Retomei o prazer da leitura com esse livro

Quando li sobre o lançamento do novo livro de Jô Soares, As esganadas, fiquei naturalmente curiosa pois sou fã de sua narrativa. Quando o li pela primeira vez, O Xangô de Baker Street, fiquei fascinada pela facilidade em mesclar situações históricas e personagens veridicos com ficção. Gostei muito também de sua forma leve e seu humor inteligente que já é uma marca registrada há muito tempo. Em seguida, quando lançou O homem que matou Getúlio Vargas, pensei com meus botões: será que ele conseguirá manter o ritmo do outro livro ou será uma cópia do que já se escreveu? Mais uma vez me diverti lendo as peripécias e desastres do assassino profissional mais desastrado da história: Dimitri Borja Korozec. Ri até ficar em cólicas com suas trapalhadas e sua obstinação em querer matar o presidente. Quando lançou Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, mais uma vez adentrei seu mundo fictício mesclado com passagens históricas e um Rio de Janeiro maravilhoso de se vivenciar. Principalmente para quem não teve a oportunidade de conhecer a cidade maravilhosa em seus áureos tempos onde a intelectualidade fervia pelas ruas da cidade. E agora, ao chegar às minhas mãos o mais novo livro dele, literalmente devorei cada página de sua história. E mais uma vez comprovei a astúcia, a inteligência e o dom literário de Jô em desenvolver histórias plausíveis de se acontecer em qualquer parte mas que, como sempre, tem a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo. E porque não dizer como personagem principal afinal, está presente em todos os momentos do livro. Jô resgata ruas, lugares que foram point no passado e que muitas vezes nunca ouvimos falar a não ser que se pesquise como ele próprio deve ter pesquisado e muito.
Bom, como bibliotecária e pesquisadora amadora mas apaixonada, devo confessar que isso me fascina. E os personagens Tobias Esteves, um investigador português que vem parar por aqui, um Sherlock Holmes das terras lusitanas, o delegado sempre ranzinza, a jornalista moderninha e feminista, as vítimas que são sempre personagens interessantes e todo o clima que envolve o romance são um convite para a leitura. Cheguei a ler numa resenha feito em um determinado blog que Jô pecou ao revelar logo de cara o assassino. Discordo afinal, a inteligência de Jô está justamente em desenvolver as tramas paralelas de forma surpreendente e assim, o leitor se vê envolvido e vai até o final do livro. É isso. Deixo aqui meu parecer sobre esse livro e indico para todos que gostam de uma leitura inteligente e bem humorada. Salute Jô!
Bom, como bibliotecária e pesquisadora amadora mas apaixonada, devo confessar que isso me fascina. E os personagens Tobias Esteves, um investigador português que vem parar por aqui, um Sherlock Holmes das terras lusitanas, o delegado sempre ranzinza, a jornalista moderninha e feminista, as vítimas que são sempre personagens interessantes e todo o clima que envolve o romance são um convite para a leitura. Cheguei a ler numa resenha feito em um determinado blog que Jô pecou ao revelar logo de cara o assassino. Discordo afinal, a inteligência de Jô está justamente em desenvolver as tramas paralelas de forma surpreendente e assim, o leitor se vê envolvido e vai até o final do livro. É isso. Deixo aqui meu parecer sobre esse livro e indico para todos que gostam de uma leitura inteligente e bem humorada. Salute Jô!
Comentários
Girassóis nos seus dias. Beijos.
Abraços!
bacio