quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Eric Clapton

Hoje vou falar um pouco sobre esse músico que tanto gosto e sobre o livro autobiográfico que li recentemente. Quando recebi o livro para catalogá-lo, uau!!!! Parei tudo! Comecei a folheá-lo e quando vi, já tinha lido quase tudo. Mas, ainda vou levar esse livro para saborear mais devagar pois foi escrito de uma forma leve, gostosa mesmo de se ler. O que é melhor ainda, é que foi escrito por ele mesmo. Segue abaixo um texto escrito por Marcelo Bernardes para a revista Época. Está aí, pra quem curte música aliada a literatura, uma ótima dica.



Lágrimas no paraíso

Na manhã do dia 20 de março de 1991, o guitar­rista Eric Clapton percorreu os oito quarteirões que sepa­ravam o hotel cinco-estrelas de Nova York onde estava hospedado do prédio da ex-namorada, a atriz italiana Lory Del Santo, andando bem devagar, "como numa cena em câmera lenta". Ele ainda custava a acreditar que o filho de quase 5 anos, que ele havia levado ao circo na noite ante­rior e que tanto tinha curtido ver os elefantes em ação, poderia estar morto. Naquele dia, o garoto Conor escapuliu por uma janela aberta pelo zelador do prédio no quarto andar do dúplex da atriz, situado no 53º andar de um condomínio de luxo, e aterrisou no telhado de uma casa adjacente, ainda usando seu pijama vermelho.
Clapton, que por anos evitou comentar essa atormentada passagem de sua vida - e que o ajudou a colocar um ponto final em sua longa batalha contra o abuso de drogas e álcool-, torna público a dor da perda do filho em sua autobiografia, batizada apenas de "Eric Clapton" (Planeta, 400 páginas). O relato da morte de Conor, que inspirou o músico a escrever a canção "Tears in Heaven", ocupa apenas quatro das 400 páginas do livro. Os editores do tomo, a princí­pio, acharam a descrição de Clapton um pouco reprimida, mas acabaram concordando em não apertá-lo por mais detalhes. "Os editores me liga­ram querendo saber por que eu estava tão desprendido da morte de meu filho", revelou CIapton ao jornal The New York Times. "Tive de explicar que era impossível revisitar aquele período. Foi tão trau­mático que só podia relatá-lo a distância, como se estivesse falando sobre outra pessoa". Clapton, um dos gênios do rock clássico e figura sempre avessa à imprensa, decidiu es­crever sua biografia por achar que sua memória estava co­meçando a pregar-lhe peças e tinha medo de "perder a exatidão dos fatos". No livro, ele descreve seu tumultuado relacionamento com Pattie Boyd, a modelo inglesa que ele tirou dos braços de George Harrison e musa para duas de suas mais famosas canções, "Layla" e "Wonderful Tonight". Clapton também fala sobre sua tentativa fracas­sada de se suicidar ingerindo analgésicos e sua longa bata­lha contra as drogas. Sóbrio por quase duas décadas, ele ainda freqüenta o programa de 12 passos dos alcoólicos anônimos, mas agora como conselheiro. "Estou dando de volta o que foi por mim recebido. Apesar de grandes dramas, ainda tenho uma boa vida", diz.

Esta é uma sugestão para quem ainda não conhece o trabalho de Eric Clapton. E, também para quem já conhece pois é um trabalho excepcional.
Fica aqui minha dica que, tenho certeza, agradará aos que curtem a boa música. Independente de ser nacional ou internacional.



Muito respeitado como um dos melhores guitarristas de sua geração, Eric Clapton é o único três vezes citado no Salão da fama do Rock & Roll (tanto como membro do The Yardbirds e do Cream como artista solo). Este é o seu primeiro álbum desde seu último trabalho, "Unplugged", em 1992, vencedor de diversos Grammy Awards. Este DVD apresenta as canções interpretadas durante sua turnê mundial em 2001, gravado ao vivo, durante os shows de Los Angeles e Tókio. O Título do álbum veio do locutor de um lote de táxis de viagem. Eric ouviu o homem gritar repetidamente, "One more car, One more rider!", para completar o acento vago do último carro livre para viajar. Clapton, gostando do ritmo e do som, decidiu usar a frase como título de seu novo álbum.

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