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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Natal reflexivo

(imagem: Pixabay)

Amigos, o Natal, essa celebração mundial que se manifesta em todas as religiões, se aproxima mais uma vez. O ano de 2016 foi um ano corrido, tumultuado, repleto de manifestações de descontentamento em nosso país e não foi a toa. Passamos por momentos difíceis onde a horda de pessoas sem caráter estão no comando do que deveria ser mais sagrado: a governança de uma nação do porte da nossa ou seja, não somos um simples país. Somos um continente. Mescla de costumes, pensamentos, cultura. Merecemos algo melhor do que se tem apresentado. Mais do que na hora de amadurecermos e nos conscientizarmos de nossa responsabilidade para com essa imensidão chamada Brasil. Mas não foi bem para isso que iniciei essa postagem. O momento de se comemorar o Natal grita por reflexão. Chega de consumismo exacerbado transformando nosso início de ano apertado devido às dívidas natalinas. Vamos dar um basta na comilança absurda e desnecessária transformando e aumentando o lixo de cada residência enquanto que nas ruas, crescem o número de desabrigados sem terem o que comer nessa data. Aprendamos a dividir e assim, somar. Somar alegrias, benfeitorias, assumir a cidadania de cada um e transformar nossa cidade num palco decente onde todos cuidam como se fosse sua casa. E de fato, a cidade é nossa casa! É o local onde moramos, trabalhamos, fazemos nosso lazer aos finais de semana. Então, vamos cuidar com todo carinho para que ela não se transforme na casa de ninguém e vire essa maloca fétida e suja em que já vivemos. Como já disse anteriormente, merecemos mais. Muito mais.
Para não esticar muito o texto, deixo aqui meus votos de um verdadeiro espírito de Natal para todos.
Que essa data traga a todos os lares, uma salva de bençãos envolvendo todos numa energia de amor, tolerância, serenidade e paz. O mundo carece por tudo isso. E que essa energia possa se estender para todos os dia do ano de 2017. Festejem, cantem, dancem, abracem-se mas não se esqueçam da responsabilidade em tudo o que fizerem. Vamos desde já, emanar muito amor por todo esse nosso planeta. Vamos envolver mentalmente todas as pessoas e demais seres viventes que habitam essa grande nave chamada Terra.
São meus sinceros votos a todos vocês que fizeram desse ano de 2016, um ano de muita alegria e conquistas para mim. 


FELIZ NATAL!!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Seja mais que bem vindo!

(Imagem retirada do Fotosface.com.br)

E chegamos ao término de mais um ano. Não maldigo o ano de 2013. Muito pelo contrário. Tive grandes conquistas. Não aquela conquista corriqueira de armazenar bens materiais. Nada contra mas esse ano busquei conquistas diferentes. A da alma, do espírito, da mente. Ansiava, necessitava fazer as pazes comigo mesma. Não digo que estou cem por cento em paz até mesmo porque, nunca estamos cem por cento em nada nessa vida. Mas consegui um pouco de paz, amenizei alguns conflitos internos que me assombravam há tempos. Sei que ainda tenho muito a trabalhar nessa minha meta única que é me conhecer melhor, aprender a lidar melhor com situações e pessoas. Relacionar-se não é tarefa fácil mas acredito que tenha sido nesse ano de 2013 que se finda, uma boa aluna. Confesso aqui para vocês que fiquei em algumas matérias. Paciência. Ano que vem volto a batalhar, a estudar, a aperfeiçoar. Esse trabalho é ininterrupto. E que bom que é assim afinal, se fossemos reprovados logo de primeira estávamos fritos. Íamos direto para o que costumam chamar de inferno. Mas não, temos diariamente inúmeras chances de recuperarmos e é nisso que aposto. Tenho no momento os olhos voltados para um ano que em breve se inicia com os pés no chão e a cabeça nas nuvens buscando inspirações para melhor vivenciar esse ano. Não me iludo mas também não sou pessimista achando que tudo dará errado. Depende de mim, depende de você, depende de cada um nesse planeta. Eu farei a minha parte. Desejo a todos que por aqui passaram em 2013, um Feliz 2014 regado a muita alegria, paz no coração, metas realísticas para se cumprir e saúdo com essa música do Guilherme Arantes que me surgiu na cabeça pela madrugada enquanto travava uma luta com o calor e pernilongos:

Cuide-se bem!
Perigos há por toda a parte
E é bem delicado viver
De uma forma ou de outra
É uma arte, como tudo...

Cuide-se bem!
Tem mil surpresas
A espreita
Em cada esquina
Mal iluminada
Em cada rua estreita
Em cada rua estreita
Do mundo...

Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto...

Cuide-se bem!
Eu quero te ver com saúde
E sempre de bom humor
E de boa vontade
E de boa vontade
Com tudo...

Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

2013 terminando. Balanço geral


Mais um final de ano se aproximando e volto como sempre, a botar minha vida na balança e ver o que deu certo, o que não deu, onde foi que errei, onde foi que erraram comigo, onde necessito melhorar e quais projetos pretendo realizar no próximo ano e quais outros já iniciados e que pretendo terminar. A vida é esse ciclo constante que inicia, segue depois chega-se ao final. Às vezes a gente reluta em terminar algo. Seja um amor que já se desgastou, um trabalho que se amornou e tornou-se apenas obrigação, seja um curso, enfim, sempre tem algo para terminarmos e vai batendo aquela dorzinha aguda no nosso peito pois se apartar de algo ou alguém sempre dói. É nosso famoso apego a tudo e todos. Mas já tenho trabalhado isso em mim e sinto que aos poucos estou me tornando mais flexível, mais desapegada.
Já consigo vislumbrar algo novo para o ano que vem e isso tem em dado um certo sentimento de expectativa boa. Gosto disso! E nessa sintonia vou levando os restos dos dias que ainda temos em 2013 e desde já agradeço a Deus a proteção que recebi durante todo esse ano, agradeço aos meus familiares que aguentam meus altos e baixos emocionais e aos amigos que estão sempre por perto mesmo que a distância para apoiar, nos consolar e puxar nossas orelhas quando necessário.
Posso dizer que 2013 foi um ano ímpar em minha vida, conheci pessoas, me fiz querida, me apeguei a outras, aprofundei laços já existentes, escrevi muito e isso tem me dado cada vez mais prazer e tenho encontrado equilíbrio. Coisa que há muito não sabia ter.
Sofri pra caramba pela minha passagem dos 50 anos ( o parto foi duro!), entrei em crise, achei que seria o fim do mundo mas após meu aniversário, eis que me vi atuante, jovial, feliz e consciente de minha realidade. Agradeci por essa oportunidade de vida, pela minha saúde e por todas as minhas conquistas. Azucrinei os ouvidos de minha psicanalista (coitada!), dei um trabalhão mas aqui estou inteira, leve e cheia de planos para 2014. Que esse ano chegue trazendo muitas oportunidades não só a mim, mas para todos que como eu, tem garra, vontade e alegria de viver. Fecho meu ano no lucro total!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Quando desanda a Educação

Hoje após muito tempo me estressei e gastei minhas energias aguentando pessoas sem nenhum verniz social: vulgo "sem educação".
Semana de grande movimentação aqui na biblioteca. Já comentei com vários colegas de profissão que gosto demais de ver a biblioteca lotada de alunos. Movimentação. Adoro. 
...Mas se tem uma coisa que tenho tolerância zero, essa coisa tem dois nomes: falta de educação e falta de respeito. Que no fundo, vamos combinar, acaba sendo a mesma coisa. Quem tem boa educação de berço jamais faltará com o respeito a quem quer que seja. Concorda?
Hoje, vejo com olhos um tanto entristecido e pessimista o rumo que segue as novas gerações. Não quero aqui cair na generalização mas infelizmente, a grande maioria não recebe a tal da "boa educação" em casa. Muito menos têm o exemplo dos pais. Aliás, pelo que acompanho de perto, a maioria desses jovens mal cruzam com eles em seu dia-a-dia. É claro que não tendo uma convivência harmônica no seio familiar, sendo privados de diálogos com os pais, fica difícil julgar e condená-los.
Trabalho na área educacional desde 1991 e de lá pra cá tenho acompanhado as mudanças que tem ocorrido. Na família e na escola.
Infelizmente as escolas estão perdendo essa batalha pois hoje não contam com a cumplicidade e companheirismo de outrora quando ambas: família e escola falavam a mesma linguagem.
Onde todos desejavam apenas acompanhar e se desdobrar em formar cidadãos preparados para a vida adulta.
Quando digo isso em alguma roda de conversa logo sou rebatida com a seguinte frase:
-Ah! Mas antigamente a mulher ficava em casa e se dedicava a educação dos filhos. Hoje todo mundo trabalha e não tem tempo para isso.
Desculpa gente mas isso não me convence. Conheço pessoas que trabalham o dia inteiro e ao chegar em casa, não medem esforços para dar atenção aos filhos, fazem questão de sentarem-se juntos à mesa para as refeições e demonstram interesse genuíno em saber sobre o dia-a-dia das crianças. Isso é fundamental para a formação de qualquer pessoa! A convivência saudável, o diálogo que a cada dia que passa está se extinguindo dos seios familiares!
Hoje está se perdendo essa característica tão importante. Cada um vive em seu próprio casulo. Cada um tem seu quarto, sua TV, seu computador e assim, fazem suas refeições em horários diferentes mal se cruzando pelos corredores da casa.
-"Ah! Mas eu pago o melhor colégio para meus filhos!"
Tá legal mas...E daí? Acha que só isso basta? Dar o melhor colégio, as melhores roupas, mesada gorda e pronto? Assim já está cumprindo com seu papel de pai e mãe?
Já me jogaram muito na cara o fato de não ter filhos, logo não saber o que falo. Engano meu caro! Convivo muito mais tempo com seus filhos do que vocês, pais que vivem ausentes preocupados com o próprio umbigo. Conheço suas fraquezas, seus medos, inseguranças, paixões e acima de tudo, encaro suas carências diariamente. E olha, confesso que me preocupo em ver estampado nesses olhinhos tão jovens o desencanto pela vida e tudo que se relaciona a ela.
As escolas encontram-se engessadas recebendo tanta interferência dos pais no comando da formação dos seus filhos. Tem-se regras que os pais vivem querendo e muitos exigem mudar para não desagradar seus pimpolhos que não sabem receber um não. "Causa trauma sabe!"
Por outro lado, depois que a educação se transformou numa empresa altamente rentável, não é de bom tom desagradar ao cliente - nesse caso os pais - e correr o risco de perder para a concorrência.
E assim, a parte pedagógica está cada vez mais comprometida e vemos anualmente centenas de jovens se formando sem condições alguma de enfrentar o mercado de trabalho. Vão para os bancos universitários levando na bagagens quilos de imaturidade, mimos excessivos, instabilidade emocional. Resultado?
Jovens adultos sem preparo algum para a vida!
Poderia desenvolver muitas coisas mais por aqui mas tornaria esse texto mais cansativo do que já deve estar. Confesso que me preocupo e muito com toda essa situação e minha confissão vai ainda mais longe: estou cansada dessa área que tanto amei e abracei para mim. Estou decepcionada e desencantada com a Educação em nosso país. Futuramente talvez engrosse a fila dos que desistiram dela. E já pensaram que um dia poderemos acordar e não termos mais quem se preocupe com ela? Não estamos muito longe.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando ser fruta dá pé!

Hoje pela manhã logo ao ligar meu computador, entre tantas notícias de tragédias, corrupção, espionagem, futebol, dou de cara com a seguinte notícia:

Mulher Pera vira apresentadora e cantora infantil, e quer esquecer o passado sensual: ‘Estou arrependida e envergonhada’ 

Que data é hoje mesmo? 11/09/2013.
Pensei com meus parcos e soltos botões de minha camisa: 11/09 é uma data trágica mesmo!
Data em que aconteceu uma das maiores tragédias da humanidade onde muitas vidas foram ceifadas de forma violenta. E também hoje, fico sabendo que uma das tantas frutas que andam balançando por aí pelas TVs abertas da vida, se transformará na futura babá oficial de nossas crianças!
Meus olhos saltaram da órbita ao ler essa chamada e tive que reler mais vezes para entender que não era primeiro de abril.
Nossa sociedade anda realmente com sérios problemas a resolver! Não sou saudosista - pelo menos não doentia - mas Ai que saudade de minhas babás da infância! Lá atrás nos primórdios da TV, assistia algumas tardes o programa do Pururuca e Torresminho acompanhados de bons e divertidos desenhos da Hanna Barbera. Um pouco mais tarde passei a ver Globo Cor Especial que amava a começar pela musiquinha de abertura. Alguém de vocês se lembram? Cinto de inutilidades, composição de Nelson Motta, Marcos e Paulo Sergio Valle. Só por essa informação sobre quem foram seus compositores já dá pra perceber a diferença dos dias atuais.

“Não existe nada mais antigo / do que caubói que dá cem tiros de uma vez / A vó da gente deve ter saudade / do Zing! Pow! / Do cinto de inutilidades / No nosso mundo tudo é novo e colorido / Não tem lugar pra essa gente que já era / Morcego velho, bang-bang de mentira, vocês já eram / O nosso papo é alegria!”.

Passei boa parte de minha infância cantando essa música. Adorava!
Também assisti a programas na TV Cultura que tinha uma ótima programação infantil como por exemplo, Bambalalão, apresentado por Gigi e Silvana. Esse programa embalou a infância de muita gente!
Vila Sésamo que foi um verdadeiro furor na TV. Delícia de programa com personagens cativantes como Garilbaldo, Beto, Gugu, Funga-Funga.
TV Globinho com a ótima Paula Saldanha que informava e educava as crianças sobre diversos assuntos sérios.
Esses são apenas alguns que cito num universo imenso de bons programas. Com qualidade e respeito a inteligência da criança.
E agora, uma TV que jamais deveria de ter existido pois só tem em sua grade de programação o que de pior existe, sai com essa pérola para as nossas já tão desprestigiadas e sofridas crianças!
Coitadas! Principalmente por terem em sua grande maioria, pais irresponsáveis e desinformados que com certeza utilizarão e bastante dessa nova babá para tomar conta de seus infantes. O que será dessa geração?
Com a educação rolando ladeira abaixo, a TV para reforçar ainda vem com essa "qualidade" de programação e os pais se desviando da sua responsabilidade em educar suas crianças, olha, não que seja pessimista não mas antevejo um futuro nada brilhante para esses futuros adultos. Ou, por outro lado, talvez se dêem bem já que o país incentiva nossos jovens a serem jogadores de futebol, cantores de funk, sertanejo e celebridades relâmpagos. Enfim, por hora, ainda em total estado de choque, só posso lamentar por esse futuro. 
E dá-lhe frutas que a feira está tinindo!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lamento

O mundo as vezes me surpreende, noutras me causa cansaço mental. Mas o ser humano, ah! o ser humano! Esse sim me causa cansaço total! E me incluo nessa também. Muitas vezes - e não são poucas - sinto cansaço de mim mesma. De meus constantes erros, enganos, ilusões, defeitos. Não posso dizer que antigamente era bem melhor porque estaria cometendo uma injustiça como o atual momento.
Os problemas existem desde que o homem surgiu nesse planeta. A natureza seguia sua ordem de forma harmoniosa, tranquila. Os animais também seguiam seu ritmo sem maiores problemas.
Até que o ser humano deu o ar de sua graça. Aí descambou tudo! Animalzinho mais descarado, inconformado e destruidor! Jamais surgiu algo assim antes.Onde bota sua mão, destrói. Tudo bem, terá aquele grupo que falará em altos brados: Mas muito se construiu também, olha só a evolução que alcançamos!
Não nego! De jeito nenhum! Reconheço suas obras, seu lado bonito e altruísta. No entanto, a humanidade vive em luta constante entre esses dois lados que a compõe: a bondade e a maldade. E nessa luta incessante, muitas vezes o diabinho tem levado a melhor. Vai me chamar de pessimista? De jeito nenhum! Sou até bem otimista e ainda creio que um dia chegaremos lá. Quando não sei. Mas chegaremos. Só sinto que não viverei para presenciar tal acontecimento. Nasci e morrerei no caos total desse mundão de meu Deus!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um olhar crítico sobre os últimos acontecimentos

Ando muito reflexiva com relação a tudo o que anda ocorrendo mundo afora. Confesso que tenho ficado apreensiva com o rumo que o ser humano está dando para sua própria vida. É interessante como a roda da vida e da história costuma dar dez giros depois retorna. E assim vai seguindo: dez pra frente, dez pra trás. E nesse ritmo nunca sai do lugar. Toda essa divagação é para falar um pouco sobre a intolerância que impera no mundo. É intolerância por conta re religião, por diferenças de ideologias, dentro da própria família, nas empresas, nos transportes públicos, entre gêneros...Enfim, a intolerância é a palavra da vez!
Mata-se por não ter tolerância com o mano que ouve o som auto de funk dentro de um ônibus. Espanca-se um homossexual por não tolerar sua opção sexual. Estupra-se uma mulher por achar que ela está se oferecendo e não se tem nem mesmo que perguntar se ela está a fim ou não. Simplesmente executa-se o ato num misto de gana, intolerância, recalque, ódio do mundo. Outro dia, estando em casa pois era um final de semana, do nada uma discussão iniciou-se ao lado, na casa vizinha. Era o filho gritando e ameaçando a mãe por ela não querer dar dinheiro para ele sair com amigos e se drogar. A ameaça era tanta que ele gritava que sentia ódio dela e que se ela não desse o dinheiro ela a mataria. A confusão foi tanta que os vizinhos interferiram e chamaram a polícia. Essa mãe desolada e com medo, no dia seguinte se mudou não deixando endereço e pediu para que os vizinhos tomassem cuidado com seu filho que não prestava.
Muito triste!
Dias depois, muda-se para essa mesma casa, uma outra família onde mais uma vez iniciou-se uma discussão das bravas. Agora era um neto ameaçando o avô idoso por querer sua parte na herança que lhe cabia. Mais uma vez a ameaça contra uma vida se anunciou e novamente, a vizinhança tomou partido e chamou a polícia.
Em toda parte, pessoas estressadas, desconfiadas e com tolerância zero para com seu colega do lado.
Tornou-se hábito geral falar: Não suporto isso! Odeio aquilo! Odeio quem gosta de funk! Odeio quem curte sertanejo! Odeio quem apoia a causa gay! Odeio quem se prostitui! Odeio! Odeio! Odeio!
Vivemos numa aldeia global onde irmão não tolera irmão. Nunca se falou tanto em diversidade e nunca também se teve tantas demonstrações de preconceito e não aceitação do diferente.
Voltando um pouco nossos olhos para nosso próprio umbigo: estamos presenciando uma luta onde estão medindo forças e transformando, como dizia nosso poeta Cazuza:  nosso celeiro num puteiro! É uma frase forte mas que ilustra muito bem nossa realidade.
De um lado, evangélicos (ou que se dizem) ditando o que é melhor para a sociedade. Do outro lado, as ditas minorias gritando em bom som sua fúria contra a censura e a ditadura religiosa. Me coloco do lado de fora dessa imensa arena em que o país se transformou e procuro analisar toda a situação de forma imparcial. É difícil mas tento. O que observo é uma guerrilha doida, insana e fora de época. Por um lado esses "Pastores" donos da verdade (que verdade mesmo?), que taxam todos que não pensam como eles de criaturas e não irmãos em Cristo. Usam e abusam do nome desse santo homem ao seu bel prazer. Sabem a Bíblia de cor mas são incapazes de seguir a risca os ensinamentos de Jesus. Muito pelo contrário, fazem o oposto do que o nosso irmão maior pregava. Simplicidade, humildade, generosidade, Amor! Zeraram a famosa frase de Cristo: Amai a Deus sobre todas as coisas e amai o seu próximo como a ti mesmo.Banalizaram a religião, o amor, o respeito, a honestidade. Transformaram nosso congresso num imenso circo e seus fiéis numa imensa gleba de ovelhas lobotizadas. É muito triste!
Não estou aqui generalizando pois sei que tem muitos irmãos evangélicos que são corretos e levam a sério sua religião. Eu mesma tenho inúmeros amigos e conhecidos que são cristãos e vivemos numa sintonia perfeita de respeito e amizade. Mas me revolto com essa pequena (não tão pequena) horda de pessoas que usam o bom nome de Deus e vestem-se de "Pessoas do Bem" mas que a única razão deles é gana de poder, dinheiro e se chafurdar na corrupção levando nosso país a bancarrota. Isso me dói muito pois sempre apostei e muito em nosso país e em nossa gente. E ver a nação afundando dessa maneira muito me entristece e me preocupa.
Atiçando a ira entre as pessoas, manipulando-as para que uma se voltem contra a outra. Tudo isso a gente já vê de longa data nos países do Oriente Médio e África. E sabemos muito bem o quanto isso nos enfraquece enquanto nação e o quanto esses bandos ganham com nosso enfraquecimento. Não podemos deixar que isso aconteça. Somos um povo que merece crescer, evoluir e mostrar todo seu potencial humano e tecnológico.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Se posicionando e remexendo meus baús



Acredito que esteja evoluindo. Um pouco talvez. Pode ser que ninguém perceba. Somente eu. Desde ontem, venho sentindo um misto de tristeza conformada com uma espécie de alívio na alma. Sou difícil de tomar uma decisão mas quando tomo, radicalizo e vou até o fim. Há alguns anos tenho vivido num verdadeiro tobogã de emoções. Hora me encontro lá em cima, leve, alegre, volitando. Hora me pego abaixo do subsolo, emergida num lamaçal denso de tristeza, melancolia onde minha vontade é não ver nem falar com ninguém. Ficar quietinha num canto só eu e minha dor. É gozado isso! Egoísmo total! Não querer dividir minha dor com mais ninguém. Guardá-la comigo bem junto ao peito. E nesses momentos, fico irritada com as pessoas ao meu redor que tentam de toda forma amenizar isso e transformá-la numa coisa menor. A sociedade contemporânea não quer saber de dor nem sofrimento. Prefere anestesiar as emoções com inúmeras drogas que geram "felicidade"! Eu não. Gosto de autenticidade até mesmo na dor. Se é pra sentir, quero sentí-la por inteiro e não pela metade. A dor faz parte de nosso crescimento. É nesses momentos que nos voltamos para dentro e refletimos sobre nossa conduta, relações, neuras e fraquezas. E é justamente expurgando essa dor, que a cicatrizamos e curamos as feridas. E a causa recente dessa minha dor, é a presença de determinadas pessoas que passeiam por nossas vidas de forma temporária. Chegam mansamente, se estabilizam ao nosso lado. Ganham nossa confiança, nosso respeito, nosso carinho e, a partir daí, pouco a pouco vão arranhando nossa autoestima até deixá-la em frangalhos. Está certo que elas não conseguem isso sozinhas. Contam com nossa permissão para entrar, invadir e fazer o que querem de nossas emoções. Mas sabem? Até mesmo essas pessoas têm uma missão fundamental em nossas vidas. São grandes mestras. Nos mostram o caminho que não devemos seguir. E exemplificam o que não devemos fazer aos outros. Muitas pessoas já passaram de forma meteórica em minha vida e deixaram marcas profundas. Algumas passam e partem não deixando praticamente rastro nenhum. Outras, surgem do nada, cavam buracos em nossas almas, destilam o veneno da discórdia, da malevolência e partem deixando apenas uma amarga lembrança do que foram em nossas vidas. Outras tantas aparecem, demarcam território, colocam placas de proprietários e acreditam piamente que são nossos donos. Mas, aos poucos se cansam de nossas paisagens. Botam placas de vende-se, fecham negócio com outros e partem da mesma maneira que surgiram. Enfim, essa é nossa rotina na convivência e relacionamento com o próximo. Mas veja bem: não sou uma pessoa pessimista. Pelo contrário. Sou otimista por natureza e sempre busco encontrar ensinamentos em tudo que acontece em minha vida. Acredito de fato que nada acontece ao acaso. E isso também conta com relação às pessoas que cruzam nosso caminho. Todas, sem excessão, vêm com algo a nos acrescentar. Mesmo que venham como anjos da discórdia e do sofrimento, elas têm algo a nos deixar de legado e nos enriquecer diante da vida. Tudo é questão de ponto de vista. Posso muito bem encarar uma situação ou uma pessoa como algo nefasto e me deixar levar pelo sofrimento, tornando-me um ser amargo e descrente. Como também posso encarar essa situação como algo que, de alguma forma, me trás uma lição de vida. Prefiro sempre encarar essa segunda opção. E assim, vou seguindo minha vida. No momento atual curtindo essa sensação de perda, sentindo a sua falta, mas desejando de coração que, assim como eu, ela também possa ter tirado da minha convivência, algo positivo e bom para sí. E o que procuro manter são as lembranças. As boas lembranças dos momentos em que passamos juntos. Como boa canceriana, adoro lotar meus baús de boas lembranças para, de vez em quando, no momento em que a vida pesar mais, tirar algumas, relembrar, trazer de volta aqueles momentos bons e apaziguar minha alma.

sábado, 18 de agosto de 2012

Cabelos, cabelo, cabelo-belo, elo


Vira e mexe, entro em crise com meus cabelos. Isso costuma ser bem comum entre a maioria das mulheres. Cabelo, para mim, é muito importante. Gosto de cuidar, cortar, mudar a cor sempre que me canso da atual. Certa vez li, não me lembro onde e nem quem escreveu, que mulheres que vivem mudando seus cabelos é porque têm problemas com sua auto-estima. Na mesma hora, parei, refleti e cheguei a seguinte conclusão: Só podia mesmo ser um homem para ter tal definição. Problema de auto-estima, é quando você não consegue se enxergar e logo, não dá a mínima para sua imagem. Torna-se desleixada, mal cuidada, feia. Para mim, quem cuida de seu corpo e de sua aparência, está se amando e se respeitando. É claro que não podemos colocar nesse patamar, aquelas que ficam cegas diante de si e passam a extrapolar o bom senso fazendo loucuras para manter sua aparência. Aqui, falo das que sofrem de certas disformias mas aí, já é outra questão. Desde criança que sou vaidosa. Gosto de me arrumar, me maquiar, escolher roupas de boa qualidade, sapatos então! São minha perdição! Já cheguei a ter centenas! Sério! Tenho verdadeiro fetiche por sapatos de qualidade. No entanto, com o passar dos anos, até nisso mudei. Hoje quero conforto acima de tudo! Salto alto, só muito de vez em quando. A coluna grita. Passei a usar mais tênis e de preferência, tênis confortável, que abraça meus pés. Mas, voltando a falar dos cabelos, comecei a divagar sobre eles justamente por estar entrando em crise novamente com os coitados. Amei ficar com minhas madeixas vermelhas mas já estou me cansando delas. Quero mudar a cor novamente mas...Qual? O corte também me cansou. Quero outro mas...Qual? Usei durante mais de vinte anos corte curto. Todos os estilos até mesmo os cortados a navalha e máquina quase zero. Depois me cansei e resolvi voltar a ter meus cabelos mais compridos. Na realidade, o médio pois cabelos compridos mesmo nunca tive. Nem na minha infância. Enfim, sabem o porque de toda essa reflexão sobre eles? Os cabelos? Simples. Estou entrando em crise como já mencionei acima e quero mudar. Mas novamente a pergunta que nunca se cala: Qual cor? Que corte? Óh! Dúvida cruel!!

domingo, 24 de junho de 2012

Renascer. Sempre

Há duas semanas venho passando por um processo que costumo chamar de pré-parto. Alguns costumam chamar de inferno astral. Vivi momentos que passou da histeria gratuita a depressão total. Foram tantos altos e baixos emocionais que cheguei inclusive a ficar com a saúde debilitada. Perdi o apetite, não dormia direito. Estava sempre com um incômodo interior que não conseguia identificar. Outro dia, vindo pra casa após uma jornada exaustiva de trabalho, comecei a refletir sobre minha vida, o que tenho feito, o que tenho obtido dela e me veio uma forte vontade de chorar.
A princípio parecia choro de tristeza mas depois fui vendo que não. Era a emoção de sentir que viver sempre vale a pena e que sou uma abençoada por tudo o que vivi nesses quarenta e nove anos de vida. A constatação disso me assustou um pouco. Estou nesse mundão de meu Deus há quase meio século! Uau! E quantas histórias vivi nesse meio século! Posso dizer com toda a autoridade que, pesando na balança da vida, só tenho tido ganhos. Família linda, amigos que fiz durante toda minha existência, experiências que fui adquirindo, um pouco de sabedoria que ao longo dos anos fui aprimorando. Mas ainda me sinto aquela criança que fui um dia e que ainda procuro manter viva dentro de mim. Afinal, envelhecer é quando a gente perde de vez o contato com essa criança que um dia fomos. Envelhecer é quando abrimos mão de todo e qualquer sonho. Envelhecer é não ver mais beleza no mundo. E isso tudo ainda conservo intacto dentro de mim. Logo, aos quarenta e nove sinto-me mais jovem do que nunca! Cheia de energia, alegria, vontade de realizar muitos projetos e o melhor disso tudo: cheia de amor pra dar. E não digo amor carnal, físico que - diga-se de passagem, é bom demais! - mas falo de um amor que transcende tudo isso. Falo do amor incondicional pelas pessoas, pelas coisas, pela vida. Vida essa que é sempre uma grande benção. E feliz daquele que sabe disso e faz de sua vida um sacerdócio de amor por tudo. Outro dia lia uma reportagem da monja budista Cohen, no qual ela dizia que procura colocar amor nas mínimas atitudes desde lavar uma roupa, lavar um banheiro até se dedicar a ajuda humanitária. Pensei comigo: é exatamente isso o que penso também. Procuro fazer de meu cotidiano sempre um ato de amor. Então, ao enxugar minhas lágrimas dentro daquele ônibus, agradeci mais uma vez à Deus por ter me dado essa oportunidade de vida, por ter me dado essa família, por ter colocado em meu caminho todas as pessoas que conheci e as que ainda vou conhecer. Por ter me encaminhado para essa profissão que tanto prazer e conhecimento me dá. Pelo coração pulsando incessantemente.
Brindo à todos com um trecho de um artigo que li da monja Cohen que gostei demais:

Um antigo provérbio japonês:

"Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio".
Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração nesse provérbio:
"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".

Namastê!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Descoberta


(Imagem retirada do blog Bonecas e Bonecas)
Somos uma formação complexa de sentimentos, emoções, entraves, traumas e tantos outros bichos que habitam nosso interior. As vezes, passamos uma vida inteira sem nos depararmos com tais seres. Ou devo chamá-los de fantasmas? Não sei. O que sei, é que de uns anos pra cá, coisas que nunca havia me incomodado passaram a me incomodar. E hoje aconteceu algo, no mínimo, inusitado. Uma pessoa abordou determinado assunto e de repente, Páh!
Sabe quando algo dentro de sí destrava, explode, vem à tona? Me senti uma matrioshka, vendo sair de dentro de mim uma persona que até então desconhecia. Nunca havia me sentido assim antes e confesso que fiquei bem mal. De imediato, lágrimas inundaram meus olhos e já não conseguia me controlar. As pessoas que me rodeavam ficaram sem entender o que havia acontecido pra que eu chorasse tanto. Como uma representante fiel do que é ser adulta, achei que estava pagando o maior mico chorando daquela forma. No entanto, depois que lavei literalmente a alma, percebi o quanto nós "adultos" nos violentamos e causamos mal a nós mesmos. Quando crianças, não temos esse dispositivo de censura. Se estamos magoados, feridos, tristes, abrimos o berreiro e depois, em pouco tempo, já estamos renovamos e brincando e... finito. Passou.
Adulto não. Listamos uma série de coisas e procedimentos que não ficam bem se fizermos. E é justamente quando começam nossos problemas. Deixamos de chorar porque não pega bem. É sinal de fraqueza. Não xingamos porque também não é de bom tom, muito menos civilizado. Engolimos mais sapos e pouco a pouco vamos transformando nosso interior num verdadeiro pântano lodoso e escuro. O pior é deixar os outros assustados com nosso comportamento. E, posso estar enganada, mas acho que assustei a pessoa que destravou isso em mim. Não o culpo por isso. Talvez deva até agradecer por ter me dado esse "empurrãozinho" para que assim possa domesticar esse meu lado. Talvez, antes de mais nada, deva conhecer melhor essa minha "entidade", assuntá-la, ganhar sua confiança, compreendê-la e, na medida do possível, viver em harmonia com ela. Afinal, não tem como fatiar e retirar de nós algo que faz parte de nosso ser. O jeito é aprender a conviver em paz.
Difícil!!!!!
Mas como já diz a letra de Claudio Zoli: Viver é bom demais! E disso não abro mão.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Quando baixa a cortina

Pode uma vida murchar feito rosa envelhecida num vaso?
Pode.
Uma vida que provavelmente teve uma infância como tantas outras. Uma adolescência cheia de planos, desejos, paixões. Uma vida adulta com algumas realizações, muitas decepções, outras tantas frustrações. Acontecimentos que podemos até classificar como corriqueiros na vida de todo ser humano em qualquer parte do planeta. Então porque algumas pessoas não conseguem seguir adiante? O que leva uma pessoa a se afastar da família, amigos, vida social e cultural?
O que leva esses seres a se apegar ao carinho de um cãozinho ao invés de investir pra valer num relacionamento verdadeiro, profundo, que traga compensações reais?
Não desmerecendo o afeto canino. Não. Muito pelo contrário.
Sei bem o quanto a relação homem/animal pode ser prazerosa. Mas apostar tudo somente nesse relacionamento é árido demais. Cultuo e prezo as amizades que conquistei pelo caminho e que hoje trato como verdadeiros tesouros. E receber a notícia que alguém bem do meu lado, pôs fim a sua vida por talvez não aguentar a solidão em que se afundou me causa dor profunda.
Não faço julgamentos, pois não tenho essa capacidade moral muito menos bagagem de vida para achar isso ou aquilo de meus semelhantes. No entanto, choca-me receber tais notícias. Dar cabo da própria vida é tão violento que me deixa sem palavras nem ação. E ao receber a notícia da morte da cantora norte-americana Whitney Houston me causa mais dor ainda. Mulher que um
dia foi linda, com uma voz maravilhosa e um talento sem igual acabar afogada numa banheira de hotel. Solitária. Está certo que sua morte já era uma tragédia anunciada de longa data. Afinal, existem muitas formas de se suicidar. Mas quando o último ato finaliza a peça de uma vida e as cortinas se baixam causando essa comoção e silêncio, a gente pára pra refletir um pouco.
Ao mesmo tempo que toma conta de meu ser uma tristeza imensa por essas baixas, sabendo de antemão que pelo mundo, inúmeras Whitneys e Senhoras Solitárias dão cabo de suas vidas por não aguentarem o peso delas, invade-me uma garra, uma alegria e uma sensação de agradecimento por ter tanto amor à minha vida e à vida de todos que me rodeiam.
E mais uma vez me coloco em meditação e prece agradecendo a um Deus ou força maior que existe por me conceder a graça da resiliência afinal, o sofrimento faz parte da vida e nem por isso devemos nos entregar à elas, muito menos desistir de viver.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ser feliz não é ser personagem da novela das oito

Hoje tive um dia de...como li no post da Flavia Mariano, saco cheio. Minha vida não anda lá essas coisas. Tá certo. Sei que aos olhos de muita gente, sou uma pessoa privilegiada (e sou mesmo), inteligente, com uma profissão e bem colocada no mercado, com casa própria enquanto tantos brasileiros não tem nem onde se abrigar, tenho amigos queridos. Mas sabe como é, como todo ser humano, a gente nunca está satisfeita e sempre tem algo errado em nossas vidas certo? Comigo não poderia ser diferente. Durante o dia me estressei legal com minha irmã e isso me azedou o dia. Ao sentar aqui pra ler meus e-mails e meu blog, deparei com a postagem da Flavia e isso me fez refletir e me lembrei de um sonho que tive essa semana.
No sonho, eu conversava com minha sobrinha adolescente e que se encontrava em crise se sentindo muito infeliz. Lembro nitidamente do que falei a ela:
"Não permita nunca que as dificuldades, os obstáculos, as pessoas interfiram na sua felicidade. Felicidade é uma opção que fazemos na vida, um estado de espírito que adotamos independente do que a vida nos oferece."
E tenho esse lema comigo sempre. Sou altamente vulnerável, emotiva, sensível. Tenho chorado muito nos últimos tempos mas isso não me impede de ser feliz, pois foi minha opção de vida: ser feliz sempre. Independente do que venha a passar na vida. Se hoje tiver na minha mesa pão velho e água salobra pra tomar, vou agradecer da mesma maneira se tiver uma mesa farta com guloseimas e um vinho de boa safra. O agradecimento pelo dom da vida será sempre o mesmo. E isso independe de minha religião ou a falta dela. É minha conduta e filosofia de vida. Agradeço sempre. E sigo feliz mesmo que as pedras do caminho me firam a sola dos pés. Gente, a vida não está fácil pra ninguém. Com todos que converso, a temática é a mesma: todos andam de saco cheio de muitos problemas enfrentados. Mas olha, que tal mudarmos nossa ótica da vida? Vamos combinar de pelo menos tentar olhar as coisas, os problemas, as dificuldades, nossos desamores de outra forma? E isso serve e vem de encontro ao que a Juliana do blog Escritos Reunidos já vem pregando em seu desafio dos 15 minutos por dia. Não é fácil, muitas vezes a gente peca legal chutando o balde mas vale a pena tentar. Isso também é qualidade de vida.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Descobrindo-se

A Juliana do blog Escritos Reunidos fez a provocação: Qual é a sua maior qualidade? E isso ficou em minha mente cutucando por um bom tempo. Já tinha escrito a ela sobre isso. Sou de uma geração - ou talvez deva dizer de uma formação - em que os pais não se importavam muito com a construção da autoestima dos filhos. Veja bem: não faço aqui uma crítica aos nossos pais mas vamos ser sinceros, as gerações ao qual eles pertencem não foram também trabalhados nesse quesito logo, não se preocuparam também em passar a seus filhos essa preocupação. E isso vai passando de pai para filho e assim temos toda uma população de pessoas sem autoestima. E isso se reflete nas mínimas atitudes. No cotidiano mesmo. E assim, mesmo que lá no fundo eu saiba que tenha não uma, mas muitas qualidades, torna-se até difícil trazê-las à tona. Eu mesma sei que trago várias qualidades em minha pessoa mas quando paro pra pensar vem sempre o que de pior tenho: insegurança, medo, ciúmes, teimosia e por aí vai. Mas uma coisa posso dizer com toda a segurança: se tem uma qualidade que é muito forte na minha pessoa essa qualidade é o sentimento de solidariedade. Tenho um quê maternal que faz de mim uma grande "cuidadora". Gosto de demonstrar carinho, fazer afagos, ter atitudes cuidadoras mesmo. Me dá grande prazer fazer o outro feliz, se sentir bem. Outra qualidade que vem atrelada a essa é saber escutar o outro. Sou uma ótima ouvinte e talvez por isso mesmo sou bastante requisitada na família e entre os amigos e conhecidos. Mas como tudo na vida tem um preço, o meu é ter um grande desgaste físico e emocional afinal nessa de ficar se doando tanto aos outros, acabo sem energias. E outro preço que pago é que dificilmente encontro alguém disposto realmente a me ouvir quando preciso e isso algumas vezes me entristece. Mas logo me refaço e mando bola pra frente. Olha só! Outra qualidade aparecendo: a facilidade de tocar a vida pra frente também é uma qualidade. Não é não? E assim, de qualidade em qualidade vou descortinando uma Roseli que na maioria das vezes fica lá no fundo do pântano escondidinha, bem quieta e constato que também sou um ser com uma diversidade e uma riqueza de personalidade que ainda desconheço. E você? Já se conhece? Já teve a felicidade de se ver como realmente é e ficar feliz com o que vê? Essa deve ser uma descoberta diária para todos. Procurar fazer um autoconhecimento, ficar mais ciente de sí. Estou ainda muito longe disso mas já ando a procura de mim mesma. E essa busca é muito boa! Juliana, obrigada por me lembrar disso hoje!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Desafio 15 minutos todo dia

1º Dia - Desapego

Essa palavra está me perseguindo desde a hora em que abri meus olhos hoje. A todo momento, ela aparecia em minha tela mental como um grande neon a me alertar. Até devido a minha formação religiosa, desde cedo sempre ouvi essa palavra em casa. Mas é difícil aplicá-la no dia a dia. O ser humano tem a tendência de se apegar a tudo: objetos, animais, gente. Eu, como uma canceriana que faz juz a seu signo, sou apegada a tudo. Por ter uma memória elefântica, trago em minhas gavetas da alma milhares de lembranças da minha infância, da adolescência e também de minha vida adulta. Todas registradas e catalogadas como numa grande biblioteca. Objetos também fazem parte desse enorme acervo que mantenho. Discos em vinil que insisto em manter numa coleção imensa que toma um espaço absurdo mas que não me desfaço por nada. Cada bolachão me remete a um momento, a uma situação e a um ano que vivi e que foram importantes para mim. E por fim, pessoas. Pessoas que fazem parte de minha vida e que - talvez por isso mesmo - seja tão difícil de me desapegar. Bem sei que há pessoas que passam feito meteoritos em nossas vidas trazendo um pouco de luz e calor mas que, da mesma forma que surgiram, somem não deixando rastros. Outras, atravessam nosso caminho feito um tsunami chegando com força animal, arrasando com nossas defesas e causando um enorme estrago. Mesmo sabendo do quanto foram prejudiciais em nossas vidas, nos mantemos apegados a sua lembrança. E tem também aquelas pessoas lindas, especiais, que surgem em nossas vidas quando menos esperamos e nos envolve num halo de luz, serenidade, alegria. Que nos inspiram a sermos melhores mas que, de uma hora pra outra também seguem seu rumo pois criaturas assim precisam levar a mais e mais corações esse manto de paz. Toda essa história que aqui narrei é pra dizer que no atual momento de minha vida, vou trabalhar todos os dias pelo menos quinze minutinhos para meditar o desapego - de tudo e de todos. Isso não significa que me transformarei num bloco de gelo sem sentimentos. Não mesmo. Mas desejo sofrer menos e o ato de se desapegar ajuda e muito.
Esse texto faz parte do desafio promovido pelo blog Escritos reunidos
Para saber mais e também participar entre aqui

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reflexão pós feriado

Voltamos de um feriado mais cansados do que quando saímos. É impressionante como a sensação de cansaço toma conta ao voltarmos para a rotina de trabalho. E olha que gosto demais do que faço mas a cada dia, sinto-me mais esgotada. Xiiiiii!!! Será os verões passando à jato? Pode ser. mas tenho cá pra mim, que o que mais cansa na vida contemporânea, é o bombardeio contínuo de informações que recebemos diariamente. E o pior, tais informações na sua grande maioria, são inúteis! Não me servem para absolutamente nada! Logo, me canso a toa! Céus! Preciso mudar minha rotina urgentemente caso contrário, envelhecerei antes do tempo e ainda por cima comprometo meus olhos, meu cérebro e minha paz de espírito. Fecho essas minhas reflexões lembrando da tranquilidade de meus avós. Vida dura na lida, mas mansa e relaxada no seio de sua casa sem TV, sem Internet, sem jornais que escorrem sangue. Só tinham para sí o bom e velho bate-papo, muitas risadas e uma ótima noite de sono...
E aí Alice, acordei! Porque sendo uma cria da modernidade, não saberia viver como meus avós. O que seria de mim sem esse quadradinho luminoso que me traz tantas alegrias? Não tem jeito mesmo. O negócio é cada um viver seu tempo sem achar que o passado foi melhor que o presente...Olha só! Acabei me lembrando do filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen que aborda justamente essa questão: a gente sempre achar que outra época foi melhor que a nossa. É isso gente: não tem época melhor que a que vivemos afinal, viver ainda é o melhor da história. O resto, é fato registrado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rock in Rio - Uma reflexão

Confesso que apesar de gostar e muito de música e curtir demais ir a shows, mantive um certo distanciamento do Rock in Rio. No entanto, não dá pra ficar totalmente a parte desse fusuê todo que foi esse festival. Apesar de achar que de rock teve bem pouco, aceito a diversidade afinal, gosto é gosto é deve ter pra todos. No entanto, o que mais me chamou a atenção e me deixou um pouco decepcionada, foi a postura de determinados artistas que estavam mais preocupados em se expor pessoalmente (fazendo um marketing da pior espécie) do que mostrar talento pra música. Outra coisa que também me deixou pasma, foi a intolerância das pessoas umas com as outras. Sinais dos tempos?! O que anda acontecendo com as pessoas que não conseguem mais conviver sem se atacarem, não respeitando seu próximo? Sei que para muitos, minha atitude e postura pode até parecer coisa ultrapassada mas, vamos combinar: as redes sociais como facebook e twitter se transformaram em ring de ideias e posturas um tanto quanto radicais. Falta respeito, ética e dignidade. Basta obsevar o cenário e verificar os casos de Rafinha Bastos e Cia que anda confundindo alhos com bugalhos e pisando feio na bola. Não é por aí rapaziada! Podemos fazer graça sim mas partir pra ignorância e desrespeitar as pessoas nãó é fazer humor. Na minha velha e amarrotada cartilha isso ainda leva o nome de desrespeito. Vamos rever nossos conceitos! É isso!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em busca de relações sólidas

É impressionante a insatisfação do ser humano. Luta, luta para conseguir alcançar algo e ao conseguir sente aquela euforia momentânea mas no minuto seguinte, já baixou a bola e o vazio se instala novamente. Quando tive nas mãos o livro Amor líquido, de Zygmunt Bauman, lendo alguns trechos fiquei a refletir. O filósofo fala sobre a fragilidade dos sentimentos que impera na sociedade. Não somente no adolescente que tem uma necessidade absurda de tudo e nada ao mesmo tempo. Mas sempre de forma rasa. Nunca se aprofundando nos relacionamentos, nas emoções e em todo o resto. Bauman reforça que os adultos de hoje também se encontram assim. A insegurança, o medo, o não comprometimento tem levado as pessoas a não apostar nas relações duráveis. E junto disso tudo vem o vazio existencial, a sensação de perda ao mesmo tempo que se exalta a tal da "liberdade". E aí, me pergunto: pra que liberdade? Pra curtir a solidão cada um em seu espaço? Para desenvolver relações "casulos" onde fica-se individualizado frente ao seu PC e notebook interagindo mas não se tocando e na mínima contrariedade, delete. E passa-se adiante. Humm...sei lá! Talvez ficando mais velha esteja tornando-me saudosista. Saudade dos tempos em que ia para a praça próxima de casa e lá, nos finais de tarde, reuniam-se jovens que chegavam sorrindo de orelha a orelha ávidos por fazer novos amigos, encontrar paqueras e criar vínculos verdadeiros.
Grandes e duradouras amizades se faziam nesses encontros. Relacionamentos que duram até hoje. Por outro lado, não adianta ficar olhando pro passado e lamentando que ontem era melhor que hoje. Não. Sei que posso fazer o hoje bem melhor do que ontem. Só preciso descobrir como.

sábado, 23 de julho de 2011

Dia nebuloso, alma idem

(Imagem retirada do blog Mensagens e Gifs)


Hoje acordei me sentindo estranha. Tive uma boa noite de sono mas ao despertar, sentia-me triste, deslocada, com uma sensação de perda. Tentei levar o dia me ocupando das tarefas diárias mas o tempo todo aquela sensação angustiante a assaltar a alma. Ao ligar o computador para ler meus e-mails, deparei-me com a triste notícia dos atentados na Noruega. Isso me deixou desestabilizada, abestada, incrédula com o que um ser humano ainda é capaz de fazer ao seu próximo. De imediato me coloquei de joelhos mentalmente e,com o coração apertado e me sentindo um ser minúsculo nesse universo sem fim, elevei uma prece por todos que foram vítimas de mais uma sandice humana. Até quando meu Deus?! Confesso que há momentos em que me sinto um ser extremamente velho carregando todos os sofrimentos do mundo desde que esse mundo é mundo. Chego ao ponto de ser abusada, imaginando ser Deus e sentindo tudo o que ele deve sentir vendo sua criação mais complexa usando e abusando do poder, da inteligência e dos inúmeros golpes baixos para prejudicar seu semelhante. E fico com um imenso sentimento de dó desse ser supremo e superior ao presenciar diariamente tantos abusos nesse planeta que criou. Após o almoço, que quase não toquei, decidi dar uma volta para espairecer. Fui a um shopping e andei por mais ou menos duas horas sem me agradar de nada que via por lá. Só consumo desenfreado, pessoas que se esbarravam sem ao menos se olharem, fingindo que são felizes nessa vidinha medíocre e superficial. Retornei pra casa me sentindo mais deslocada do que antes. E a tristeza jorrou feito um duto que se rompe ao botar o pé em casa e saber pela minha irmã da morte da cantora Amy Winehouse. Não deveria me chocar diante de tal notícia afinal, seu destino já era uma tragédia anunciada. Mas mesmo assim, como isso mexeu comigo! Puta merda! Morrer aos vinte e sete anos! Ninguém deveria morrer nessa idade! Ainda mais sendo uma pessoa talentosa, que teve uma chance que tantos não conseguem de se deslanchar numa carreira artística, ser reconhecida internacionalmente e se deixar levar assim, de forma desastrosa, patética numa derrocada pessoal e profissional tornando-se nos últimos tempos uma caricatura de si mesma. Lamentável! Confesso que não aguentei e chorei.
Chorei por todas as Amys que sucumbem diariamente em todo o planeta devido às drogas, chorei por todas as pessoas que morrem diariamente vítimas de tantas violências, chorei por ter vindo a esse mundo cão que por mais maravilhoso que seja, muitas vezes se torna sombrio, escuro, verdadeiro purgatório de Dante onde nos vemos cercados por almas sofridas lamentando, gritando, expurgando suas mazelas e jogando na nossa cara o quanto ainda temos a aprender. Que merda! Comecei a chorar novamente! E encerro essa minha reflexão do dia parodiando e fazendo minhas as palavras do escritor J. M. Simmel: "Por quantos ainda vamos chorar?"

terça-feira, 7 de junho de 2011

Uma viagem necessária

Outro dia li numa postagem de uma colega que ela andava sentindo saudades dela. Isso me levou a refletir que eu também ando sentindo saudades de mim. A vida anda muito corrida. Tantas tarefas, compromissos, horários que nos escravizam que deixamos de lado esse momento tão precioso que é se voltar pra dentro de sí. Até uns anos atrás, sempre dava um tempo pra mim mesma e fazia uma viagem solitária e necessária pra dentro de meu interior. Adorava conversar comigo, perguntar o que andava sentindo, fazendo, planejando. Saía sempre dessa viagem com uma sensação boa. No entanto, ano após ano, sinto-me impelida pelos inúmeros compromissos familiares, profissionais e pessoais a me afastar cada vez mais de mim. O meu EU anda bem solitário ultimamente. Tem me chamado, convocado para um encontro de reconciliação e renovação. E eu, fragilizada que me encontro, tento de todas as maneiras alcançar a mão que se estende pra mim numa busca frenética de me salvar de mim mesma. Louco isso não? As vezes sinto uma saudade absurda de quando era criança ou mesmo de quando era adolescente. Trazia uma leveza que me faz falta hoje. Tinha uma pureza que já não possuo mais. Tinha uma confiança no ser humano que hoje já não mais existe. Mas, por outro lado, trago experiências que jamais imaginei um dia ter. Escrevi minha vida por esses longos anos. Capítulo por capítulo fui traçando uma história rica, divertida, outras vezes sofrida mas sempre com amor e humor para se levar. E quando vejo o quanto já escrevi na minha doce e rica vida, fico emocionada. Olha que dá um best-seller. E acredito que a vida de todos também dá uma boa história. Já marquei um encontro e em breve relato o que se passou. Faça você também esse encontro. É sempre bom retornar para nossa casa interior. Ela está sempre aquecida nos aguardando feito coração de mãe.