sexta-feira, 26 de abril de 2013

Meu autor favorito - Blogagem Coletiva


 Hoje participo de uma blogagem coletiva promovida pela Aleska Lemos, do blogue Entre Livros e Sonhos .
Falar sobre meu autor preferido é complicado afinal, como leio muito, não tenho apenas um autor preferido mas vários autores. Vou tentar escolher um entre tantos que me comove, me faz refletir, me instiga, me faz sorrir, me faz chorar...enfim, me faz ler os demais livros. 
Então hoje, vou falar de um autor inglês Nick Hornby.
O primeiro livro dele que caiu em minhas mãos foi Uma Longa Queda. A princípio, imaginei que fosse um drama. O livro se inicia as vésperas de Ano-Novo no alto de um prédio já conhecido pelos suicidas. No entanto, algo que seria até pesado e triste pouco a pouco vai se transformando lindamente mostrando cada personagem, suas perdas, suas derrotas, seu lado humano. E então...bom, só lendo para saber. Confesso que dei boas gargalhadas lendo os capítulos desse livro. Nick tem uma linguagem ácida, divertida, quase um humor negro. Ao terminar de ler, virei fã e não parei mais de ler seus livros.

Sinopse: 
Uma longa queda conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano-novo, com a intenção de se suicidar. Desesperados mas sem determinação suficiente para pular, Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo, Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo, JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas, e Jess, a desequilibrada e passional filha do ministro da Educação, começam então uma tragicômica busca por algum motivo para viver, ou pelo menos por alguma desculpa para adiar a morte iminente. Quando os quatro descem para procurar o namorado de Jess, uma improvável comunhão se forma entre eles. Neste quarto romance, Nick Hornby assume a difícil e aparentemente contraditória tarefa de abordar um tema denso de modo leve e irônico. Como explica o autor, "eu queria escrever um livro que chocasse, sobre algo extremamente para baixo, e queria ver se conseguiria tirar esses personagens do fundo do poço sem ser sentimental ou irrealista. Se eu escrevesse um livro sobre depressão completamente depressivo, por que alguém o leria?". O resultado é que, aturdido com a trágica e absurda situação, o leitor não sabe se ri ou chora, se sente pena ou raiva, completamente preso ao rodamoinho de emoções criado por Hornby. O romance é todo narrado em primeira pessoa pelos quatro aspirantes a suicidas, que descrevem suas experiências e seus pensamentos de modo absolutamente diferente uns dos outros. É notável como o autor consegue mudar drasticamente a voz narrativa sem, em nenhum momento, ser pouco convincente, encarnando com maestria quatro personalidades distintas. Ao contrário de outros livros do gênero, Hornby não perde tempo contando e recontando os mesmos episódios, cada narrador começa seu relato partindo do ponto onde o anterior parou, o que dá ao romance um ritmo vertiginoso e envolvente.

A seguir, li Um Grande Garoto e me rendi de vez à narrativa desse escritor. Livro comovente que aborda uma amizade quase impossível de se acontecer entre um homem de trinta e seis anos e um garoto desajustado. Um verdadeiro tratado sobre relações e famílias.
Sinopse: 
Will Freeman, como o nome indica, é um homem livre e desimpedido. Aos trinta e seis anos, é financeiramente independente e nunca precisou trabalhar. Um problema, no entanto, o aflige: como preencher o vazio de seus dias e noites e poder se apresentar como alguém interessante às mulheres que deseja conquistar? Will conhece Marcus, filho de pais separados, cuja mãe vive em crises depressivas cada vez mais assustadoras. O garoto se veste de forma esquisita, seu cabelo tem um corte esquisito, suas preferências musicais são ultrapassadas e, na escola é alvo de zombaria e agressões dos colegas. Então, entre o garoto de doze anos e Will nasce uma amizade forte, conflituosa e enternecedora. Retrato sutil e preciso do homem contemporâneo, Um grande garoto revela um Nick Hornby menos sardônico que em Alta fidelidade, mas nem por isso menos instigante. 

Só depois li o livro de estréia de Nick, Alta Fidelidade que chegou inclusive a virar filme tendo como protagonista o ator John Cusack. Livro delicioso! 


Sinopse: 

Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade. Em Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming, dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores separações da sua vida: Alison, Penny, Jackie, Charlie e Sarah. Laura, uma advogada bem-sucedida e atraente, ficou fora da lista por não ter provocado muito sofrimento; além disso, ela o trocou por Ian, um vizinho que ouvia discos horríveis. Rob busca consolo com os balconistas de sua loja, Bary e Dick, com quem mantém conversas tipicamente masculinas sobre outras listas, dos melhores filmes — entre eles Cães de aluguel — aos melhores episódios do seriado Cheers, passando, naturalmente, pelas melhores músicas. Rob tenta sair com uma cantora americana, Marie, mas o caso não dá certo. Ele volta a encontrar Laura e decide reconquistá-la. No meio do processo, no entanto, começa a fazer uma reflexão sobre a vida aos 35 anos, as lições que ela traz e todos os compromissos e desilusões que ela implica. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.


Outro que li e me diverti demais foi Como ser legal.

Sinopse: 
Kate Carr precisa passar sua vida a limpo. É medica e não consegue ajudar totalmente os pacientes; divide seus dias entre o trabalho, as contas a pagar e um amante sem graça, enquanto o marido, um escritor de colunas maldosas, cuida da casa e das crianças. De um estacionamento, pelo telefone celular, ela resolve, então, pedir o divórcio ao marido. A partir daí, Kate passa a avaliar, de maneira sarcasticamente engraçada, os rumos que sua vida tomou, botando em xeque se ela realmente seria uma pessoa tão legal quanto julgava ser. "Como ser legal" revela um Hornby que faz seus personagens realizarem verdadeiras viagens interiores, questionando suas histórias, atitudes e opções.
Enfim, esses foram alguns títulos que li dele e que me fizeram virar fã de um autor com uma narrativa ágil, divertida, contemporânea que nos faz ao mesmo tempo refletir sobre várias questões da vida e dar boas risadas de nossas próprias desgraças cotidianas. Ainda tem alguns títulos que estão na minha lista de futuras leituras e são eles: Slam, Juliet Nua e Crua e Frenesi Polissilábico.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Término de mais uma aventura no 6º Bookcrossing Blogueiro

Continuando minhas aventuras via BookCrossing Blogueiro, na postagem anterior havia dito que teriam mais livros para libertar. E teve. Mas a correria aqui no trabalho, meu computador que pegou vírus acabaram por atrasar essa postagem que era pra ter saído ontem. Mas creio que ainda dá tempo de deixar registrado aqui o término de minha aventura.
Na sexta-feira passada, dia 19, saí na hora de meu almoço e já fui pensando em que local deixar mais um livro. Como meu tempo estava escasso, decidi deixar o livro Aqualtune e outras histórias da África, de Ana Cristina Massa, num banco do Parque Trianon. Rodei bastante por lá pois não queria deixar na mesma região que deixei o livro do ano passado. Acabei achando um banco gostoso e ali o depositei e fotografei.
É engraçado pois não tenho a curiosidade de saber quem o achou e levou. Prefiro ficar com minha imaginação a correr solto. 
Ao sair do trabalho ao término do dia, lembrei que tinha aula de pilates. Não deu outra, pensei: é um excelente local para se deixar o próximo livro.
Cheguei, fui para o vestiário e lá me trocando resolvi que quando acabasse a aula deixaria na bancada o livro A Outra Face: história de uma garota afegã, de Deborah Ellis. Foi muito engraçado o que aconteceu depois que saí do vestiário. A moça da recepção entrou e saiu me chamando. Olhei e ela disse Roseli! Você esqueceu seu livro! Sorri e disse que não era meu. Ela me olhou de forma surpresa e entrou novamente. Eu segui meu caminho.
Chegando a estação Paulista, peguei a linha amarela sentido Butantã. Resolvi terminar minha saga Bookcrossinguiniana ali mesmo. Fiquei olhando estrategicamente em qual banco deixaria o último livro.
Quando anunciou que era a estação Butantã, levantei já com o livro Mulheres Alteradas 1, de Maitena, na mão e depositei ele no banco próximo a porta. saí com cara de paisagem mas prestes a rir pois subindo as escadas vi que um rapaz se aproximou do livro no banco. O resto ficou para minha imaginação pois o trem saiu e eu voltei para casa com sentimento de missão cumprida.
Essa foi mais uma participação da bibliotecária que ama livros mas que não suporta vê-los confinados nas estantes. Por isso adorei conhecer esse movimento e participar ativamente. Obrigada mais uma vez Luma, do blog Luz de Luma, Yes a party por me convidar a participar dessa grande festa. Se você não pôde participar dessa rodada, não fique triste não. Em novembro tem mais ou, se preferir, comece já a libertas livros por toda a cidade. Os leitores e futuros leitores agradecem!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Semana em que a MPB andou em alta em minha vida: momento show


A semana que passou me fez muito bem! Tive o imenso prazer de mais uma vez assistir a um show de Pedro Mariano. Incrível! Sempre saio de seus shows com a alma leve, lavada, renovada. Ouvir sua bela voz, sua interpretação que emociona, sua descontração e interatividade com seu público que já o acompanha de longa data é realmente muito prazeroso. Principalmente quando estamos ao lado de pessoas queridas e que tanto quanto nós, curtem o cantor e banda.Como sempre, teve momentos em que as lágrimas vieram a tona para várias pessoas ali presente. Principalmente ele, Pedro, que sempre se emociona. Quando cantou a música Risos e Memórias, dessa vez numa roupagem diferente da gravação, simplesmente arrasou! Foi demais! Ao término do show, ficamos para conversar com ele e entregar alguns presentes pois no dia dezoito, ele faria aniversário. O encontro foi bom demais, descontraído, muitos risos e a foto do "agrega" que já virou tradição.

E no sábado, fui assistir pela primeira vez ao show de uma das revelações do momento, Filipe Catto, no auditório do Memorial da América Latina. Já conheço algumas músicas dele que tem tocado nas rádios Adoraria e Saga. Gosto demais das duas. No entanto, fui totalmente no escuro pois de resto não conhecia absolutamente nada de seu repertório.Apresentando seu trabalho Fôlego, Filipe entrou no palco tomando conta de todo o ambiente com sua voz de contratenor afinadíssima e potente. A platéia a princípio tímida, pouco a pouco foi se inflamando com as interpretações de Filipe. Outro ponto forte do show é a banda que acompanha ele. Músicos talentosos que mandam muito bem. Eu fiquei encantada com tamanho talento desse moço. Tão jovem e já trás uma segurança no palco que poucos têm. 

Um dos pontos altos do show, foi quando cantou a música Sem Medidas, de Pélico. Nossa! Confesso que me arrepiei inteirinha e pelo número de suspiros que surgiu na plateia, a emoção foi geral.
Outro momento em que fiquei deslumbrada foi quando cantou uma canção das antigas mas que em sua interpretação, ganhou uma roupagem pra lá de nova: Luz Negra (de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso). Filipe consegue transformar um samba que já é um clássico num jazz de primeira grandeza. Enfim, ao término desse show, todos saíram com seus semblantes radiantes de prazer pelo embalo de excelente repertório e da voz magnífica desse que, sem dúvida, é uma das grandes vozes do momento. Foram dois momentos distintos e maravilhosos que marcou meu final de semana.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

6ª BookCrossing Blogueiros - Alguns livros libertos

Terça-feira libertei três livros em três pontos diferentes da cidade. Antes de ir ao show de Pedro Mariano, fui jantar. Comi uma bela massa saboreando uma deliciosa taça de vinho. Humm!! Coisa boa! Aproveitei para deixar esquecido um livro na própria mesa em que comi. O livro Sua resposta vale um bilhão, de Vikas Swarup.






Saindo do Center Três, na avenida Paulista, tomei um táxi rumo ao teatro Bradesco. Tive a ideia de deixar o próximo livro O Mistério do Relógio na Parede, de John Bellairs, no próprio táxi. Fotografei e ali, mansamente deixei no banco.







Já dentro do Shopping Bourbon, local onde fica o teatro, circulei por vários corredores tentando escolher um lugar para o esquecimento do último livro, Os Meninos Morenos, de Ziraldo, que trazia comigo.Por fim, acabei deixando-o dentro do banheiro que, diga-se de passagem, é um luxo! E vi quando uma moça saiu com ele na mão.






Enfim, metade da missão cumprida. Digo metade, pois não serão somente esses a serem libertados. Como no decorrer do ano fui juntando livros ganhos aqui em meu armário, fico muito feliz em espalhar eles por aí para que mais e mais pessoas possam ter acesso a leitura.

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva promovida pelo blogue Luz de Luma, Yes Party!. O BookCrossing Blogueiro irá até o dia 23 de Abril. Participe! Espalhe um livro que seja por aí e inscreva sua postagem no blog da Luma. É muito legal!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Essa semana começam a ser libertos


É nessa semana que se inicia o 6º Bookcrossing Blogueiro que acontece do dia 16 ao dia 23 de abril. É uma iniciativa muito legal do blogue Luz de Luma, Yes party!. Já participei algumas vezes e é gratificante por dois motivos: incentivar o hábito da leitura e também o ato do desapego. Quem ama livros costuma ter uma relação de posse com eles e isso não é muito legal.Acumulamos livros e mais livros que ficam estagnados nas estantes e armários. E já é sabido: livros parados nas estantes não é fonte de sabedoria nem aprendizado. É conhecimento parado. Não faço aqui uma crítica a quem gosta de tê-los em casa. Sou da opinião de que cada um, cada um. Mas, se podemos espalhar a leitura por todos os cantos e levar o prazer dessa leitura a mais pessoas, por que não? Portanto, se você também se sentiu tocada (o) por essa iniciativa da Luma, venha fazer parte dessa turma que cresce cada vez mais. Vamos libertar alguns livros durante toda a semana. Em parques públicos, cafés, transportes públicos, parada de ônibus, lanchonetes...onde sua imaginação puder alcançar! Eu aqui já estou pensando em qual local deixar e quais livros vou libertar. Já tenho alguns aqui comigo:


  • A outra face: história de uma garota afegã. Deborah Ellis. Editora Ática
  • O mistério do relógio na parede. John Bellairs. Editora Record
  • Sua resposta vale um bilhão. Vikas Swarup. Editora Companhia das Letras
Amanhã já vou postar as fotos dos livros libertos e farei algumas considerações. E aí? Gostou da ideia? Então junte-se a nós e venha participar dessa grande festa que também está acontecendo pelo face

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Micos...quem já não os teve?


Micos. Quem alguma vez na vida não cometeu um? Ou muitos,como eu!
Quem me vê não imagina a capacidade que tenho em cometer micos por aí.Passando uma imagem de pessoa centrada, séria, correta, não imagina o quanto eu cometo deslizes. Alguns devo dizer inconfessáveis.


MICO 1


Inicio minha série de gafes lembrando dos meus dezenove anos. Na época, trabalhava em uma boutique de calçados finos e sempre ao final da tarde, lá ia eu, office girl, fazer depósito no banco. Adorava essas saídas pois tinha um paquera que trabalhava na agência. Até torcia para que as filas estivessem quilométricas só para poder ficar pagando para aquele moço lindo.Aos dezenove anos nem imaginava o quanto já sofria de problemas oftalmológico. Ainda não era dependente dos óculos. Entrava na agência sempre pelo estacionamento para encurtar caminho. E sempre cumprimentava uma pessoa conhecida. Sou conhecida como a "moça sorriso" pois sempre abro um para cumprimentar alguém. Uma bela tarde, chegando ao estacionamento, passei, cumprimentei aquela pessoa e segui adiante. Passando por um carro estacionado, vi a pessoa ao volante e, toda toda, parei na janela, abri aquele sorrisão e disse:
- Oiiiiiiiii!!! Tudo bem com você? Nossa há quanto tempo a gente não se encontra né?
A pessoa em questão me olhou, ficou pensativa e, seguindo meu exemplo, abriu um sorrisão também e respondeu:
- É mesmo! A gente não se vê há uma eternidade. Parece até que foi em outra vida porque nessa mocinha, ainda não tive o prazer de te conhecer. Mas nunca é tarde pra isso. Meu nome é João e o seu?
Pisquei várias vezes, olhei para os lados, voltei a olhar para aquele rapaz e, engolindo em seco, sorri amarelo e disse:
- Prazer João. Meu nome é Roseli. Desculpa meu fora. Achei que você fosse outra pessoa.
Ele deve ter sacado minha semgracês pois caiu na risada e falou para eu descontrair. Se a gente não se conhecia ainda agora era o momento de se conhecer. E assim, meu mico deu início a uma grande amizade. Falando em amizade, faz tempo que não falo nem vejo o João. Por onde será que ele anda?
Ah! Já ia me esquecendo do mico maior: essa pessoa que sempre cumprimentava quando chegava ao estacionamento, tempos depois vim a descobrir que era um poste. Por isso não me respondia e eu pensando que ele era tímido, kkk.


MICO 2


Bom, vamos para um outro mico federal que paguei. Isso aconteceu no dia em que soube que tinha passado no vestibular. Fiquei tão feliz que saí correndo para fazer minha matrícula. Detalhe: não sabia ir até a faculdade pois quando prestei vestibular, foi em outro local. Mas me aventurei e lá fui eu pegar metrô. Nunca tinha tomado metrô na vida! Me perdi completamente na estação Sé. Para quem não é de São Paulo, a estação Sé é enorme e serve de ligação e passagem para outras linhas. É um amontoado humano que assusta até mesmo quem vive aqui. Rodei, rodei e não me achava. Parei e perguntei a um homem como fazia para pegar a linha que ia para a Zona Leste. Ele me explicou todo atencioso. Agradeci e lá fui eu.
Me perdi. Andei, andei e novamente parei. Virei e perguntei como fazia para ir para a Zona Leste. O homem gentilmente me orientou e repetiu mais de uma vez como eu devia fazer para tomar tal linha. Agradeci e segui adiante. Rodei, rodei.
Me perdi. Parei e decidi pedir ajuda novamente. Quando perguntei, a pessoa olhou pra mim e começou a rir. Não entendi o motivo da graça e perguntei porque ele ria. O homem depois de muito rir (já estava quase chorando), respirou fundo, me olhou e disse:
-Mocinha! Você é uma perdida mesmo! Tão distraída que nem percebeu que fez a mesma pergunta três vezes para a mesma pessoa. Ehmmmmm!! Fiquei com cara de interrogação junto de uma exclamação. Até que finalmente a ficha caiu e vi que realmente era o mesmo homem o tempo todo. Não deu outra. Comecei a rir também e dessa vez, o homem me acompanhou até a plataforma certa e lá embarquei.


MICO 3


E para finalizar, vou contar uma internacional. É minha gente, sou chic!
Em 2006 viajei com um amigo para Portugal. Foi minha primeira viagem ao exterior. Ficamos dez dias em Lisboa para participar de um congresso internacional de nossa área. Uma bela tarde decidimos explorar a cidade que é muito bela e após andar tanto decidimos tomar o metrô.E anda daqui, anda dali e nada de encontrar a bilheteria. E nada da gente também para e perguntar para alguém. E a vergonha? E o medo de não entender o que falam e de não nos entenderem? Só sei que passamos um bom tempo lá e não achamos nada. Saímos de lá e regressamos ao hotel cansados de tanto caminhar. No dia seguinte, a mesma coisa. Só que entramos numa outra estação. E nada de encontrar bilheteria. No terceiro dia numa estação de metrô, vimos as catracas abertas e o pessoal passando. Não tivemos dúvida, passamos junto. Já no vagão, vimos um funcionário que vinha de pessoa em pessoa conferindo os tiquetes e nós dois ficando cada vez mais nervosos. Imaginem: estrangeiros, sem noção, sem conhecimento dos costumes do país e ainda bancando os espertos e viajando de graça. Ainda bem que quando o funcionário chegou até nós e soube do ocorrido, foi simpático e nos explicou que lá, eles utilizam máquinas para compra dos bilhetes. Por isso não vimos nenhuma bilheteria com funcionários como é comum por aqui. Ah! Não posso deixar de falar um mico meu por lá. Sou uma mulher muito independente. Aprendi a ser independente por pura necessidade. E tenho o péssimo costume de passar a frente das pessoas e sacar carteira e pagar e resolver as coisas à minha maneira. Lá em Portugal não pude ser "independente" pois andava sempre acompanhada por um homem. Meu amigo. Pois bem. É costume lusitano, sempre que um casal entra numa estabelecimento comercial - exemplo: um restaurante - ele, o homem fazer o pedido e encerrar a conta e pagar. Um belo dia lá estava eu no restaurante e levantei a mão para chamar o garçom. Um deles me viu e passou batido. Dei um tempinho pois achei que ele estava ocupado. Estava nada! Olhei para outro garçom e novamente levantei minha mão. Esse outro também me viu e igualmente me ignorou. Lá pelas tantas, meu amigo levantou-se e disse que ia ao banheiro e que era para mim encerrar a conta, pagar e me encontrar com ele na saída do restaurante.
Iniciou minha batalha novamente. Foi um tal de erguer as mãos, fazer careta, fazer psiu! E nada! Até que minha tolerância desceu a zero. Bufando e xingando até a geração de Don Afonso Henriques, fui levantando e saindo do restaurante. O gerente veio todo sem graça me barrar. Nesse exato momento, meu amigo veio ao meu encontro e perguntou se já tinha pago a conta. Falei que estava muito irritada e que ninguém me atendia. Me ignoravam. O gerente chamou meu amigo de lado e esclareceu que nunca uma dama acompanhada é atendida. É um costume da sociedade lusitana o homem se dirigir e fazer tudo. Ao que retruquei: Quer dizer então que aqui em Portugal se eu entrar sozinha num restaurante ou outro local não serei atendida? Que absurdo! Que atraso! Novamente se desculpando, ele esclareceu: Não senhora. Se acaso entrar sozinha num estabelecimento, será muito bem atendida e respeitada. mas...estando acompanhada, toda a negociação será feita entre os cavalheiros. Meu amigo se desculpou dizendo desconhecer os costumes e agradeceu a atenção dele. Após esse incidente, voltamos outras vezes a esse restaurante e fomos muito bem atendidos.
Essas confissões "micais" foram estimuladas após ler as confissões de uma amiga blogueira, a Clara, do blogue Simples e Clara

E você? Já pagou alguns micos?


terça-feira, 9 de abril de 2013

Quando crescer é sinônimo de sentir a dor mais profunda


Sexta-feira peguei um trânsito horrível até chegar em meu trabalho. Mas foi a melhor coisa que me aconteceu naquela manhã. E sabem por que? Simples: o tempo que fiquei dentro do ônibus foi o tempo necessário para terminar de ler o livro O tempo que eu queria, de Fabio Volo. Em postagem passada já falei sobre esse autor italiano quando li o livro As primeiras luzes da manhã. Ao terminar mais esse livro, confirmei que realmente ele escreve muito bem! Não é a toa que está sendo considerado um dos melhores escritores italianos da atualidade. Nessa história, Lorenzo é a figura do ser humano em eterno conflito com seu passado e consigo mesmo. Um homem que não consegue demonstrar seus sentimentos por aqueles que ama. Em especial, a seu pai no qual tem uma relação muito difícil e sua amada que o abandonou e está prestes a se casar com outro. Uma história simples, expondo o cotidiano de um ser humano também simples e que talvez por isso mesmo, nos identificamos tanto. Essa é a dica de leitura de hoje!
Sinopse:
Lorenzo não é bem sucedido no amor. Pode ser que ele não saiba amar. Ou, simplesmente, não sabe demonstrá-lo. Assim, vê-se diante de dois amores difíceis de reconquistar, de reconstruir: um pai que talvez nunca se tenha feito presente e uma "ela" que foi embora e talvez nunca volte. Crescer pode significar aprender a amar e a perdoar, compreender as próprias frustrações, ir em busca do tempo que perdemos e não podemos mais resgatar. Esse é o percurso feito por Lorenzo, uma viagem à procura de si mesmo e de seus sentimentos autênticos e profundos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Uma viagem inusitada

Se tem uma coisa que gosto de fazer quando ando em transportes públicos é observar as pessoas. É impressionante como captamos situações, histórias, cenas que dão excelentes contos ou crônicas. São uma verdadeira exposição de personagens que ficam expostos ao gosto do freguês. No caso, o escritor. Já fiz muito texto baseado em pessoas que observei em ônibus, metrô, nas filas de banco, em consultórios médicos e tantos outros lugares públicos. Outro dia, já tinha me acomodado no banco do ônibus que sempre pego para vir ao trabalho. Já tinha colocado meu fone de ouvido, ligado meu MP3, me posicionado par fechar os olhos e embarcar de boa na viagem. Mas uma pessoa me chamou a atenção.Era um rapaz de seus vinte e tantos anos. Bem apessoado, bem trajado, típico estudante universitário. Cabelos anelados e dourados, olhos azuis, boca bem feita e um corpo esculpido pela musculação. Usava uma calça jeans e um moletom de grife e um tênis idem. Enfim, um garotão que qualquer menina deve pagar umas para ser refém de seus belos olhos. Até eu, que nem sou chegada em paquerar um garotão parei em sua bela estampa.
Percebi que não eram só meus olhos que acompanhavam cada gesto que esse "modelo" da Armani fazia. Da mesma forma que eu, ele também ligou seu iPhone e em poucos minutos estava curtindo talvez um bom rock. Começou a gesticular como quem acompanhava uma melodia dando algumas batidas sincronizadas em sua cocha. Balançava sua cabeça pra frente e pra trás numa cadência contagiante. E lá iam as moçoilas do ônibus acompanhando extasiadas aquela criatura que caíra do céu para alegrar mais uma manhã rotineira. Aos poucos comecei a perceber que algumas meninas cochichavam entre si, dando risinhos nervosos de quem está bem excitada pelo sexo oposto. 
O ônibus deu partida e seguiu a viagem.
Minha cabeça seguiu a viagem através da imaginação e já comecei a traçar como seria a vida desse jovem bonitão. Apesar de estar andando de ônibus, mostrava ser um rapaz de boa formação educacional, cultural logo, deduzi que devia ser de uma classe média rebaixada atualmente mas que mantinha ainda um certo status de vida. E pensamento já identifiquei e até podia apostar com quem quisesse: ele estuda na universidade Mackenzie. Tinha certeza! fazia bem o tipo que ali estuda. Como já estudei lá também no século passado, conheço muito bem a"tchurma" de lá. Apostei até mais: identifiquei que curso devia fazer: arquitetura ou Design. O rapaz tinha se enquadrava muito bem nesses cursos. E assim fui eu mesma levantando perguntas e respondendo todas elas num jogo de adivinha delicioso. Até que...o caldo desandou!
Como se transformasse num outro personagem like a Dr. Hyde , o nosso tão belo Dr. Jekill transformou-se numa coisa medonha de se ver. Todas nós ali concentradas em apreciar tanta beleza e formosura ficamos literalmente de boca aberta acompanhando sua terrível transformação.
Monstruosamente, sacou de seu dedo indicador alongado - diga-se de passagem - e iniciou uma batalha medonha atrás de enormes e melequentos cotocos do nariz. Enfiou com uma destreza de poucos aquele enorme dedão quase que na totalidade de uma das narinas. E com uma violência incrível, revirava e cutucava fundo à caça de melecas endurecidas que prova. E como se não bastasse encontrar tais coisas, com um bem grandão na ponta do dedo, simplesmente passou pelo vidro da janela do ônibus. Foi um arregalo de olhos geral! Muitas levantaram e saíram de perto quase gorfando o café da manhã. Outras reviraram os olhos que até minutos atrás, reviravam de prazer, em puro asco. Algumas não se aguentaram e pronunciaram e m voz aguda e alta: "Oh meu Deus! Que nojo!
E outras, como eu, simplesmente caímos na risada muda e retornaram aos seus afazeres olhando a paisagem urbana, lendo um livro ou simplesmente fechando os olhos e procurando consolo no sono.
O resto da viagem, nenhuma moça mais ousou olhar para o lado do jovem rapaz que, na sua alienada vivência do que ocorria ao seu redor, continuou ainda um bom tempo fazendo sua higiene narigal finalizando com sua obra prima cristalizada no vidro da janela.
E eu pensei com meus botões:
"Tudo bem que temos de limpar o nariz de tanta sujeira que a própria poluição da cidade de São Paulo nos causa mas...francamente! Que falta de tato, de educação e de postura numa condução pública. Afinal, outras pessoas sentarão naquele banco e quantos dormindo, não acabam por encostar a cabeça exatamente naquela janela que agora, era um repositório de meleca seca! Eca!
Na hora a beleza física daquele ser evaporou feito éter e ficou apenas a lembrança de um enorme dedo num nariz ramelento. E assim, mais uma crônica se formou! Não é legal isso?

terça-feira, 2 de abril de 2013

Recebi a visita de uma linda dama de olhos azuis


Como no dia de ontem falei de coisas pesadas, hoje quero fazer o inverso e falar apenas do que é bom.
Quer coisa mais gostosa do que presenciar o olhar vivo e um sorriso estampado no rosto de uma criança? Aqui no colégio vivo sendo agraciada por essas visões. Adoro quando uma classe inteira de aluninhos do maternal percorrem o corredor em fila indiana. Alguns, quando nos vêm abrem aquele sorrisão! Fora quando muitas vezes saem da fila e nos abraçam! Confesso que ganho o dia!
Domingo a tarde, estava eu no meu computador preparando um texto quando, de repente, vi pela minha visão periférica, uma sombra passar. De início me assustei e pensei: Ai Meu Deus! Um fantasma entrou aqui! Olhei pra trás e não vi nada. Me arrepiei inteira. Voltei para meu texto. Dali a pouco, de novo tive essa sensação e qual não foi minha surpresa ao sentir algo macio e fofo se esfregando em minhas pernas.
Olhei pra baixo e tive uma visão linda! Uma gatinha branca feito neve, com olhos azuis celestes olhando de forma meiga para mim e super, super mansa! Não esperava por essa visita inesperada e não teve jeito: me derreti toda por aquela gatinha. Que fofa! Limpinha, cheirosa e com uma gargantilha em couro com um sininho pendurado. Minha irmã chegou bem nessa hora e ficamos as duas curtindo aquele bichaninho amistoso. Se jogava ao chão, fazia graça pra nós duas, ronronada quando eu acariciava sua barriguinha. Por fim, pulou delicadamente em meu colo e se alojou como se fôssemos amigas de longa data. A brincadeira e os mimos duraram pouco pois tive de colocá-la na rua para que voltasse para sua casa. Mas a danadinha voltava e queria entrar comigo. Esse episódio me lembrou a infância. Época em que chegamos a ter dezessete gatos em casa. Era uma farra só! Eu tinha um gatinho que trazia sempre dentro de minha blusa. Ele adorava ficar aninhado dentro dela sentindo minha respiração. Chegava até a dormir. Minha irmã também tinha uma gatinha preferida e fazia o mesmo. Quando pouco a pouco, foram morrendo ou sumindo
de casa, minha mãe decretou que não queria mais ter animais em casa. E, de lá pra cá, nunca mais tivemos animais. Agora,com o surgimento dessa gatinha, vi o quanto a casa fica sem graça sem a presença deles. Quero um! E a gatinha continua aparecendo para nos visitar. Ontem foi a vez de meu tio apreciar a companhia dela enquanto cuidava do jardim. Ela chegou mansamente, olhou para ele, para as plantas que ele ajuntava de lado, corria atrás das borboletas que apareciam e assim, segundo meu tio, ele teve uma tarde gostosa na companhia daquela dama amável! Diante disso, chego a seguinte conclusão: precisamos de tão pouco para sermos felizes. Não acha?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um olhar crítico sobre os últimos acontecimentos

Ando muito reflexiva com relação a tudo o que anda ocorrendo mundo afora. Confesso que tenho ficado apreensiva com o rumo que o ser humano está dando para sua própria vida. É interessante como a roda da vida e da história costuma dar dez giros depois retorna. E assim vai seguindo: dez pra frente, dez pra trás. E nesse ritmo nunca sai do lugar. Toda essa divagação é para falar um pouco sobre a intolerância que impera no mundo. É intolerância por conta re religião, por diferenças de ideologias, dentro da própria família, nas empresas, nos transportes públicos, entre gêneros...Enfim, a intolerância é a palavra da vez!
Mata-se por não ter tolerância com o mano que ouve o som auto de funk dentro de um ônibus. Espanca-se um homossexual por não tolerar sua opção sexual. Estupra-se uma mulher por achar que ela está se oferecendo e não se tem nem mesmo que perguntar se ela está a fim ou não. Simplesmente executa-se o ato num misto de gana, intolerância, recalque, ódio do mundo. Outro dia, estando em casa pois era um final de semana, do nada uma discussão iniciou-se ao lado, na casa vizinha. Era o filho gritando e ameaçando a mãe por ela não querer dar dinheiro para ele sair com amigos e se drogar. A ameaça era tanta que ele gritava que sentia ódio dela e que se ela não desse o dinheiro ela a mataria. A confusão foi tanta que os vizinhos interferiram e chamaram a polícia. Essa mãe desolada e com medo, no dia seguinte se mudou não deixando endereço e pediu para que os vizinhos tomassem cuidado com seu filho que não prestava.
Muito triste!
Dias depois, muda-se para essa mesma casa, uma outra família onde mais uma vez iniciou-se uma discussão das bravas. Agora era um neto ameaçando o avô idoso por querer sua parte na herança que lhe cabia. Mais uma vez a ameaça contra uma vida se anunciou e novamente, a vizinhança tomou partido e chamou a polícia.
Em toda parte, pessoas estressadas, desconfiadas e com tolerância zero para com seu colega do lado.
Tornou-se hábito geral falar: Não suporto isso! Odeio aquilo! Odeio quem gosta de funk! Odeio quem curte sertanejo! Odeio quem apoia a causa gay! Odeio quem se prostitui! Odeio! Odeio! Odeio!
Vivemos numa aldeia global onde irmão não tolera irmão. Nunca se falou tanto em diversidade e nunca também se teve tantas demonstrações de preconceito e não aceitação do diferente.
Voltando um pouco nossos olhos para nosso próprio umbigo: estamos presenciando uma luta onde estão medindo forças e transformando, como dizia nosso poeta Cazuza:  nosso celeiro num puteiro! É uma frase forte mas que ilustra muito bem nossa realidade.
De um lado, evangélicos (ou que se dizem) ditando o que é melhor para a sociedade. Do outro lado, as ditas minorias gritando em bom som sua fúria contra a censura e a ditadura religiosa. Me coloco do lado de fora dessa imensa arena em que o país se transformou e procuro analisar toda a situação de forma imparcial. É difícil mas tento. O que observo é uma guerrilha doida, insana e fora de época. Por um lado esses "Pastores" donos da verdade (que verdade mesmo?), que taxam todos que não pensam como eles de criaturas e não irmãos em Cristo. Usam e abusam do nome desse santo homem ao seu bel prazer. Sabem a Bíblia de cor mas são incapazes de seguir a risca os ensinamentos de Jesus. Muito pelo contrário, fazem o oposto do que o nosso irmão maior pregava. Simplicidade, humildade, generosidade, Amor! Zeraram a famosa frase de Cristo: Amai a Deus sobre todas as coisas e amai o seu próximo como a ti mesmo.Banalizaram a religião, o amor, o respeito, a honestidade. Transformaram nosso congresso num imenso circo e seus fiéis numa imensa gleba de ovelhas lobotizadas. É muito triste!
Não estou aqui generalizando pois sei que tem muitos irmãos evangélicos que são corretos e levam a sério sua religião. Eu mesma tenho inúmeros amigos e conhecidos que são cristãos e vivemos numa sintonia perfeita de respeito e amizade. Mas me revolto com essa pequena (não tão pequena) horda de pessoas que usam o bom nome de Deus e vestem-se de "Pessoas do Bem" mas que a única razão deles é gana de poder, dinheiro e se chafurdar na corrupção levando nosso país a bancarrota. Isso me dói muito pois sempre apostei e muito em nosso país e em nossa gente. E ver a nação afundando dessa maneira muito me entristece e me preocupa.
Atiçando a ira entre as pessoas, manipulando-as para que uma se voltem contra a outra. Tudo isso a gente já vê de longa data nos países do Oriente Médio e África. E sabemos muito bem o quanto isso nos enfraquece enquanto nação e o quanto esses bandos ganham com nosso enfraquecimento. Não podemos deixar que isso aconteça. Somos um povo que merece crescer, evoluir e mostrar todo seu potencial humano e tecnológico.

sábado, 30 de março de 2013

Meu debut na Protexto


Hoje postei meu primeiro texto na revista literária Protexto. Para mim é uma grande oportunidade de expor meus contos, crônicas e devaneios. Além é claro, de pouco a pouco ir me aperfeiçoando na arte da escrita. Tenho plena consciência de que ainda tenho muito a aperfeiçoar, a aprender, a dominar as técnicas da escrita. Mas acho que o principal já tenho: emoção. Pois tudo o que faço vem munido de grande emoção afinal, sem ela não saberia viver e acho até que seria muito triste viver sem sentir, amar, odiar, me entristecer e por aí vai. Deixo aqui o convite a todos para conhecer meu texto e os textos de outros colegas que são sensacionais. Vem comigo!

quarta-feira, 27 de março de 2013

6º Bookcrossing Blogueiro: vamos nessa?


Recebi o convite de Luma e é claro que vou participar mais uma vez do 6º Bookcrossing Blogueiro que acontece de 16 a 23 de abril de 2013. Desde já estou pensando quais livros vou libertar e onde farei isso. A sensação é tão boa! Venha se juntar a nós também! Escolha os livros, o banner para divulgar em seu blog e vamos agitar mais esse evento. Em breve postarei os títulos de livros que libertarei.