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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Contos de fadas nunca saem de moda. Uma publicação


E eu quase já ia me esquecendo de falar por aqui, sobre a publicação do livro Descontos de Fadas, organização de Maria Esther Sammarone, Alink Editora. Não é desfeita não. Somente muito trabalho e cansaço me impedindo de escrever por aqui.
Sou até suspeita para falar mas, devo, afinal, sou uma das dezessete pessoas que toparam esse projeto. Foi uma experiência pra lá de feliz em poder fazer uma releitura de um dos contos de fadas já existentes. Textos muito bem escritos, bem diversificados, um visual lindo com ilustrações ricas feitas por Maria Luisa Miranda Mussanet, uma jovem muito talentosa em seus riscados. Não dá para falar mais. Só mesmo lendo e tirando cada um, suas conclusões. Mas o convite está feito: Se desejar, adquira seu exemplar pelo site da editora Alink


Sinopse:Um grupo de dezessete escritores se propôs a repensar os contos de fadas de forma bem-humorada sob a ótica das desilusões, reflexões, neuroses e modos de vida da sociedade moderna. Em diferentes vozes e estilos, aventuras originais ou recriadas, os textos deram novas vidas a princesas, anões, bonecos, sereias, lobos, marinheiros...
Autores:

  • Nanete Neves;
  • Márcia Barbieri;
  • Manuel Filho;
  • Tracy Segal;
  • Rogério Terranova;
  • Maria Esther Sammarone;
  • Mariana Portela;
  • Plínio Camillo;
  • Denise Ranieri;
  • Laura Del Rey;
  • Bia Bernardi;
  • Fernando Rocha;
  • Milton Strassa;
  • Roseli Pedroso;
  • Carlos Davissara;
  • Eder Santin;
  • Gláuber Soares
Segue alguns registros da tarde de lançamento. Foi bom demais!





terça-feira, 26 de novembro de 2013

Uma estrela de brilho diferente

Este texto faz parte da blogagem coletiva Era uma vez... promovida pela Irene do blog 


Era uma vez, num reino muito, mas muito distante. Eu diria até anos luz distante da Terra, vivia uma menininha aparentando uns dez anos que sonhava acordada. E seu sonho não batia com as promessas e planos que seus pais, o rei Ontário e a rainha DaLua tinham para ela. Planejavam num futuro breve, assim que a menina menstruasse, um casamento maravilhoso com o príncipe SemTempo, filho do rei da Cova Rasa, MuitoTempo e da rainha SempreCorrendo. Segundo seus pais, o príncipe era um excelente partido e a união dos dois seria de muito lucro e bons negócios para ambos os reinos. Mas, a infante Estrelinha PénoChão não pensava como eles e sonhava algo para seu futuro bem diferente dos seus pais. Nada de passar sua juventude em salto alto equilibrando sua coroa de nobreza. Menina muito antenada com tudo o que acontecia no Universo, se entusiasmava com as aventuras do grupo GreenPeace do planeta Terra que fica no Sistema Solar. 
Estrelinha vivia conectada em seu aparelho multifuncional que interligava seu mundo a todo o resto do Universo. Estava encantada com tudo que vinha presenciando e aprendendo. Mesmo tendo pouca idade (114 sonhos), Estrelinha já tinha consciência de que viver somente de sonhos não valia a pena. Ao contrário dos demais habitantes do reino de seu pai, a menina já sabia que sonhos sem realizações concretas se esvaem no ar por isso, queria muito sair do seu mundinho e partir para esse tal desconhecido planeta Terra e se juntar a esse grupo para lutar por causas que ela compreendia serem justas. Não tinha nenhuma intenção de se transformar em uma enfadonha futura rainha do lar feito sua mãe. Aquilo não era vida para ela! Assim pensava cada vez que olhava para a figura triste e cansada de sua pobre rica mãe.  
Estrelinha almejava transformar sua vida numa grande e ininterrupta aventura não só pelo planeta Terra, mas por outros mundos também e ajudar a acabar com as injustiças que imperam neles. A menina tinha alma de guerreira! Desde que captara imagens dos ativistas do GreenPeace sendo presos pelos russos, a menina não parava de pensar na situação, na causa e nas pessoas que foram presas. Ela queria muito fazer parte dessa turma. E como boa sonhadora de nascença que era já bolava uns sonhos bem mirabolantes para concretizar. Com sua cabecinha ágil, traçava estratégias de fuga de seu planeta e de como chegar até a Terra. Sua mente tornara-se uma usina constante de esquemas, planos de rotas e fuga. É claro que sentiria muita falta de sua família, de seu reino e de seu povo. Mas sabia que seu destino já estava traçado para ser uma cidadã do Universo e para tanto, necessário se fazia despir-se de todo apego. 
Um dia retornaria. Mas isso meus amiguinhos, já será outra história a se contar. E tudo termina como começou: Era uma vez...