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domingo, 1 de agosto de 2010

Barrados no baile - literalmente!

Frustração. Não existe outra palavra para traduzir o que senti ontem a noite ao chegar para o show dos meninos Wilson Simoninha e Max de Castro que estão divulgando tão lindamente o trabalho de seu pai, Wilson Simonal. Tudo bem que parte da culpa foi minha mesmo pois sabendo como são os shows gratuitos, deveria ter-me preparado com antecedência para estar na portaria com pelo menos duas horas de antecedência. Mas, toda empolgada do jeito que estava, fui fazer aquela seção de beleza,me preparando, me maquiando e, sabendo que o show seria praticamente no meu quintal, não me preocupei. Qual não foi minha surpresa ao chegar lá e dar de cara com uma fila fenomenal e os portões já encerrados pois havia acabado os ingressos.
-Não acredito!
Fui a procura de algum funcionário do SESC e perguntei se não havia nenhuma possibilidade de estenderem para mais algumas pessoas. Ele muito solícito me falou:
-Moça, tá difícil mas, se quer mesmo tentar, entre nessa fila já formada e aguarda pois vamos ver o que podemos fazer mas, não garanto nada.
Passado alguns minutos, a fila aumentando pois mais e mais pessoas chegavam com a mesma expressão de "Não acredito! que fiz e nada de se resolver a questão.
Até que ouvimos os primeiros acordes do show e ai, já dei por perdida a noite. Todos que estavam naquela fila da "esperança" se olharam e falaram quase que em conjunto:
-Fudeu!
Mais alguns minutos de sofrida espera e eis que surge o mesmo funcionário dizendo:
-Olha gente, infelizmente não tem jeito mesmo. O espaço não tem capacidade de receber todos portanto podem ir pois o show já começou e não vai entrar mais ninguém. Mas não fiquem triste não, amanhã terá mais shows e bem legais. Amanhã será o show de Arnaldo Antunes e Edgard Escandurra. Venham prestigiar pois vai ser bem legal. E durante todos os sábados do mês de agosto haverá shows mas, venham cedo pois senão...já viu né?
Diante de tanta simpatia do funcionário tentando nos consolar, o jeito foi colocar nossa "violinha no saco" , girar nos calcanhares e retornar para casa mas...Oh! Frustração sô! Estava tão a fins de curtir as músicas do Simonal pois já conheço o som dos meninos e sei que estão maravilhosos.
Fica a lição para os próximos shows: mesmo que seja ao lado de sua casa, fique atenta ao horário caso contrário dança! E dança fora do Baile do Simonal. Entendeu?


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nem vem que não tem

O meu conhecimento sobre o cantor Wilson Simonal era quase nulo até um tempo atrás. Lembro-me que durante minha infância adorava ouvir e cantar a música "Meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacaranda, uma vez "...alguém se lembra? Vivia cantando essa música. E nas raras vezes em que o vi na TV ele me passava algo muito bom. Depois nunca mais ouvi nada dele nem sobre ele. Um cantor que acabou caindo no esquecimento de todos. Até que aos poucos, principalmente há alguns anos passei a saber mais sobre sua vida, sua trajetória musical, sua perseguição no meio musical, sua doença e por fim, sua morte. Acredito que agora, sua memória será resgatada de forma digna pois vários trabalhos estão sendo desenvolvido para trazer ao grande público, o excelente músico que ele foi.
(Notícia retirada do PublishNews, 08/04/2009)
Pop star nos anos 1960, Wilson Simonal foi praticamente alijado da história da música brasileira a partir de meados dos anos 1970, após ser acusado de colaborar com a ditadura. Este 2009 é o ano em que o rei do suíngue e da malandragem, intérprete de "Nem Vem Que Não Tem", voltará a estampar não apenas discos, mas livros e filme. Morto em 25 de junho de 2000, aos 62 anos, em decorrência de uma doença hepática crônica, Simonal é tema de "Ninguém Sabe o Duro Que Dei", documentário de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal; motivo para o relançamento da caixa "Wilson Simonal na Odeon: 1961-1971" e para o lançamento de uma coletânea da Som Livre; fio condutor de uma tese de doutorado que será lançada pela editora Record e finalmente, de uma extensa e detalhada biografia, na qual o autor, Ricardo Alexandre, 34, também diretor de Redação da "Época São Paulo", afirma desvelar as polêmicas e a complexidade da vida do cantor. O livro de Alexandre, ainda sem título definitivo, sairá neste semestre, pela editora Globo. É apoiado por entrevistas com gente como Eumir Deodato e César Camargo Mariano e por pesquisa em arquivos jornalísticos e judiciais. Leia mais
Um belo texto escrito por um conhecido que tem bastante embasamento sobre o Simonal.