Hoje, passeando pelas estantes de livro daqui da biblioteca onde trabalho, estava "garimpando" alguns títulos para deixar em exposição para as férias (estão chegando, graças à Deus!!!!), quando me deparei com esses dois livros que já li há algum tempo.Foram livro que me envolveram de tal forma com sua trama inteligente, que simplesmente não os esqueci. E se der, vou relê-los futuramente. Não sei se já falei deles por aqui - não procurei saber pois estava com uma preguiça básica - mas acho que vale a pena falar sobre eles e deixar como dica de excelente leitura. Sempre gostei de ler livros cuja trama seja inteligente, no qual o autor me surpreenda a cada página lida e virada. Gosto também de livros com enredo histórico, afinal, gosto de ler e aprender sempre um pouco mais. Por outro lado, adoro romances policiais e de suspense. Esses dois livros no qual falarei, tem tudo isso e um pouco mais. Traz um ingrediente que faz toda a diferença: o personagem principal é o jogo de xadrez. Gente, não sei jogar esse jogo mas depois de ler os dois fiquei interessadíssima em aprender! Fascinante!
O primeiro que li já faz algum tempinho, deixe-me ver....céussssssssss!!! Fiz as contas e lá se vão 10 anos que li esse livro!!! Caramba, tô ficando velha!!!! Foco!!!
Então, voltando ao livro, A Variante de Lüneburg, de Paolo Maurensig, Editora Companhia das Letras.
"No centro de um labirinto, há um espaço em forma de tabuleiro de xadrez. No tabuleiro, um cadáver. A partir daí, a narração se desdobra no espaço e no tempo, envolve outros tabuleiros (alguns corriqueiros, outros extraordinariamente humildes ou requintados, um outro dotado de poderes mágicos) e outras vidas, todas corroidas pela paixão do jogo e pelo esforço mental e psicológico que ele exige. A solução do mistério está num campo de concentração nazista, tabuleiro cercado de arame farpado, onde as peças são os prisioneiros e seus carrascos"
O outro livro é O Quadro Flamengo, de Arturo Pérez-Reverte, da Martins Fontes. A trama é a seguinte:

Uma restauradora descobre uma frase escondida em um quadro de um pintor holandês que está a restaurar. A frase remete a um possível crime cometido antes mesmo do quadro ter sido pintado e implica em uma valorização do quadro, que está para ser leiloado. Alguns dos personagens que se envolvem com esta descoberta morrem e a trama passa para o ritmo totalmente detetivesco dos romances policiais.
(Resumo da obra retirado do blog Livros que eu Li )
Apesar de Aguinaldo M. Severino (autor do blog citado) achar que o livro possa ficar um pouco entediante para quem não sabe jogar xadrez, eu discordo pois não sei jogar e no entanto, me deliciei com a trama. O autor é excelente em amarrar bem os personagens e suas aventuras. O mundo das artes, que para mim sempre foi fascinante, é muito bem descrito na história. O que enriquece mais ainda. É isso gente. Minha dica de hoje para amantes da boa leitura e do xadrez.