quinta-feira, 23 de abril de 2015

Leitura no Vagão em ritmo de espera para os livros





Calma gente, eu explico: Não é Natal mas até parece. Utilizei de uma caixa de cesta de natal da empresa para acomodar os livros que doei para o Projeto Leitura no Vagão. Selecionei a dedo, livros de qualidade, de autores variados para que seja encontrado e lido nos vagões de metrô de São Paulo. Simplesmente amei essa ideia!! Eu e o Fernando estamos ainda combinando nosso encontro porque nossos horários estão complicados. Mas, a gente chega a um acordo. Eu quero muito doar os livros. Ele, por sua vez, está ansioso para tê-los em mãos. Logo mais a gente se resolve. Mais uma vez, missão cumprida Luma!! Grata por poder participar dessa roda de livros libertados. E já estou separando para enviar para outro Estado, mais uma leva de livros. Depois posto por aqui. Espero que tenham gostado! Até a próxima edição de Bookcrossing Blogueiro!!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

10ª Edição Bookcrossing Blogueiro - Vamos libertar mais livros?


Para esse evento de abril fiquei pensando, pensando como faria minhas libertações dos livros...
Queria muito fazer diferente do que simplesmente deixá-los em bancos de praças públicas etc.
Até que chegou a mim através das redes sociais, um projeto que me agradou muito até mesmo porque, utilizo transportes públicos e adoro ver as pessoas envolvidas em suas leituras durante o trajeto. Eu mesma, ando sempre com um livro nas mãos e sempre que posso - e não durmo -, leio um livro. Isso faz o trajeto ficar mais leve, divertido, menos estressante e ainda ganho em conhecimento e cultura.
Apesar de ainda se pregar aos quatro cantos que o brasileiro não lê, discordo. Também não sou ingênua de achar que a população está culta, evoluída e que ler, passou a ser item de primeira necessidade em todas as famílias. Estamos ainda bem longe disso. No entanto, eu que circulo bastante, observo cada vez mais pessoas absorvidas na leitura em metrôs, ônibus, trem, em pontos de ônibus, nas cafeterias e praças públicas.
Ainda temos um longo caminho a percorrer. O hábito - ou melhor dizendo - o prazer da leitura ainda é uma ação tímida numa sociedade que não teve a cultura de ler desde cedo.
O país também é imenso e sei que saindo do eixo Rio/São Paulo e regiões do sul, o resto do país ainda se encontra envolta numa bruma de semi-analfabetismo e descaso total com a educação, a leitura e cultura no geral. Temos um trabalho hercúleo pela frente para mudar esse quadro.
Mas, como boa formiguinha que sou, vou trabalhando aos poucos, devagar e sempre e junto de pessoas com o mesmo pensamento e ideal, vamos fazendo o diferencial.

Voltando ao projeto nos transportes, conheci através das redes sociais, Luis Fernando Tremonti, um jovem  de 26 anos que abraçou a causa de divulgar e incentivar a leitura nos transportes públicos dando o nome a seu projeto de Leitura no Vagão. 
Segundo ele, já estava cansado de ver pessoas entretidas com o celular ao invés de ler um bom livro. E, após ouvir de amigos que gostavam de ler mas nunca tinham tempo, veio-lhe a ideia de criar esse projeto. Pouco a pouco ganha adeptos e colaboradores nessa sua tarefa e hoje, podemos dizer que já é um sucesso. Gostei tanto que entrei em contato com ele, expliquei o Bookcrossing Blogueiro e ele adorou a ideia.
Em minha casa tenho livros variados, em ótimo estado e prontinho para seguir sua vida útil nos vagões esperando seu novo dono para ser acariciado, manuseado e lido.
Ainda não marquei dele vir a minha casa para pegar os livros mas assim que marcar sua visita, tirarei fotos para registrar esse encontro. Amando! Amando!Amando!
Para quem desejar conhecer o Fernando e seu projeto, ele tem página no Face e no Twitter 

Para quem aportou por aqui e não entendeu nada, o Bookcrossing Blogueiro foi criado nos moldes do Bookcrossing, um conceito que surgiu nos Estados Unidos, que nada mais é do que deixar livros em praças públicas especificando que ele não está perdido mas sim "libertado" e quem achar, pegue-o, leia e deixe novamente para ser encontrado por outra pessoa e assim, o livro vai de mão em mão sendo livro e cumprindo com sua missão. A blogueira Luma, do blog Luz de Luma, deu a arrancada no Bookcrossimg Blogueiro e hoje, já na sua 10ª edição, é um sucesso no Brasil e fora dele comparticipações de blogueiros em vários estados e países.
Além da alegria em incentivar a leitura, existe a possibilidade de conhecer pessoas com o mesmo raciocínio e vontade de fazer o diferencial.
Gostou da ideia? Quer colaborar? Dá uma olhada abaixo e veja o que pode ser feito:

  • Para participar basta ter um ou mais livros que queira libertar;
  • Escreva um bilhete especificando sua participação e dizendo que ele não se encontra perdido:
  • Escolha um local público e protegido para deixá-lo;
  • Pode também procurar os postos oficiais ;
  • Se tiver um blog, faça uma divulgação do evento, se desejar, poste fotos e fale dos livros libertados;
  • Quem não tiver blog mas mesmo assim desejar participar, publique nas redes sociaisdo evento ou em sua própria página;
  • Página do evento 10ª edição Bookcrossing Blogueiro  ;
  • Escolha um banner para sua divulgação 
E então? Gostou? Vamos participar e tornar a vida de alguém mais alegre com uma boa leitura? Vou adorar ver sua participação. Desapegue, deixe os livros correr mundo e tornar o universo das pessoas mais rico.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Abril chega lembrando que tem Bookcrossing Blogueiro


O tempo passa, o tempo voaaa... E não é que Abril chega nos lembrando de que é agora que acontece mais um evento que adoro participar: Bookcrossing Blogueiro?

Para quem ainda não conhece, esse evento lançado por Luma, do blogue Luz de Luma, yes party promove uma blogagem coletiva para libertar livros em áreas públicas. Já participo há um bom tempo e adoro essa iniciativa que incentiva a leitura. Uma atividade que além de tudo, torna-se uma ciranda de conhecimento entre blogueiros participantes. Muito legal mesmo!
Para quem ainda não conhece, veja os procedimentos:

  • Para participar do Bookcrossing Blogueiro, separe um ou mais livros;
  • Escreva uma dedicatória ou bilhete explicando que o livro não está perdido mas sim, libertado e que, quem o encontrar, leia e liberte-o novamente;
  • Escolher um local público e protegido para deixar o livro;
  • Também pode procurar os Pontos Oficiais do Bookcrossing;
  • Se desejar, faça uma postagem em seu blogue contando qual livro libertou e se quiser, faça uma resenha sobre o livro;
  • Quem não tiver blogue pode participar através das redes sociais, publicando na página do evento ou na própria página
  • Página do evento no Facebook 10ª edição Bookcrossing Blogueiro  ;
  • Para divulgar em seu blogue, escolha um banner
Então é isso. Venha fazer parte dessa brincadeira séria, divertida e cultural. Vamos espalhar livros, leitura e vontade de mudar o cenário em que vivemos. Vamos interagir, conhecer novos blogueiros, reencontrar antigos parceiros e conhecer os livros libertados por aí. Será mais um evento memorável!
Desde já, olhando para minhas estantes no intuito de escolher livros bem legais.

terça-feira, 24 de março de 2015

Escrever cartas para expurgar fantasmas


A morte é um personagem que nos ronda a vida toda e, hora surge na vizinhança levando conhecidos, desconhecidos, hora acampa em nosso lar e arrasa com o núcleo familiar.
Não tem quem não tenha chorado a partida de um ente querido. Existe famílias que, ao sofrer uma perda inesperada, simplesmente se quebra, racha e não tem mais conserto deixando corações trincados e sangrando para sempre.
É sobre esse tema tão doloroso e tão presente em nossas vidas, que a autora Ava Dellaria discute em seu romance Cartas de amor aos mortos.
Gostei do título logo de cara quando o livro chegou à biblioteca e sua capa também me agradou. Ao ler a sinopse, fiquei curiosa e decidi que seria a primeira pessoa a ler esse livro.
Não me arrependi! A autora consegue nos envolver com sua narrativa e soube criar personagens ricos,  humanos, no qual, reconhecemos vários que convivem conosco no dia a dia. Para mim então, foi como estar convivendo com o mesmo grupo de adolescentes que convivo diariamente aqui no colégio em que trabalho. Os sentimentos de perda, a confusão que se estabelece no íntimo de quem ficou, o vazio que se abre após a morte de alguém. Principalmente se esse alguém for uma jovem linda e cheia de vida. O caos está estabelecido. Reconstruir-se é o que nos resta e a personagem central da trama, Laurel, irmã mais nova de May (a falecida), irá tentar se reerguer após essa perda, através de cartas escritas a vários mortos famosos. Lição que a nova professora passou a toda a classe. Através dessas cartas escritas e não entregues, Laurel  fará uma verdadeira peregrinação e terapia para superar a morte da irmã e seguir sua vida. Chego ao final do livro emocionada por ter acompanhado a personagem nessa viagem. Chego também surpresa com a revelação que se faz ao término. Não conto aqui para não estragar a surpresa de quem for ler mas sem dúvida, é uma história linda, triste, comovente e com uma mensagem de vida muita legal. Leitura perfeita para adolescentes, adultos enfim, para todo leitor sensível. Essa é minha dica de leitura de hoje.

Sinopse: Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era - encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um - é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho. 

“Uma história brilhante sobre a coragem necessária para continuar vivendo depois que nosso mundo desmorona. Uma celebração comovente do amor, da amizade e da família.”- Laurie Halse Anderson, autora de Fale! 

 “Assim como Kurt, Janis, Amelia e outros que já se foram mas de algum jeito permanecem aqui, Cartas de amor aos mortos deixa uma marca indelével.” - Gayle Forman, autora de Se eu ficar 


Título original: LOVE LETTERS TO THE DEAD
Tradução: Alyne Azuma
Páginas: 344
Lançamento: 20/06/2014
ISBN: 9788565765411
Sel: Seguinte

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Para o amor não existe tempo


Após quarenta e dois dias de descanso absoluto, retorno as atividades de meu adorado cotidiano. Saindo de um jejum necessário, cá estou para falar daquilo que é uma das coisas que mais gosto: ler e comentar por aqui com vocês leitores aquilo que me agradou o paladar literário. Sim, porque só falo daquilo que gosto. O que não gosto passa longe do meu blog.
Terminei de ler no finzinho das férias o livro Amor em dois tempos, de Lívia Garcia-Roza, editora Companhia das Letras.
Em dezembro, perambulando pela livraria Cultura, dei de cara com esse livro que me chamou atenção primeiramente pela capa que achei bem bonita, a seguir pelo título, passeei os olhos pela sinopse e aí, me encantei de vez. Comprei!
Fui fisgada desde a primeira frase da história e apaixonei-me pela personagem principal Vivian, uma senhora beirando os setenta anos que ficando viúva de seu marido Conrado, se vê com a missão de levar suas cinzas para Salvador para espalhar no Farol. Como era da vontade do finado. Acompanhada de sua amiga Hilda, embarcam numa aventura deliciosa.
O que a princípio era para ser uma missão espinhosa, torna-se um descortinar de emoções que pareciam enterradas há muito tempo. Pelo menos para a sonhadora Vivian que reencontra um amigo e antigo amor de infância Laurinho.
Driblando o eterno mal humor de sua amiga Hilda, Vivian se deixa levar pelas emoções da verdadeira paixão que, não importando a idade, surge fazendo sua vida ganhar novo colorido.
A autora Livia Garcia-Roza, nos presenteia com um personagem carismático que nos faz torcer do começo ao fim do livro por sua felicidade e a certeza que o amor é sempre bem vindo não importa a idade.
Um livro que desde já indico a quem deseja uma leitura leve, gostosa mas que aborda questões sérias e importantes na vida de todos. Sem se tornar enfadonho. Prazer garantido!

Sinopse:

Vivian acaba de ficar viúva. Depois de um casamento de décadas com Conrado, ela se vê com a difícil missão de levar as cinzas do marido para a cidade onde ele nasceu: Salvador. Hilda, sua grande amiga, irá acompanhá-la nessa empreitada. Mas ao chegar à capital baiana, as coisas não acontecem conforme o previsto. A escolha de onde espalhar as cinzas se mostra mais complexa do que ela imaginava, Hilda se comporta de um modo cada vez mais esquisito e, como por ironia do destino, Vivian irá reencontrar ali Laurinho, seu amor de infância. A possibilidade de se apaixonar e viver um romance quando já se aproxima dos setenta anos irá trazer uma nova luminosidade para a vida da protagonista, que até então tinha se conformado com um casamento infeliz, a dedicação ao filho único e o refúgio na escrita. Neste Amor em dois tempos, a ficcionista Livia Garcia-Roza nos apresenta mais um romance sensível, com muito humor e pleno de esperança.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Mosaico de rancores

Se formos parar para analisar, a vida de toda pessoa já dá um bom romance. Terminei de ler um livro no qual identifiquei personagens muito bem descritos ali que me remeteu a pessoas reais. Livro esse que há tempos desejava ler e que finalmente no final do ano passado comprei e só agora em férias, consegui ler. 
E li numa tacada única.  Marcia Barbieri, a autora. Mosaico de rancores, o título do livro.

Marcia foi minha companheira do módulo de contos do curso de criação literária que fiz em meados de 2010. Desde lá, já admirava sua escrita. que percebia, já incomodava algumas pessoas. 
Já vou logo avisando: não é literatura de best seller nem Chic Lit. Sua escrita é para os leitores fortes e que admiram um texto denso, que muitas vezes choca pela crueza. Mas (pelo menos para mim), é um puta texto, uma baita história e nos trás grandes personagens que em muitos momentos, nos identificamos. 
E talvez aí, justamente aí, é que incomoda. Vivemos dias em que só é de bom tom nos apresentarmos "felizes", "realizados", "amados", "bonitos".

Os personagens de Marcia Barbieri tomam a via contrária a tudo isso e nos arrota na cara o Lado B de todo ser humano. 
E é justamente isso que me fascina!
Adoro anti-heróis, personagens que mostram sua verdadeira face expondo suas taras, seus medos, suas neuroses, sua humanidade.
E aqui, em Mosaico de rancores eles se expõe de forma arreganhada, sem pudores.
A história nos apresenta um casal que vive entre tapas e beijos e sexo e traições. Maria Luíza e Lúcio.
Ela, uma mulher passional, com traços característicos de esquizofrenia, que sente um ciúme louco do marido no qual, imagina que a trai com todas as mulheres que passam por ele. 
Por conta disso, ou talvez usando isso como uma boa desculpa, sai à rua e trai o marido descaradamente entrando em bares e fazendo sexo com estranhos.
Mais da metade do livro, é narrado sob a ótica pra lá de distorcida de Maria Luíza onde a escritora Marcia usa com maestria metáforas e uma linguagem ferida, ácida, mordaz para representar muito bem a confusão mental e o turbilhão de emoções mal resolvidas da protagonista.
Depois, de determinado ponto do livro até o final surpreendente, a história é vista sob a ótica de Lúcio e aí, a linguagem muda bastante deixando o leitor em dúvida. Quem é o mocinho da história e quem é o vilão?
Quem fantasia a realidade e quem a vive de fato? Ou, pensando melhor, as neuroses de ambos se entrelaçam num verdadeiro "mosaico de rancores" e de emoções nada resolvidas que nos envolve fazendo com que, ao término do livro, percamos o fôlego diante de tantas emoções afloradas.
Mais uma vez repito: não é leitura para qualquer leitor. Só para os mais fortes e que tenham uma visão ampla de literatura. E também que estejam dispostos a vivenciar um passeio numa montanha russa das mais cruéis e fascinantes. Garanto: você sentirá enjoo, vomitará algumas vezes, sentirá nojo, revirará os olhos diante de muitas cenas mas, sem dúvida, não passará por essa história indiferente. Impossível!
Essa é minha dica de leitura para quem deseja um livro fora do comum, uma literatura brasileira das boas! Altamente recomendável as almas fortes e com desejo de coisas novas. E guardem esse nome porque ela já está causando e muito com seu segundo romance ao qual já tenho em mãos mas ainda não li: A Puta.
Tenho certeza que muito em breve, ela será uma autora muito falada e lida por todos.

Sinopse:
Márcia Barbieri é detentora de uma prosa poética, giratória e alucinante. Neste romance, a maior parte da narração é da protagonista Maria Luíza, uma mulher de gênio forte, extremamente passional, cujo ciúme beira à loucura. Estilista, quase não sai do apartamento que divide com o marido Lúcio, um fotógrafo. 
O leitor é arrastado pela visão tortuosa e esquizofrênica de Maria Luíza. No entanto, nos últimos capítulos do livro toda sua narrativa será desmistificada pelo olhar de Lúcio, o qual revelará para o leitor um segredo sobre Maria Luíza, assim como mostrará como ele é sem a lente dessa mulher perversa. 
Mas será que podemos confiar em Lúcio ou ele é tão psicótico quanto a sua mulher? Em qual deles confiar?

Trecho de Mosaico de rancores:

"Vulvas vermelhas recordam a solidão antes do nascimento. Deflorações. O paraíso perdido de Milton. Clitóris na procura incessante do gozo. Línguas bipartidas. Cobras venenosas. Teu pau no meu sexo. Minha boca buscando alento no seu desprezo. Desafetos geram embriões. O amor é violento, afasta vértebras. Meninos estuprando realidades de quatro. A rosa corrompida dos ventos."
"Tateio meu corpo e finjo orgasmos. Clitóris e lábios não são suficientes. Gemidos me calcificam. Pedras em coma submergem. Faço dos meus lençóis o leito frágil do meu rio. Não há graça nem louvor nos meus suicídios diários."

Título: Mosaico de rancores
Autor: Marcia Barbieri
Editora: Terracota
Ano: 2013
Páginas: 200 ISBN: 8562370851

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mais um pouco de descanso


Hoje entrei aqui no meu blog para me lembrar quando foi a última postagem e vi que escrevi antes do Natal. Sumi! Daqui e de meus outros blogs e redes sociais. A explicação é simples: férias!
Tudo bem que foram férias fora de hora pois costumo tirá-la sempre em julho mas, por uma questão de reforma (e das grandes), a empresa adiantou nossas férias e fiquei fora por quarenta e dois dias. Oh maravilha! Principalmente quando acontece assim, de repente e sem planejamento algum, viagens surgem e transformam aqueles dias em dias pra lá de especiais. Viajei sozinha, descansei muito, curti sol, praia, aproveitei para escrever e ler um pouco. E principalmente refletir sobre minha vida e traçar metas para esse ano de 2015.
As férias ainda não acabaram. Tenho mais duas semanas de descanso e me encontro em outra viagem. Agora na companhia de amigas. Mais sol, areia, praia e muitas conversas e risadas me aguardam. Só tenho a agradecer por tudo o que tenho recebido da vida. Por conta disso, peço um pouco mais de paciência a todos vocês leitores que me seguem. Em breve estou de volta. Vou ali mas volto logo!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Então...É Natal novamente!


E lembrem-se: 2015 continuamos juntos por aqui. Conto com vocês!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Blogagem Coletiva "Qual meu melhor presente nesse Natal?"


Em épocas natalinas deixamos de lado a austeridade dos adultos e voltamos a ser crianças. Está certo que nem todos. Para alguns, a retirada de suas couraças se torna praticamente impossível. Esses, amargam os dias festivos por não conseguirem trazer à tona a sua criança interior. Sufocaram-na de vez. É triste ver rostos distorcidos pela dor, pelo amargor, pela desesperança. É duro ver rostos disformes pela dor da perda que nunca superou, pela saudade que cavou buracos imensos em seus corações e que, por conta disso, não conseguem submergir desse poço de sofrimento e respirar ar purificado da alegria e leveza.
Eu mesma confesso que muitos natais passei deprimida com uma tristeza imensa que tomava conta de meu ser. No entanto, bastava chegar a data e me transformava na alegria pura ao lado de meus familiares e amigos. Era só uma fase em que de alguma forma, o peso da tristeza de Cristo pregado naquela maldita cruz me pesava os ombros. Fazia-me sentir culpada de um passado que marcou a todos. Momentos de reflexão, de purgar uma dor que vem não sei de onde.
Hoje, esse texto faz parte da BC promovida pela querida Roselia Bezerra do blog Espiritual-Idade e a temática é: Qual meu melhor presente nesse Natal?
Final de semana foi corrido mas tive meus momentos para pensar em qual seria para mim meu melhor presente de Natal e cheguei a seguinte conclusão: Não quero nenhum presente material. Está certo que é delicioso receber presentes: blusas, jóias, aparelhos tecnológicos, sapatos e acessórios... Qual mulher não gosta dessas coisas? Ou então, livros, CDs, DVDs que também são coisas que gosto bastante de ganhar.
Mas não. Esse ano trocaria tudo isso por apenas um único presente que, infelizmente sei que está fora de cogitação para qualquer um me dar.
Compreendo que também é pedir demais. Tenho consciência de que é um pedido impossível. Uma quimera. Quisera eu que Fadas e Gênios da Lâmpada existissem para satisfazer esse meu pedido natalino. Quisera eu que Cristo, com todo seu amor incondicional e seu poder de cura realizasse meu pedido. Quisera eu que Papai Noel realmente existisse e não fosse apenas uma imagem apelativa para impulsionar o consumo desregrado do povo.
O meu melhor presente de Natal seria ver minha irmã com saúde plena para realizar todos os seus planos de vida. E assim como ela, gostaria de sanar o sofrimento de todos que sofrem na face da Terra. Como sei que isso é impossível, peço apenas um pequeno grande presente Papai Noel:
Dai-me forças para repassar à ela e a todos que precisarem de mim. Mantenha o sorriso em minha face mesmo que meus olhos marejem de tristeza. Faça com que meu coração bata mais forte diante do sorriso de uma criança. Não me torne mais um zumbi sem sentimentos nesse mundo árido de amor. Adocica minhas palavras para que elas cheguem suaves aos ouvidos alheios. Que eu mantenha a capacidade de empatia para que sinta o que os outros sentem e não saia julgando injustamente os atos alheios. E, que no dia 25, eu celebre primeiramente a sua força Jesus, o seu sacrifício por nós, a sua elevação a o lado do Pai para que pudéssemos ser mais felizes. E eu quero ser feliz! E eu quero fazer meu próximo mais feliz!
É isso pessoas lindas da blogosfera. Esse seria meu melhor presente de Natal. E é com essas palavras que desejo a todos, uma data repleta de muito amor, muita serenidade, muita luz nos corações de todos. Obrigada pelo convite Roselia. Feliz Natal!

Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva promovida pelo blog Espiritual-Idade.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Na arena da vida, conheci a delicadeza dos hipopótamos


A literatura tem vários objetivos: entreter, informar, emocionar, incomodar, alertar, fazer pensar.
Alguns escritores escolhem um ou dois caminhos e traça sua trajetória literária. Outros (muitos), optam pelo caminho mais fácil - tanto de reconhecimento quanto de vendagem - e abraçam a emoção fácil e vêm seus livros nas gôndolas saírem feito mercadoria em fim de feira: vendendo à rodo como dizia minha avó. Nada contra, acredito que o escritor deva mesmo ser fiel ao que deseja e seguir em frente conquistando o que sonha e sendo feliz além é claro, de fazer seu leitor feliz. Tenho comigo que exista leitores para todos os estilos literários. E existe uma pequena leva de autores que labutam de forma intensa na busca de lapidar seus textos de uma forma toda pessoal não se preocupando em agradar às massas mas sim, aos leitores que como ele, procura algo mais que frases feitas.
É de um desses escritores que quero falar hoje.
O conheci através do curso de criação literária que fiz em 2010. Depois passei a acompanhar seu blog e pouco a pouco conhecer e admirar sua forma de encarar o mundo e expressar-se. Identificação.
Mês passado, dia 22, tive o prazer de ir ao lançamento de seu romance A delicadeza dos hipopótamos. Quando soube do lançamento, já me deslumbrei com o título que me instigou a curiosidade em saber que delicadeza era essa. Lá mesmo, tratei de passar rapidamente os olhos pelo texto. Gosto de manusear livros e a eterna bibliotecária que me habita começou a agir silenciosamente analisando o livro num todo. Capa, diagramação, papel, fonte...fui percorrendo as frases iniciais e já dentro da condução que me levaria para casa, iniciei de fato a leitura.
Mergulhei de cabeça!
Daniel Lopes desenvolve uma trama das mais ricas que li nos últimos tempos. E olha que leio e muito! Como definir seu livro? Fogem-me as palavras para descrever tão bela, instigante, impactante história. Personagens riquíssimos, conflituosos, humanos. 
Ao ler cada capítulo, me vi muitas vezes encurralada pelo que parecia ser real e o que habitava o interior de cada personagem, que fazia parte daquele pedaço de chão chamado Tamar e que fica próximo a lugar algum. Reconheci muitas passagens que habitam meu eu: bonito, feio, medonho, asqueroso e mais uma vez repito: humano! Ao término do último capítulo me peguei triste ao ter de deixar Tamar, seus hipopótamos. Fechei o livro e lá dentro, ficou um pedaço de mim.
Daniel Lopes tem dois livros anteriores: a coletânea de contos O pianista boxeador, título de seu blog e seu primeiro romance A fruta que comprei pela livraria Cultura e estou no aguardo para receber. Não vejo a hora! 
Para quem desejar conhecer um pouco a linguagem do autor, conheça seu blog Pianista Boxeador
Se você é como eu, um(a) leitor(a) que gosta do desafio, da linguagem diferenciada, de histórias instigantes, da emoção refinada mas densa, eu indico A delicadeza dos hipopótamos.

Sinopse:
Poucas obras merecem ocupar um lugar na linha tênue que une os dois pontos de uma antítese, «A Delicadeza dos hipopótamos», sem sombra de dúvidas é uma delas. O lugar, termo que ao mesmo tempo pode ser palpável e subjetivo, dentro da obra é a mistura da místico-mítica aldeia de Tamar, o bar de Mariano e o interior das personagens, principalmente do protagonista Léo. Jovem que ao regressar para seu espaço físico natal desenterra acontecimentos de dentro do âmbito das sensações e sentimentos, estes como já é sabido, acontecem sempre no agora. O foco narrativo desenvolvido por Daniel Lopes e conduzido por seu narrador-personagem é uma belíssima colcha de retalhos que abriga em si presente e passado sem perder o ponto na costura.

Título: A delicadeza dos hipopótamos
Autor: Daniel Lopes
Editora: Terracota
ISBN: 9788583800189
Ano: 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Uma BC de Natal

(Imagem: bulldogpuppys )

O Natal se aproxima e mesmo sem querer, nossos sentimentos também são alterados de alguma forma. Nos tornamos mais brandos, mais festivos, mais reflexivos. Nos voltamos para o núcleo familiar e o desejo de se reunir aumenta. Mais uma vez recebi o doce convite de Roselia Bezerra do blog ESPIRITUAL-IDADE para participar da blogagem coletiva natalina que sempre promove. Cada ano ela estabelece um tema.
Esse ano, o tema escolhido foi: QUAL MEU MELHOR PRESENTE NESSE NATAL?
Desde já estou pensando em qual seria esse melhor presente para mim. A data estabelecida para as postagens é a partir do dia 12 e ficará no ar por cinco dias para que todos postem. Muito legal essa iniciativa. Uma forma de conhecermos uns aos outros e interagir conhecendo os blogs participantes e no fundo, todos que participam acabam sendo agraciados pela alegria de participar, pela troca e conhecimento de todos. Obrigada Roselia por me convidar mais um ano para participar dessa festa.
Desde já. pondo a massa cinzenta para funcionar e criar um belo texto para todos nós.
Fica aqui o convite para que todos participem. Quem desejar, é só entrar em contato e passar o link de seu blog para ela. Vamos participar?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sob a luz de Lua de Papel


Nessa minha longa vida de leitora, já li praticamente de tudo. Romances épicos, romances açucarados e previsíveis, suspenses, terror, gótico, dramaturgia, biografia, autoajuda, poesia, enfim, passeei por diversos gêneros e estilos literários. E nessa minha caminhada literária li autores geniais, medíocres, mais ou menos e aqueles que simplesmente fechei o livro e mandei embora sem dó nem piedade.
Parto sempre do seguinte pressuposto: se escreveu, é porque deve ter algo que queira transmitir.
E, acredite, na maioria das vezes consigo mesmo compreender o que o autor desejou com seu livro, sua história. E tem mais, gosto de conhecer autores de todas as nacionalidades, gosto de penetrar nos universos que fogem de minha rotina. Já li autores espanhóis, italianos, franceses, tchecos, alemães, ingleses, árabes, holandeses, japoneses, e... pasmem! Brasileiros! Não é incrível isso?
Leio, devoro, degusto autores nacionais de vários estilos e épocas. E cada vez que termino um livro de autor nacional paro e penso: Como temos talentos por aqui!!
Anos atrás, tive o grato prazer de conhecer a obra do excelente escritor Josué Montello e ao ler um de seus últimos livros "Uma sombra na parede", pela primeira vez li um romance entre duas moças: Malu e Ariana.Ao término da leitura, parei e pensei: Que puta romance!

Recentemente compareci a um lançamento de livro que me fez ler saborosamente cada frase que compunha a história. Várias vezes me peguei voltando aos capítulos iniciais ou recapitulando o mesmo pelo puro prazer de novamente me deliciar com a bela escrita.
E anos mais tarde, vejo-me com uma história de amor entre duas moças. Dessa vez as protagonistas são: Alexandra e Raissa.
A primeira, uma jovem interiorana que sonha sair das mediações de sua cidade (Teodoro),e ganhar o mundo. Jovem inexperiente, ingênua.
Raissa, uma jovem urbana, vivida, moderna, escritora .
Dois mundos totalmente diferentes entre si mas que pouco a pouco se mesclam e se alimentam numa vivência que, com certeza, enriquecerá a ambas.
Ambientado hora no mundo universitário onde ambas estudam, nos ambientes GLT que Raissa frequenta, hora no mundo simples da cidade de Teodoro.
Algumas vezes confesso que fiquei muito brava com a personagem Alexandra. Sua paralisia, sua negação da realidade, seu desdém com o povo de sua cidade, tudo isso me irritava. Às vezes me pegava brigando em voz alta com a personagem. Isso significa que os personagens foram muito bem desenhados pela autora e tornaram-se verdadeiras diante do leitor - no caso, eu.
Ao término da leitura, já sentia saudades delas e de suas aventuras e desventuras.
(Foto Pedro Mattos Werneck)

Lua de papel, romance da escritora Lunna Guedes tem uma narrativa delicada, lírica, feminina contrariando todo o esteriótipo de que o amor lésbico tenha de ser caricatural, grotesco, masculinizado.
Acompanhar as descobertas de Alexandra, nos leva enquanto leitor, muitas vezes a fazer descobertas em nós mesmo afinal, sentimentos são sentimentos independente do gênero. A paixão, a atração, o querer bem, o desejar alguém. Lunna é uma escritora que trás em sua escrita uma nostalgia que torna a história uma viagem prazerosa. Detalhe: O livro é artesanal e confeccionado pela própria autora. Durante o lançamento, ela foi terminando o livro diante de cada leitor que ali compareceu - o que deu um toque mais que especial ao evento.
Quer ler um trecho do livro? Vem aqui
Para adquirir, acesse aqui

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Mil vezes boa noite


A sétima arte é uma de minhas grandes paixões e infelizmente devido a tantos compromissos, ando um pouco afastada dela.
Mas ontem, fiquei quite com ela por conta de uma indicação de um colega de trabalho que é outro fissurado em cinema.
Saí mais cedo do trabalho e tinha uma folga de duas horas e pouco para fazer minha aula de Pilates.
Pensei: o que fazer nesse meio tempo? Shopping? Ah, estou um tanto saturada desse ambiente. Então, conversando com ele, me indicou esse filme para assistir. E fui.
Saí da sala com uma única palavra na cabeça: Impactante!
Pessoas saíram da sala chorando, inclusive homens, coisa rara de se ver.
Saí tão impactada que acabei esquecendo de ir para a aula de Pilates. Andei sem rumo pela rua Augusta, subi até a Avenida Paulista, andei mais um pouco, precisava de ar, sentia-me sufocada.
As imagens e as emoções que o filme desencadeou em mim foram absurdas. Parece exagero?
Acredito que não. 
"Mil vezes boa noite", de Erik Poppe, com a magistral interpretação da dama do cinema francês contemporâneo Juliette Binoche veio para arrasar com o mais gélido coração. E detalhe: não é um filme piegas. Muito pelo contrário.
A história conta o drama de uma fotojornalista Rebecca (Juliette Binoche) entre continuar arriscando sua vida registrando cenas que ganham o mundo através dos grandes jornais ou voltar para sua família e levar uma vida digamos, com menos adrenalina.
Parece simples? Pois não é!
O filme começa de forma como já disse no início, impactante: a fotojornalista acompanha um suposto enterro de uma moça nos confins de Cabul. Num campo árido, uma cova e várias mulheres ao redor choram e oram pela "morta". Rebecca vai registrando tudo o que vê até a hora em que resolve tirar várias fotos da morta e, de repente, sua lenta capta os olhos da moça se abrindo. Pá! Primeiro impacto.
Em minutos, desce uma escada e a moça sobe da cova. Segue para uma casa onde o ritual continua e o que se vê: a mesma moça se despede das demais enquanto veste um colete repleto de dinamites. É uma mulher-bomba!
Rebecca pergunta se pode acompanhá-la até próximo de onde ela irá detonar.
Ao descer do carro se afasta um pouco mas volta-se para registrar o fato. Com a explosão, ela é atiçada longe, fica desacordada por alguns instantes, volta a si e, vendo toda a tragédia, procura sua câmera para registrar tudo até que desaba ferida.
O retorno para casa coloca Rebecca num outro tipo de conflito: voltar a ter uma vida comum em família. A dúvida que se estabelece em seu íntimo é abandonar sua paixão pela profissão afinal, ela é tida como uma das melhores fotógrafas de zona de guerra ou salvar seu casamento.
Casada com um biólogo (Nicolaj Coster-Wandau, conhecido por trabalhar em Game of. Thrones), se vê pressionada por ele e sua filha mais velha (Lauryn Canny) a largar tudo.
Decide ficar e retomar sua vida doméstica. O que, em pouco tempo percebe que é terrível. Num diálogo, ela diz: não nasci para levar uma vida normal.
O diretor e roteirista aproveita sua experiência de fotógrafo de zona de guerra (idos dos anos 80) e, através de sua musa Binoche, expõe a rotina desse profissional nos momentos de conflitos. As cenas são belíssimas! De uma força brutal.
Com poucos diálogos, o filme consegue passar para nós, expectadores, toda a história e é uma verdadeira homenagem a todos os profissionais que colocam suas vidas em risco por uma boa cobertura. Detalhe: o filme conta com um personagem interpretado por ninguém menos que Larry Mullen Jr., o baterista do U2. Um papel pequeno mas de qualquer forma marcante.
É mole ou quer mais?
Essa é minha dica de hoje. Vale muito a pena assistir!

 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uma notificação e mais BookCrossing Blogueiro

Sempre pego gosto por essa atividade e como meu armário na biblioteca está lotado de livros, separei mais alguns para libertar.
Só fazendo aqui uma reparação na postagem anterior: infelizmente não pude comparecer domingo ao sarau da Casa Amarela por ter recebido visitas em casa. Cheguei a ficar triste por um lado mas feliz por outro afinal, receber amigos em casa é sempre um prazer. Acabei deixando os livros na região próxima onde trabalho mesmo por questão de praticidade e tempo que anda cada vez mais escasso.
Paciência! Nem sempre dá para se fazer o que quer. De qualquer forma, a missão está cumprida. Em parte!
Agora separei os seguintes títulos:

  • Melancia, de Marian Keyes;
  • De repente, nas profundezas do bosque, de Amós Oz;
  • Depois daquela viagem, de Valéria Piassa Polizzi;
  • Inteligência emocional e a arte de educar nossos filhos, de John Gottman;
  • O inesquecível Glenn Miller e sua orquestra, de George T. Simon



sábado, 8 de novembro de 2014

Desapego total!! 9ª edição do BookCrossing Blogueiro

Leitura, momento de prazer, descontração, aprendizado, emoção.
Até hoje não consigo entender como pode ainda existir pessoas que vivem distantes da leitura e do mundo rico que os livros nos apresenta. Tenho consciência de que para muitos, obter livros, ter tempo para ler ainda é um luxo que não se estende à elas. No entanto, existem várias formas de se chegar a eles.
Basta querer.
Existem bibliotecas públicas, comunitárias, grupos de leitura espalhados pela cidade. Até mesmo aqui, na blogosfera, muitos grupos se formam para ler e discutir autor e obra. Existem também vários sites para download de obras digitalizadas como por exemplo, o Domínio Público.
Portanto, só posso concluir que só não lê quem não quer.
E então, só posso lamentar pois quem assim pensa, perde uma oportunidade única de enriquecimento.
Mas apesar de tudo, respeito.
Agora...
Para quem assim como eu, ama livros e leitura, hoje começa um evento maravilhoso que a cada edição ganha mais e mais adeptos e disseminadores da leitura: BookCrossing Blogueiro.
Promovido pela blogueira experiente Luma, do blog Luz de Luma, já se encontra na sua 9ª edição.
E eu, apesar de toda correria profissional e pessoal, não podia ficar de fora.
Nessa edição, colaboro com sete livros que serão libertados adivinha onde?
Até hoje, não sabia ainda onde deixaria eles. Se em cafeterias, praças públicas, ponto de ônibus, transportes públicos.
Mas agora, como já decidi aceitar um convite para conhecer um espaço cultural onde acontece um famoso sarau, pensei: não poderia aparecer um local melhor que esse: Centro cultural cheio de pessoas que amam livros. Fechei! Amanhã, domingo, desapego meus livros no Sarau da Casa Amarela, do poeta Akira Yamasaki que fica no bairro de São Miguel, Zona Leste da cidade.
Outra novidade dessa edição, é que "libertarei" cinco livros adultos e dois infanto-juvenil afinal, a garotada merece não é mesmo? Segue os livros que deixarei partir:








E você? Ainda não participou? Nunca se desapegou de nenhum livro aí na estante? Ah, para com isso! Informação presa na estante são letras mortas. Desapegue! Ainda dá tempo de participar dessa corrente.
Leia mais aqui.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Correndo contra o tempo, esse atleta que só nos atropela, passa por nós e ainda ri na cara da gente

"Vida louca, vidaaa vida breve!!! Já que não posso te levaaarr quero que você me leve!!!"


Gente minha vida anda bem assim! Sumida dessas paragens, vivendo mais da realidade dura, bruta mas rica e menos sonhos e melodias. Mas a agonia aumenta quando vejo que meu blogue está abandonado, meus leitores idem e meus projetos que tanto amo participar também.
No entanto, sempre se dá um jeito pra tudo não é mesmo? Por isso aqui estou.
Louca para sentar com calma e falar sobre minhas últimas leituras (incluindo aqui Lua de Papel, de Lunna Guedes). Terminei minha leitura a semana passada e ainda caminho aos lado das personagens. Bom isso não é? Mas disso, vou falar numa outra postagem. Só dele (o livro). Só delas (personagens).
Também estou desesperada pois sempre participo da blogagem promovida pela Luma do blogue Luz de Luma BookCrossing Blogueiro que já está na 9ª edição e que iniciou dia 8 e vai até 16 de outubro.
Esse evento consiste em "libertar" livros em locais públicos. Adoro isso! Meu armário está lotado de livros e euzinha sem tempo para escolher e disseminar leituras por aí. Mas vou já dar um jeitinho nisso.
Tem também meu livro de contos que publiquei e nem ao menos postei uma fotinho que seja do evento. Francamente dona Roseli, assim não dá né? Vamos tratar de se organizar e retomar a rotina desse blogue, rsrs.
É isso pessoal,passei aqui rapidamente pra despejar algumas coisas e no decorrer da semana prometo voltar e postar sobre tudo de forma mais detalhada. Até breve!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Projeto EXEMPLOS: contos



Ando bastante sumida dessas paragens do blog por vários motivos: pessoais, profissionais e também por estar me dedicando mais ao projeto da escrita que tenho levado mais a sério. Essa dedicação transformou-se num projeto muito bonito que a Scenarium Plural, um selo de livros artesanais - criado por Lunna Guedes E.X.E.M.P.L.O.S, contos. Participo com os autores Claudia Costa, Emerson Braga e a própria Lunna Guedes. Cada um com seus contos num livro pessoal onde o autor tem a chance de mostrar ao leitor um pouco de seu universo literário. Estou super feliz pois é a primeira publicação de textos meus. Convido a todos desde já para conhecer e adquirir meu livro e dos demais autores. Venha conhecer o selo e as demais propostas de Lunna Guedes em outros projetos. Conheça aqui: Scenarium Plural



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma viagem estranhumana através dos livros de Stella Maris Rezende

Como cenário, a cidade do Rio de Janeiro, uma cidadezinha do interior de Minas, pinceladas de Brasília e Torino (Itália).
Junte a esses cenários, o período da ditadura militar no Brasil (1965) e três irmãs gêmeas que carregam o fardo de uma maldição que persegue a família por gerações. Ah! E antes que me esqueça, uma personagem pra lá de especial que tem uma participação importante na trama: a cantora italiana Rita Pavone.
Numa realidade estranhumana onde relógios, telhados, chuva, xícaras e tantos objetos inanimados acompanham a saga das irmãs, a história só poderia ser escrita de uma forma criativa. poética e cativante.
A autora, Stella Maris Rezende dá conta dessa tarefa de forma brilhante apresentando-nos um livro que prende o leitor do começo ao fim do último capítulo.
Stella Maris Rezende, mineira de Dores de Indaiá é Mestre em Literatura Brasileira além de desenhista, cantora, escritora e atriz.
Recebeu os maiores prêmios entre eles: João-de-Barro (1986, 2001 e 2008), Bienal Nestlé (1988), Jabuti (2012) na categoria Melhor Livro Juvenil e Livro do Ano de Ficção. 
Eu, particularmente, iniciei a leitura pelo último livro mas acredito que não tenha perdido nada pois são histórias diferenciadas.
Nos três livros, as personagens são da mesma cidade da autora ou seja, da cidade mineira de Dores de Indaiá. Só isso já dá um toque especial para todas.
Desde que me propus a ler livros infatojuvenis para conhecer melhor esse universo e também para me instrumentalizar a escrever resenhas para o site infantil Moleca-Meleca e Moleque Chiclete, fui adentrando um universo muito rico e conhecendo as diversas facetas narrativas de muitos dos autores.
Me encantei com a narrativa de Stella Maris Rezende! É sem dúvida, um dos melhores livros juvenis que li e olha que já li muitos nesses anos todos. Agora, correr pra comprar os outros dessa trilogia Livro estranhumano e conhecer as outras personagens e suas histórias.
Abaixo, alguns trechos do livro pra vocês conhecerem um pouco da narrativa poética de Stella Maris Rezende:
" A grande mesa de fórmica, na qual todos os professores pousavam livros e pastas, agigantava-se diante das carteiras dos alunos da sala de aula das gêmeas. Era uma mesa leve, embora fosse exageradamente grande. Gostava de todos os alunos daquela sala, mas se detinha nas gêmeas, contemplando-as com afinco."

"A poeira atrás do sofá se interessava pela vida das três irmãs, naquela casa habitada pelo destino do dissabor, da tristeza, do assassinato, da vingança, do fracasso, da anunciada desdita."


"A luz gostou de ver as meninas entrando no ônibus. Se pudesse, iria com elas. De certa forma, foi. De um modo difícil de explicar, não as deixou nunca mais. Uma luz estranhumana. Com toda a certeza, poderia ser apagada, esquecida para sempre. Mas enquanto vivia, resplendia. No entanto, não era só ela que se interessava pelas três irmãs."

Sinopse: 

'As gêmeas da família' conta a história das trigêmeas idênticas Verdança, Azulfé e Rosade. Apenas a voz e a expressão do rosto as distinguem, além das cores das roupas que, por associação, ajudaram a formar os apelidos de cada uma. Por promessa da mãe, até completarem 18 anos de idade, a festiva Maria da Esperança precisa se vestir de verde, a serena Maria da Fé só pode usar azul, e a séria Maria da Caridade tem de se contentar com um figurino exclusivamente cor-de-rosa. Adolescentes dos anos 1960 no interior de Minas Gerais, as três garotas compartilham a frustração de não arranjar namorado e a paixão pela cantora pop italiana Rita Pavone - além de uma suposta maldição que paira há gerações sobre todas as mulheres gêmeas da família. Em As gêmeas da família Stella Maris conta o mirabolante plano das meninas de viajar às escondidas ao Rio de Janeiro para conhecer Rita Pavone em pessoa a partir de originais pontos de vista; objetos inanimados, animais de estimação e até elementos da natureza se alternam no papel de narradores testemunhais das desventuras de Verdança, Azulfé e Rosade. A viagem conduz o trio por uma trajetória de descobertas (de si mesmas, da relação entre elas, da afetividade com a mãe) e de amadurecimento pessoal, tendo como pano de fundo um Brasil recém-mergulhado na ditadura militar.

As Gêmeas da Família fecha a trilogia iniciada com A Mocinha do Mercado 
Central e A Sobrinha do  poeta. 


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vidas provisórias: quantas existem espalhadas por esse mundão - sugestão de leitura


Desde que Edney Silvestre se lançou como escritor, tinha uma certa curiosidade em ler seus livros. Aqui na biblioteca onde trabalho temos todos eles mas até então, não tinha lido nenhum. Sempre estando com um livro ou dois já com a leitura em andamento e assim o tempo foi passando. Até que agora em julho, estando de férias em casa, decidi baixar alguns livros em meu tablet. Foi onde vi o livro Vidas provisórias para baixar grátis.
Iniciei a leitura e gostei bastante de ler no tablet e de conhecer o conteúdo da história. Mas qual não foi minha surpresa ao terminar de ler o que tinha baixado e achar que não tinha baixado tudo. E não tinha mesmo! Retornando das férias peguei o livro na biblioteca e reiniciei a leitura e me envolvi com uma narrativa maravilhosa, personagens que me cativaram.

Sinopse: Expatriados, separados no tempo e na geografia, Paulo e Barbara compartilham, além da experiência do exílio, o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Diferentes motivos os levam ao estrangeiro. Em 1970, Paulo, perseguido pela ditadura militar, é preso, torturado e abandonado sem documentação na fronteira, de onde segue para o Chile e depois para a Suécia. Barbara, com uma identidade falsa, deixa o país para trás em 1991 — durante o governo Collor —, fugindo de um rastro de violência, e se instala nos Estados Unidos como imigrante ilegal. Em seu terceiro romance, Edney Silvestre cria um vigoroso retrato das transformações que ocorreram no país e no mundo nos últimos quarenta anos, com uma trama que viaja pelo Chile, Suécia, Estados Unidos, França e Iraque. O autor se vale, com sensibilidade, de sua experiência de onze anos como correspondente baseado em Nova York para revelar o universo dos imigrantes e, ao mesmo tempo, recriar de forma contundente um Brasil visto a distância

O autor consegue através de sua experiência enquanto jornalista, traçar um painel de um Brasil visto do lado de fora por esses personagens que - de uma hora para outra - se veem arrancados de suas vidas, de suas famílias e jogados num país que não é o seu, uma língua que não dominam, costumes diferentes. mas acima de tudo, o que tortura e oprime não só os personagens mas nós leitores também, é a perda de suas identidades.
Lendo esse livro me peguei várias vezes parando e refletindo em como eu reagiria numa situação semelhante. Não tem como saber. Somente passando por isso é que sentiremos na pele e eu, espero nunca passar por isso. Amei os personagens que são cativantes: Paulo, Bárbara, Sílvio, os demais personagens menores mas tão marcantes quanto os principais.
Leitura excelente e já me deu vontade de ler os demais livros dele: A felicidade não é fácil e Se eu fechar os olhos agora.
Aliás, é esse segundo livro que vou ler pois acabo de ver que os personagens principais são os mesmos que aparecem no livro Vidas Provisórias. Que interessante!
Bom essa é minha dica de leitura de hoje. Para mim foi ótima leitura e espero que vocês gostem também.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Apenas uma chance - Um conto de fadas contemporâneo

Semana passada ainda me encontrava de bobeira em pleno final de férias. Passeando pela Avenida Paulista, dando um tempo entre a entrega de DVDs na locadora 2001 e  minha aula de Pilates, decidi pegar um cineminha. Por questão de horário, acabei desembocando na galeria do Conjunto Nacional e lá, no cine Livraria Cultura, se encontrava em cartaz dois filmes. Um deles já assisti e até comentei por aqui. Trata-se do filme O Grande Hotel Budapeste. O outro, nunca tinha ouvido ou lido qualquer coisa sobre ele. 
No entanto, como o horário dava certinho para mim, paguei e entrei. A sessão até já havia começado.
Literalmente no escuro sobre a história, fui me deixando levar e não é que me pegou de jeito e ao término do filme me encontrava totalmente feliz pela escolha?
A trilha sonora é muito bonita, a atuação dos atores é muito boa e, como gosto de assistir a filmes que fujam da paisagem americana que já me cansou, adorei conhecer um pouco do subúrbio do Reino Unido.

A incrível história de Paul Potts (James Corden), tímido vendedor que surpreendeu o Reino Unido ao interpretar impecavelmente uma ária de ópera no programa Britain's Got Talent. O vídeo de sua primeira apresentação somou milhões de visualizações no Youtube e o cantor tornou-se uma estrela do dia para a noite.
Acompanhar a trajetória um tanto tumultuada dele, ver o quanto foi vítima de bullying na escola e no bairro em que morava vai desencadeando um forte sentimento de solidariedade com esse rapaz talentoso.
Com direção de David Frankel, o filme prende a atenção do começo ao fim. Só depois de saír do cinema e chegar em casa é que fui - como diz a garotada: Puxar a capivara - do filme e vi que foi baseado em fatos reais. Achei mais legal ainda! É a dica de cinema do dia. Se ainda não assistiu vá que é diversão garantida!