quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vítima (Again!) - Infortúnio!

(Imagem retirada do blog Tamos com raiva)

Aconteceu mais uma vez! A sensação que temos quando somos as vítimas dessa ação é muito ruim!
Ontem, pela manhã, chego à minha sala e qual não é minha surpresa ao deparar com meu gaveteiro praticamente arrombado!
A primeira gaveta estava praticamente aberta mas ainda com o miolo arranhado e o puxador quebrado. Fiquei com o gosto ácido da revolta tomando conta de minha boca e depois de meu estômago.Parecia até que tinha acabado de ser nocauteada por Mike Tyson. Abri a gaveta para verificar se faltava algo e, pasmem! A única coisa que dei falta foi de um creme para mãos que ficou somente a embalagem de papel. Agora vem a indignação e confusão maior do acontecido: o creme estava praticamente acabando. Por que ele sumiu? Na gaveta havia também uma caixa de bombons belga que ganhei de uma mãe de aluno. Não sumiu um único bombom! Ou a pessoa não gosta de chocolate ou...sei lá mais o que pensar! Agora, independente do que tenha sumido seja um simples creme quase acabado, seja um bombom belga ou uma soma em dinheiro, minha indignação é com relação ao ato em sí. Como uma pessoa pode ter a coragem, ou devo dizer, a cara de pau, de arrombar um gaveteiro que não lhe pertence e mexer em coisas alheias após o término do expediente? Eu não pego nem um grampo ou clips sem pedir! E, no entanto vejo pessoas que se apoderam do que não lhes pertence na boa! Sem peso na consciência!
Quando disse no início do texto que aconteceu mais uma vez, é porque já fui vítima de roubos desse tipo há alguns anos atrás. Aqui mesmo em meu departamento. Mexiam em minha carteira tranquilamente. Comecei a dar falta de dois reais, cinco reais, dez reais...
Por um tempo cheguei a pensar que eu gastava e nem tomava conhecimento pois sou um pouco desligada mesmo dessas coisas. Mas, com o tempo isso começou a me incomodar e passei a ficar atenta. Passado mais uns meses, eis que some de minha carteira uma quantia maior, significativa.  Quase trezentos reais se evaporaram da carteira como num passe de mágica! Esse episódio foi o mais grave mas já havia sumido da geladeira iogurtes, azeite, sucos, e até mesmo um tempero para saladas que tinha comprado e nem cheguei a usar pois naquela semana decidi comer fora todos os dias. Na semana seguinte quando trouxe comida de casa e fui pegar o tempero, qual não foi minha surpresa ao constatar que ele estava quase acabando! Isso, sem falar da vez em que sumiu de meu armário uma sandália. Enfim pessoal, não é fácil conviver com a falta de escrúpulos e vergonha alheia! Em outra empresa que trabalhei, também fui vítima de uma forma bem engraçada (digo isso hoje porque na epoca fiquei puta da vida!).
Toda vez que ia almoçar, minha marmita estava revirada e minha mistura trocada. A criatura deixava o ovo frito dela e pegava meu bife. Isso aconteceu várias vezes até que minha paciência se acabou e armei o maior banzé. A pessoa acabou confessando dizendo que achava a comida de minha mãe cheirosa e ficou com vontade de provar. Quanta cara de pau não? Falei para ela: Então deveria de ter pedido e não mexido por conta própria e trocar sua mistura pela minha. Isso eu não perdoo!
Enfim, isso é um grande desabafo porque não me conformo com a falta de respeito das pessoas. A falta de educação e escrúpulos. Posso estar até sendo radical mas tem coisa que não dá para engolir! Sou de uma formação familiar que jamais nega um prato de comida para quem bater à minha porta. Logo, não sou egoísta. Se pedir não nego nunca a não ser que esteja fora de minhas condições. Mas, como cada um é cada um, a gente vai tendo que aprender a conviver com tais bestialidades do ser humano. As pessoas ainda têm muito o que aprender. O básico ainda! Fico por aqui caso contrário estico essa minha ladainha de inconformismo até o mês que vem. Mas que não me conformo, ahhhhh! Não me conformo mesmo! E fica aqui meu dito! Meu protesto! Minha ira!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Amor - um choque de realidade que vale a pena ver!

Antes mesmo de todo esse auê em torno do Oscar, fui assistir ao filme Amor, direção de Michael Haneke.
Como gosto de filmes que tenham muito mais interpretação que efeitos especiais, sai do cinema de alma lavada e impactada. Já ouvi de algumas pessoas que assistiram e até mesmo de quem nem foi ver, a seguinte opinião: Ah! É muito triste!
Discordo totalmente pois gosto de gente, gosto de observar vidas, gosto de acompanhar relacionamentos humanos. E esse filme, sem dúvida tem tudo isso. O cotidiano que muitas vezes até parece banal, é mostrado de forma clara, simples, sem maquiagem nenhuma. O dia a dia de um casal de idosos, suas dificuldades, limitações, decrepitude próprias da idade avançada, ao contrário de muitos, me encanta! Pôxa! Se uma pessoa chega a essa idade avançada, é um ser repleto de histórias, vivências, experiências. E eu adoro isso tudo. Cada ser humano é um museu particular ambulante. Um livro repleto de histórias e situações que vale a pena se ler. Portanto, a crueza, a honestidade com que o diretor comandou esse filme me fez ter a certeza, ao sair do cinema, que seria um grande vencedor de prêmio. E foi! Merecido! Já falei à várias pessoas com quem conversei que todos, sem exceção, deveriam de assistir a esse filme. Uma pérola no meio de tanta mediocridade que a famosa indústria de entretenimento tem feito e nos enfiado goela abaixo.Não tinha como ser diferente. Tinha de sair vencedor!

Sinopse: Por meio de uma narrativa isenta de sentimentalismo, faz o registro de uma realidade não rara aos idosos. Com praticamente dois grandes atores e apenas uma locação (um apartamento em Paris), Haneke traz à tona uma história de desenrolar arrasador sem cair na monotonia. Simples, a trama flagra o cotidiano de um casal de octogenários, George (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emanuelle Riva), professores de úsica aposentados. Durante um café da manhã, Anne não esboça nenhuma reação. A partir daí, mostra-se a finitude da personagem após sofrer um AVC. Isabelle Huppert interpreta a filha deles, preocupada com a saúde da mãe e ausente nas horas angustiantes.



Carnaval passou mas as histórias ficaram


(Foto: Fernando Maia/ Riotur)
Nunca imaginei que um dia fosse passar o carnaval no Rio de Janeiro. Tudo aconteceu quase que sem planejamento. Bastou um convite de uma prima e pronto. Lá fomos nós. Confesso que tive uma grata surpresa ao constatar o real significado da palavra Globalização. Andando pelas ruas do Flamengo, de Copacabana, Ipanema, Leblon. Passeando pelas inúmeras ladeiras de Santa Teresa, circulando pelas ruas da Glória, da Lapa. Enfim, por toda parte, a riqueza e pluralidade de pessoas transformaram o Rio de Janeiro num lindo mosaico humano. Loiros, crioulos, mulatos, morenos, ruivos. Crianças, jovens, velhos ocupavam cada centímetro das ruas tornando a cidade uma cadeia viva de alegria e diversão. Nunca em minha vida tinha visto tantos blocos carnavalescos. Fantasias, uma gama infinita de chapéus e muita criatividade para fazer do carnaval algo diferente do resto do ano. Um bloco que me encantou foi o da Orquestra Voadora. A banda, composta por saxofones, trompetes, trombones, tubas e percussão, foi do pop ao funk, passando pela música popular brasileira, frevo e marchinhas. Contagiou a todos que ali estavam presentes.
Somente algumas coisas me deixaram um pouco descontente: a contínua falta de conscientização do povo sujando indiscriminadamente as ruas e o transporte que, ao meu ver, ainda é muito deficiente para atender a tantas pessoas que circulam por lá. É algo a se pensar seriamente senhores governadores e prefeito da cidade! A Copa muito em breve chegará e como será a prestação de serviço a tantos turistas?  Mas, fora isso, a cidade ainda é linda, nos convida a caminhar, e mesmo as praias que já não estão lá tão limpas continuam a ser um verdadeiro cartão postal. Muitas coisas rolaram e que ainda vou escrever sobre elas. São situações que dão verdadeiros contos e crônicas e que em breve postarei por aqui. 
No mais, ...O Rio de Janeiro continua lindooooooo!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Se locomover pela cidade: difícil e quase impossível tarefa

Hoje vou falar um pouco de algo que tenho observado e até presenciado não como simples expectadora, mas como atriz principal ou no máximo, co-adjuvante. Tem coisas que na vida, só mesmo passando por elas é que aprendemos a ter uma visão real. Desde que minha irmã ficou com problemas de saúde e teve que utilizar bengala a princípio, depois andador e agora cadeira de rodas, sua vida ficou bem complicada na cidade. E,como acompanhante dela nessas incursões, tenho constatado o quanto a cidade e a sociedade está longe de estar preparados para conviver com o deficiente físico. As pessoas, já tenho observado de longa data que - ou por preconceitos ou pura falta de informação - não sabem nem querem conviver com pessoas nessas condições. A impaciência impera nas estações de metrô, ônibus, restaurantes, cinemas e por aí vai. Pessoas que, ao nos ver se aproximando, saem de perto, desviam os olhos, fingem que o deficiente físico não existe. Outras vezes, fazem questão de expressar sua repugnância fazendo caretas, revirando os olhos numa atitude mesquinha, arrogante e nada humana para com seu semelhante. Esquecem que hoje estão bem, mas que amanhã ou depois,suas vidas podem sofrer grandes reviravoltas e acordarem nessa mesma situação. Outro dia, num ônibus, minha irmã, já deficiente, teve de ouvir do motorista que aquela hora não era mais horário de velhos e aleijados andarem pelas ruas atrapalhando as pessoas "normais".
Quanta ignorância!
Ontem, fui acompanhar minha irmã até a garagem de uma empresa de ônibus para ela renovar sua carteirinha que lhe dá direito a utilizar os transportes de forma gratuita.Confesso que foi uma experiência dura, difícil, cansativa e...Revoltante!
A cidade definitivamente não está preparada para receber e conviver com cadeirantes! O sufoco que foi eu empurrar a cadeira de rodas por calçadas esburacadas, buscar por rebaixamentos que quase não existem e o pior, quando existe, é muito mal feito como esse exemplo que fiz questão de fotografar. 


            Rua Franz Voegeli próximo ao Cia Municipal de Transportes de Osasco e Shopping União

Confesso que retornei a minha casa muito triste por constatar o quanto os deficientes físicos sofrem não só nessa, mas na maioria das cidades aqui no Brasil. Está na hora de se conscientizar e exigir dos orgãos competentes, a adequação das vias públicas para o deficiente físico.
A coisa boa do dia: Costumamos ressaltar as coisas negativas e acabamos por esquecer das coisas boas que nos acontecem. Não é o caso de hoje. Agradeço imensamente a atenção, educação e cortesia de um motorista de táxi que tem nos servido bastante: Jorge. Motorista alegre que sempre ajuda os passageiros com dificuldades de locomoção e pessoas idosas. Sei disso pelo contato e convívio quase que diário com ele. Além de motorista (quase particular) da família, ele é nosso vizinho. Obrigada mesmo! 
Agradeço imensamente também a equipe de funcionários do Shopping União que são de uma atenção e auxiliam sempre com um sorriso no rosto todos os deficientes físicos que necessitam de ajuda e nisso ressalto a atitude sempre atenta dos seguranças e principalmente da equipe de bombeiros que ali trabalham. Obrigada! Ah se todos fossem assim! O mundo seria bem melhor!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Despertando e retomando a rotina

O mês de janeiro está praticamente no fim e minha malemolência literária ainda me tem refém. Mas já me encontro sacudindo os ombros, tirando o pó da preguiça e me preparando para um ano produtivo em questões de escrita e leitura. No ano passado fui bem preguiçosa com minhas leituras. Reconheço e assumo mea culpa. Pretendo me retratar diante de tantos autores e livros bons que ainda me esperam pacientemente nas estantes e nas livrarias.
Como prova do que estou dizendo, segue a partir de hoje uma série de minicontos que tenho desenvolvido no bloco de notas de meu celular. Todo dia surge alguma coisa que me instiga a registrar. São historietas sem nenhuma pretensão literária no entanto tenho gostado do exercício.


"Seus olhos miravam o horizonte mas nada enxergavam. Seus pensamentos alçavam vôos além mar. Teimavam em saber por onde andava Joel!"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Não sumi não! Estou apenas desacelerada

Já estamos praticamente no meio do primeiro mês do ano de 2013 e aquela preguiça básica ainda me mantém refém. mas passei  aqui só pra deixar meus leitores cientes de que não os abandonei. Apenas estou num compasso mais lento. Refazendo inúmeras questões sobre minha vida, minha conduta e buscando caminhos novos para esse ano. Como todo final de cada ano, fazemos tantas promessas e lançamos planos futuros que, quase sempre não concretizamos. Isso nos dá uma frustração imensa e não quero mais me sentir assim. Resolvi agir como os adictos: um dia por vez. Só por hoje quero me agradar, me cuidar, me fazer feliz. Se chegar ao final do dia me sentindo leve, alegre e se conseguir realizar algumas das tarefas a que me dispus, já me darei por satisfeita. É isso! Dei o parecer de minha existência, pretendo voltar aos meus escritos, as minhas leituras, retomar uma certa rotina e engatar de vez o ano de 2013. E você? Já traçou planos, metas para esse ano? 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal (com direito a uma volta no tempo e reflexão do que e como vivemos)


Protelei até agora para falar um pouco dessa epoca tão bonita, mas também tão conturbada que é o Natal. Quando pequena, esperava o ano todo por essa data pois ela trazia consigo alegrias, rever parentes que não víamos o ano todo e o mais gostoso: presentes (que era tão raro), roupas e calçados novos e um almoço em família que era uma farra. A casa de meus avós maternos era o QG da galera familiar. Família grande, barulho em toda a casa, risadas altas, mulheres reunidas na cozinha de minha avó que era enorme, homens no quintal reunidos tomando cerveja, caipirinha e discutindo futebol e nós, crianças correndo pela casa toda. Boas e deliciosas lembranças de um tempo que não volta mais!
Saudade de um tempo em que tinha apenas fantasia e uma alma pura de criança. Saudade de um tempo em que não perdia meu tempo em frente a TV ou computador. Tempo em que as amizades criadas eram presenciais, olho no olho, suor escorrendo do rosto corado de tanto correr e brincar de pique.Canelas sujas de brincar na terra, descalça sem a preocupação neurótica dos pais em "preservar" seus filhos de doenças e bactérias. Sujou? Final de tarde toma um banho e pronto! Estão todos limpinhos e cheirosos! Tempo em que passávamos a noite na calçada conversando e ouvindo os "causos" que os avôs contavam de suas infâncias. Cada história! E nossa imaginação voava sem limites.
Na rua em que morava, tinha umas dezenas de crianças de todas as idades. Muitas brincadeiras, muitas rivalidades, muitas brigas, bate boca mas que, em pouco tempo as pazes já estavam feitas e a brincadeira prosseguia. Bullying sempre existiu mas, naquele tempo, não era nada que se traumatizasse. Apenas ríamos um do outro e a amizade se aprofundava cada vez mais. Quando o Natal chegava, toda a criançada gostava de se reunir após o almoço para desfilarem seus presentes.Após o almoço. dentro de casa, os homens se esparramavam pela sala e quartos para tirarem um cochilo. A cozinha mantinha-se agitada com as mesmas risadas das mulheres lavando, secando e guardando as louças. Muita conversa sempre. Eh mulherada animada! Vovó, que sempre manteve um espírito de criança levada, aparecia na área e chamava a gente para comer  goiabada com queijo, ou um cacho de uva, ou gelatina em mosaico, ou sagú. Ela se sentava no degrau na escada e junto de nós, lambíamos os dedos depois das guloseimas! Meu avó sempre se aproximava sério, com as mãos para trás e dizia:
- Maria! Maria! Se porte como uma mulher da sua idade!
Minha avó olhava para ele e se desmanchava numa gargalhada deliciosa. Sempre me lembro de sua barriguinha se movendo para cima e para baixo quando dava essas gargalhadas. Ela era demais! Me ensinou algumas brincadeiras de sua infância e que me fizeram muito feliz ao aprender: pular corda, cama de gato, Cinco Marias,amarelinha. Não posso reclamar de minha infância. Foi boa demais!
Mas retornando da infância para o presente, o Natal hoje, é sinônimo de estresse, desgaste físico, mental e emocional. Ninguém mais curte a alegria da simples reunião familiar. Todos têm a preocupação com gastos em presentes, gastos em deixar a casa bonita e apresentável para os outros, compra de inúmeras coisas desnecessárias. O verdadeiro espírito de Natal escoou ralo abaixo. A única preocupação são os presentes, o comer e beber que beira patologia coletiva causando males para muitas pessoas. O real motivo das reuniões em família, que era a confraternização, a demonstração de amor incondicional e a lembrança do Menino Jesus ficaram em último lugar. Muitas vezes nem sendo lembrado. 
Natal passou a ser a epoca onde mais se gasta,mais se consome e menos se medita e ora por um mundo melhor. Há muito tempo deixei de ser religiosa, abraçar essa ou aquela religião pois vi que em todas, encontramos ranço de preconceitos, discriminações e distorções. Hoje me posiciono como um ser espiritualista que tem ideias próprias, regras próprias que nem sempre agrada aos demais. No entanto, conservei uma coisa dentro de mim que nada nem ninguém vai tirar: meu amor incondicinal ao ser humano. Por mais que as pessoas mostrem seu lado negro, procuro enxergar suas virtudes. Está certo que na maioria das vezes, elas parecem querer que eu veja mais seus defeitos que suas virtudes. Mas sei que todas, sem exceção, têm qualidades. E é nisso que aposto. E, contrariando todas as minhas neuras - sim pessoas, eu também as tenho e não são poucas - estou aqui para desejar a todos que me acompanham o ano inteiro nesse blogue, um Natal com muita paz, alegria genuína nos corações. Desarmem-se diante de seu próximo. Releve as diferenças que tantas vezes são causas de discussões, ressentimentos, invejas e ciúmes.
Vamos nessa data, fazer como nosso irmão maior: doe-se ao próximo e faça à ele o que gostaria que fizessem por você. E isso independe de credos, religiões, posturas. Isso é ser de fato um humano livre de amarras e Pré(conceitos) mundanos. Tiremos as máscaras sociais que nos endurecem no dia a dia e voltemos a ser aquelas crianças puras de coração tendo como verdadeiro intuito, apenas brindar o nascimento do menino Jesus. Feliz Natal a todos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tirando o pó e (re)encontrando coisas


Ontem tirei a tarde para fazer uma faxina que, no final, não saiu. Estava decidida a abrir espaço em meu quarto que anda um tanto quanto entulhado de coisas que têm me incomodado bastante. Olhei para o móvel onde tenho a TV e vi que um aparelho de video estava ocupando um espaço valioso. Esse aparelho faz um bom tempo que estava desligado da TV só servindo de suporte para pó. Pensei: Vou mandar embora ele e todas as fitas em VHS que ainda tenho e que estão também cultivando pó na estante da sala.
Fui até a sala dar uma olhada nas fitas...Vi que não tinha assistido a vários filmes. Vi que tinha filmes que já tinha assistido mas que queria ver de novo.
Conclusão: instalei novamente o aparelho na TV do meu quarto, selecionei alguns filmes e lá fui eu voltar no tempo e rodar VHS. Assisti o filme nacional Pequeno Dicionário Amoroso, com Andrea Beltrão,Daniel Dantas, Tony Ramos e Mônica Torres, de Sandra Werneck.
Uma comédia romântica leve, despretensiosa, deliciosa que não canso de assistir. Andrea e Daniel estão ótimos no casal que nos mostra o passo a passo de uma relação. Ainda conta com uma trilha sonora maravilhosa com Ed Motta e sua bela voz além da paisagem deslumbrante do Rio de Janeiro.
Como sou uma romântica assumida, tenho essa história como uma de minhas favoritas seguida de Amores Possíveis, também de Sandra Werneck, com Murilo Benício e Carolina Ferraz.Mas o número um da minha lista, que não me canso de assistir mas que já há algum tempo não revejo: Harry e Sally. A-DO-RO!
Esse filme em breve assistirei e matarei saudades. Atuações excelentes, trilha sonora divina. Ai como é bom!
E a faxina? Ah! Fica para um outro dia.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Eita que fogo na bacurinha!



Acordei inspirada após quase dez horas de sono. Como já faz tempo que não falo sobre minhas leituras, decidi escrever um pouco sobre um livro que há tempos ouvi falar e anotei para futura leitura. Na semana passada resolvi que iria comprar e, gente, li em poucas horas!
Decidi falar sobre ele porque, embalada por essa epidemia que está sendo as leituras eróticas, nada como ler um livro de - nada mais nada menos -  que Pedro Almodóvar.
Para quem ainda não sabe, além de excelente e genial roteirista e diretor de cinema, também viajou pelas ondas da literatura. Como toda obra de Almodóvar, o livro é trabalhado dentro do universo feminino. Sempre com personagens incomuns e, ao mesmo tempo, tão comuns, nos leva a uma Madri que literalmente pega fogo.
Raimunda, Eulália, Katy, Diana e Lupe. Mulheres com perfis diferenciados, idades variadas e personalidades idem nos pegam pela mão e transportam para histórias pra lá de deliciosas.
Todas elas têm em comum, o senhor Ming e sua fábrica de absorventes.
O gostoso de se ver nos filmes e de se ler nos contos, é justamente a força visual que Almodóvar dá às suas mulheres. Ele trabalha e nos escancara a realidade delas: donas de casa enfadadas com sua rotina pesada e sem graça, mulheres que passaram uma vida inteira preservando sua virgindade e que, ao chegar aos setenta anos, deseja recuperar sua juventude e sexualidade. Mulheres que optaram pela homossexualidade. Mulheres que largam o hábito para se jogarem na vida. Enfim, um verdadeiro mosaico de personalidades botando em xeque suas vidas, enfrentando seus demônios interiores, se jogando nas experiências sentimentais e sexuais. Tudo isso regado a muito humor - algumas vezes negro - , muita sacanagem - da boa e com uma leveza que só mesmo esse gênio espanhol poderia fazer.
Concordo com a Julieta Jacob, do blogue Vaca Tussa que disse que esse livro daria um bom filme. Vou mais além: Almodóvar com certeza já utilizou algumas pinceladas das personagens em seus muitos filmes. Mas que esse livro daria una boa película, ah! isso daria sim!
Só que falo, falo, falo e não disse ainda o nome do livro: Fogo nas entranhas, da editora Dantes. O livro na publicação brasileira ainda se enriquece mais com o prefácio de Regina Casé com o título: Calor na bacurinha. Hilário!

Sinopse:

"O demônio caminha em linha reta e evitar as retas é uma forma de debochar dos demônios" 
(provérbio chinês)

Abandonado pelas cinco amantes, um chinês, magnata da indústria de absorventes femininos, prepara um diabólico plano de vingança. A praga é das boas. Deixa a mulherada e toda Madri de pernas para o ar. Literalmente, isso é Fogo nas Entranhas.
Pulp Fiction da melhor qualidade, a narrativa mistura sexo, feminismo, espionagem e assassinatos. Tudo é repugnante, hilário, vertiginoso e contundente. ´E genial, trata-se de Pedro Almodóvar.
Leia essa história como se fosse um filme, vire a página desta fotonovela ou HQ. As cenas saltam aos olhos.
Pedro Almodóvar estreiou em 1981 na literatura com esse livro.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

A inveja mata! Blogagem Coletiva - episódio II


Voltando aos casos de inveja. Lembrei-me aqui de um episódio de quando tinha mais ou menos 18 para dezenove anos. Já trabalhava na epoca numa boutique de calçados finos. Começou a trabalhar comigo uma garota da mesma idade que eu. Aparentemente todos caíramd e amores por ela pois era simpática, falante, risonha. Mas com o passar dos dias fui tendo uma intuição de que aquilo tudo era falso. Não tinha como provar mas como boa canceriana, botei minhas barbas de molho com relação a essa menina. Ela se esforçava para ser minha amiga e confidente. Por algum tempo até baixei um pouco a guarda com ela e, certo dia, levei-a para casa. quando meu irmão chegou, apresentei ela a ele. Foi educado mas frio e logo saiu da sala. Mais tarde, veio conversar comigo e me alertou: Não fique muito próxima dela pois é péssima companhia e muito falsa. Acabou por confessar que tinha estudado com ela e sabia muitas histórias a respeito que lhe dava o direito de me alertar. Passado mais algum tempo, fui pegando mentiras dela. Conversei com minha chefe e, delicadamente, me disse que eu poderia estar com ciúmes dela por ter conquistado a todos. O que mais poderia fazer diante daquela frase?
Calei-me e por vários dias fiquei na minha. Mas sempre com a pulga atrás da orelha com tudo o que vinha dela. Certo dia após o expediente, me convidou a passar em sua casa antes de irmos ao cinema. Lá chegando, me largou na sala e foi tomar uma ducha rápida. De repente, ouvi gemidos. Fiquei alerta e fui atrás do som. Vinha de um quarto nos fundos da casa. Qual não foi minha surpresa ao deparar com uma senhora idosa e com aparência bem frágil num leito pedindo um copo de água? Fiquei chocada! Fui até a cozinha, peguei um copo de água e trouxe. Tomou de forma desesperada e pediu mais. Depois de saciar sua sede, olhou-me com olhos marejados e agradeceu minha atenção. Perguntei o que ela era da "fulana" e ela me disse que era sua...Mãe! Fiquei sem palavras! Quando "fulana" saiu do banho e me viu ali no quarto com a senhora, me chamou e disse pra não ligar para aquela velha doida. Isso me causou uma revolta imensa. Onde já se viu falar assim da própria mãe? Após esse episódio, afastei-me cada vez mais dela. Senti algo sinistro naquela garota. Namorava um rapaz e um dia, quando ele foi me buscar na saída, perguntou sobre aquela garota e também me alertou sobre ela. Algum tempo depois ela começou a se insinuar para ele de forma descarada. Passado mais um tempo, meu namoro acabou e comecei a paquerar um rapaz que parecia ser bem legal. A paquera estava recíproca até que ela percebeu meu interesse e fez de tudo até que começou a namorar com ele. Fiquei arrasada com a cara de pau dela. Alguns anos depois, já trabalhando em outro local e totalmente sem notícias dessa bad girl, eis que um dia me encontro casualmente com ela e durante aquele bate papo informal, ela maldosamente me falou sobre o rapaz que andava saindo ultimamente. Detalhe: ninguém ainda sabia de nosso lance. Fiquei espantada e furiosa ao mesmo tempo. Perguntei como ela sabia disso no que ela prontamente respondeu: Roseli, sei tudo, absolutamente tudo a seu respeito! Me arrepiei! Fui embora pensando sobre a relação dessa menina comigo. Que horror, ela tinha inveja de mim e sempre tentava roubar de alguma forma a atenção das pessoas, o emprego, os namorados. A partir desse dia comecei a me afastar não só dela mas de todos que tinham de alguma forma contato com essa garota. Conversando com meu irmão ele me disse que ela tinha mesmo uma certa fixação por mim e que talvez devido a todo o seu histórico de vida, ela havia desenvolvido essa atitude doentia e equivocada. Digna de pena mas um ser que dá vontade de ficar anos luz longe dela e de sua energia negra. Não conseguia entender o porque de tanta inveja de mim. Ela era muito mais bonita e charmosa que eu. Era muito mais popular que eu. Os caras caíam a seus pés sem ela se esforçar muito. Mas compreendi mais tarde que eu tinha algo que ela jamais alcançaria: o amor incondicional de uma família, valores que essa mesma família havia me passado, a objetividade que tinha em estudar, me esforçar e conseguir alcançar minhas metas de vida sem precisar apelar para meus dotes sexuais. Hoje, sei que ela se casou, teve uma penca de filhos, engordou, envelheceu, mora mal e deve ser muito, mas muito infeliz. Não que eu me regozige com essa certeza mas sou obrigada a reconhecer que ela apenas está colhendo o que plantou a vida inteira. Moral da história: a inveja é um atraso na vida.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida por Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A inveja mata! - Blogagem Coletiva: episódio I


Já tinha lido sobre a blogagem mas como ando numa correria brava, acabei por esquecer. Hoje, lendo o texto da Alê Lemos, do blogue  Diario de Bordo decidi participar também.
É interessante como esse sentimento vive em nossas cavernas mais escuras da alma. As vezes sobe à superfície e se mostra. É nessa hora em que reconhecemos se ela é a tal da "inveja branca" ou a maléfica INVEJA. A nefasta, a negra, a que move o ser que a sente a fazer coisas horríveis e até mesmo, chegar ao ponto absoluto de...matar!
O invejoso é conhecido por muitos estudiosos comportamentais com vampiro energético. Sua obsessão por uma determinada pessoa é tanta, que ele literalmente suga a energia vital de sua vítima. Algumas pessoas mais sensíveis conseguem perceber quando estão diante de um vampiro de energia. Sou uma dessas pessoas e, acreditem, não é nada agradável ser portadora dessa sensibilidade. Está certo que isso ajuda a se proteger de tais vampiros mas também cansa demais. Outro ponto importante a salientar: nem todo invejoso tem noção de sua inveja. Por outro lado, existem aquelas pessoas que são totalmente conscientes mas devido a sua total falta de moral, usam e abusam desse sentimento negativo prejudicando muitas pessoas que circulam ao seu redor. Essas são tremendamente perigosas! Vou contar uns causinhos. Adoro contar casos! rsrs

Há uns vinte e cinco anos atrás (mamma mia!) trabalhava em uma boutique de roupas de grife. Andava toda perua: maquiada, saltos altos, unhas compridas e bem feitas. Costumava pintá-las de vermelhas. Eram lindas! Tinha o maior orgulho e cuidava sempre para mantê-las. Começou a frequentar a boutique, uma mulher de seus quarenta anos que tinha as unhas bem curtinhas pois seu formato era masculino e achatado. Não ficava bonita mantê-las compridas. Já tinha reparado que ela sempre observava minhas mãos mas até aí, não tinha preocupações. Até que numa bela tarde regada a muitas roupas provadas e um cafezinho tomado, enquanto fazia as contas de que ela ia levar, ela soltou a seguinte frase:
- Nossa Rose! Acho suas unhas tão lindas! Gostaria muito de ter as minhas assim. Tenho a maior inveja!...
Já dá pra imaginar o que veio depois disso? Não? Calma que já conto.
A jovem senhora se despediu dando beijinhos e se escafedeu da loja. No final do expediente,daquele mesmo dia, ao abaixar a porta de aço, chegando próxima ao chão, ela simplesmente escapou e subiu com toda violência levando junto todas as minhas lindas unhas vermelhas! Quebraram todas! Acredita?
Fiquei tão desconsolada com a coisa e de imediato lembrei-me da frase da dita cuja. Por um longo período não consegui deixar minhas unhas como eram. E de lá pra cá, elas ficaram fracas e quebradiças. Oh olho gordo sô!

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida pela Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

sábado, 10 de novembro de 2012

Finalmente libertei um livro!



Dia 08 sai por volta das 11h30 para almoçar e levei o livro que decidi libertar comigo. Após almoçar, fui até o Parque Trianon e busquei um local para deixar o livro. Caminhei por várias alamedas existentes por lá até que decidi em qual banco o livro repousaria aguardando seu novo dono. Foi engraçado. Observei um senhor idoso sentado próximo que ficou o tempo todo me olhando disfarçadamente. Me viu tirar algumas fotos do livro no banco. Depois que tirei as fotos, levantei e andei por mais algumas alamedas e decidi deixar o livro próximo a um grupo de estudantes que faziam uma encenação alí perto.
Ao virar pra ir embora, qual não foi minha surpresa ao deparar com o senhor idoso que tinha visto antes. Danadinho! Ele me seguiu! Talvez movido pela curiosidade em ver o que estava fazendo. Se bobear, foi ele quem pegou o livro. Fui embora do parque semolhar para trás. Sentindo que havia cumprido minha missão. E voltei para ocolégio tranquila e feliz! Durante a semana vou deixar mais alguns títulos por aí.


Esse texto faz parte da corrente 5º Bookcrossing Blogueiro promovido pela Luma Rosa do blogue Luz de Luma