segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Gota de sangue

Essa música me acompanhou durante muito tempo. Adoro a sonoridade do poema e também a melodia. Ângela Rô Rô é uma das minhas cantoras preferidas e fiquei um longo tempo sem ourvir nada dela. Por falta de tempo, por falta de oportunidade, por esquecimento, sei lá.
Há um tempo atrás, uma amiga me ligou dizendo que tinha ganho um par de ingressos pro show dela no Sesc. Não pensei duas vezes, topei na hora. A energia que ela emana do palco, sua irreverência, seu humor carregado de ironia, seus palavrões são tudo de bom mesmo. Dei boas risadas, cantei as canções que há muito não ouvia, me emocionei e comprovei: Ângela continua autêntica, talentosa e cada vez mais ácida. Amei mesmo! Deixo aqui o poema que ela escreveu e que depois virou um sucesso e tanto na sua voz rouca e sensual.





Não tire da minha mão esse copo
Não pense em mim quando eu calo de dor
Olha meus olhos repletos de ânsia e de amor
Não se perturbe nem fique à vontade
Tira do corpo essa roupa e maldade
Venha de manso ouvir o que eu tenho a contar
Não é muito nem pouco eu diria
Não é pra rir mas nem sério seria
É só uma gota de sangue em forma verbal
Deixa eu sentir muito além do ciúme
Deixa eu beber teu perfume
Embriagar a razão, porque não volto atrás?
Quero você mais e mais que um dia
Não tire da minha boca esse beijo
Nunca confunda carinho e desejo
Beba comigo a gota de sangue final










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