quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tuiteratura - um jorro de criatividade concisa


No sábado tive o prazer de comparecer a abertura da mostra Tuiteratura no SESC Santo Amaro.
Desde que o Twitter surgiu em 2006, muitas pessoas passaram a utilizar dessa ferramenta para divulgar a literatura. Nanocontos, microcontos, haicais passaram a fazer parte dos que se comunicam por aqui. Giselle Zamboni , agitadora cultural e tuiteira, encantada que ficou com a interatividade existente no Twitter, visualizou e decidiu realizar esse sonho: convidar e contagiar escritores para uma troca de textos literários em até 140 caracteres. O resultado foi tão bom que transformou-se na mostra que saiu da forma virtual para a física. Evento que já extrapola o território nacional e sensibilizou escritores de outros estados e países a participar. Por ser interativo, a mostra está diariamente se transformando e novos autores surgem nas telas da exposição. Visualmente está lindo! Estive presente na abertura e vi o quanto as pessoas se encantaram em ler os poemas e transformar a tela com seus movimentos fazendo surgir novos poemas do nada. Eu, particularmente me senti uma deusa com poderes especiais ao me movimentar e transformar do aparentemente nada, poemas lindos e formas variadas de acordo com os movimentos que fazia. Se você deseja participar ainda dá tempo: 

Tuite seu texto em até 140 caracteres + #Tuiteratura


(Fotos retiradas da página do evento no Facebook)

TUITERATURA - SESC Santo Amaro
Endereço: Rua Amador Bueno, 505 - Santo Amaro
Datas: de 26 de maio a 04 de agosto de 2013
Horários: de terça a sexta, das 10h às 21h / sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada: Grátis
Contatos: tuiteratura2013@gmail.com

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Eterno pesar

Um minuto. Apenas um minuto é o suficiente para mudar o curso da vida. Não de uma vida mas, de muitas vidas.
E o que vale uma vida hoje? Qual seu valor de mercado? Um celular? Uma nota de dez, vinte, cem reais? Uma trepada não consentida? Uma opinião diferente da sua? Você ser do time adversário?
Quanto vale uma vida hoje? Quanto ela valia ontem ou no século passado?
Tais questões filosóficas passam rápido por minha mente toda vez que ouço ou leio alguma reportagem desse tipo.
Não sou adoradora da desgraça alheia. Muito pelo contrário, fugo de programas que exploram tragédias pessoais. No entanto, não tem como fugir delas principalmente quando tomam proporções gigantescas como foi o caso da menina Isabella, do empresário esquartejado pela esposa, dos pais que foram mortos pela própria filha e tantos outros casos que não temos por onde escapar. Ouvimos sobre eles em toda parte. Na condução, na fila de banco, no consultório médico, no salão de cabeleireiro através da manicure que ama falar da vida alheia e que, ao narrar os acontecimentos, seus olhos ganham um brilho anormal.
Acho graça ao mesmo tempo que lastimo ver o quanto a vida da maioria das pessoas são pobres e que a desgraça alheia dá um pouco de coloridio às suas desbotadas vidas.
Era muito jovem e ainda não me ligava às coisas da vida adulta quando aconteceu o assassinato de Claudia Lessin Rodrigues. Lembro-me perfeitamente da comoção nacional que foi. E olha que naquela época ainda nem existia a internet! Como em casa meu pai não permitia que assistíssemos essas notícias escabrosas, muita coisa só vim a saber bem mais tarde, já na fase adulta. Por um lado foi boa essa preocupação de meus pais em preservar nossa inocência diante de coisas tão brutais.
Hoje, observa-se uma banalização da violência. As crianças desde a mais tenra idade convivem até com uma certa naturalidade com o bombardeio de tantos acontecimentos violentos que ocorrem em nossa sociedade. Até acham graça e fazem piadas sobre fulano ou sicrano que barbaramente foi assassinado.
Piadinhas infames brotam nas redes sociais toda vez que algo incomum acontece. Pessoas têm verdadeiro prazer em ver fotos de corpos dilacerados, cérebros estourados, membros esquartejados. Vivemos numa sociedade que tem um prazer mórbido por sangue. E nem vampiros a lá Anne Rice somos.
Infelizmente somos piores! E rodei, divaguei por todas essa minhas linhas filosóficas para lamentar mais um infeliz acontecimento que ouvi logo pela manhã: a intolerância movendo um vizinho a cometer duplo homicídio e logo em seguida se matar. Duas vidas exterminadas por não saberem viver em sociedade, não entendendo que o seu direto acaba onde começa o direito do seu próximo. Observem comigo quantas vidas em questão de minutos foram radicalmente mudadas! E não falo apenas dos familiares e amigos que terão de conviver com essa tragédia. Falo também por nós que igualmente somos acertados por esse efeito dominó.
Enfim, mais um caso, mais vidas que se exterminam. Amanhã já será notícia velha.
Mas eu continuarei a lamentar e tomo mais uma vez emprestado o famoso título do autor alemão J. M. Simmel  "Por quantos ainda vamos chorar?"

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Redes sociais e seu (mal)uso


(Imagem retirada do Google Imagem)

Desde que comecei a navegar pela net, isso nos idos de 95/96, comecei a pegar gosto pela interatividade e não parei mais. Fiquei um bom tempo no Orkut, fiz amigos por lá, reforcei outras amizades já existentes e troquei muitas informações. Eu, particularmente, nunca tive problemas com ninguém mas sempre observei pessoas sendo humilhadas, xingadas através de comentários desrespeitosos de pessoas que infelizmente mostram bem o nível em que se encontram.Sou frequentadora assídua do Facebook e sempre foi um prazer passar algumas horas lendo, obtendo informações, rindo de algumas piadas e conhecendo mais pessoas.
Mas confesso que ultimamente tenho saído sempre com um gosto ácido na boca por ver tantas agressões nas publicações. Pessoas que ao que parece, são mal resolvidas, tem sérios problemas de autoestima e com ódio do mundo, utilizam dessa ferramente para atacar a todos. Em dias de futebol é uma miséria. Uma verdadeira arena de romanos. Uma troca infindável de xingamentos e agressões com as pessoas do time adversário. E agora mais recente, a mesma arena serve de pano de fundo para a briga entre evangélicos fundamentalistas x homossexuais ferrenhos.
Sempre fui uma pessoa aberta, sem preconceitos, aberta a ouvir, ponderar, fazer amizades com todo tipo de gente. Nunca me importou sua opção sexual, sua religião, sua conta bancária, seu sobrenome. O que sempre me chamou a atenção numa pessoa é o que ela trás dentro de si. Sua essência humana, sua bagagem de vida e por aí vai. Tanto que tenho amigos de longa data que são gays, evangélicos, espíritas, católicos, umbandistas, bruxos, ateus e até mesmo alguns a toa na vida. Mas que de alguma forma, trazem algo de bom e que por isso mesmo, despertou meu carinho e respeito. Procuro sempre ponderar e me colocar no lugar da pessoa para entender seu procedimento. No entanto tenho cada vez mais me convencido que as pessoas estão expondo sua verdadeira face: a da total falta de educação. Afinal, se sou uma pessoa educada, serei em qualquer lugar, em qualquer situação, com qualquer pessoa. Não é o fato de me esconder por trás de uma tela de computador que posso me dar o direito de se transformar num ser totalmente diferente daquele que sou diariamente em casa, no serviço, nas reuniões sociais. Tenho de ser eu mesma em qualquer lugar. Esse papo de dizer que na net posso tudo é desculpa de quem não se assume por completo. Fazer da página de seu Face um muro de lamentações, ring para malhar amigos, parentes ou ex também é de uma deselegância sem fim. Transformar sua página numa ininterrupta propaganda política, religiosa também cai nessa mesma deselegância afinal, temos de ter em mente que precisamos respeitar a opinião dos outros. Eu, de minha parte, se leio algo e não concordo não perco meu tempo brigando e tentando fazer valer minha opinião. É isso. Opinião cada um tem a sua e o importante é respeitar. Eu tenho as minhas e gosto que respeitem, logo, respeito opiniões alheias. É tão simples e ao mesmo tempo tão difícil das pessoas seguirem essa regrinha. 
Só assim podemos viver em paz seja no dia a dia, na net ou em qualquer lugar.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lamento

O mundo as vezes me surpreende, noutras me causa cansaço mental. Mas o ser humano, ah! o ser humano! Esse sim me causa cansaço total! E me incluo nessa também. Muitas vezes - e não são poucas - sinto cansaço de mim mesma. De meus constantes erros, enganos, ilusões, defeitos. Não posso dizer que antigamente era bem melhor porque estaria cometendo uma injustiça como o atual momento.
Os problemas existem desde que o homem surgiu nesse planeta. A natureza seguia sua ordem de forma harmoniosa, tranquila. Os animais também seguiam seu ritmo sem maiores problemas.
Até que o ser humano deu o ar de sua graça. Aí descambou tudo! Animalzinho mais descarado, inconformado e destruidor! Jamais surgiu algo assim antes.Onde bota sua mão, destrói. Tudo bem, terá aquele grupo que falará em altos brados: Mas muito se construiu também, olha só a evolução que alcançamos!
Não nego! De jeito nenhum! Reconheço suas obras, seu lado bonito e altruísta. No entanto, a humanidade vive em luta constante entre esses dois lados que a compõe: a bondade e a maldade. E nessa luta incessante, muitas vezes o diabinho tem levado a melhor. Vai me chamar de pessimista? De jeito nenhum! Sou até bem otimista e ainda creio que um dia chegaremos lá. Quando não sei. Mas chegaremos. Só sinto que não viverei para presenciar tal acontecimento. Nasci e morrerei no caos total desse mundão de meu Deus!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Quando um momento de prazer se torna um gozo mortal


Hoje tem texto novo meu no Coletivo Claraboia. Para quem ainda não conhece, esse é um blogue literário que eu e meus amigos do curso de criação literária criamos para divulgar nossos textos. Todo mês tem texto novo de cada componente do grupo. Um ano se passou e já contamos com uma coleção muito boa e de qualidade escrita por todos. Vale a pena entrar e conhecer o blogue.
Hoje, o texto tem uma pegada erótica e algum suspense no ar. E ele faz parte da coletânea de contos portugueses Ocultos Buracos promovido pela Pastelaria Studios, Portugal. Vem conferir!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Meu autor favorito - Blogagem Coletiva


 Hoje participo de uma blogagem coletiva promovida pela Aleska Lemos, do blogue Entre Livros e Sonhos .
Falar sobre meu autor preferido é complicado afinal, como leio muito, não tenho apenas um autor preferido mas vários autores. Vou tentar escolher um entre tantos que me comove, me faz refletir, me instiga, me faz sorrir, me faz chorar...enfim, me faz ler os demais livros. 
Então hoje, vou falar de um autor inglês Nick Hornby.
O primeiro livro dele que caiu em minhas mãos foi Uma Longa Queda. A princípio, imaginei que fosse um drama. O livro se inicia as vésperas de Ano-Novo no alto de um prédio já conhecido pelos suicidas. No entanto, algo que seria até pesado e triste pouco a pouco vai se transformando lindamente mostrando cada personagem, suas perdas, suas derrotas, seu lado humano. E então...bom, só lendo para saber. Confesso que dei boas gargalhadas lendo os capítulos desse livro. Nick tem uma linguagem ácida, divertida, quase um humor negro. Ao terminar de ler, virei fã e não parei mais de ler seus livros.

Sinopse: 
Uma longa queda conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano-novo, com a intenção de se suicidar. Desesperados mas sem determinação suficiente para pular, Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo, Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo, JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas, e Jess, a desequilibrada e passional filha do ministro da Educação, começam então uma tragicômica busca por algum motivo para viver, ou pelo menos por alguma desculpa para adiar a morte iminente. Quando os quatro descem para procurar o namorado de Jess, uma improvável comunhão se forma entre eles. Neste quarto romance, Nick Hornby assume a difícil e aparentemente contraditória tarefa de abordar um tema denso de modo leve e irônico. Como explica o autor, "eu queria escrever um livro que chocasse, sobre algo extremamente para baixo, e queria ver se conseguiria tirar esses personagens do fundo do poço sem ser sentimental ou irrealista. Se eu escrevesse um livro sobre depressão completamente depressivo, por que alguém o leria?". O resultado é que, aturdido com a trágica e absurda situação, o leitor não sabe se ri ou chora, se sente pena ou raiva, completamente preso ao rodamoinho de emoções criado por Hornby. O romance é todo narrado em primeira pessoa pelos quatro aspirantes a suicidas, que descrevem suas experiências e seus pensamentos de modo absolutamente diferente uns dos outros. É notável como o autor consegue mudar drasticamente a voz narrativa sem, em nenhum momento, ser pouco convincente, encarnando com maestria quatro personalidades distintas. Ao contrário de outros livros do gênero, Hornby não perde tempo contando e recontando os mesmos episódios, cada narrador começa seu relato partindo do ponto onde o anterior parou, o que dá ao romance um ritmo vertiginoso e envolvente.

A seguir, li Um Grande Garoto e me rendi de vez à narrativa desse escritor. Livro comovente que aborda uma amizade quase impossível de se acontecer entre um homem de trinta e seis anos e um garoto desajustado. Um verdadeiro tratado sobre relações e famílias.
Sinopse: 
Will Freeman, como o nome indica, é um homem livre e desimpedido. Aos trinta e seis anos, é financeiramente independente e nunca precisou trabalhar. Um problema, no entanto, o aflige: como preencher o vazio de seus dias e noites e poder se apresentar como alguém interessante às mulheres que deseja conquistar? Will conhece Marcus, filho de pais separados, cuja mãe vive em crises depressivas cada vez mais assustadoras. O garoto se veste de forma esquisita, seu cabelo tem um corte esquisito, suas preferências musicais são ultrapassadas e, na escola é alvo de zombaria e agressões dos colegas. Então, entre o garoto de doze anos e Will nasce uma amizade forte, conflituosa e enternecedora. Retrato sutil e preciso do homem contemporâneo, Um grande garoto revela um Nick Hornby menos sardônico que em Alta fidelidade, mas nem por isso menos instigante. 

Só depois li o livro de estréia de Nick, Alta Fidelidade que chegou inclusive a virar filme tendo como protagonista o ator John Cusack. Livro delicioso! 


Sinopse: 

Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade. Em Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming, dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores separações da sua vida: Alison, Penny, Jackie, Charlie e Sarah. Laura, uma advogada bem-sucedida e atraente, ficou fora da lista por não ter provocado muito sofrimento; além disso, ela o trocou por Ian, um vizinho que ouvia discos horríveis. Rob busca consolo com os balconistas de sua loja, Bary e Dick, com quem mantém conversas tipicamente masculinas sobre outras listas, dos melhores filmes — entre eles Cães de aluguel — aos melhores episódios do seriado Cheers, passando, naturalmente, pelas melhores músicas. Rob tenta sair com uma cantora americana, Marie, mas o caso não dá certo. Ele volta a encontrar Laura e decide reconquistá-la. No meio do processo, no entanto, começa a fazer uma reflexão sobre a vida aos 35 anos, as lições que ela traz e todos os compromissos e desilusões que ela implica. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.


Outro que li e me diverti demais foi Como ser legal.

Sinopse: 
Kate Carr precisa passar sua vida a limpo. É medica e não consegue ajudar totalmente os pacientes; divide seus dias entre o trabalho, as contas a pagar e um amante sem graça, enquanto o marido, um escritor de colunas maldosas, cuida da casa e das crianças. De um estacionamento, pelo telefone celular, ela resolve, então, pedir o divórcio ao marido. A partir daí, Kate passa a avaliar, de maneira sarcasticamente engraçada, os rumos que sua vida tomou, botando em xeque se ela realmente seria uma pessoa tão legal quanto julgava ser. "Como ser legal" revela um Hornby que faz seus personagens realizarem verdadeiras viagens interiores, questionando suas histórias, atitudes e opções.
Enfim, esses foram alguns títulos que li dele e que me fizeram virar fã de um autor com uma narrativa ágil, divertida, contemporânea que nos faz ao mesmo tempo refletir sobre várias questões da vida e dar boas risadas de nossas próprias desgraças cotidianas. Ainda tem alguns títulos que estão na minha lista de futuras leituras e são eles: Slam, Juliet Nua e Crua e Frenesi Polissilábico.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Término de mais uma aventura no 6º Bookcrossing Blogueiro

Continuando minhas aventuras via BookCrossing Blogueiro, na postagem anterior havia dito que teriam mais livros para libertar. E teve. Mas a correria aqui no trabalho, meu computador que pegou vírus acabaram por atrasar essa postagem que era pra ter saído ontem. Mas creio que ainda dá tempo de deixar registrado aqui o término de minha aventura.
Na sexta-feira passada, dia 19, saí na hora de meu almoço e já fui pensando em que local deixar mais um livro. Como meu tempo estava escasso, decidi deixar o livro Aqualtune e outras histórias da África, de Ana Cristina Massa, num banco do Parque Trianon. Rodei bastante por lá pois não queria deixar na mesma região que deixei o livro do ano passado. Acabei achando um banco gostoso e ali o depositei e fotografei.
É engraçado pois não tenho a curiosidade de saber quem o achou e levou. Prefiro ficar com minha imaginação a correr solto. 
Ao sair do trabalho ao término do dia, lembrei que tinha aula de pilates. Não deu outra, pensei: é um excelente local para se deixar o próximo livro.
Cheguei, fui para o vestiário e lá me trocando resolvi que quando acabasse a aula deixaria na bancada o livro A Outra Face: história de uma garota afegã, de Deborah Ellis. Foi muito engraçado o que aconteceu depois que saí do vestiário. A moça da recepção entrou e saiu me chamando. Olhei e ela disse Roseli! Você esqueceu seu livro! Sorri e disse que não era meu. Ela me olhou de forma surpresa e entrou novamente. Eu segui meu caminho.
Chegando a estação Paulista, peguei a linha amarela sentido Butantã. Resolvi terminar minha saga Bookcrossinguiniana ali mesmo. Fiquei olhando estrategicamente em qual banco deixaria o último livro.
Quando anunciou que era a estação Butantã, levantei já com o livro Mulheres Alteradas 1, de Maitena, na mão e depositei ele no banco próximo a porta. saí com cara de paisagem mas prestes a rir pois subindo as escadas vi que um rapaz se aproximou do livro no banco. O resto ficou para minha imaginação pois o trem saiu e eu voltei para casa com sentimento de missão cumprida.
Essa foi mais uma participação da bibliotecária que ama livros mas que não suporta vê-los confinados nas estantes. Por isso adorei conhecer esse movimento e participar ativamente. Obrigada mais uma vez Luma, do blog Luz de Luma, Yes a party por me convidar a participar dessa grande festa. Se você não pôde participar dessa rodada, não fique triste não. Em novembro tem mais ou, se preferir, comece já a libertas livros por toda a cidade. Os leitores e futuros leitores agradecem!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Semana em que a MPB andou em alta em minha vida: momento show


A semana que passou me fez muito bem! Tive o imenso prazer de mais uma vez assistir a um show de Pedro Mariano. Incrível! Sempre saio de seus shows com a alma leve, lavada, renovada. Ouvir sua bela voz, sua interpretação que emociona, sua descontração e interatividade com seu público que já o acompanha de longa data é realmente muito prazeroso. Principalmente quando estamos ao lado de pessoas queridas e que tanto quanto nós, curtem o cantor e banda.Como sempre, teve momentos em que as lágrimas vieram a tona para várias pessoas ali presente. Principalmente ele, Pedro, que sempre se emociona. Quando cantou a música Risos e Memórias, dessa vez numa roupagem diferente da gravação, simplesmente arrasou! Foi demais! Ao término do show, ficamos para conversar com ele e entregar alguns presentes pois no dia dezoito, ele faria aniversário. O encontro foi bom demais, descontraído, muitos risos e a foto do "agrega" que já virou tradição.

E no sábado, fui assistir pela primeira vez ao show de uma das revelações do momento, Filipe Catto, no auditório do Memorial da América Latina. Já conheço algumas músicas dele que tem tocado nas rádios Adoraria e Saga. Gosto demais das duas. No entanto, fui totalmente no escuro pois de resto não conhecia absolutamente nada de seu repertório.Apresentando seu trabalho Fôlego, Filipe entrou no palco tomando conta de todo o ambiente com sua voz de contratenor afinadíssima e potente. A platéia a princípio tímida, pouco a pouco foi se inflamando com as interpretações de Filipe. Outro ponto forte do show é a banda que acompanha ele. Músicos talentosos que mandam muito bem. Eu fiquei encantada com tamanho talento desse moço. Tão jovem e já trás uma segurança no palco que poucos têm. 

Um dos pontos altos do show, foi quando cantou a música Sem Medidas, de Pélico. Nossa! Confesso que me arrepiei inteirinha e pelo número de suspiros que surgiu na plateia, a emoção foi geral.
Outro momento em que fiquei deslumbrada foi quando cantou uma canção das antigas mas que em sua interpretação, ganhou uma roupagem pra lá de nova: Luz Negra (de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso). Filipe consegue transformar um samba que já é um clássico num jazz de primeira grandeza. Enfim, ao término desse show, todos saíram com seus semblantes radiantes de prazer pelo embalo de excelente repertório e da voz magnífica desse que, sem dúvida, é uma das grandes vozes do momento. Foram dois momentos distintos e maravilhosos que marcou meu final de semana.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

6ª BookCrossing Blogueiros - Alguns livros libertos

Terça-feira libertei três livros em três pontos diferentes da cidade. Antes de ir ao show de Pedro Mariano, fui jantar. Comi uma bela massa saboreando uma deliciosa taça de vinho. Humm!! Coisa boa! Aproveitei para deixar esquecido um livro na própria mesa em que comi. O livro Sua resposta vale um bilhão, de Vikas Swarup.






Saindo do Center Três, na avenida Paulista, tomei um táxi rumo ao teatro Bradesco. Tive a ideia de deixar o próximo livro O Mistério do Relógio na Parede, de John Bellairs, no próprio táxi. Fotografei e ali, mansamente deixei no banco.







Já dentro do Shopping Bourbon, local onde fica o teatro, circulei por vários corredores tentando escolher um lugar para o esquecimento do último livro, Os Meninos Morenos, de Ziraldo, que trazia comigo.Por fim, acabei deixando-o dentro do banheiro que, diga-se de passagem, é um luxo! E vi quando uma moça saiu com ele na mão.






Enfim, metade da missão cumprida. Digo metade, pois não serão somente esses a serem libertados. Como no decorrer do ano fui juntando livros ganhos aqui em meu armário, fico muito feliz em espalhar eles por aí para que mais e mais pessoas possam ter acesso a leitura.

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva promovida pelo blogue Luz de Luma, Yes Party!. O BookCrossing Blogueiro irá até o dia 23 de Abril. Participe! Espalhe um livro que seja por aí e inscreva sua postagem no blog da Luma. É muito legal!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Essa semana começam a ser libertos


É nessa semana que se inicia o 6º Bookcrossing Blogueiro que acontece do dia 16 ao dia 23 de abril. É uma iniciativa muito legal do blogue Luz de Luma, Yes party!. Já participei algumas vezes e é gratificante por dois motivos: incentivar o hábito da leitura e também o ato do desapego. Quem ama livros costuma ter uma relação de posse com eles e isso não é muito legal.Acumulamos livros e mais livros que ficam estagnados nas estantes e armários. E já é sabido: livros parados nas estantes não é fonte de sabedoria nem aprendizado. É conhecimento parado. Não faço aqui uma crítica a quem gosta de tê-los em casa. Sou da opinião de que cada um, cada um. Mas, se podemos espalhar a leitura por todos os cantos e levar o prazer dessa leitura a mais pessoas, por que não? Portanto, se você também se sentiu tocada (o) por essa iniciativa da Luma, venha fazer parte dessa turma que cresce cada vez mais. Vamos libertar alguns livros durante toda a semana. Em parques públicos, cafés, transportes públicos, parada de ônibus, lanchonetes...onde sua imaginação puder alcançar! Eu aqui já estou pensando em qual local deixar e quais livros vou libertar. Já tenho alguns aqui comigo:


  • A outra face: história de uma garota afegã. Deborah Ellis. Editora Ática
  • O mistério do relógio na parede. John Bellairs. Editora Record
  • Sua resposta vale um bilhão. Vikas Swarup. Editora Companhia das Letras
Amanhã já vou postar as fotos dos livros libertos e farei algumas considerações. E aí? Gostou da ideia? Então junte-se a nós e venha participar dessa grande festa que também está acontecendo pelo face

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Micos...quem já não os teve?


Micos. Quem alguma vez na vida não cometeu um? Ou muitos,como eu!
Quem me vê não imagina a capacidade que tenho em cometer micos por aí.Passando uma imagem de pessoa centrada, séria, correta, não imagina o quanto eu cometo deslizes. Alguns devo dizer inconfessáveis.


MICO 1


Inicio minha série de gafes lembrando dos meus dezenove anos. Na época, trabalhava em uma boutique de calçados finos e sempre ao final da tarde, lá ia eu, office girl, fazer depósito no banco. Adorava essas saídas pois tinha um paquera que trabalhava na agência. Até torcia para que as filas estivessem quilométricas só para poder ficar pagando para aquele moço lindo.Aos dezenove anos nem imaginava o quanto já sofria de problemas oftalmológico. Ainda não era dependente dos óculos. Entrava na agência sempre pelo estacionamento para encurtar caminho. E sempre cumprimentava uma pessoa conhecida. Sou conhecida como a "moça sorriso" pois sempre abro um para cumprimentar alguém. Uma bela tarde, chegando ao estacionamento, passei, cumprimentei aquela pessoa e segui adiante. Passando por um carro estacionado, vi a pessoa ao volante e, toda toda, parei na janela, abri aquele sorrisão e disse:
- Oiiiiiiiii!!! Tudo bem com você? Nossa há quanto tempo a gente não se encontra né?
A pessoa em questão me olhou, ficou pensativa e, seguindo meu exemplo, abriu um sorrisão também e respondeu:
- É mesmo! A gente não se vê há uma eternidade. Parece até que foi em outra vida porque nessa mocinha, ainda não tive o prazer de te conhecer. Mas nunca é tarde pra isso. Meu nome é João e o seu?
Pisquei várias vezes, olhei para os lados, voltei a olhar para aquele rapaz e, engolindo em seco, sorri amarelo e disse:
- Prazer João. Meu nome é Roseli. Desculpa meu fora. Achei que você fosse outra pessoa.
Ele deve ter sacado minha semgracês pois caiu na risada e falou para eu descontrair. Se a gente não se conhecia ainda agora era o momento de se conhecer. E assim, meu mico deu início a uma grande amizade. Falando em amizade, faz tempo que não falo nem vejo o João. Por onde será que ele anda?
Ah! Já ia me esquecendo do mico maior: essa pessoa que sempre cumprimentava quando chegava ao estacionamento, tempos depois vim a descobrir que era um poste. Por isso não me respondia e eu pensando que ele era tímido, kkk.


MICO 2


Bom, vamos para um outro mico federal que paguei. Isso aconteceu no dia em que soube que tinha passado no vestibular. Fiquei tão feliz que saí correndo para fazer minha matrícula. Detalhe: não sabia ir até a faculdade pois quando prestei vestibular, foi em outro local. Mas me aventurei e lá fui eu pegar metrô. Nunca tinha tomado metrô na vida! Me perdi completamente na estação Sé. Para quem não é de São Paulo, a estação Sé é enorme e serve de ligação e passagem para outras linhas. É um amontoado humano que assusta até mesmo quem vive aqui. Rodei, rodei e não me achava. Parei e perguntei a um homem como fazia para pegar a linha que ia para a Zona Leste. Ele me explicou todo atencioso. Agradeci e lá fui eu.
Me perdi. Andei, andei e novamente parei. Virei e perguntei como fazia para ir para a Zona Leste. O homem gentilmente me orientou e repetiu mais de uma vez como eu devia fazer para tomar tal linha. Agradeci e segui adiante. Rodei, rodei.
Me perdi. Parei e decidi pedir ajuda novamente. Quando perguntei, a pessoa olhou pra mim e começou a rir. Não entendi o motivo da graça e perguntei porque ele ria. O homem depois de muito rir (já estava quase chorando), respirou fundo, me olhou e disse:
-Mocinha! Você é uma perdida mesmo! Tão distraída que nem percebeu que fez a mesma pergunta três vezes para a mesma pessoa. Ehmmmmm!! Fiquei com cara de interrogação junto de uma exclamação. Até que finalmente a ficha caiu e vi que realmente era o mesmo homem o tempo todo. Não deu outra. Comecei a rir também e dessa vez, o homem me acompanhou até a plataforma certa e lá embarquei.


MICO 3


E para finalizar, vou contar uma internacional. É minha gente, sou chic!
Em 2006 viajei com um amigo para Portugal. Foi minha primeira viagem ao exterior. Ficamos dez dias em Lisboa para participar de um congresso internacional de nossa área. Uma bela tarde decidimos explorar a cidade que é muito bela e após andar tanto decidimos tomar o metrô.E anda daqui, anda dali e nada de encontrar a bilheteria. E nada da gente também para e perguntar para alguém. E a vergonha? E o medo de não entender o que falam e de não nos entenderem? Só sei que passamos um bom tempo lá e não achamos nada. Saímos de lá e regressamos ao hotel cansados de tanto caminhar. No dia seguinte, a mesma coisa. Só que entramos numa outra estação. E nada de encontrar bilheteria. No terceiro dia numa estação de metrô, vimos as catracas abertas e o pessoal passando. Não tivemos dúvida, passamos junto. Já no vagão, vimos um funcionário que vinha de pessoa em pessoa conferindo os tiquetes e nós dois ficando cada vez mais nervosos. Imaginem: estrangeiros, sem noção, sem conhecimento dos costumes do país e ainda bancando os espertos e viajando de graça. Ainda bem que quando o funcionário chegou até nós e soube do ocorrido, foi simpático e nos explicou que lá, eles utilizam máquinas para compra dos bilhetes. Por isso não vimos nenhuma bilheteria com funcionários como é comum por aqui. Ah! Não posso deixar de falar um mico meu por lá. Sou uma mulher muito independente. Aprendi a ser independente por pura necessidade. E tenho o péssimo costume de passar a frente das pessoas e sacar carteira e pagar e resolver as coisas à minha maneira. Lá em Portugal não pude ser "independente" pois andava sempre acompanhada por um homem. Meu amigo. Pois bem. É costume lusitano, sempre que um casal entra numa estabelecimento comercial - exemplo: um restaurante - ele, o homem fazer o pedido e encerrar a conta e pagar. Um belo dia lá estava eu no restaurante e levantei a mão para chamar o garçom. Um deles me viu e passou batido. Dei um tempinho pois achei que ele estava ocupado. Estava nada! Olhei para outro garçom e novamente levantei minha mão. Esse outro também me viu e igualmente me ignorou. Lá pelas tantas, meu amigo levantou-se e disse que ia ao banheiro e que era para mim encerrar a conta, pagar e me encontrar com ele na saída do restaurante.
Iniciou minha batalha novamente. Foi um tal de erguer as mãos, fazer careta, fazer psiu! E nada! Até que minha tolerância desceu a zero. Bufando e xingando até a geração de Don Afonso Henriques, fui levantando e saindo do restaurante. O gerente veio todo sem graça me barrar. Nesse exato momento, meu amigo veio ao meu encontro e perguntou se já tinha pago a conta. Falei que estava muito irritada e que ninguém me atendia. Me ignoravam. O gerente chamou meu amigo de lado e esclareceu que nunca uma dama acompanhada é atendida. É um costume da sociedade lusitana o homem se dirigir e fazer tudo. Ao que retruquei: Quer dizer então que aqui em Portugal se eu entrar sozinha num restaurante ou outro local não serei atendida? Que absurdo! Que atraso! Novamente se desculpando, ele esclareceu: Não senhora. Se acaso entrar sozinha num estabelecimento, será muito bem atendida e respeitada. mas...estando acompanhada, toda a negociação será feita entre os cavalheiros. Meu amigo se desculpou dizendo desconhecer os costumes e agradeceu a atenção dele. Após esse incidente, voltamos outras vezes a esse restaurante e fomos muito bem atendidos.
Essas confissões "micais" foram estimuladas após ler as confissões de uma amiga blogueira, a Clara, do blogue Simples e Clara

E você? Já pagou alguns micos?


terça-feira, 9 de abril de 2013

Quando crescer é sinônimo de sentir a dor mais profunda


Sexta-feira peguei um trânsito horrível até chegar em meu trabalho. Mas foi a melhor coisa que me aconteceu naquela manhã. E sabem por que? Simples: o tempo que fiquei dentro do ônibus foi o tempo necessário para terminar de ler o livro O tempo que eu queria, de Fabio Volo. Em postagem passada já falei sobre esse autor italiano quando li o livro As primeiras luzes da manhã. Ao terminar mais esse livro, confirmei que realmente ele escreve muito bem! Não é a toa que está sendo considerado um dos melhores escritores italianos da atualidade. Nessa história, Lorenzo é a figura do ser humano em eterno conflito com seu passado e consigo mesmo. Um homem que não consegue demonstrar seus sentimentos por aqueles que ama. Em especial, a seu pai no qual tem uma relação muito difícil e sua amada que o abandonou e está prestes a se casar com outro. Uma história simples, expondo o cotidiano de um ser humano também simples e que talvez por isso mesmo, nos identificamos tanto. Essa é a dica de leitura de hoje!
Sinopse:
Lorenzo não é bem sucedido no amor. Pode ser que ele não saiba amar. Ou, simplesmente, não sabe demonstrá-lo. Assim, vê-se diante de dois amores difíceis de reconquistar, de reconstruir: um pai que talvez nunca se tenha feito presente e uma "ela" que foi embora e talvez nunca volte. Crescer pode significar aprender a amar e a perdoar, compreender as próprias frustrações, ir em busca do tempo que perdemos e não podemos mais resgatar. Esse é o percurso feito por Lorenzo, uma viagem à procura de si mesmo e de seus sentimentos autênticos e profundos.