Uma viagem inusitada
Se tem uma coisa que gosto de fazer quando ando em transportes públicos é observar as pessoas. É impressionante como captamos situações, histórias, cenas que dão excelentes contos ou crônicas. São uma verdadeira exposição de personagens que ficam expostos ao gosto do freguês. No caso, o escritor. Já fiz muito texto baseado em pessoas que observei em ônibus, metrô, nas filas de banco, em consultórios médicos e tantos outros lugares públicos. Outro dia, já tinha me acomodado no banco do ônibus que sempre pego para vir ao trabalho. Já tinha colocado meu fone de ouvido, ligado meu MP3, me posicionado par fechar os olhos e embarcar de boa na viagem. Mas uma pessoa me chamou a atenção.Era um rapaz de seus vinte e tantos anos. Bem apessoado, bem trajado, típico estudante universitário. Cabelos anelados e dourados, olhos azuis, boca bem feita e um corpo esculpido pela musculação. Usava uma calça jeans e um moletom de grife e um tênis idem. Enfim, um garotão que qualquer menina deve pagar umas...