quinta-feira, 18 de abril de 2013

6ª BookCrossing Blogueiros - Alguns livros libertos

Terça-feira libertei três livros em três pontos diferentes da cidade. Antes de ir ao show de Pedro Mariano, fui jantar. Comi uma bela massa saboreando uma deliciosa taça de vinho. Humm!! Coisa boa! Aproveitei para deixar esquecido um livro na própria mesa em que comi. O livro Sua resposta vale um bilhão, de Vikas Swarup.






Saindo do Center Três, na avenida Paulista, tomei um táxi rumo ao teatro Bradesco. Tive a ideia de deixar o próximo livro O Mistério do Relógio na Parede, de John Bellairs, no próprio táxi. Fotografei e ali, mansamente deixei no banco.







Já dentro do Shopping Bourbon, local onde fica o teatro, circulei por vários corredores tentando escolher um lugar para o esquecimento do último livro, Os Meninos Morenos, de Ziraldo, que trazia comigo.Por fim, acabei deixando-o dentro do banheiro que, diga-se de passagem, é um luxo! E vi quando uma moça saiu com ele na mão.






Enfim, metade da missão cumprida. Digo metade, pois não serão somente esses a serem libertados. Como no decorrer do ano fui juntando livros ganhos aqui em meu armário, fico muito feliz em espalhar eles por aí para que mais e mais pessoas possam ter acesso a leitura.

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva promovida pelo blogue Luz de Luma, Yes Party!. O BookCrossing Blogueiro irá até o dia 23 de Abril. Participe! Espalhe um livro que seja por aí e inscreva sua postagem no blog da Luma. É muito legal!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Essa semana começam a ser libertos


É nessa semana que se inicia o 6º Bookcrossing Blogueiro que acontece do dia 16 ao dia 23 de abril. É uma iniciativa muito legal do blogue Luz de Luma, Yes party!. Já participei algumas vezes e é gratificante por dois motivos: incentivar o hábito da leitura e também o ato do desapego. Quem ama livros costuma ter uma relação de posse com eles e isso não é muito legal.Acumulamos livros e mais livros que ficam estagnados nas estantes e armários. E já é sabido: livros parados nas estantes não é fonte de sabedoria nem aprendizado. É conhecimento parado. Não faço aqui uma crítica a quem gosta de tê-los em casa. Sou da opinião de que cada um, cada um. Mas, se podemos espalhar a leitura por todos os cantos e levar o prazer dessa leitura a mais pessoas, por que não? Portanto, se você também se sentiu tocada (o) por essa iniciativa da Luma, venha fazer parte dessa turma que cresce cada vez mais. Vamos libertar alguns livros durante toda a semana. Em parques públicos, cafés, transportes públicos, parada de ônibus, lanchonetes...onde sua imaginação puder alcançar! Eu aqui já estou pensando em qual local deixar e quais livros vou libertar. Já tenho alguns aqui comigo:


  • A outra face: história de uma garota afegã. Deborah Ellis. Editora Ática
  • O mistério do relógio na parede. John Bellairs. Editora Record
  • Sua resposta vale um bilhão. Vikas Swarup. Editora Companhia das Letras
Amanhã já vou postar as fotos dos livros libertos e farei algumas considerações. E aí? Gostou da ideia? Então junte-se a nós e venha participar dessa grande festa que também está acontecendo pelo face

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Micos...quem já não os teve?


Micos. Quem alguma vez na vida não cometeu um? Ou muitos,como eu!
Quem me vê não imagina a capacidade que tenho em cometer micos por aí.Passando uma imagem de pessoa centrada, séria, correta, não imagina o quanto eu cometo deslizes. Alguns devo dizer inconfessáveis.


MICO 1


Inicio minha série de gafes lembrando dos meus dezenove anos. Na época, trabalhava em uma boutique de calçados finos e sempre ao final da tarde, lá ia eu, office girl, fazer depósito no banco. Adorava essas saídas pois tinha um paquera que trabalhava na agência. Até torcia para que as filas estivessem quilométricas só para poder ficar pagando para aquele moço lindo.Aos dezenove anos nem imaginava o quanto já sofria de problemas oftalmológico. Ainda não era dependente dos óculos. Entrava na agência sempre pelo estacionamento para encurtar caminho. E sempre cumprimentava uma pessoa conhecida. Sou conhecida como a "moça sorriso" pois sempre abro um para cumprimentar alguém. Uma bela tarde, chegando ao estacionamento, passei, cumprimentei aquela pessoa e segui adiante. Passando por um carro estacionado, vi a pessoa ao volante e, toda toda, parei na janela, abri aquele sorrisão e disse:
- Oiiiiiiiii!!! Tudo bem com você? Nossa há quanto tempo a gente não se encontra né?
A pessoa em questão me olhou, ficou pensativa e, seguindo meu exemplo, abriu um sorrisão também e respondeu:
- É mesmo! A gente não se vê há uma eternidade. Parece até que foi em outra vida porque nessa mocinha, ainda não tive o prazer de te conhecer. Mas nunca é tarde pra isso. Meu nome é João e o seu?
Pisquei várias vezes, olhei para os lados, voltei a olhar para aquele rapaz e, engolindo em seco, sorri amarelo e disse:
- Prazer João. Meu nome é Roseli. Desculpa meu fora. Achei que você fosse outra pessoa.
Ele deve ter sacado minha semgracês pois caiu na risada e falou para eu descontrair. Se a gente não se conhecia ainda agora era o momento de se conhecer. E assim, meu mico deu início a uma grande amizade. Falando em amizade, faz tempo que não falo nem vejo o João. Por onde será que ele anda?
Ah! Já ia me esquecendo do mico maior: essa pessoa que sempre cumprimentava quando chegava ao estacionamento, tempos depois vim a descobrir que era um poste. Por isso não me respondia e eu pensando que ele era tímido, kkk.


MICO 2


Bom, vamos para um outro mico federal que paguei. Isso aconteceu no dia em que soube que tinha passado no vestibular. Fiquei tão feliz que saí correndo para fazer minha matrícula. Detalhe: não sabia ir até a faculdade pois quando prestei vestibular, foi em outro local. Mas me aventurei e lá fui eu pegar metrô. Nunca tinha tomado metrô na vida! Me perdi completamente na estação Sé. Para quem não é de São Paulo, a estação Sé é enorme e serve de ligação e passagem para outras linhas. É um amontoado humano que assusta até mesmo quem vive aqui. Rodei, rodei e não me achava. Parei e perguntei a um homem como fazia para pegar a linha que ia para a Zona Leste. Ele me explicou todo atencioso. Agradeci e lá fui eu.
Me perdi. Andei, andei e novamente parei. Virei e perguntei como fazia para ir para a Zona Leste. O homem gentilmente me orientou e repetiu mais de uma vez como eu devia fazer para tomar tal linha. Agradeci e segui adiante. Rodei, rodei.
Me perdi. Parei e decidi pedir ajuda novamente. Quando perguntei, a pessoa olhou pra mim e começou a rir. Não entendi o motivo da graça e perguntei porque ele ria. O homem depois de muito rir (já estava quase chorando), respirou fundo, me olhou e disse:
-Mocinha! Você é uma perdida mesmo! Tão distraída que nem percebeu que fez a mesma pergunta três vezes para a mesma pessoa. Ehmmmmm!! Fiquei com cara de interrogação junto de uma exclamação. Até que finalmente a ficha caiu e vi que realmente era o mesmo homem o tempo todo. Não deu outra. Comecei a rir também e dessa vez, o homem me acompanhou até a plataforma certa e lá embarquei.


MICO 3


E para finalizar, vou contar uma internacional. É minha gente, sou chic!
Em 2006 viajei com um amigo para Portugal. Foi minha primeira viagem ao exterior. Ficamos dez dias em Lisboa para participar de um congresso internacional de nossa área. Uma bela tarde decidimos explorar a cidade que é muito bela e após andar tanto decidimos tomar o metrô.E anda daqui, anda dali e nada de encontrar a bilheteria. E nada da gente também para e perguntar para alguém. E a vergonha? E o medo de não entender o que falam e de não nos entenderem? Só sei que passamos um bom tempo lá e não achamos nada. Saímos de lá e regressamos ao hotel cansados de tanto caminhar. No dia seguinte, a mesma coisa. Só que entramos numa outra estação. E nada de encontrar bilheteria. No terceiro dia numa estação de metrô, vimos as catracas abertas e o pessoal passando. Não tivemos dúvida, passamos junto. Já no vagão, vimos um funcionário que vinha de pessoa em pessoa conferindo os tiquetes e nós dois ficando cada vez mais nervosos. Imaginem: estrangeiros, sem noção, sem conhecimento dos costumes do país e ainda bancando os espertos e viajando de graça. Ainda bem que quando o funcionário chegou até nós e soube do ocorrido, foi simpático e nos explicou que lá, eles utilizam máquinas para compra dos bilhetes. Por isso não vimos nenhuma bilheteria com funcionários como é comum por aqui. Ah! Não posso deixar de falar um mico meu por lá. Sou uma mulher muito independente. Aprendi a ser independente por pura necessidade. E tenho o péssimo costume de passar a frente das pessoas e sacar carteira e pagar e resolver as coisas à minha maneira. Lá em Portugal não pude ser "independente" pois andava sempre acompanhada por um homem. Meu amigo. Pois bem. É costume lusitano, sempre que um casal entra numa estabelecimento comercial - exemplo: um restaurante - ele, o homem fazer o pedido e encerrar a conta e pagar. Um belo dia lá estava eu no restaurante e levantei a mão para chamar o garçom. Um deles me viu e passou batido. Dei um tempinho pois achei que ele estava ocupado. Estava nada! Olhei para outro garçom e novamente levantei minha mão. Esse outro também me viu e igualmente me ignorou. Lá pelas tantas, meu amigo levantou-se e disse que ia ao banheiro e que era para mim encerrar a conta, pagar e me encontrar com ele na saída do restaurante.
Iniciou minha batalha novamente. Foi um tal de erguer as mãos, fazer careta, fazer psiu! E nada! Até que minha tolerância desceu a zero. Bufando e xingando até a geração de Don Afonso Henriques, fui levantando e saindo do restaurante. O gerente veio todo sem graça me barrar. Nesse exato momento, meu amigo veio ao meu encontro e perguntou se já tinha pago a conta. Falei que estava muito irritada e que ninguém me atendia. Me ignoravam. O gerente chamou meu amigo de lado e esclareceu que nunca uma dama acompanhada é atendida. É um costume da sociedade lusitana o homem se dirigir e fazer tudo. Ao que retruquei: Quer dizer então que aqui em Portugal se eu entrar sozinha num restaurante ou outro local não serei atendida? Que absurdo! Que atraso! Novamente se desculpando, ele esclareceu: Não senhora. Se acaso entrar sozinha num estabelecimento, será muito bem atendida e respeitada. mas...estando acompanhada, toda a negociação será feita entre os cavalheiros. Meu amigo se desculpou dizendo desconhecer os costumes e agradeceu a atenção dele. Após esse incidente, voltamos outras vezes a esse restaurante e fomos muito bem atendidos.
Essas confissões "micais" foram estimuladas após ler as confissões de uma amiga blogueira, a Clara, do blogue Simples e Clara

E você? Já pagou alguns micos?


terça-feira, 9 de abril de 2013

Quando crescer é sinônimo de sentir a dor mais profunda


Sexta-feira peguei um trânsito horrível até chegar em meu trabalho. Mas foi a melhor coisa que me aconteceu naquela manhã. E sabem por que? Simples: o tempo que fiquei dentro do ônibus foi o tempo necessário para terminar de ler o livro O tempo que eu queria, de Fabio Volo. Em postagem passada já falei sobre esse autor italiano quando li o livro As primeiras luzes da manhã. Ao terminar mais esse livro, confirmei que realmente ele escreve muito bem! Não é a toa que está sendo considerado um dos melhores escritores italianos da atualidade. Nessa história, Lorenzo é a figura do ser humano em eterno conflito com seu passado e consigo mesmo. Um homem que não consegue demonstrar seus sentimentos por aqueles que ama. Em especial, a seu pai no qual tem uma relação muito difícil e sua amada que o abandonou e está prestes a se casar com outro. Uma história simples, expondo o cotidiano de um ser humano também simples e que talvez por isso mesmo, nos identificamos tanto. Essa é a dica de leitura de hoje!
Sinopse:
Lorenzo não é bem sucedido no amor. Pode ser que ele não saiba amar. Ou, simplesmente, não sabe demonstrá-lo. Assim, vê-se diante de dois amores difíceis de reconquistar, de reconstruir: um pai que talvez nunca se tenha feito presente e uma "ela" que foi embora e talvez nunca volte. Crescer pode significar aprender a amar e a perdoar, compreender as próprias frustrações, ir em busca do tempo que perdemos e não podemos mais resgatar. Esse é o percurso feito por Lorenzo, uma viagem à procura de si mesmo e de seus sentimentos autênticos e profundos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Uma viagem inusitada

Se tem uma coisa que gosto de fazer quando ando em transportes públicos é observar as pessoas. É impressionante como captamos situações, histórias, cenas que dão excelentes contos ou crônicas. São uma verdadeira exposição de personagens que ficam expostos ao gosto do freguês. No caso, o escritor. Já fiz muito texto baseado em pessoas que observei em ônibus, metrô, nas filas de banco, em consultórios médicos e tantos outros lugares públicos. Outro dia, já tinha me acomodado no banco do ônibus que sempre pego para vir ao trabalho. Já tinha colocado meu fone de ouvido, ligado meu MP3, me posicionado par fechar os olhos e embarcar de boa na viagem. Mas uma pessoa me chamou a atenção.Era um rapaz de seus vinte e tantos anos. Bem apessoado, bem trajado, típico estudante universitário. Cabelos anelados e dourados, olhos azuis, boca bem feita e um corpo esculpido pela musculação. Usava uma calça jeans e um moletom de grife e um tênis idem. Enfim, um garotão que qualquer menina deve pagar umas para ser refém de seus belos olhos. Até eu, que nem sou chegada em paquerar um garotão parei em sua bela estampa.
Percebi que não eram só meus olhos que acompanhavam cada gesto que esse "modelo" da Armani fazia. Da mesma forma que eu, ele também ligou seu iPhone e em poucos minutos estava curtindo talvez um bom rock. Começou a gesticular como quem acompanhava uma melodia dando algumas batidas sincronizadas em sua cocha. Balançava sua cabeça pra frente e pra trás numa cadência contagiante. E lá iam as moçoilas do ônibus acompanhando extasiadas aquela criatura que caíra do céu para alegrar mais uma manhã rotineira. Aos poucos comecei a perceber que algumas meninas cochichavam entre si, dando risinhos nervosos de quem está bem excitada pelo sexo oposto. 
O ônibus deu partida e seguiu a viagem.
Minha cabeça seguiu a viagem através da imaginação e já comecei a traçar como seria a vida desse jovem bonitão. Apesar de estar andando de ônibus, mostrava ser um rapaz de boa formação educacional, cultural logo, deduzi que devia ser de uma classe média rebaixada atualmente mas que mantinha ainda um certo status de vida. E pensamento já identifiquei e até podia apostar com quem quisesse: ele estuda na universidade Mackenzie. Tinha certeza! fazia bem o tipo que ali estuda. Como já estudei lá também no século passado, conheço muito bem a"tchurma" de lá. Apostei até mais: identifiquei que curso devia fazer: arquitetura ou Design. O rapaz tinha se enquadrava muito bem nesses cursos. E assim fui eu mesma levantando perguntas e respondendo todas elas num jogo de adivinha delicioso. Até que...o caldo desandou!
Como se transformasse num outro personagem like a Dr. Hyde , o nosso tão belo Dr. Jekill transformou-se numa coisa medonha de se ver. Todas nós ali concentradas em apreciar tanta beleza e formosura ficamos literalmente de boca aberta acompanhando sua terrível transformação.
Monstruosamente, sacou de seu dedo indicador alongado - diga-se de passagem - e iniciou uma batalha medonha atrás de enormes e melequentos cotocos do nariz. Enfiou com uma destreza de poucos aquele enorme dedão quase que na totalidade de uma das narinas. E com uma violência incrível, revirava e cutucava fundo à caça de melecas endurecidas que prova. E como se não bastasse encontrar tais coisas, com um bem grandão na ponta do dedo, simplesmente passou pelo vidro da janela do ônibus. Foi um arregalo de olhos geral! Muitas levantaram e saíram de perto quase gorfando o café da manhã. Outras reviraram os olhos que até minutos atrás, reviravam de prazer, em puro asco. Algumas não se aguentaram e pronunciaram e m voz aguda e alta: "Oh meu Deus! Que nojo!
E outras, como eu, simplesmente caímos na risada muda e retornaram aos seus afazeres olhando a paisagem urbana, lendo um livro ou simplesmente fechando os olhos e procurando consolo no sono.
O resto da viagem, nenhuma moça mais ousou olhar para o lado do jovem rapaz que, na sua alienada vivência do que ocorria ao seu redor, continuou ainda um bom tempo fazendo sua higiene narigal finalizando com sua obra prima cristalizada no vidro da janela.
E eu pensei com meus botões:
"Tudo bem que temos de limpar o nariz de tanta sujeira que a própria poluição da cidade de São Paulo nos causa mas...francamente! Que falta de tato, de educação e de postura numa condução pública. Afinal, outras pessoas sentarão naquele banco e quantos dormindo, não acabam por encostar a cabeça exatamente naquela janela que agora, era um repositório de meleca seca! Eca!
Na hora a beleza física daquele ser evaporou feito éter e ficou apenas a lembrança de um enorme dedo num nariz ramelento. E assim, mais uma crônica se formou! Não é legal isso?

terça-feira, 2 de abril de 2013

Recebi a visita de uma linda dama de olhos azuis


Como no dia de ontem falei de coisas pesadas, hoje quero fazer o inverso e falar apenas do que é bom.
Quer coisa mais gostosa do que presenciar o olhar vivo e um sorriso estampado no rosto de uma criança? Aqui no colégio vivo sendo agraciada por essas visões. Adoro quando uma classe inteira de aluninhos do maternal percorrem o corredor em fila indiana. Alguns, quando nos vêm abrem aquele sorrisão! Fora quando muitas vezes saem da fila e nos abraçam! Confesso que ganho o dia!
Domingo a tarde, estava eu no meu computador preparando um texto quando, de repente, vi pela minha visão periférica, uma sombra passar. De início me assustei e pensei: Ai Meu Deus! Um fantasma entrou aqui! Olhei pra trás e não vi nada. Me arrepiei inteira. Voltei para meu texto. Dali a pouco, de novo tive essa sensação e qual não foi minha surpresa ao sentir algo macio e fofo se esfregando em minhas pernas.
Olhei pra baixo e tive uma visão linda! Uma gatinha branca feito neve, com olhos azuis celestes olhando de forma meiga para mim e super, super mansa! Não esperava por essa visita inesperada e não teve jeito: me derreti toda por aquela gatinha. Que fofa! Limpinha, cheirosa e com uma gargantilha em couro com um sininho pendurado. Minha irmã chegou bem nessa hora e ficamos as duas curtindo aquele bichaninho amistoso. Se jogava ao chão, fazia graça pra nós duas, ronronada quando eu acariciava sua barriguinha. Por fim, pulou delicadamente em meu colo e se alojou como se fôssemos amigas de longa data. A brincadeira e os mimos duraram pouco pois tive de colocá-la na rua para que voltasse para sua casa. Mas a danadinha voltava e queria entrar comigo. Esse episódio me lembrou a infância. Época em que chegamos a ter dezessete gatos em casa. Era uma farra só! Eu tinha um gatinho que trazia sempre dentro de minha blusa. Ele adorava ficar aninhado dentro dela sentindo minha respiração. Chegava até a dormir. Minha irmã também tinha uma gatinha preferida e fazia o mesmo. Quando pouco a pouco, foram morrendo ou sumindo
de casa, minha mãe decretou que não queria mais ter animais em casa. E, de lá pra cá, nunca mais tivemos animais. Agora,com o surgimento dessa gatinha, vi o quanto a casa fica sem graça sem a presença deles. Quero um! E a gatinha continua aparecendo para nos visitar. Ontem foi a vez de meu tio apreciar a companhia dela enquanto cuidava do jardim. Ela chegou mansamente, olhou para ele, para as plantas que ele ajuntava de lado, corria atrás das borboletas que apareciam e assim, segundo meu tio, ele teve uma tarde gostosa na companhia daquela dama amável! Diante disso, chego a seguinte conclusão: precisamos de tão pouco para sermos felizes. Não acha?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um olhar crítico sobre os últimos acontecimentos

Ando muito reflexiva com relação a tudo o que anda ocorrendo mundo afora. Confesso que tenho ficado apreensiva com o rumo que o ser humano está dando para sua própria vida. É interessante como a roda da vida e da história costuma dar dez giros depois retorna. E assim vai seguindo: dez pra frente, dez pra trás. E nesse ritmo nunca sai do lugar. Toda essa divagação é para falar um pouco sobre a intolerância que impera no mundo. É intolerância por conta re religião, por diferenças de ideologias, dentro da própria família, nas empresas, nos transportes públicos, entre gêneros...Enfim, a intolerância é a palavra da vez!
Mata-se por não ter tolerância com o mano que ouve o som auto de funk dentro de um ônibus. Espanca-se um homossexual por não tolerar sua opção sexual. Estupra-se uma mulher por achar que ela está se oferecendo e não se tem nem mesmo que perguntar se ela está a fim ou não. Simplesmente executa-se o ato num misto de gana, intolerância, recalque, ódio do mundo. Outro dia, estando em casa pois era um final de semana, do nada uma discussão iniciou-se ao lado, na casa vizinha. Era o filho gritando e ameaçando a mãe por ela não querer dar dinheiro para ele sair com amigos e se drogar. A ameaça era tanta que ele gritava que sentia ódio dela e que se ela não desse o dinheiro ela a mataria. A confusão foi tanta que os vizinhos interferiram e chamaram a polícia. Essa mãe desolada e com medo, no dia seguinte se mudou não deixando endereço e pediu para que os vizinhos tomassem cuidado com seu filho que não prestava.
Muito triste!
Dias depois, muda-se para essa mesma casa, uma outra família onde mais uma vez iniciou-se uma discussão das bravas. Agora era um neto ameaçando o avô idoso por querer sua parte na herança que lhe cabia. Mais uma vez a ameaça contra uma vida se anunciou e novamente, a vizinhança tomou partido e chamou a polícia.
Em toda parte, pessoas estressadas, desconfiadas e com tolerância zero para com seu colega do lado.
Tornou-se hábito geral falar: Não suporto isso! Odeio aquilo! Odeio quem gosta de funk! Odeio quem curte sertanejo! Odeio quem apoia a causa gay! Odeio quem se prostitui! Odeio! Odeio! Odeio!
Vivemos numa aldeia global onde irmão não tolera irmão. Nunca se falou tanto em diversidade e nunca também se teve tantas demonstrações de preconceito e não aceitação do diferente.
Voltando um pouco nossos olhos para nosso próprio umbigo: estamos presenciando uma luta onde estão medindo forças e transformando, como dizia nosso poeta Cazuza:  nosso celeiro num puteiro! É uma frase forte mas que ilustra muito bem nossa realidade.
De um lado, evangélicos (ou que se dizem) ditando o que é melhor para a sociedade. Do outro lado, as ditas minorias gritando em bom som sua fúria contra a censura e a ditadura religiosa. Me coloco do lado de fora dessa imensa arena em que o país se transformou e procuro analisar toda a situação de forma imparcial. É difícil mas tento. O que observo é uma guerrilha doida, insana e fora de época. Por um lado esses "Pastores" donos da verdade (que verdade mesmo?), que taxam todos que não pensam como eles de criaturas e não irmãos em Cristo. Usam e abusam do nome desse santo homem ao seu bel prazer. Sabem a Bíblia de cor mas são incapazes de seguir a risca os ensinamentos de Jesus. Muito pelo contrário, fazem o oposto do que o nosso irmão maior pregava. Simplicidade, humildade, generosidade, Amor! Zeraram a famosa frase de Cristo: Amai a Deus sobre todas as coisas e amai o seu próximo como a ti mesmo.Banalizaram a religião, o amor, o respeito, a honestidade. Transformaram nosso congresso num imenso circo e seus fiéis numa imensa gleba de ovelhas lobotizadas. É muito triste!
Não estou aqui generalizando pois sei que tem muitos irmãos evangélicos que são corretos e levam a sério sua religião. Eu mesma tenho inúmeros amigos e conhecidos que são cristãos e vivemos numa sintonia perfeita de respeito e amizade. Mas me revolto com essa pequena (não tão pequena) horda de pessoas que usam o bom nome de Deus e vestem-se de "Pessoas do Bem" mas que a única razão deles é gana de poder, dinheiro e se chafurdar na corrupção levando nosso país a bancarrota. Isso me dói muito pois sempre apostei e muito em nosso país e em nossa gente. E ver a nação afundando dessa maneira muito me entristece e me preocupa.
Atiçando a ira entre as pessoas, manipulando-as para que uma se voltem contra a outra. Tudo isso a gente já vê de longa data nos países do Oriente Médio e África. E sabemos muito bem o quanto isso nos enfraquece enquanto nação e o quanto esses bandos ganham com nosso enfraquecimento. Não podemos deixar que isso aconteça. Somos um povo que merece crescer, evoluir e mostrar todo seu potencial humano e tecnológico.

sábado, 30 de março de 2013

Meu debut na Protexto


Hoje postei meu primeiro texto na revista literária Protexto. Para mim é uma grande oportunidade de expor meus contos, crônicas e devaneios. Além é claro, de pouco a pouco ir me aperfeiçoando na arte da escrita. Tenho plena consciência de que ainda tenho muito a aperfeiçoar, a aprender, a dominar as técnicas da escrita. Mas acho que o principal já tenho: emoção. Pois tudo o que faço vem munido de grande emoção afinal, sem ela não saberia viver e acho até que seria muito triste viver sem sentir, amar, odiar, me entristecer e por aí vai. Deixo aqui o convite a todos para conhecer meu texto e os textos de outros colegas que são sensacionais. Vem comigo!

quarta-feira, 27 de março de 2013

6º Bookcrossing Blogueiro: vamos nessa?


Recebi o convite de Luma e é claro que vou participar mais uma vez do 6º Bookcrossing Blogueiro que acontece de 16 a 23 de abril de 2013. Desde já estou pensando quais livros vou libertar e onde farei isso. A sensação é tão boa! Venha se juntar a nós também! Escolha os livros, o banner para divulgar em seu blog e vamos agitar mais esse evento. Em breve postarei os títulos de livros que libertarei.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Duas homenagens. Duas emoções. Uma só alegria e uma imensa saudade da Pimentinha

Sendo uma fã fervorosa de Elis Regina, quando soube das gravações de seus filhos em homenagem à ela fiquei bem contente e ao mesmo tempo curiosa para ver o resultado. No entanto, já com um pé atrás com um certo medo de me decepcionar. Como alguns que já me acompanham delonga data sabem, sou fã de Pedro Mariano. Acompanho sua carreira desde o início quando o vi e ouvi pela primeira na gravação do programa do Jô quando ainda era no SBT.Não pude comparecer a nenhum dos shows que Maria Rita fez aqui em São Paulo. Da mesma forma, não pude ir ao show de gravação do DVD que Pedro Mariano e convidados fizeram por ter sido em Curitiba. Mas acabei por ganhar de Natal o DVD Elis Por Eles e minha irmã acabou comprando o DVD que Maria Rita Redescobrir.
Assisti a primeira vez o show que Pedro Mariano promoveu junto a seus convidados e gostei bastante. Primeiro, por ele ter tido o bom gosto de convidar cantores que já curto de longa data. Segundo, pela escolha das músicas escolhidas para cada um cantar. Entre seus ilustres convidados estão: O maravilhoso e eterno Caubi Peixoto que mesmo a distância gravou sua participação com a canção Dois pra lá, dois pra cá que ficou impecável! Apesar de que, gostaria de tê-lo visto e ouvido cantar Bolero de Satã no qual fez dueto com Elis. Amo essa música! O amigo inseparável Jair Rodrigues com toda sua alegria e ginga botou a plateia pra quebrar cantando Upa Neguinho. Teve algumas interpretações que me tocaram fundo: Filipe Catto interpretando Tatuagem e Lenine Atrás da porta. Nossa! Retornei várias vezes para ouvir essas duas interpretações! Simplesmente arrepiantes! Mas temos também outras brilhantes interpretações: Nosso agora saudoso Emílio Santiago que com sua elegância e voz de veludo cantou Só tinha de ser com você, o Paulinho Moska cantando Nada será como antes, o doce swing de Jair Oliveira cantando Madalena e, claro, não poderia deixar de citar o dono da festa, Pedro Mariano interpretando O Bêbado e a Equilibrista. Divino! Os demais cantores cantaram bem, deram seu recado mas não foram gravações marcantes. Pelo menos para mim.
O DVD de Maria Rita demorei um pouco para pegar e assistir. Confesso que desde o início de sua carreira sempre tive olhos de desconfiança. mas aos poucos fui quebrando esse gelo e até fui ao seu show Samba Meu. Lá, ao vivo pude conferir seu talento e potencial vocal. Voltei para casa satisfeita e tornei-me fã. Mas com o passar do tempo fui observando um certo...como explicar? Muito ensaiadinha, muito cheia de poses, caras e bocas expressadas de forma pensada. Enfim, sinto falta de espontaneidade na moça. E isso se confirmou nesse DVD em homenagem a Elis Regina. Vejam bem: não tenho o que falar do show. Perfeito! Talvez até demais. Mas confesso que terminei de assistir sentindo que faltava talvez um ingrediente fundamental: emoção! Poses, levantes de braços, olhar erguido em determinados momentos, sorriso em outros, voz perfeita mas em algumas canções empoladas demais para o meu gosto. 
E para terminar minhas constatações sobre os dois momentos em homenagem a grande "Pimentinha" Elis Regina, mais uma vez fico ao lado de Pedro Mariano que parece não apenas ter herdado o dom de interpretar da mãe. Herdou também a carga emocional que o percorre enquanto está no palco. Ele se envolve, chora, erra a letra das músicas, enrola quando necessário, dá um tempo mas do início ao fim, em seus shows ele se entrega plenamente à música e à plateia que o envolve e devolve tudo o que recebe de forma calorosa e compreensiva. Não é a toa que os fãs acompanham ele em todos os shows sempre. Não sei, nem quero expressar aqui uma crítica ou uma comparação pois estaria pecando terrivelmente contra Maria Rita. Tenho plena consciência de seu talento mas acho que ela ainda não se achou e ainda não definiu sua caminhada musical. É dar tempo ao tempo. Mas de qualquer forma, fica aqui registrado dois shows grandiosos que homenageiam a grande intérprete de nossa MPB. Vale a pena assistir aos dois.

domingo, 10 de março de 2013

As primeiras luzes da manhã - um carinho na alma!


Uma situação vivida por muitas e porque não dizer por todas as mulheres casadas há um certo tempo. A rotina que se estabelece entre o casal, a vida corrida e seus inúmeros compromissos. A acomodação dos sentimentos que levam tantas pessoas, e nisso falo não somente da condição feminina, mas do homem também, a ficarem insatisfeitos com suas vidas.
O livro As primeiras luzes da manhã, do autor italiano Fabio Volo trata dessa temática. Tendo como personagem principal que conduz toda a trama, uma mulher, o autor consegue traduzir de forma espetacular a alma feminina. Suas fantasias, seus medos, suas frustrações, seus sonhos de menina que pouco a pouco vão abaixo por conta de uma vida a dois extremamente solitária.
Elena, uma mulher próxima dos quarenta anos, casada com Paolo, um homem pacato, apagado, calado. Profissional, vive uma vida cheia de acontecimentos na empresa, mas que ao chegar em sua casa, entendia-se profundamente com a falta de diálogo, falta de companheirismo, falta de tesão entre ela e seu marido. Duas vidas que se desbotaram pelo tempo e que hoje, tal convivência passa a sufocá-la.
Num diálogo interno,o livro vai montando um quebra-cabeça através de capítulos curtos que representam as páginas desse diário e o dia a dia da mulher que chega a um tal ponto de insatisfação que a leva a sair de sua paralisia diante da vida e sai em busca de si própria e seu autoconhecimento emocional.
É interessante como alguns livros não te chamam a atenção de imediato. É o caso desse. Com uma capa que passa desapercebida, em outras ocasiões nem prestei maiores atenções nele.

No entanto, lendo um artigo sobre esse escritor na revista Comunità Italiana, fiquei curiosa em conhecer sua obra. Considerado atualmente como um dos melhores escritores italianos, Fabio, além de escrever, é ator, diretor de TV e de rádio. A leitura é envolvente e acabei lendo ele no intervalo que levo de manhã para o trabalho e ao retornar para casa a noite. Em outras palavras, é impossível largar! Ah! E tem mais: já que estamos na onda de literatura erótica, esse aqui dá de 10 a 0 na trilogia 50 tons de cinza. É um erotismo de bom gosto, muito bem escrito e verossímil. É minha dica de leitura!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Quando o ser humano consegue superar sua mediocridade, surge um diamante valioso!


Ainda sob o impacto do término da leitura, me ponho em frente ao computador para falar um pouco sobre ele. Quando li A menina que roubava livros, sai da leitura com o mesmo impacto. Isso significa que o autor realmente sabe como conduzir uma história e envolver seu leitor. Já tinha falado por aqui algumas vezes que andava desde o ano passado com uma ressaca brava pra leitura. Mas ao pegar esse livro para ler, fui curada pois não consegui mais largá-lo. Desde a primeira página a história grudou feito velcro em mim e, desde então, tenho lido sempre um pouco e ficando sempre com aquele gosto de "quero mais" toda vez que o fechava. Isso é bom demais! Uma das coisas que mais me agrada num livro, é a construção dos personagens. Quanto mais complexos, mais ricos,mais me cativa. E essa história é repleta de personagens ricos. Trocando em miúdos: são humanos! Da mesma forma que no livro A menina que roubava livros. Me apaixonei por Liesel Meminger e demais personagens e ao término da leitura, fiquei triste por ter de me despedir de todos eles. Passaram a fazer parte de minha vida. E, nesse outro, Ed Kennedy, com certeza já tem lugar cativo em meu coração e em minhas memórias literárias.Ontem a tarde, conversando com um amigo sobre música, falei o quanto ela é importante na minha vida assim como a literatura, o cinema e demais artes.Então mais uma vez, chego a conclusão de que as artes no geral, são de suma importância para nosso bem estar. E a literatura - pelo menos para mim - é como a água que bebo, o pão que me alimenta e dá energia. Não consigo ficar sem! Então, aqui fica minha dica de leitura. Vale a pena conhecer a obra de Markus Zusak!

Sinopse: 


Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Trabalha, joga cartas com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do subúrbio e divide apartamento com um cão velho. O pai alcoólatra morreu há pouco; a mãe parece desprezá-lo.

Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. Misteriosamente levado ao encontro de pessoas em dificuldades, devassa dramas íntimos que podem ser resolvidos por ele. Uma mulher é estuprada diariamente pelo marido, enquanto uma senhora de 82 anos afoga-se em solidão, à espera do companheiro, morto há mais de meio século.

A ele parece caber o papel do eleito, do salvador. Convencido disso, segue instruções e se perde entre ficções de estranhos e sua própria, embaçada, realidade. A certa altura pergunta-se: "Eu sou real?" Markus Zusak cria um personagem comovente capaz de confrontar o mistério e, por meio da solidariedade, empreender um épico que o levará ao centro de sua própria existência.