demônios" 
(provérbio chinês)

Abandonado pelas cinco amantes, um chinês, magnata da indústria de absorventes femininos, prepara um diabólico plano de vingança. A praga é das boas. Deixa a mulherada e toda Madri de pernas para o ar. Literalmente, isso é Fogo nas Entranhas.
Pulp Fiction da melhor qualidade, a narrativa mistura sexo, feminismo, espionagem e assassinatos. Tudo é repugnante, hilário, vertiginoso e contundente. ´E genial, trata-se de Pedro Almodóvar.
Leia essa história como se fosse um filme, vire a página desta fotonovela ou HQ. As cenas saltam aos olhos.
Pedro Almodóvar estreiou em 1981 na literatura com esse livro.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

A inveja mata! Blogagem Coletiva - episódio II


Voltando aos casos de inveja. Lembrei-me aqui de um episódio de quando tinha mais ou menos 18 para dezenove anos. Já trabalhava na epoca numa boutique de calçados finos. Começou a trabalhar comigo uma garota da mesma idade que eu. Aparentemente todos caíramd e amores por ela pois era simpática, falante, risonha. Mas com o passar dos dias fui tendo uma intuição de que aquilo tudo era falso. Não tinha como provar mas como boa canceriana, botei minhas barbas de molho com relação a essa menina. Ela se esforçava para ser minha amiga e confidente. Por algum tempo até baixei um pouco a guarda com ela e, certo dia, levei-a para casa. quando meu irmão chegou, apresentei ela a ele. Foi educado mas frio e logo saiu da sala. Mais tarde, veio conversar comigo e me alertou: Não fique muito próxima dela pois é péssima companhia e muito falsa. Acabou por confessar que tinha estudado com ela e sabia muitas histórias a respeito que lhe dava o direito de me alertar. Passado mais algum tempo, fui pegando mentiras dela. Conversei com minha chefe e, delicadamente, me disse que eu poderia estar com ciúmes dela por ter conquistado a todos. O que mais poderia fazer diante daquela frase?
Calei-me e por vários dias fiquei na minha. Mas sempre com a pulga atrás da orelha com tudo o que vinha dela. Certo dia após o expediente, me convidou a passar em sua casa antes de irmos ao cinema. Lá chegando, me largou na sala e foi tomar uma ducha rápida. De repente, ouvi gemidos. Fiquei alerta e fui atrás do som. Vinha de um quarto nos fundos da casa. Qual não foi minha surpresa ao deparar com uma senhora idosa e com aparência bem frágil num leito pedindo um copo de água? Fiquei chocada! Fui até a cozinha, peguei um copo de água e trouxe. Tomou de forma desesperada e pediu mais. Depois de saciar sua sede, olhou-me com olhos marejados e agradeceu minha atenção. Perguntei o que ela era da "fulana" e ela me disse que era sua...Mãe! Fiquei sem palavras! Quando "fulana" saiu do banho e me viu ali no quarto com a senhora, me chamou e disse pra não ligar para aquela velha doida. Isso me causou uma revolta imensa. Onde já se viu falar assim da própria mãe? Após esse episódio, afastei-me cada vez mais dela. Senti algo sinistro naquela garota. Namorava um rapaz e um dia, quando ele foi me buscar na saída, perguntou sobre aquela garota e também me alertou sobre ela. Algum tempo depois ela começou a se insinuar para ele de forma descarada. Passado mais um tempo, meu namoro acabou e comecei a paquerar um rapaz que parecia ser bem legal. A paquera estava recíproca até que ela percebeu meu interesse e fez de tudo até que começou a namorar com ele. Fiquei arrasada com a cara de pau dela. Alguns anos depois, já trabalhando em outro local e totalmente sem notícias dessa bad girl, eis que um dia me encontro casualmente com ela e durante aquele bate papo informal, ela maldosamente me falou sobre o rapaz que andava saindo ultimamente. Detalhe: ninguém ainda sabia de nosso lance. Fiquei espantada e furiosa ao mesmo tempo. Perguntei como ela sabia disso no que ela prontamente respondeu: Roseli, sei tudo, absolutamente tudo a seu respeito! Me arrepiei! Fui embora pensando sobre a relação dessa menina comigo. Que horror, ela tinha inveja de mim e sempre tentava roubar de alguma forma a atenção das pessoas, o emprego, os namorados. A partir desse dia comecei a me afastar não só dela mas de todos que tinham de alguma forma contato com essa garota. Conversando com meu irmão ele me disse que ela tinha mesmo uma certa fixação por mim e que talvez devido a todo o seu histórico de vida, ela havia desenvolvido essa atitude doentia e equivocada. Digna de pena mas um ser que dá vontade de ficar anos luz longe dela e de sua energia negra. Não conseguia entender o porque de tanta inveja de mim. Ela era muito mais bonita e charmosa que eu. Era muito mais popular que eu. Os caras caíam a seus pés sem ela se esforçar muito. Mas compreendi mais tarde que eu tinha algo que ela jamais alcançaria: o amor incondicional de uma família, valores que essa mesma família havia me passado, a objetividade que tinha em estudar, me esforçar e conseguir alcançar minhas metas de vida sem precisar apelar para meus dotes sexuais. Hoje, sei que ela se casou, teve uma penca de filhos, engordou, envelheceu, mora mal e deve ser muito, mas muito infeliz. Não que eu me regozige com essa certeza mas sou obrigada a reconhecer que ela apenas está colhendo o que plantou a vida inteira. Moral da história: a inveja é um atraso na vida.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida por Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A inveja mata! - Blogagem Coletiva: episódio I


Já tinha lido sobre a blogagem mas como ando numa correria brava, acabei por esquecer. Hoje, lendo o texto da Alê Lemos, do blogue  Diario de Bordo decidi participar também.
É interessante como esse sentimento vive em nossas cavernas mais escuras da alma. As vezes sobe à superfície e se mostra. É nessa hora em que reconhecemos se ela é a tal da "inveja branca" ou a maléfica INVEJA. A nefasta, a negra, a que move o ser que a sente a fazer coisas horríveis e até mesmo, chegar ao ponto absoluto de...matar!
O invejoso é conhecido por muitos estudiosos comportamentais com vampiro energético. Sua obsessão por uma determinada pessoa é tanta, que ele literalmente suga a energia vital de sua vítima. Algumas pessoas mais sensíveis conseguem perceber quando estão diante de um vampiro de energia. Sou uma dessas pessoas e, acreditem, não é nada agradável ser portadora dessa sensibilidade. Está certo que isso ajuda a se proteger de tais vampiros mas também cansa demais. Outro ponto importante a salientar: nem todo invejoso tem noção de sua inveja. Por outro lado, existem aquelas pessoas que são totalmente conscientes mas devido a sua total falta de moral, usam e abusam desse sentimento negativo prejudicando muitas pessoas que circulam ao seu redor. Essas são tremendamente perigosas! Vou contar uns causinhos. Adoro contar casos! rsrs

Há uns vinte e cinco anos atrás (mamma mia!) trabalhava em uma boutique de roupas de grife. Andava toda perua: maquiada, saltos altos, unhas compridas e bem feitas. Costumava pintá-las de vermelhas. Eram lindas! Tinha o maior orgulho e cuidava sempre para mantê-las. Começou a frequentar a boutique, uma mulher de seus quarenta anos que tinha as unhas bem curtinhas pois seu formato era masculino e achatado. Não ficava bonita mantê-las compridas. Já tinha reparado que ela sempre observava minhas mãos mas até aí, não tinha preocupações. Até que numa bela tarde regada a muitas roupas provadas e um cafezinho tomado, enquanto fazia as contas de que ela ia levar, ela soltou a seguinte frase:
- Nossa Rose! Acho suas unhas tão lindas! Gostaria muito de ter as minhas assim. Tenho a maior inveja!...
Já dá pra imaginar o que veio depois disso? Não? Calma que já conto.
A jovem senhora se despediu dando beijinhos e se escafedeu da loja. No final do expediente,daquele mesmo dia, ao abaixar a porta de aço, chegando próxima ao chão, ela simplesmente escapou e subiu com toda violência levando junto todas as minhas lindas unhas vermelhas! Quebraram todas! Acredita?
Fiquei tão desconsolada com a coisa e de imediato lembrei-me da frase da dita cuja. Por um longo período não consegui deixar minhas unhas como eram. E de lá pra cá, elas ficaram fracas e quebradiças. Oh olho gordo sô!

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

sábado, 10 de novembro de 2012

Finalmente libertei um livro!



Dia 08 sai por volta das 11h30 para almoçar e levei o livro que decidi libertar comigo. Após almoçar, fui até o Parque Trianon e busquei um local para deixar o livro. Caminhei por várias alamedas existentes por lá até que decidi em qual banco o livro repousaria aguardando seu novo dono. Foi engraçado. Observei um senhor idoso sentado próximo que ficou o tempo todo me olhando disfarçadamente. Me viu tirar algumas fotos do livro no banco. Depois que tirei as fotos, levantei e andei por mais algumas alamedas e decidi deixar o livro próximo a um grupo de estudantes que faziam uma encenação alí perto.
Ao virar pra ir embora, qual não foi minha surpresa ao deparar com o senhor idoso que tinha visto antes. Danadinho! Ele me seguiu! Talvez movido pela curiosidade em ver o que estava fazendo. Se bobear, foi ele quem pegou o livro. Fui embora do parque semolhar para trás. Sentindo que havia cumprido minha missão. E voltei para ocolégio tranquila e feliz! Durante a semana vou deixar mais alguns títulos por aí.


Esse texto faz parte da corrente 5º Bookcrossing Blogueiro promovido pela Luma Rosa do blogue Luz de Luma




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uma voz de arrepiar. Uma canção que nos faz pensar

Música na alma. Essa frase sempre dita com muita sinceridade pelo Jair Oliveira  é verdadeira. A música me acompanha desde sempre. Momentos tristes, momentos alegres, momentos tensos, momentos de amor. Vozes femininas que interpretam tais músicas que me comovem são bençãos sem fim. Desde a maravilhosa e intensa Elis Regina que até hoje me emociona as lágrimas, passando por Maria Callas, outra intensa, Sara Brightman - que me leva ao céu. Mas ficando entra as inúmeras vozes aqui mesmo no Brasil, são tantas a me encantar...
Gal Costa com seus trinados agudos, Betânia com sua voz grave e envolvente, Simone com seu vozeirão aveludado e que nos faz sonhar. Tantas belas e envolventes vozes que essa postagem não seria suficiente para enumerá-las e ainda seria injusta com  muitas que esqueceria de lembrar. Mas toda essa introdução é para falar de uma voz em especial que acompanho desde que ela era ainda desconhecida: Isabella Taviani.
Lá atrás, em meados de 2004 uma amiga perguntou se já conhecia essa cantora. Me passou seu endereço do antigo site e lá fui eu conhecer. Me fisgou logo de cara. Quis saber quem era pois vi que tinha um potencial vocal e tanto além de bom gosto para o seu repertório. Deixei uma mensagem e não é que ela me respondeu? Achei tão carinhoso da parte dela que guardei essa mensagem. Vejam só:

Olá Roseli,
Obrigada pela mensagem carinhosa.
Quanto a Sampa, estamos tentando muito um espaço na sua terra mas tá difícil, viu?
Mesmo assim não desista de mim que a gente chega!
Não vai demorar muito.
Um forte abraço,
Não é um mimo? Comprei seus CDs, ouço à exaustão e fui a seus shows e saí de alma lavada. Artista completa que a cada trabalho tem se mostrado cada vez mais segura, consciente e madura no palco. Fora o seu carisma e simpatia com os seus fãs. Nesse novo trabalho, que ainda não ouvi inteiro infelizmente, essa música me pegou de uma forma que ai,ai,ai! Oh como gosto de música que dói! Estrategista. Caramba! Ouvi ela enquanto estava indo para meu serviço. Estava cochilando quando de longe ouvi sua voz que me chamou a atenção. Aumentei o volume do som, despertei e comecei a prestar atenção. Pensei: Uau! Música nova da Isabella! Em plena avenida Paulista, já quase chegando ao meu ponto de descida, a intensidade da voz dela me comoveu às lágrimas. Me arrepiei inteira. Pensei: Que puta música!!!! Já é minha favorita antes mesmo de conhecer as demais músicas do CD que aliás, ainda não comprei. Tô no atraso! Deixo aqui o vídeo dela cantanto e encantando a todos e é lindo ver como a platéia se emociona e canta com ela! Isa! Sucesso! 



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Assuntos psicanalíticos, ideias, futuros projetos


Já tinha visto publicidade sobre a série, já tinha lido a resenha da Pedrita, do blogue Mara Hari e 007 e, coincidentemente ou não, ao passar o final de semana na casa de meu irmão em Sorocaba, não é que assisti a toda primeira semana da série? A-DO-REI! Quero mais!
Estou falando da série brasileira Terapia, dirigida por Selton Mello que está sendo transmitida pelo canal GNT.
Já há um certo tempo venho me interessando cada vez mais por essa temática. Leio constantemente a revista Mente & Cérebro que aborda temas de psicologia, psicanálise e neurociência. Tudo o que envolve o emocional me chama a atenção. Gosto de estudar e analisar comportamentos, personalidades, distúrbios. Afinal, é a soma disso tudo que nos faz ser seres humanos. É uma riqueza e tanto que vale a pena ler, estudar, assistir. Cheguei a falar aqui no blogue sobre minhas leituras do psicanalista Irvin D. Yalom e do quanto gostei de seus livros. Também já falei sobre os livros que li do psicólogo argentino Jorge Bucay. E, bem recentemente, iniciei meu tratamento para tentar me conhecer melhor e resolver algumas (na realidade muitas) questões em minha vida. Sei que será um longo percurso pois ninguém decifra-se a sí mesmo em um mês ou dois. Levamos uma vida inteira para criar bloqueios, levantar barreiras, criar personas e esconder o que há de mais podre em nosso ser debaixo do tapete. Sei também que apesar de todo meu entusiasmo inicial com o tratamento, terei dias em que vou desejar sumir do sistema solar ou matar minha psicanalista. Coitada! Tenho consciência de que enfrentarei monstros horríveis que habitam meu interior mas, de qualquer maneira, estou literalmente pagando pra ver. E como minha forma mais visceral e automática de tratar qualquer assunto é mais escrevendo do que falando, está brotando uma ideia ainda pequenina mas bem forte em escrever algo com essa temática. Lógico que não será cópia da série, afinal, ela por si só já é excelente então, não precisa de cópia. Mas estou já idealizando algo com essa pegada psicanalítica. talvez saia apenas um contos, talvez uma novela...quiça, visualizando mais longe, um romance. Em breve, darei mais informações conforme for escrevendo e idealizando melhor personagens, cenários, situações. Ai! Já estou me empolgando a beça!  

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Zanzen

Alguém aqui já deve ter passado pelo que descrevo nesse texto. Quem já não sofreu de dores? das mais diversas dores? Dores físicas, dores da alma e afins? Quem já não pensou em parar tudo e fugir para um recanto de paz? Querem saber do resto?
Convido a todos para darem uma chegada no blogue literário Coletivo Claraboia para conhecer meu mais novo texto. Uma vez por mês publico um texto inédito nesse blogue que divido com colegas do curso de criação literária. Vale a pena conhecer os demais textos meus e de meus companheiros. espero vocês por lá!

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 31

Dia 31 - Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.

Difícil escolher apenas um livro para falar. Até mesmo porque cada livro tem suas peculiaridades e graça que faz com que gostemos dele mais que de outros. Esse ano, pelo menos até agora,  são dois livros que amei de paixão.
Histórias bem diferenciadas, situações idem, cenários então, nem se fale, estilo de narrativa dos autores então, totalmente distintos. Mas foram dois livros que me comoveram bastante. Pelos seus personagens, pelas suas experiências de vida.

Um deles foi Marina, de Carlos Ruiz Zafón. Fiquei fascinada pela personagem/menina Marina e seu amiguinho Óscar. Suas aventuras, os mistérios que os envolvem, os cenários maravilhosos da cidade de Barcelona tudo, absolutamente tudo, nos remete a um mundo mágico que o autor tem a habilidade em nos reportar. História envolvente, emocionante do começo ao fim. Bom, acho que deu pra sacar o quanto essa história mexeu comigo. Não falo mais sobre ela para não estragar a leitura de quem se interessar. Só digo que é leitura que te pega do início e te leva num fôlego só até o final.
Sinopse:
Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo.

Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.

Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.

Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 

Já o outro que mexeu demais com minhas emoções, só que de forma diferente, foi Tudo aquilo que nunca foi dito, do autor francês Marc Levy. Já li outros livros desse autor e gostei demais. No entanto, esse mexeu comigo talvez pelo fato de tratar relacionamento pai e filha. Gosto dessa temática. Outro ponto forte, pelo menos ao meu ver, é a maneira com que o autor direcionou a história dos dois. Achei criativa, original e o final me deixou atônita e ao mesmo tempo satisfeita. Leitura gostosa, narrativa ágil, diálogos bem feitos. Uma outra bela sugestão de leitura para quem ainda não conhece esse autor. Vale a pena!
Sinopse: 
 Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai - e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 30

Dia 30 - Qual o livro que você leu esse ano que menos gostou? Fale sobre ele.

Quando li o livro do psicólogo argentino Jorge Bucay Amar de olhos abertos, fiquei impressionada com sua linguagem e dinâmica. Gostei tanto que quando chegou na biblioteca o livro Quando me conheci, não pensei duas vezes: peguei para ler. Fui com tanta sede para ler e pouco a pouco fui murxando na leitura. Cada capítulo era um cansaço só. Fui me desestimulando e acabei por abandonar. Uma colega se interessou e pegou para ler. Fez a leitura completa do livro mas comentou que não gostou muito. Então peguei de volta e li até o final. É o seguinte: enquanto que no livro Ama de olhos abertos, ele segue uma narrativa dinãmica e a história é boa, nesse livro, ele é monótono, cansativo e repetitivo. Se desse uma "enxugada" melhorava bastante. Vira e mexe, a gente entra em capítulo novo e lá está a mesma história. Talvez até exista um motivo para tal repetição. Como uma espécie de livro de "autoajuda psicológica", o autor optou por manter a repetição para infiltrar no inconsciente do "paciente/leitor" os passos a passos que devemos fazer para se conhecer. Até aí tudo bem só que pra mim ficou muito chato de se ler. A vontade era sempre de largar a leitura e partir para algo mais ágil, dinâmico. Mas, de qualquer forma, não serviu pra mim mas pode servir para outro. Fica aqui registrado a dica:
Sinopse: 

Com mais de 6 milhões de livros vendidos em todo o mundo, o psicólogo Jorge Bucay nos faz entender nesta obra que não existe uma fórmula da felicidade. Cada um deverá descobrir seu próprio caminho e, embora todos os trajetos sejam diferentes e válidos, têm um ponto em comum: a necessidade de responder a três perguntas fundamentais.
A primeira pergunta - Quem Sou? - nos desafia a empreender uma viagem de autoconhecimento, para que possamos viver sem depender de mais ninguém.
A segunda - Aonde Vou? - trata da busca da plenitude e do sentido, de descobrir o objetivo fundamental de nossa vida.
A terceira - Com Quem? - tem a ver com a escolha de nossos companheiros de jornada, reconhecer quem está ao nosso lado e deixar para trás quem não está.
É extremamente importante que as perguntas sejam respondidas nessa ordem. Do contrário, correríamos o risco de deixar que nos definissem com base no caminho que escolhemos, de permitir que a pessoa que está conosco decida aonde vamos ou, o que seria pior, de definir quem somos em função de quem nos acompanha.
Repleto de parábolas encantadoras que ilustram os conceitos apresentados por Bucay, Quando me Conheci ajudará você a refletir sobre o que é realmente importante, a trilhar seu caminho e a encontrar alguns atalhos nessa jornada rumo à realização pessoal.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Meme Literário de Um Mês 2012 - Dia 29

Dia 29 - Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.

O último livro que comprei foi A Trama da Estrela, do jovem escritor português Vasco Ricardo. Citei ele na postagem anterior. Participei da coletânea de contos Corda Bamba promovida pela editora portuguesa Pastelaria Studios. O Vasco Ricardo foi um dos autores da coletânea. Nos conhecemos através dela e passamos a manter contato pelo Facebook. Quando ele lançou esse livro, li a sinopse e fiquei bem interessada. Comprei e recebi o livro a cerca de duas semanas. Ainda não comecei a ler mas já está separado para futura leitura.
Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Tabata, do blogue Happy Batatinha