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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Uma viagem à Terras dos Encantados


Sonhadora que sou, desde a mais tenra idade, sou movida pela fantasia. Quando pequena, adorava ouvir as histórias que papai contava à noite, após o jantar. Ouvir as contações de meus avós também era prazeroso e isso fomentou meu espírito sempre ávido pelas fantasias. Não poderia ser diferente: tornei-me amante dos livros, profissional deles e pretensa escritora. E por falar em livros, já mergulhei em diversos mundos fantasiosos que varia de O Mágico de Oz, passando por Alice no País das Maravilhas, mais recentemente tornei-me fã de O Senhor dos Anéis, Harry Potter. Vibrei ao ler a brilhante história ainda desconhecida do grande público, A Casa do Escorpião, de Nancy Farmer.
Sou fã de carteirinha da série Once Upon a Time que reuniu todos os personagens que sempre amei em separado. Enfim, sou pela fantasia e pelo fantástico sim!
Toda essa minha introdução, é para apresentar à vocês o livro que estou lendo. Ainda não terminei mas, já amando.

Terras dos Encantados: a jornada do Círculo, de Ana Santana.


Ana, assim como eu, é uma amante da fantasia e construiu uma história cativante com personagens que encantam.


Com uma pegada na distopia e na espiritualidade, a história é sobre Fadas, druidas e humanos numa aventura que começa vagarosamente apresentando os personagens e, com o passar das páginas, ganham velocidade e deixa o leitor numa expectativa pelo final.
Ainda não terminei minha leitura até mesmo porque, estou lendo mais três livros simultaneamente (loucura né?) mas posso desde já garantir que é uma deliciosa viagem à terras encantadas. Para quem curte esse gênero, vale muito a pena conhecer. E um detalhe: é história criada aqui, em nosso país e da melhor qualidade. Venha você também conhecer Terras dos Encantados.
Por enquanto, só tem em formato digital pela Amazon


Sinopse: Nina cresceu nas Terras dos Encantados, sob a pressão de estranha profecia. Alane, um sacerdote druida, ajudou a desenvolver seus dons. Lorena é filha adotiva de cientistas obcecados pela produção da antimatéria. Cética, acreditava apenas no poder da Ciência. Às vésperas de um aniversário de 17 anos que modificará radicalmente suas vidas, conflitos sanguinários ameaçam destruir seus mundos. Nesse redemoinho, os pais de Lorena desaparecem; para salvá-los, ela precisa atravessar as fronteiras entre as duas dimensões. É quando os caminhos de Nina e Lorena se cruzam. Nesse instante, emergem antigos fantasmas do passado. E uma herança sombria leva as jovens a partir em busca do Livro do Futuro. Este misterioso manuscrito pode ser a chave para salvar os dois mundos. Para encontrá-lo, Nina, Lorena e seus aliados deverão não apenas derrotar seres das trevas, mas também as sombras que ameaçam dominar suas próprias almas. E, se vencerem, restará decifrar um último enigma. O Livro do Futuro salvará realmente os Humanos e os Encantados? Ou será apenas mais uma arma nas mãos dos inimigos? Personagens fascinantes compõem essa trama de natureza fantástica e espiritualista, preponderando a presença feminina em cada página. Velhos estereótipos são revistos, principalmente conceitos como herói e vilão. 
Nessa história, nada é o que parece ser.


Ana Santana também tem blog por onde você pode acompanhar seus escritos: Valise de palavras

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Vinte anos sem sua presença


Hoje, logo ao chegar ao trabalho, ligar meu computador e ver as novas do dia, deparei-me com uma reportagem sobre Caio Fernando Abreu. Foi mandada por um amigo que também nutre admiração por esse escritor que tanto me agrada. Lendo a reportagem, vi que hoje, 25 de fevereiro, completa vinte anos de sua morte prematura.
Prematura em todos os sentidos. Morrer aos quarenta e sete anos, é cedo demais. Assim como foi cedo demais calar a voz de alguém que tinha tanto ainda por dizer, tanto por escrever. E se ainda estivesse vivo, quanta matéria bruta para ser lapidada por ele e transformada em contos, crônicas, quem sabe até um romance!
Caio deixou toda uma geração órfã quando partiu. Mas, assim como Fênix, ressurge no cenário literário cada vez mais forte. Principalmente nas redes sociais. As novas gerações estão conhecendo e admirando os escritos atuais, humanos, urbanos que ele deixou. Ao meu ver, não tem como não gostar, não se sensibilizar afinal, Caio fala sobre os conflitos humanos tão comum à todos. Natural que haja uma identificação de imediato. Se você ainda não conhece a obra de Caio Fernando Abreu, hoje é um bom dia para conhecer. Tem muita coisa dele a disposição.
No site LeLivros, você tem acesso a vários livros dele como Morangos mofados, Onde andará Dulce Veiga, Os dragões não conhecem o paraíso, e outros. Vale a pena conhecer. E você? Já conhece a obra dele? Diz para mim.
Enquanto isso, convido a todos para ler minha homenagem que escrevi no meu blog Sacudindo as ideias. Aquela puta amizade que foi sem nunca ter sido

Te espero por lá. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sob a luz de Lua de Papel


Nessa minha longa vida de leitora, já li praticamente de tudo. Romances épicos, romances açucarados e previsíveis, suspenses, terror, gótico, dramaturgia, biografia, autoajuda, poesia, enfim, passeei por diversos gêneros e estilos literários. E nessa minha caminhada literária li autores geniais, medíocres, mais ou menos e aqueles que simplesmente fechei o livro e mandei embora sem dó nem piedade.
Parto sempre do seguinte pressuposto: se escreveu, é porque deve ter algo que queira transmitir.
E, acredite, na maioria das vezes consigo mesmo compreender o que o autor desejou com seu livro, sua história. E tem mais, gosto de conhecer autores de todas as nacionalidades, gosto de penetrar nos universos que fogem de minha rotina. Já li autores espanhóis, italianos, franceses, tchecos, alemães, ingleses, árabes, holandeses, japoneses, e... pasmem! Brasileiros! Não é incrível isso?
Leio, devoro, degusto autores nacionais de vários estilos e épocas. E cada vez que termino um livro de autor nacional paro e penso: Como temos talentos por aqui!!
Anos atrás, tive o grato prazer de conhecer a obra do excelente escritor Josué Montello e ao ler um de seus últimos livros "Uma sombra na parede", pela primeira vez li um romance entre duas moças: Malu e Ariana.Ao término da leitura, parei e pensei: Que puta romance!

Recentemente compareci a um lançamento de livro que me fez ler saborosamente cada frase que compunha a história. Várias vezes me peguei voltando aos capítulos iniciais ou recapitulando o mesmo pelo puro prazer de novamente me deliciar com a bela escrita.
E anos mais tarde, vejo-me com uma história de amor entre duas moças. Dessa vez as protagonistas são: Alexandra e Raissa.
A primeira, uma jovem interiorana que sonha sair das mediações de sua cidade (Teodoro),e ganhar o mundo. Jovem inexperiente, ingênua.
Raissa, uma jovem urbana, vivida, moderna, escritora .
Dois mundos totalmente diferentes entre si mas que pouco a pouco se mesclam e se alimentam numa vivência que, com certeza, enriquecerá a ambas.
Ambientado hora no mundo universitário onde ambas estudam, nos ambientes GLT que Raissa frequenta, hora no mundo simples da cidade de Teodoro.
Algumas vezes confesso que fiquei muito brava com a personagem Alexandra. Sua paralisia, sua negação da realidade, seu desdém com o povo de sua cidade, tudo isso me irritava. Às vezes me pegava brigando em voz alta com a personagem. Isso significa que os personagens foram muito bem desenhados pela autora e tornaram-se verdadeiras diante do leitor - no caso, eu.
Ao término da leitura, já sentia saudades delas e de suas aventuras e desventuras.
(Foto Pedro Mattos Werneck)

Lua de papel, romance da escritora Lunna Guedes tem uma narrativa delicada, lírica, feminina contrariando todo o esteriótipo de que o amor lésbico tenha de ser caricatural, grotesco, masculinizado.
Acompanhar as descobertas de Alexandra, nos leva enquanto leitor, muitas vezes a fazer descobertas em nós mesmo afinal, sentimentos são sentimentos independente do gênero. A paixão, a atração, o querer bem, o desejar alguém. Lunna é uma escritora que trás em sua escrita uma nostalgia que torna a história uma viagem prazerosa. Detalhe: O livro é artesanal e confeccionado pela própria autora. Durante o lançamento, ela foi terminando o livro diante de cada leitor que ali compareceu - o que deu um toque mais que especial ao evento.
Quer ler um trecho do livro? Vem aqui
Para adquirir, acesse aqui

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vidas provisórias: quantas existem espalhadas por esse mundão - sugestão de leitura


Desde que Edney Silvestre se lançou como escritor, tinha uma certa curiosidade em ler seus livros. Aqui na biblioteca onde trabalho temos todos eles mas até então, não tinha lido nenhum. Sempre estando com um livro ou dois já com a leitura em andamento e assim o tempo foi passando. Até que agora em julho, estando de férias em casa, decidi baixar alguns livros em meu tablet. Foi onde vi o livro Vidas provisórias para baixar grátis.
Iniciei a leitura e gostei bastante de ler no tablet e de conhecer o conteúdo da história. Mas qual não foi minha surpresa ao terminar de ler o que tinha baixado e achar que não tinha baixado tudo. E não tinha mesmo! Retornando das férias peguei o livro na biblioteca e reiniciei a leitura e me envolvi com uma narrativa maravilhosa, personagens que me cativaram.

Sinopse: Expatriados, separados no tempo e na geografia, Paulo e Barbara compartilham, além da experiência do exílio, o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Diferentes motivos os levam ao estrangeiro. Em 1970, Paulo, perseguido pela ditadura militar, é preso, torturado e abandonado sem documentação na fronteira, de onde segue para o Chile e depois para a Suécia. Barbara, com uma identidade falsa, deixa o país para trás em 1991 — durante o governo Collor —, fugindo de um rastro de violência, e se instala nos Estados Unidos como imigrante ilegal. Em seu terceiro romance, Edney Silvestre cria um vigoroso retrato das transformações que ocorreram no país e no mundo nos últimos quarenta anos, com uma trama que viaja pelo Chile, Suécia, Estados Unidos, França e Iraque. O autor se vale, com sensibilidade, de sua experiência de onze anos como correspondente baseado em Nova York para revelar o universo dos imigrantes e, ao mesmo tempo, recriar de forma contundente um Brasil visto a distância

O autor consegue através de sua experiência enquanto jornalista, traçar um painel de um Brasil visto do lado de fora por esses personagens que - de uma hora para outra - se veem arrancados de suas vidas, de suas famílias e jogados num país que não é o seu, uma língua que não dominam, costumes diferentes. mas acima de tudo, o que tortura e oprime não só os personagens mas nós leitores também, é a perda de suas identidades.
Lendo esse livro me peguei várias vezes parando e refletindo em como eu reagiria numa situação semelhante. Não tem como saber. Somente passando por isso é que sentiremos na pele e eu, espero nunca passar por isso. Amei os personagens que são cativantes: Paulo, Bárbara, Sílvio, os demais personagens menores mas tão marcantes quanto os principais.
Leitura excelente e já me deu vontade de ler os demais livros dele: A felicidade não é fácil e Se eu fechar os olhos agora.
Aliás, é esse segundo livro que vou ler pois acabo de ver que os personagens principais são os mesmos que aparecem no livro Vidas Provisórias. Que interessante!
Bom essa é minha dica de leitura de hoje. Para mim foi ótima leitura e espero que vocês gostem também.

domingo, 3 de agosto de 2014

Sujeito sem verbo: narrativa impactante


No mês de julho li um livro que me deixou impactada diante de tamanha beleza e crueza sobre a solidão humana. Se pararmos para analisar a fundo, todos sem exceção, somos solitários. A começar pelo nascimento e finalizando com a morte.
Atravessamos uma vida inteira nos iludindo que a solidão só existe no outro. Nunca em nós. Ledo engano!
E pude comprovar das mais variadas formas, a solidão do cidadão nos belos, crus e tocantes contos do escritor Fernando Rocha. O livro já é uma pérola a começar por seu título que já diz muito: Sujeito sem verbo.
Quando recebi pelo correio esse livro vindo do próprio autor, não imaginava o conteúdo da obra. As vezes prefiro assim. Iniciar minha leitura sem nenhum conhecimento e aos poucos descortinar sua mensagem. 
Contos curtos, ágeis mas que nos entrega um cotidiano ácido, sem colorido, sem brilho, comum.
O mais incrível é nos apercebermos que tudo isso é tão próximo de nosso cotidiano.
A diferença é que muitos de nós conseguimos lidar com isso e levar a vida adiante. Outros já não conseguem e perdem pouco a pouco a vontade de viver ou simplesmente vivem a esmo, sem expectativas, sem sonhos, sem planos. Passam pela vida de forma anônima feito fantasmas, quase transparentes, quase miasmas de si mesmos.
A primeira leitura que fiz foi de uma tacada só. 
A segunda leitura, fui fazendo de forma calma, reflexiva, parando em alguns trechos e me pondo a pensar, questionar.
Mesmo após essa segunda leitura, passei alguns dias digerindo tudo aquilo que me tocou profundamente.
Fernando Rocha mostrou que sabe traduzir em palavras suas idéias com maestria, com segurança. Não desperdiça palavras. É certeiro. 
Mostra também que é um autor sensível que capta as emoções no ar, que é um observador nato da natureza humana e expõe de forma lírica as mazelas da solidão.
Sem dúvida, um dos melhores livros que li esse ano! E olha que esse livro é o primeiro livro de contos do autor. Que venham logo os outros! Abaixo, postarei alguns trechos da obra:

"...As lágrimas há muito não a abandonavam, volta e meia limpavam seus olhos e o espírito, o sentimento de não pertencer a si mesma é que a fazia se dar, e se dar tão facilmente, para receber em troca apenas uma sensação de arrependimento que brincava de esconde-esconde."
(Um toque no vazio)

"...O dia no trabalho fora tedioso como quase sempre, ao entardecer. A hora do retorno se aproximava, antes a organização da sua mesa e um até logo para os companheiros de serviço, mas sem obter grande êxito, ouvia o silêncio como resposta."
(A porta)

"...Chegando ao lar, abro a porta do quarto em busca do conforto oferecido aos mortos pelos caixões. Existo quando desisto de insistir em entender os porquês. Guiada pelo som melancólico de minhas canções favoritas, avisto certa semelhança entre minhas lágrimas e a chuva."
(Testamento)

"...Seu desapego era crescente, já não ligava mais para a boa aparência, despia-se de seu formato original para agora repousar no infinito nada, seu último verbo foi chegar, conjugado na primeira pessoa do singular..."
(Sujeito sem verbo)

Por essas pequenas pitadas já deu pra sacar a força narrativa de Fernando Rocha. Essa é minha dica de leitura do dia. Se deseja ler o livro na integra, procure o livro nas livrarias ou pelo site da Editora Confraria do Vento

Fernando, agradeço profundamente o livro enviado por você tão gentilmente. Agradeço a chance de ter contato com a literatura de excelente qualidade que você faz. 
E, por favor, não pare por aí. Quero muitos outros!

Livro: Sujeito sem verbo
Autor: Fernando Rocha
Editora: Confraria do Vento
ISBN: 978-85-60676-73-6
Ano: 2013

domingo, 22 de junho de 2014

Plural - espaço para o escritor contemporâneo

Para quem gosta de ler revistas literárias, aqui vai uma dica muito legal. Revista Plural. Nela podemos adentrar diversos universos literários. Artigos,contos, crônicas, poemas. Na edição de maio, faço uma participação com um conto meu. É minha segunda participação. O que me deixa muito orgulhosa pois estou ao lado de uma galera pra lá de talentosa. Venha conhecer!






Breve histórico

Revista Literária Plural - é uma revista literária que promove o encontro entre artistas e arteiros – que visa partir do objeto singular (o autor) para alcançar o objeto plural (o leitor)como se fossem sementes espalhadas pelo chão em plena primavera… Logo, é como acreditar que cada olhar é um pássaro a espalhar o singular que parte de seus autores, fundadores, residentes e colaboradores e suas “escrivinhações”: poemas, contos, artigos, crônicas, resenhas e cartas…

 A história 
Essa é a segunda vez que Lunna Guedes se aventura pela arte de produzir uma revista alternativa – partindo do formato artesanal –, sempre com o objetivo de fazer desse elemento impresso ou virtual uma espécie de território de convívio comum para as letras.

 Na primeira ocasião, a Revista Perspectivas foi criada para ser breve – quatro edições apenas onde muitos elementos se embrenharam a partir da proposta – remover o individuo de sua condição de conforto através de uma escrita aguda, pouco silenciosa.

Em seguida, surgiu o projeto Mostra Plural que teve quatro publicações no ano de 2012. Tudo em caráter experimental, sem idéias prontas ou formatos definidos. Em 2013 o projeto passou a ser apenas Plural – mas o caráter experimental permaneceu...
A revista conta hoje com colunistas fixos: Ana Claudia Marques, Luciana Nepomuceno, Raquel Stanick, Suzana Guimarães, Tatiana Kielberman, Tha Lopes… Além das participações de escritores sempre interessados em fazer desse cenário um horizonte para os olhos.
 Se desejar pode acompanhar a revista através do blog Plural

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

1º Sarau Coletivo Claraboia


 É com muito prazer e uma satisfação enooooorme que convido todos para o 1º Sarau Coletivo Claraboia.

Preparem as veias literárias para dia 20/outubro, às 16h, no Espaço Cultural Mo Li Hua .
Coletivo Claraboia é um grupo de 13 escritores que se reuniu para produzir, divulgar e brincar literatura.
O blog mantido por nós desde jan/2012 já conta com mais de 15.000 acessos e muita história pra contar.
Para celebrar esse sucesso, o 1º Sarau Coletivo Claraboia vem trazer agora a voz e a interpretação dos seus membros, abrindo espaço também para os amigos escritores, para os amigos leitores, advogados, contadores, tecnólogos e todos, todos mesmo!, que qusierem participar.

E pra isso, os passos são simples: mande um e-mail para contato@coletivoclaraboia.com.br com as seguintes informações:
- Nome e mini-biografia (2 linhas);
- Nome do texto e autor.

Não deixe de participar! 
O Espaço Cultural Mo Li Hua fica na Rua Coriolano, 529 - Lapa!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os injustiçados escritores nacionais

Sou o que podemos chamar de leitora sem (ou quase) preconceitos. Movida pela curiosidade em conhecer autores e suas obras, ainda me pego supresa quando vejo o quanto nossos escritores nacionais ainda são objetos de preconceito. Trabalhando há mais de vinte anos em bibliotecas, me espanto quando, ao sugerir alguns autores, vejo as pessoas torcerem o nariz. Pôxa vida! As pessoas nem ao menos conhecem o autor e sua obra e já viram o rosto numa demonstração clara de renegar nossos talentos. Talentos, diga-se de passagem, que na maioria das vezes dão de dez a zero em muito lixo estrangeiro que nos fazem engolir nas livrarias. Agora me pergunto: por que? Por que se negar a ler um autor se nem ao menos conhece seu estilo, sua trajetória de vida literária, seu reconhecimento? Tenho verdadeiro carinho, admiração, respeito por autores como João Ubaldo Ribeiro, Luis Fernando Verissimo, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino. Isso sem contar com nossos autores clássicos como Machado de Assis, José de Alencar entre outros. E também sem contar com nossas escritoras como Clarice Lispectos, Cecília Meirelles, Nélida Piñon e tantas outras que não caberiam aqui. Mas hoje, apesar de gostar demais dos demais autores que falei acima, quero falar um pouco sobre um determinado autor que li, gostei demais e não me conformo com sua invisibilidade perante a maioria dos leitores: Josué Montello.
Sempre que falo sobre ele para alguém, sempre ouço: Quem? Nunca ouvi falar! Nunca li nada sobre ele ou dele. Tomei conhecimento desse autor, quando estava na sétima série do antigo ginásio. A professora deu o livro O labirinto de espelhos. Gostei tanto que nunca mais me esqueci dele. Passado muitos anos, já adulta e trabalhando em biblioteca, tive contato com um professora que era fã desse autor e conversando com ela, me indicou outros títulos para ler. Na sequência li Antes que os pássaros acordem, depois Uma sombra na parede, a seguir Enquanto o tempo não passa, A viagem sem regresso e por último li A última convidada. Ainda tenho muitos títulos dele para ler, inclusive seu livro mais famoso Noite sobre Alcântara. Montello é um mestre da narrativa. Seus personagens são riquíssimos e muito bem estruturados. Tanto que você esquece que são apenas personagens fictícios e se apaixona verdadeiramente por eles. Passam a fazer parte de sua vida. Legal isso não? Suas mulheres são inesquecíveis: Ariana, Edméia, Isabelle, Patrícia, Simone. Essas são apenas algumas das inúmeras mulheres de Montello. Fascinantes, perturbadoras, humanas. E as paisagens de suas histórias então? Montello tem um talento para descrever a cultura e a geografia maranhense. Sem dúvida, um autor injustiçado nesse imenso painel literário. Convido a todos para ler algum dos livros dele. Depois me digam suas impressões. Tenho ceteza que vão gostar. Assim como eu gostei!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Retomei o prazer da leitura com esse livro


Quando li sobre o lançamento do novo livro de Jô Soares, As esganadas, fiquei naturalmente curiosa pois sou fã de sua narrativa. Quando o li pela primeira vez, O Xangô de Baker Street, fiquei fascinada pela facilidade em mesclar situações históricas e personagens veridicos com ficção. Gostei muito também de sua forma leve e seu humor inteligente que já é uma marca registrada há muito tempo. Em seguida, quando lançou O homem que matou Getúlio Vargas, pensei com meus botões: será que ele conseguirá manter o ritmo do outro livro ou será uma cópia do que já se escreveu? Mais uma vez me diverti lendo as peripécias e desastres do assassino profissional mais desastrado da história: Dimitri Borja Korozec. Ri até ficar em cólicas com suas trapalhadas e sua obstinação em querer matar o presidente. Quando lançou Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, mais uma vez adentrei seu mundo fictício mesclado com passagens históricas e um Rio de Janeiro maravilhoso de se vivenciar. Principalmente para quem não teve a oportunidade de conhecer a cidade maravilhosa em seus áureos tempos onde a intelectualidade fervia pelas ruas da cidade. E agora, ao chegar às minhas mãos o mais novo livro dele, literalmente devorei cada página de sua história. E mais uma vez comprovei a astúcia, a inteligência e o dom literário de Jô em desenvolver histórias plausíveis de se acontecer em qualquer parte mas que, como sempre, tem a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo. E porque não dizer como personagem principal afinal, está presente em todos os momentos do livro. Jô resgata ruas, lugares que foram point no passado e que muitas vezes nunca ouvimos falar a não ser que se pesquise como ele próprio deve ter pesquisado e muito.
Bom, como bibliotecária e pesquisadora amadora mas apaixonada, devo confessar que isso me fascina. E os personagens Tobias Esteves, um investigador português que vem parar por aqui, um Sherlock Holmes das terras lusitanas, o delegado sempre ranzinza, a jornalista moderninha e feminista, as vítimas que são sempre personagens interessantes e todo o clima que envolve o romance são um convite para a leitura. Cheguei a ler numa resenha feito em um determinado blog que Jô pecou ao revelar logo de cara o assassino. Discordo afinal, a inteligência de Jô está justamente em desenvolver as tramas paralelas de forma surpreendente e assim, o leitor se vê envolvido e vai até o final do livro. É isso. Deixo aqui meu parecer sobre esse livro e indico para todos que gostam de uma leitura inteligente e bem humorada. Salute Jô!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Prêmio São Paulo de Literatura 2011

Ai galera que escreve. Uma ótima oportunidade!
Já estão abertas as inscrições para a edição 2011 do Prêmio São Paulo de Literatura. Para concorrer, editoras e escritores podem inscrever romances lançados em português em 2010. O prêmio de R$ 200 mil é o maior no país e será dado aos vencedores das categorias: Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano - Autor Estreante. No ano passado quem ganhou foi Raimundo Carrero e Edney Silvestre. A documentação deve ser enviada até o dia 4 de abril. Os 10 finalistas de cada categoria serão anunciados em maio durante o IV Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura. A entrega do prêmio será no dia 1º de agosto, no Museu da Língua Portuguesa. Para o regulamento, clique aqui.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Duas sugestões de leitura

Vamos sacudir a preguiça que se instala no final de ano e começar a escrever pra valer.
Faz tempo que não falo nada a respeito das minhas leituras. No segundo semestre, como estive mais ocupada com meus afazeres da escrita da pós, acabei deixando de lado minhas leituras. O que me deixou um pouco triste afinal, recebendo livros novos a todo momento aqui na biblioteca, não deu outra: fui ficando ansiosa vendo tantos títulos legais chegando e eu não podendo ser a primeira a ler. Mas de qualquer forma consegui ler alguns. E é sobre eles que vou falar agora.
O primeiro que peguei (dos dois) assim que chegou foi Fora de Mim, de Martha Medeiros. Acompanho essa escritora já há um tempo e adoro todas as crônicas dela. Esse livro em questão é um romance. Nele, a personagem passa pela experiência dur
o de ser largada pelo marido. A dor da separação, a constatação de que já não há um par, a certeza de que aqueles momentos felizes não voltarão mais, a dor da rejeição. Tudo isso relatado num ritmo frenético. Exatamente como está o interior da personagem. Leia a sinopse:

Em Fora de mim, a autora vai ainda mais fundo na descrição de sentimentos universais provocados por essa perda, comparada por ela a um acidente de avião, em que os sobreviventes "percebem a perda de altitude, a potência enfraquecida das turbinas e o desastre iminente, até que acontece a parada definitiva da aeronave, (...) e sobe do chão um silêncio absoluto, (

...) a quietude amortizante de quem não respira, não pensa, não sente nada ainda."

A autora inicia sua narrativa visceral no instante da despedida, da queda, do fim trágico, nem além nem aquém da dor maior: quando se tem a certeza de que não há mais volta. Aos poucos, o leitor vai compreendendo como tudo aconteceu, como tudo afinal foi ficando fora de controle.

Recém-separada de um casamento longo e pacífico, a protagonista se apaixona loucam

ente, embora não cegamente, por um outro homem, de personalidade conturbada, com quem vive uma intensa paixão. Consciente do mergulho, a mulher pressente que no fundo daquela relação só acabaria encontrando a escuridão da dor. Mesmo assim, dá o salto. E perde.

A entrega aqui é um vício sem saída.

O segundo livro foi Um erro emocional, de Cristovão Tezza.

Como já havia lido do mesmo autor O filho eterno e simplesmente fiquei extasiada com a forma de sua escrita, assim que chegou esse outro título dele, tratei de pegar para ler.

Confesso que li numa tacada só assim como o da Martha Medeiros. Com um diferencial: são escritas tão diferentes uma da outra, que as emoções fluem de uma maneira louca e absurda.

Com o livro da Martha, numa linguagem mais direta sobre as emoções à flor da pele quando se perde um grande amor, me senti retratada.

Afinal, quem nessa vida já não entrou com a bunda e seu

parceiro com o pé? Dói pra burro! Já no livro de Cristovão, fala-se de emoção também. Assim como fala de interiorização de cada personagem, seus pensamentos mais íntimos, suas "encanações", sua solidão.

Sei que a forma dele escrever não agradará a todos os leitores. Principalmente aqueles que gostam de linguagem direta. Sua escrita é mais subjetiva, dá mais voltas, mas é de uma riqueza que me agrada muito. Aprecio de fato a maneira que Cristovão Tezza escreve. Sem dúvida, já se tornou um de meus escritores contemporâneos preferidos.

Leia a sinopse:

Em Um Erro Emocional, Tezza apresenta a conflituosa relação entre Paulo e Beatriz, um escritor e sua leitora. O livro começa com uma declaração, uma frase truncada: "Cometi um erro emocional." É o ponto de partida para um mergulho em lembranças nem sempre agradáveis. Logo, Paulo e Beatriz vão se tornar cúmplices.

E é isso pessoal. Fica aqui minhas sugestões para iniciar um ano que, espero, seja rico em muitas leituras.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Adoro relações. Relações de sangue então...nem me fale!



Você já se imaginou percorrendo tranquilamente pelas ruas de São Paulo e de um momento para outro ver sua vida virada de cabeça para baixo? Já se imaginou envolvida por seres considerados mitológicos, pura ficção e repentinamente se ver rodeada por uma série deles?E se descobrisse que uma amiga sua também faz parte dessa tribo digamos...de hábitos noturnos? Consegue imaginar tudo isso? Mas creia: isso tudo pode acontecer e de fato acontece com Maria Clara Baumgarten, uma jovem de hábitos normais, rotina normal como qualquer outra pessoa dessa grande metrópole e que de repente vê sua vida transformada após conhecer de uma maneira bizarra, uma jovem de olhar inocente, tipo mignon, frágil, mas que esconde uma verdade que dificilmente um ser humano poderia imaginar ou suspeitar: Lucila é uma vampira! A partir daí, Clarinha não terá um minuto de sossego e terá que ter muito jogo de cintura, perspicácia e atenção pois qualquer deslize e ela poderá ser vítima de um louco de hábitos vampirescos ou mesmo servir de iguaria para um vampiro de verdade.
Sendo uma apreciadora desse tema, já li muitas coisas. De Entrevista com o vampiro de Anne Rice, passando por Os Sete, O Sétimo e demais títulos de André Vianco, circulando pela série Crepúsculo de Stephenie Meyer com seus vampiros teens, se deliciando com a vampira Miriam Blaylock, do clássico Fome de Viver, de Whitley Striber e tantos outros títulos que surgiram após a febre de Crepúsculo. Tive imenso prazer em ter em mãos e ler de forma orgástica o livro de Martha Argel Relações de Sangue. Incrível e talvez imperdoável que sendo uma bibliotecária e trabalhando em contato direto com livros e lançamento dos mesmos, eu não tenha reparado nesse título muito menos nessa autora. Não tem problema, para tudo se tem jeito e, nesse caso, minha reparação será feita agora através dessa resenha. Acredito que somente agora me encontrava em condições de receber esse livro e absorvê-lo no seu todo de forma a compreendê-lo e aproveitar o máximo de sua história e personagens.
Meu primeiro contato com Martha Argel foi através de seu blog que conheci, gostei e deixei um comentário no qual ela me respondeu conhecendo também meu blog e deixando um comentário seu registrado lá. A seguir, recebi um outro comentário pedindo meu e-mail pessoal para futuros contatos. Passado algum tempo, eis que recebo uma mensagem sua me falando de seu livro que ela relançaria na Bienal próxima em São Paulo. Meu contato foi direto com Maya, uma garota super simpática, que trabalha na Editora Giz. Infelizmente não consegui ir a editora na tarde em que Martha recebeu os demais blogueiros que ali estiveram para receber seu kit Martha Argel. No entanto, dias depois estive lá e pude pegar meu livro. Na mesma tarde iniciei a leitura e simplesmente embarquei na história que tem uma dinâmica incrível. Martha consegue dar vida aos personagens e transmite-nos uma imagem quase que em 3D de tão real que é. Ao terminar a leitura, permaneci um tempo analisando meus sentimentos com relação a história que havia acabado de ler. Não deu outra: virei definitivamente fã dessa autora! E quero mais histórias dessas personagens maravilhosas! Que Anne Rice, que Sthephenie Meyer, que P. C. Cast! Temos escritores talentosíssimos por aqui em terras tupiniquins e que dá de dez a zero nesse pessoal. Veja o próprio exemplo de Martha Agel, de André Vianco, de Giulia Moon e tantos outros que ainda se encontram no anonimato mas que já carregam um séquito de fãs de suas histórias fantásticas, com conteúdo e muito , mas muito bem escritas.
Esse é o recado que deixo a todos que por aqui passam e que curtem uma boa leitura. Leiam mais autores nacionais. Leiam os livros de Martha Argel. Aliás, já que no momento falo dela, indico não somente esse livro Relações de Sangue, mas indico também, outro que iniciei a leitura e que já me sinto fisgada. O título é O Livro dos Contos Enfeitiçados. Tem cada história! Só lendo pra crer. Adorável!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cordilheira: uma viagem diferente a uma Buenos Aires não turística


Sempre digo que as coisas não são meras coincidências e que nada acontece ao acaso. E isso também se reflete nos livros que leio. Acredito que já expressei por aqui o que penso sobre os livros. Se não falei falo agora: Acredito piamente que não sou eu que escolhe o livro para ler mas sim, os livros é que me escolhem. E foi o que aconteceu com mais esse livro que terminei de ler.
Antes de sair em férias, já estava com meus livros escolhidos separados para levar para casa. Separei os seguintes títulos: Lis no peito: um livro que pede perdão, de Jorge Miguel Marinho, A elegância do ouriço, de Muriel Barbery, Os 13 porquês, de Jay Asher e a série Um mistério de Sally Lockhart, de Philip Pullman (dois livros). Para curtir os 30 dias de férias estava de bom tamanho não é mesmo? No entanto, no último dia antes de sair de férias, um funcionário veio devolver um livro qu tinha lido e, como sempre trocamos figurinhas sobre os livros lidos, ele me perguntou se já tinha lido aquele. Ao ver qual livro era, respondi em negativo. O funcionário me olhou nos olhos e disse:
- Roseli, gostando de ler como você gosta, não pode deixar de ler essa história. Você vai adorar. Leve para as férias.
Na hora me empolguei afinal, sou fominha com relação a livros, juntei à minha lista de livros e levei-os para casa e nem dei tanta atenção a ele. Ao retornar de minha viagem a Buenos Aires, estava eu deitada em minha cama quando olhei a pilha de livros e, ao invés de terminar de ler o livro A mulher do viajante no tempo que já estou enrolando faz tempo, meus olhos caíram direto no título Cordilheira, de Daniel Galera. Exatamente o livro que aquele funcionário havia me sugerido ler. Dei uma lida na sinopse, nada de mais. Li a orelha do livro, também nada de mais.
Mas algo me chamava para sua leitura e assim, me deixei seduzir e iniciei sua leitura.
Li esse livro em dois dias e teria lido em menos tempo se não tivesse visitas em casa e outros afazeres a cumprir. Não preciso nem dizer que fiquei em cólicas pois queria muito retomar a leitura do livro e ver seu final mas sempre tinha algo que me impedia de ler.

Sinopse:
Recém saída de um relacionamento amoroso e ainda sob o impacto do suicídio de uma amiga, uma escritora resolve aproveitar o lançamento da tradução argentina de seu romance, considerado por público e crítica uma das melhores surpresas da nova literatura brasileira, para passar uma temporada em Buenos Aires.
A trama de Cordilheira gira em torno de um recomeço: ao se envolver com um misterioso fã argentino e conviver com seus amigos de hábitos bizarros, Anita começa a deixar o passado para trás e a se tornar algo que ainda não sabe bem o que é. É também uma reflexão um pouco irônica sobre vida e arte, seus limites nem sempre definidos e a maneira como essa sobreposição, em meio aos sonhos e impasses de quem cedo ou tarde precisará enfrentar a realidade, pode acabar mudando os destinos individuais.

É interessante pois através da trama de Cordilheira, retornei a Buenos Aires e percorri junto a Anita e demais personagens as ruas dos bairros de Palermo, Recoleta, San Telmo e o microcentro de Buenos Aires onde fiquei hospedada e no qual caminhei bastante por suas ruelas estreitas e movimentadas. Num ritmo as vezes ágil, as vezes lento conforme o estado de espírito da personagem Anita, o livro vai se revelando algo maior do que se imagina a princípio. É um esboço de uma geração de pessoas perdidas de si mesmos e que buscam de alguma maneira, uma razão para continuarem a viver. Ou não.

sábado, 8 de maio de 2010

É para se dobrar de tanto rir!


Nossa! Lidar com a ansiedade de não poder escrever por estar ocupada demais é dose! Terminei de ler um livro e estava louca para fazer por aqui meus comentários e nunca que dava tempo ou oportunidade. Mas agora - estou aproveitando uma folga no meu trabalho - acho que dá para falar um pouco. Descobri esse livro no blog da Georgia (viu Georgia?) e achei o máximo pois já sou fã do autor enquanto músico (compositor e cantor) e não sabia que ele também tida escrito um livro. Estou falando do livro O Pai invisível, de Kledir Ramil. Lembram dele? Da dupla Kleiton e Kledir? Adoro suas músicas! Nesse livro, Kledir expõe suas experiências de pai de dois adolescentes e suas aventuras ao lidar com essa idade tão peculiar. Com um humor delicioso e numa escrita ágil e elegante, Kledir me surpreendeu e dei boas e muitas risadas diante de situações hilárias passadas em família. É claro que todos se identificam. Quem tem filhos nessa idade ou que já passaram dessa idade, vai se identificar com as situações afinal, as encanações típicas dessa idade ocorrem em qualquer geração. No meu caso, filhos não tenho mas em compensação, tenho vários, inúmeros "sobrinhos" no colégio onde trabalho além dos meus sobrinhos legítimos. Adoro essa fase da adolescência. Convivo com esses jovens numa boa e me divirto bastante com suas encanações, suas descobertas e tudo o mais que torna essa fase da vida tão interessante. Leitura mais do que recomendada!


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Edição Zero da Revista Machado: um projeto adorável!


Ao receber a nota no Publishnews, fui verificar e adorei o conteúdo dessa revista. Visual bonito, moderno e o conteúdo muito bom. Vale apena conferir!

Está no ar a edição zero da Revista Machado. Sem periodicidade, sem barreiras e sem reservas, a revista é fruto de um e-mail enviado a destinatários ecléticos com a pergunta: se você pudesse dizer o que quisesse, com total liberdade e de qualquer modo, o que diria? A revista traz 180 páginas de ilustrações, quadrinhos, contos e fotos de contribuidores como Tibor Moricz, Fabio Riggi, Leandro Muller, Andre Leal, Pratick Bock, Caco Ishak, Joana Cocarelli, Helio Lopes, Sergio Fonseca e muitos outros talentos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Doidas e Santas

Nesse feriado prolongado, não resisti e mal o livro chegou à biblioteca, peguei-o para ler durante esses dias de folga. Já estava de olho nele desde que li a seu respeito num blog há uns dois aos atrás, se não me engano. Gostei da capa, gostei da sinopse e decidi que iria ler um dia. Já no ônibus, de retorno a minha casa, comecei a ler e não parei mais. Nem reparei no trânsito e na demora que tive devido ao feriado prolongado. Literalmente viajei nas páginas e nas histórias que Martha Medeiros divide conosco (leitores). Suas crônicas são deliciosas, com um senso de humor refinado e com uma leveza que muito aprecio. Estou quase terminando a leitura, faltam poucas páginas e já estou querendo ler mais livros dela. Me conquistou! Estou falando de seu livro Doidas e Santas e mais uma vez, reforço a minha sugestão para que mais e mais pessoas se interessem em ler crônicas. Digo isso pois sempre esbarrei em pessoas que mesmo gostando muito de ler, não se permitem aventurar-se em outros estilos literários: poesia, contos e crônicas. Isso é puro preconceito de quem não tem conhecimento. Falo isso por experiência própria. No passado, tinha horror de poesia, de contos, de novelas. Achava tudo um tédio. Mas, ao entrar em contado com diversos poetas e suas obras, agucei minha sensibilidade e passei a gostar. Da mesma forma que quando mais nova, achava um horror e de extremo mal gosto música clássica. Como podem gostar disso? Pensava sempre. E, no entanto, com o passar dos anos, do contato e do conhecimento, passei a ser grande admiradora de nomes como Beethoven, Mozart, Handel, Vivaldi, e tantos outros gênios da música clássica. Mas, retornando ao foco de minha narrativa que é o livro de Martha Medeiros, fica aqui minha sugestão de leitura. Sei que muitas pessoas que por aqui passam já devem conhecer seus livros ou , pelo menos algumas de suas crônicas ou poemas. Por outro lado, também sei de pessoas que, assim como eu, não tinham ainda lido nada dela. E para essas, fica minha sugestão. Boa leitura!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Literatura brasileira em alta - Parabéns Scliar!

Quando soube que o escritor Moacyr Scliar havia ganho o Prêmio Jabuti de melhor ficção do ano de 2009, fiquei muito contente pois sou fã de carteirinha de seus livros já há um bom tempo. Acompanho o autor em seus escritos através de livros e artigos que ele costuma escrever. Principalmente a coluna de literatura que ele costuma escrever para a revista Mente & Cérebro.
Além de excelente escritor, dono de uma narrativa cativante, Moacyr é uma pessoa carismática, simples e que já nos agraciou diversas vezes com sua presença aqui no colégio onde trabalho durante a semana da Feira do Livro. Todos por aqui já o consideram "da casa".
Para quem ainda não leu nenhum livro dele, recomendo o primeiro que li e que me diverti muito: A mulher que escreveu a bíblia.
Autor de uma vasta obra, que compreende 63 títulos, Scliar contou que, ao escrever Manual da paixão solitária, foi tomado pela força da passagem bíblica, que inspirou sua história. "Eu só escrevo sobre o que gosto e sobre assunto que vai interessar o leitor, mas, nesse caso, o arrebatamento foi maior, senti-me extremamente motivado", recorda-se o escritor que, leitor assíduo da Bíblia, busca ali fonte para suas histórias. Deixo aqui minhas congratulações para esse grande escritor e vamos torcer para que mais livros e mais prêmios venham para ele. Isso só prova o quanto nossos autores nacionais estão cada vez melhores e aproveito para levantar a seguinte campanha: Povo brasileiro, leia autores nacionais. Prestigie a literatura brasileira. Outros povos já descobriram e você? Vai ficar de fora? Leia mais

sábado, 17 de janeiro de 2009

7º Prêmio Adeptus de Literatura

Olha aí pessoal: para quem é amante da poesia e principalmente para quem gosta de escrevê-las, uma ótima oportunidade para mostrar seu talento!

Até o dia 19 de março podem ser feitas as inscrições para o Prêmio Adeptus de Literatura, que entra este ano para a sua sétima edição. A cada ano são selecionados trabalhos em prosa e poesia, recebendo cerca de 500 trabalhos por edição. A iniciativa oferece a premiação em vale-livros da Livraria Adeptus, realizadora do evento. Fomentar o processo de construção de novos conhecimentos e significados a respeito da cultura e diversidade de pensamentos através do acesso ao livro é objetivo da realização, que busca ainda promover o acesso ao livro, valorizando a leitura e a criação dos novos escritores ainda desconhecidos e contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva do livro. Podem participar trabalhos inéditos em língua portuguesa. O julgamento está previsto entre março e abril, a divulgação e premiação será em 23 de abril, Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral. Confira o regulamento no blog premioadeptus.blogspot.com.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vampiros...quem não gosta?

Hoje vou falar um pouco sobre um autor que gosto muito e que ainda por cima, é meu "vizinho"! Quando um primeiro livro dele chegou na biblioteca onde trabalho, achei-o interessante e mesmo não o conhecendo decidi ler. Qual não foi a minha surpresa quando logo nas primeiras páginas, já estava fisgada pela história e pelos personagens. Estou falando da luta entre o bem e o mal que de uma forma muito contagiante, o autor nos coloca dentro da história e vibramos junto ao personagem principal em seus conflitos e incertezas. Ao terminar de ler, já tinha virado fã e daí em diante li quase tudo o que ele escreveu. Quando digo quase tudo, é porque, em primeiro lugar, seus livros quase não param nas estantes da biblioteca. É um dos autores mais procurados por aqui e também já angariou fãs por toda parte.
Estou falando de André Vianco. Autor relativamente novo no mercado que cativou um grande público com suas histórias de vampiros muito antes dessa febre que é Stephanie Meyer. O livro Senhor das chuva é uma narrativa bem veloz onde a luta entre anjos e demônios é cinematográfico. Após ler esse livro, li o Sete que conta a saga de sete vampiros adormecidos que são resgatados de uma caravela lusitana que naufragou na costa brasileira. Fantástico! Dei continuidade lendo O Sétimo que narra a vida do sétimo vampiro adormecido que inclusive os próprios vampiros tinham horror à ele. Para quem gosta de aventura, suspense, humor, reflexão, enfim de literatura com qualidade, minha aposta de hoje é André Vianco. E por falar nele, tem livro novo chegando e´parece bem interessante: O Caminho do Poço das Águas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Comemorando os 100 anos de Machado de Assis

Em setembro será comemorado o centenário de Machado de Assis. Muitos eventos comemorativos já estão por toda parte e vale a pena para quem ainda não conhece, comparecer para se aproximar dessa personalidade que foi Machado de Assis. É fato que a grande maioria dos brasileiros ainda desconhece sua obra que é uma das mais ricas não só daqui das "Terras Tupiniquins" mas, com certeza, se enquadra entre as melhores da literatura universal. Autor de peças teatrais, contos, crônicas, poesias e romances, Machado ficou conhecido mais pelos seus romances, porém seus contos são maravilhosos e suas crônicas então, impagáveis. Apesar de circular por muitos que sua linguagem é difícil, isso se mostra logo de imediato uma tolice, pois o que mais machado gostava, é de ver seus escritos lidos e entendidos por todos daí, usar uma linguagem de fácil compreensão para todos. Talvez o que imperre um pouco a leitura de seus livros seja algumas palavras da época que hoje são desconhecidas para a grande maioria mas isso se resolve rapidinho com uma consulta básica em um bom dicionário. Além de ótimos livros sobre sua obra, nesse ano de comemoração surgiram ótimos sites sobre o autor que vale a pena conhecer. Vamos embarcar nessa aventura?
Conheça alguns livros sobre Machado de Assis e sua obra: