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Mostrando postagens com o rótulo Filmes

O quarto de Jack (Room)

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Após um jejum de cinema, ontem a noite fui assistir ao filme O quarto de Jack. Ganhei um ingresso cortesia no Reserva Cultural e lá fui eu, escolher um filme. Sou obrigada a reconhecer que atirei no escuro e acertei em cheio. Sem saber ao certo do que se tratava, assisti o filme, descortinando todo o mistério junto do garoto Jack. Belamente interpretado por Jacob Tremblay, fui acompanhando o personagem em suas descobertas além das paredes do quarto que habita ao lado de sua mãe chamada de Ma (Brie Larson). Baseado na obra de Emma Donoghue (Room) com roteiro dela mesma,dirigido pelo cineasta irlandês Lenny Abrahamson,  a história fala da jovem Joy que, aos dezessete anos voltando da escola, é abordada por um homem e seu cão pedindo ajuda. Em seguida, é sequestrada e mantida em cativeiro num quarto por sete anos. A trama se inicia com o menino, fruto de vários estupros sofridos, acorda lembrando a mãe que completa cinco anos e já não é mais uma criança. O desenrolar da h...

Apenas uma chance - Um conto de fadas contemporâneo

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Semana passada ainda me encontrava de bobeira em pleno final de férias. Passeando pela Avenida Paulista, dando um tempo entre a entrega de DVDs na locadora 2001 e  minha aula de Pilates, decidi pegar um cineminha. Por questão de horário, acabei desembocando na galeria do Conjunto Nacional e lá, no cine Livraria Cultura, se encontrava em cartaz dois filmes. Um deles já assisti e até comentei por aqui. Trata-se do filme O Grande Hotel Budapeste. O outro, nunca tinha ouvido ou lido qualquer coisa sobre ele.  No entanto, como o horário dava certinho para mim, paguei e entrei. A sessão até já havia começado. Literalmente no escuro sobre a história, fui me deixando levar e não é que me pegou de jeito e ao término do filme me encontrava totalmente feliz pela escolha? A trilha sonora é muito bonita, a atuação dos atores é muito boa e, como gosto de assistir a filmes que fujam da paisagem americana que já me cansou, adorei conhecer um pouco do subúrbio do Reino Unido. A in...

O último amor de Mr. Morgan - um filme delicado

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Hoje tive uma consulta odontológica e teria uma aula de pilates. Nesse meio tempo resolvi almoçar, depois me aventurei pelas compras e mesmo assim sobrava um tempo livre de quase três horas. O que fazer? - pensei comigo. Tive a brilhante idéia de pegar um cinema pois além de passar as horas, me divertiria com a sétima arte que tanto amo. Fui a uma sala do Reserva Cultural que sempre passa ótimos filmes, na sua maioria europeus. Pelo horário optei pelo filme O último amor de Mr. Morgan. Filme em co-produção da Bélgica/Alemanha/França/EUA. Direção de Sandra Nettelbeck, com Michael Caine, Joan Alexander, Clémence Poésy, Justin Kirk e Gillian Anderson. Sinopse: Por mais que more em Paris há bastante tempo, Matthew Morgan (Michael Caine) não conhece a língua local. Muito graças à sua esposa, Joan (Jane Alexander), que sempre foi sua intérprete pelas ruas da capital francesa. Entretanto, Joan faleceu há três anos e, desde então, Matthew vive triste e solitário, ocupando seu tempo com au...

O prazer de ir ao cinema resgatado - O grande hotel Budapeste

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Hoje a tarde fui ao cinema assistir ao filme O Grande Hotel Budapeste, direção de Wes Anderson e que conta com nomes de peso em seu elenco: Ralph Fiennes, Tony Revolori, Jeff Goldblum, Willen Dafoe, Edward Norton, Harvey Keitel, Jude Law, Léa Seydoux,  Tilda Swinton, Bill Murray e o excelente F. Murray Abraham. Fui depois que uma pessoa amiga no Face super indicou. Já tinha lido algo sobre ele e então decidi ir. Não me arrependi! Muito pelo contrário. Fui no escuro sem saber direito sua história nem quem trabalhava nele. Adoro quando sou surpreendida dessa forma positiva. Saí do cinema como há muito tempo não saía: totalmente satisfeita e ainda com a certeza que os excelentes trabalhos ainda existem. Trabalho primoroso onde roteiro, direção e atuação são brilhantes. Sem exagero. Ralph Finnes dá um show de interpretação assim como F. Murray Abraham e até mesmo grandes nomes que fizeram pequenas aparições e que abrilhantaram a trama com suas presenças. É a dica de hoje. Nã...

Amor é tudo o que você precisa

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Mais uma vez acertei no filme escolhido e foi uma grata surpresa. Quando fui a locadora escolher alguns filmes para o final de semana - não esse do Dia das Mães, o anterior - procurei por filmes de outras nacionalidades. Gosto de conhecer outros olhares e parecer de diretores diferentes. Gosto também de conhecer outras culturas pois para mim, isso é bem enriquecedor. Entre tantos vistos nas prateleiras, um que me chamou atenção e nem sei dizer o porquê, foi Amor é tudo o que você precisa , da diretora Susanne Bier. Película de 2011, co-produção entre Dinamarca, França, Itália, Suécia e Alemanha. Com os atores Pierce Brosnan, Trinne Dyrholm nos papéis principais. A história passeia entre a comédia e o romance com leves pitadas de drama.  Sinopse: Duas famílias muito diferentes encontram-se em uma casa de campo na Itália para festejar um grande casamento, planejado nos mínimos detalhes. Mas nada ocorre como esperado... De um lado Patrick (Sebastian Jessen), o noivo, filho do...

Uma química e tanto!

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Final de julho fui ao Reserva Cultural assistir um filme com um amigo. Estava em cartaz entre outros, o filme de Wood Allen Para Roma Com Amor e na sala ao lado estava em cartaz o filme do diretor francês Christophe Honoré Les bien-aimés - que no Brasil recebeu o título Os Bem Amados. Antes de decidir assistir a esse filme, li a crítica sobre ele e elas eram favoráveis. Como eu e meu amigo curtimos filmes franceses, embarcamos deixando para outro dia o filme de Wood Allen que também gostamos bastante. Elenco de primeira (Catherine Deneuve, Chiara Mastroiani, Louis Garrel e até mesmo uma participação especial de Milos Forman) nos apontava que havíamos escolhido o filme certo para assistir. Que decepção! O filme até que começa bem, a história nos fisga a atenção mas no decorrer do filme, ele simplesmente desanda e aí perde toda a graça inicial. Foi muito difícil ficar até o final do filme. Quase dormi e meu amigo não parava de olhar o relógio. Lá pelas tantas até perguntei se el...

Poesia - do começo ao fim

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Houve uma época em minha vida em que o cinema esteve bem presente. No entanto, nos últimos anos, tenho ido cada vez menos ao cinema. Não que tenha deixado de gostar mas sim por ter aberto o leque de opções culturais e acabei indo mais para o lado da música e teatro. Tem também o fato dos filmes surgidos no mercado não me atrairem muito. Americano demais, bloc kbuster demais. No cinema, aprecio muito a linguagem, a arte mesmo e não apenas pancadaria e efeitos especiais. Pra mim cinema tem que ter atuação, expressividade, roteiro de qualidade. Imagem poética. E nesse domingo tive uma grata surpresa ao encontrar todos esses ingredientes num único fime: Poetry ou Poesia, do cineasta coreano Lee Chang-Dong. Trazendo como interprete principal a dama do cinema coreano Yoon Jeong-Hee que emocionou a platéia do começo ao fim da película. O filme foi vencedor de melhor roteiro do festival de Cannes 2010 e tem uma história simples e complexa como tudo na vida. Sinopse: Mija (Yoon Jeong-hee) é u...