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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas do dia-a-dia

Cabelos, cabelo, cabelo-belo, elo

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Vira e mexe, entro em crise com meus cabelos. Isso costuma ser bem comum entre a maioria das mulheres. Cabelo, para mim, é muito importante. Gosto de cuidar, cortar, mudar a cor sempre que me canso da atual. Certa vez li, não me lembro onde e nem quem escreveu, que mulheres que vivem mudando seus cabelos é porque têm problemas com sua auto-estima. Na mesma hora, parei, refleti e cheguei a seguinte conclusão: Só podia mesmo ser um homem para ter tal definição. Problema de auto-estima, é quando você não consegue se enxergar e logo, não dá a mínima para sua imagem. Torna-se desleixada, mal cuidada, feia. Para mim, quem cuida de seu corpo e de sua aparência, está se amando e se respeitando. É claro que não podemos colocar nesse patamar, aquelas que ficam cegas diante de si e passam a extrapolar o bom senso fazendo loucuras para manter sua aparência. Aqui, falo das que sofrem de certas disformias mas aí, já é outra questão. Desde criança que sou vaidosa. Gosto de me arrumar, me maquiar, es...

Momento teen

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(Imagem tirada do Google Imagem) - Luca! Você me pertence! - gritou Juju pulando no pescoço do jovem. - Ei! Pára com isso menina! Que eu não pertenço nem a mim mesmo! - disse retirando os braços enlaçados da garota que o olhava espantada. O brilho do olhar de Juju apagou-se como se tivessem desligado o desjuntor de seu ser. - Puxa!... pensei que gostasse de mim tanto quanto eu de você Luca...- falou de forma quase inaudita. - Guria! Gosto. E muito...mas por favor, esse negócio de pertencer fala sério! Não sou mercadoria muito menos objeto pra pertencer a quem quer que seja. Aprenda isso e leve com você: ninguém pertence a ninguém. Se gostamos de alguém, optamos por ficar com ela. Não porque pertencemos a ela. Entende? O carinho, o amor não deve ser corrente que prenda as pessoas. Muito pelo contrário. O amor deve libertar...li isso em algum lugar. Não me lembro onde. - Também, tinha de me apaixonar por um nerd que vive lendo livros! Dá nisso né? Filosofa o tempo todo. - Tá reclamando ...

Descoberta

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(Imagem retirada do blog Bonecas e Bonecas ) Somos uma formação complexa de sentimentos, emoções, entraves, traumas e tantos outros bichos que habitam nosso interior. As vezes, passamos uma vida inteira sem nos depararmos com tais seres. Ou devo chamá-los de fantasmas? Não sei. O que sei, é que de uns anos pra cá, coisas que nunca havia me incomodado passaram a me incomodar. E hoje aconteceu algo, no mínimo, inusitado. Uma pessoa abordou determinado assunto e de repente, Páh! Sabe quando algo dentro de sí destrava, explode, vem à tona? Me senti uma matrioshka , vendo sair de dentro de mim uma persona que até então desconhecia. Nunca havia me sentido assim antes e confesso que fiquei bem mal. De imediato, lágrimas inundaram meus olhos e já não conseguia me controlar. As pessoas que me rodeavam ficaram sem entender o que havia acontecido pra que eu chorasse tanto. Como uma representante fiel do que é ser adulta, achei que estava pagando o maior mico chorando daquela forma. No entanto, de...

Ainda uma bela mulher

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(Imagem retirada do blog Acerto de contas ) Amanhece. Entre nuvens espessas, flocos de poluição a sair das chaminés e os primeiros acordes de uma cidade despertando para mais um dia, eis que surge bela na sua feiura e contrastes. Abrindo seus enormes braços de mãe amorosa mas enérgica, recebe diariamente milhares de pessoas vindo de todos os lugares. Brinda à todos com um cardápio pra lá de diversificado com uma rede gastronômica de dar inveja a qualquer metrópole. Ativa vinte e quatro horas incessante não deixa ninguém na mão. O que se desejar ou sonhar, ela lhe oferece. Tribos de todo tipo se cruzam formando um mosaico bizarro Suas centenas e centenas de ruas, avenidas, alamedas surgem diante de nós como imensa rede sanguínea com frotas de automóveis ensurdecedores conferindo-lhe mais vida, mais neurose, feito um enorme dragão cuspindo fogo com suas luzes a piscar ao cair da noite. Seus bueiros, lixos, buracos mostram que a bela também sabe ser fera. E que fera! E o que dizer de sua...

Reflexão pós feriado

Voltamos de um feriado mais cansados do que quando saímos. É impressionante como a sensação de cansaço toma conta ao voltarmos para a rotina de trabalho. E olha que gosto demais do que faço mas a cada dia, sinto-me mais esgotada. Xiiiiii!!! Será os verões passando à jato? Pode ser. mas tenho cá pra mim, que o que mais cansa na vida contemporânea, é o bombardeio contínuo de informações que recebemos diariamente. E o pior, tais informações na sua grande maioria, são inúteis! Não me servem para absolutamente nada! Logo, me canso a toa! Céus! Preciso mudar minha rotina urgentemente caso contrário, envelhecerei antes do tempo e ainda por cima comprometo meus olhos, meu cérebro e minha paz de espírito. Fecho essas minhas reflexões lembrando da tranquilidade de meus avós. Vida dura na lida, mas mansa e relaxada no seio de sua casa sem TV, sem Internet, sem jornais que escorrem sangue. Só tinham para sí o bom e velho bate-papo, muitas risadas e uma ótima noite de sono... E aí Alice, acordei! P...

Pequenino exterminador

Sala de estudo cheia. Não tem um lugar vago. Epoca de recuperação na escola e todos aqueles que, ou brincaram durante todo o ano, ou tiveram muita dificuldade, têm uma última chance de conquistar nota para passar de ano. Sons de páginas virando. Olhos nervosos e atentos. Vozes baixas que discutem a matéria estudada. No entanto, no meio dessa pintura escolar, observo uma expressão que difere dos demais. Um par de olhos de um verde intenso plantados feito esmeraldas num rosto repleto de sardas que flutua no ar mirando algo que não consigo captar. Pronto. Minha curiosidade está acionada. O que será que mantém sua atenção? Sigo seu olhar mas não consigo enxergar o alvo dela. Ele sorri...mais um pouco e chega quase a gargalhar. Peço silêncio de minha mesa. Olha-me, engole a risada, respira fundo e finge estudar. E eu, de minha parte, finjo trabalhar mas não consigo pensar em mais nada a não ser descobrir o motivo de seu riso. E fico mentalmente discorrendo sobre os inúmeros motivos dele se ...

Emocional masculino. Alguém pode me explicar?

Quer saber? Cansei! Cansei de tentar entender os outros, cansei de medir palavras e me preocupar sempre em ser a boa menina, educada, gentil e sorridente. Estou farta de sempre buscar a compreensão de outros na tentativa de entender seus comportamentos, suas atitudes, suas mesquinharias. Tentei ser católica, fiz primeira comunhão e assisti missas. Um saco! Busquei o espiritismo, tentei elevar meu espírito, deixando de lado a pequenez humana e mundana. Cansei de tentar ser iluminada! Não contente, fui em busca dos conhecimentos budistas e na tentativa de ficar zen, fiquei de saco cheio! Saí em busca de mais movimento e menos meditação, caí num terreiro de umbanda e, ao som de muito atabaque, rodei minha baiana, virei Pomba-Gira inúmeras vezes, bebi muita marafa, me transformei no Preto Véio e quer saber? Tomei entojo! Busquei outras filosofias de vida e tudo , para tentar entender o ser humano, em especial, os homens. Quanto mais tentava compreendê-los, mais ia pirando na batatinha, na ...

A cidade e seus personagens

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(Imagem retirada do Google Imagem) A garoa desce pela metrópole como um manto gelado cobrindo os rostos atormentados pelo cansaço de mais um dia de trabalho. O trânsito, só para variar, se torna caótico formando de imediato uma serpente que circula de forma sinuosa pelas ruas materializando um imenso cordão de luzes. Buzinas se fazem ouvir a quilômetros de distância anunciando mais uma noite complicada e servindo de infeliz profecia afirmando que todos chegarão muito tarde em suas casas. Nas imensas filas que se formam nos terminais de ônibus,expressões de aborrecimento, preocupação, raiva e revolta se mesclam aos olhares de fome voltados para o rapaz que prepara e vende os "churrasquinhos de gato" na esquina rivalizando com o quiosque que vende do outro lado da rua, salgadinhos e saquinhos de pão de queijo que fazem a alegria daqueles que têm uns trocadinhos para gastar. Ônibus chega lotado, ônibus sai abarrotado de material humano empilhado uns sobre os outros e assim, suc...

Desejo realizado

Jú se encontrava em cólicas de tanta ansiedade e tédio. Toda aquela encenação, todo teatro que desenrolava perante seus olhos não a emocionavam. Tinha seus pensamentos bem longe dali. Comparecera aquele evento por pura obrigação. No entanto, sua vontade era de estar quilômetros dali ao lado de suas amigas e amigos que já se divertiam com toda certeza. Sempre fora uma menina descontraída e agora, uma mulher, mesmo que mais amadurecida, atuando com desenvoltura em sua profissão onde era bastante respeitada, detestava esse tipo de evento. Muita pompa, muita frescura na sua opinião. Fora aquele discurso todo, blá. blá.blá... De imediato, seus pensamentos voaram para aquele lugar onde gostaria de estar. Aquela agitação toda das pessoas se encontrando, se confraternizando numa sincera alegria, naquela euforia contagiante que sempre precedia a hora do show começar. Seus pensamentos voaram de tal forma para lá que, de repente, já sentia até mesmo os aromas de café da cafeteria que tinha logo n...

Devaneios na biblioteca

Nesse exato momento me encontro em absoluto sossego aqui na biblioteca. Coisa rara afinal, nesse horário está sempre cheia de jovens. No entanto, o silêncio, a solidão não me incomoda. Muito pelo contrário, adoro o barulho do silêncio. Amo o conversar dos livros nas estantes. É incrível como eles interagem comigo. Olho as paredes, os livros expostos para divulgação, noto as mesas e suas cadeiras alinhadas (coisa rara). A seção de histórias em quadrinhos salta diante de meus olhos me convidando a brincar com eles. Fico tentada. É tão bom voltar a ser criança! Olho para o outro lado do corredor e vejo a entrada da biblioteca infantil. Tão solitária quanto eu. No entanto, vejo que na árvore da cultura, me espionam seres mágicos tão curiosos pela minha pessoa quanto eu a vislumbrar suas figuras. Um deles inclusive, me acena timidamente esboçando um sorriso maroto. Ouço um Tlin-tlin e meus olhos imediatamente se voltam para uma pequena criatura que também me acena do canto de uma das parede...

Por fora casca dourada, por dentro pão bolorento (ou algo parecido)

Sabe de uma coisa que adoro fazer? Não? Vou confessar pois é uma das coisas que mais me dá prazer. Sempre que ando de condução, quando não durmo ou não estou lendo, adoro observar as pessoas. Nossa! A fauna humana é tão diversificada e tão rica! Em alguns minutos andando num ônibus ou no metrô ou, mesmo quando dou aquela parada para um cafezinho, sento-me e saboreando um delicioso expresso, passo a minha atividade de observatório. Jovens descolados, com suas calças laaaaaá embaixo, cabelos desestruturados e coloridos, piercings por toda parte. Senhoras encurvadas pelo tempo e pelo sofrimento, trazendo na cabeça, um coque grisalho, olhar perdido, cansado, talvez de um dia inteiro de trabalho duro na fachina na casa ou apartamento de alguma dondoca. Pensando no que vai cozinhar ao chegar em casa para sua família: seu marido pedreiro de obras que costuma sempre chegar em casa mamado de tanta pinga, reclamando da vida, da dureza, da parca comida em casa, da falta de beleza de sua companhei...

É para se dobrar de tanto rir!

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Nossa! Lidar com a ansiedade de não poder escrever por estar ocupada demais é dose! Terminei de ler um livro e estava louca para fazer por aqui meus comentários e nunca que dava tempo ou oportunidade. Mas agora - estou aproveitando uma folga no meu trabalho - acho que dá para falar um pouco. Descobri esse livro no blog da Georgia (viu Georgia?) e achei o máximo pois já sou fã do autor enquanto músico (compositor e cantor) e não sabia que ele também tida escrito um livro. Estou falando do livro O Pai invisível, de Kledir Ramil. Lembram dele? Da dupla Kleiton e Kledir? Adoro suas músicas! Nesse livro, Kledir expõe suas experiências de pai de dois adolescentes e suas aventuras ao lidar com essa idade tão peculiar. Com um humor delicioso e numa escrita ágil e elegante, Kledir me surpreendeu e dei boas e muitas risadas diante de situações hilárias passadas em família. É claro que todos se identificam. Quem tem filhos nessa idade ou que já passaram dessa idade, vai se identificar com as sit...

Doidas e Santas

Nesse feriado prolongado, não resisti e mal o livro chegou à biblioteca, peguei-o para ler durante esses dias de folga. Já estava de olho nele desde que li a seu respeito num blog há uns dois aos atrás, se não me engano. Gostei da capa, gostei da sinopse e decidi que iria ler um dia. Já no ônibus, de retorno a minha casa, comecei a ler e não parei mais. Nem reparei no trânsito e na demora que tive devido ao feriado prolongado. Literalmente viajei nas páginas e nas histórias que Martha Medeiros divide conosco (leitores). Suas crônicas são deliciosas, com um senso de humor refinado e com uma leveza que muito aprecio. Estou quase terminando a leitura, faltam poucas páginas e já estou querendo ler mais livros dela. Me conquistou! Estou falando de seu livro Doidas e Santas e mais uma vez, reforço a minha sugestão para que mais e mais pessoas se interessem em ler crônicas. Digo isso pois sempre esbarrei em pessoas que mesmo gostando muito de ler, não se permitem aventurar-se em outros estil...

Ai que vontade que dá

E a Páscoa passou, descansei, li muito (pra variar), dormi, comi e só faltou para completar...um pouco de sexo! É!!!!!!!!! Sexo, sim senhor! O quê? Escandalizei? Não vejo o porque de tanto espanto afinal, sou de carne e osso também. Aliás, ultimamente mais carne (e gordura) do que osso. Sabe gentem, não estou me descabelando não, muito menos se lamentando. É só um desabafo de uma dentre inúmeras, talvez milhares de mulher que se encontram só. Mais uma vez digo só porém não solitária. Nunca fui muito romântica não. Aliás, sendo uma canceriana, fujo um pouco do esteriótipo. Sempre fui muito livre, individualista, moderna, que sempre colocou sua carreira e sua formação intelectual acima das demais coisas. Namoro? Bah! Não me faz falta! Casamento? Credo! Que coisa mais antiquada! Filhos? Cruzes! Nem pensar! Conquistei muitas coisas, viajei muito, conheci pessoas incríveis. Olhando para trás, vejo que sou uma privilegiada. Conquistei o que muitas pessoas jamais chegaram perto. Poder, prest...

Cotidiano

"Todo dia ela faz tudo sempre igual..." Muriel despertou naquela manhã com o trecho da música de Chico Buarque na cabeça. Iniciou seu dia exatamente como todos os demais dias: sentou-se na cama, se espreguiçou bastante para acordar seu corpo, foi ao banheiro rápido e a seguir, foi para a cozinha. Chegando lá, pôs o café pra fazer, o leite pra ferver, as fatias de pão de forma para tostar, arrumou a mesa para o café da manhã e correu para se arrumar para trabalhar. Durante o trajeto entre sua casa e o trabalho, dentro da condução lotada, Muriel se pegou pensando no quanto sua vida era uma mesmice. Exatamente como na letra de Chico, todo dia ela fazia as mesmas coisas, passava pelas mesmas ruas, encontrava as mesmas pessoas (ou será rostos) na condução e, ao chegar a empresa, cumprimentava as mesmas pessoas. Todo santo dia! Enquanto divagava sobre sua vida besta, sem querer, ela se viu olhando para uma pessoa que, no mínimo, podia-se classificar como esquisita. Uma moça que enc...

Quase fui pra lona

Hoje pela manhã ao vir pro trabalho, me aconteceu algo que poderia até colocar na categoria do surreal. Nunca fui dada a brigas, não cresci no meio de baixarias, falta de respeito e, portanto, sou uma pessoa da paz. Decidi ir pro trabalho de trem e metrô afinal, vai mais rápido, não pega trânsito e chego mais cedo ao colégio. Pois bem, ao chegar a estação de trem já me assustei um pouco pela quantidade de gente na plataforma. Mas até aí, tudo bem. Ao chegar o trem, é aquela briga para ver quem consegue entrar primeiro e conseguir um lugar pra sentar. Como desço na quarta estação, nem me preocupo em brigar por um lugar pois desço logo. Fico na porta mesmo afinal, é mais fácil para descer. Saímos da estação com o trem pra lá de lotado mas sem maiores problemas. Ao chegar na segunda estação, saí para fora para facilitar a saída dos que iam descer e após todos descerem, regressei para dentro do trem. Qual não foi meu susto ao sentir algo volumoso quase me atravessar o rosto! Meu reflexo fo...

Aguaceiro me impediu de ir ao teatro

Está ficando pra lá de difícil conviver com essa chuva de hora marcada aqui em Sampa. Tudo o que tiver de fazer, faça pela manhã pois após as 14h00...é água na certa. São Pedro não está pra brincadeira não gente!!! Ontem, já estava tudo acertado para eu sair daqui do trabalho e ir direto pro teatro. Ao sair do colégio, já me molhei inteira pois a chuva não estava fraca não. Consegui pegar um ônibus e então, deu-se a aventura que parecia não ter mais fim. Trânsito, chuva. Chuva, mais trânsito. E o ônibus enchendo cada vez mais. Lá pelas tantas, já cansada de ler para passar o tempo, peguei no cochilo e dormi gostoso. Até que fui despertada com...goteiras bem em cima de minha cabeça! Ninguém merece mesmo!!!! Resumo da ópera: quando finalmente estava entrando no terminal no bairro onde moro, já eram 20h15. O espetáculo já havia começado. Quando faltava uns 15 minutos para as oito da noite liguei para minha irmã que já se encontrava no teatro e disse à ela para não me esperar pois não cheg...

Confraria dos últimos românticos

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Adoro descobrir coisas novas e, se forem voltadas para literatura, livros e música que são minhas paixões...Aí eu literalmente caio de boca. Quando li sobre esse blog, imediatamente fui conhecer e recomendo à todos que como eu, gostam de literatura, gostam de escrever e, é claro, ler! Fica aqui minha sugestão. (Notícia retirada do Publishnews, 15/01/2010) Uma das produções veiculadas pelo Mondolivro tratou de um blog à moda antiga. A “ Confraria dos Últimos Românticos ”, criada pelo jornalista e escritor Helder Cavalcante Jr., de Rio Branco, no Acre. É um blog onde amigos e colaboradores postam pequenos contos, poemas, crônicas e histórias sobre o amor. Os encontros e desencontros, a vida noturna da cidade e mesmo os casos piegas são motivo para um bom texto. E ainda rola interatividade. Leiam as histórias dos outros e deixe a sua através do site. Acesse o áudio do Mondolivro!!!

Eu ouço cada uma...

Sempre que estou no coletivo seja ele trem, metrô, ônibus costumo observar as pessoas e cá entre nós, a gente sempre sai com algumas histórias que dariam verdadeiras crônicas. Quando não estou com sono - se for pela manhã, quase sempre - capto algo digno de nota. Outro dia tinha duas comadres conversando atrás de mim na fila e foi bem divertido ouví-las conversando. Até porque, mesmo que não quisesse seria impossível pois as "Maricatas" falavam muito alto e não tinha como não prestar atenção a conversa. Foi mais ou menos assim: -Maria, tô muito avexada! Cridita que peguei o cachorro filo duma égua na minha cama com minha melhor amiga? Cão da peste! Affê! Qui tô putcha da minha vida! -Severina, mulé de Deus! Diga isso não! Tô passada cuma notiça dessa! Quandio foi o sucedido? -Sexta passada! Depois de trabalar um dia inteiro fazendo faxina em casa de bacana, chego em casa arriada de cansaço e o que encontro? O sem vergonha, filo de um tinhoso com uma rapariga desdentada no ma...