terça-feira, 20 de novembro de 2012

A inveja mata! Blogagem Coletiva - episódio II


Voltando aos casos de inveja. Lembrei-me aqui de um episódio de quando tinha mais ou menos 18 para dezenove anos. Já trabalhava na epoca numa boutique de calçados finos. Começou a trabalhar comigo uma garota da mesma idade que eu. Aparentemente todos caíramd e amores por ela pois era simpática, falante, risonha. Mas com o passar dos dias fui tendo uma intuição de que aquilo tudo era falso. Não tinha como provar mas como boa canceriana, botei minhas barbas de molho com relação a essa menina. Ela se esforçava para ser minha amiga e confidente. Por algum tempo até baixei um pouco a guarda com ela e, certo dia, levei-a para casa. quando meu irmão chegou, apresentei ela a ele. Foi educado mas frio e logo saiu da sala. Mais tarde, veio conversar comigo e me alertou: Não fique muito próxima dela pois é péssima companhia e muito falsa. Acabou por confessar que tinha estudado com ela e sabia muitas histórias a respeito que lhe dava o direito de me alertar. Passado mais algum tempo, fui pegando mentiras dela. Conversei com minha chefe e, delicadamente, me disse que eu poderia estar com ciúmes dela por ter conquistado a todos. O que mais poderia fazer diante daquela frase?
Calei-me e por vários dias fiquei na minha. Mas sempre com a pulga atrás da orelha com tudo o que vinha dela. Certo dia após o expediente, me convidou a passar em sua casa antes de irmos ao cinema. Lá chegando, me largou na sala e foi tomar uma ducha rápida. De repente, ouvi gemidos. Fiquei alerta e fui atrás do som. Vinha de um quarto nos fundos da casa. Qual não foi minha surpresa ao deparar com uma senhora idosa e com aparência bem frágil num leito pedindo um copo de água? Fiquei chocada! Fui até a cozinha, peguei um copo de água e trouxe. Tomou de forma desesperada e pediu mais. Depois de saciar sua sede, olhou-me com olhos marejados e agradeceu minha atenção. Perguntei o que ela era da "fulana" e ela me disse que era sua...Mãe! Fiquei sem palavras! Quando "fulana" saiu do banho e me viu ali no quarto com a senhora, me chamou e disse pra não ligar para aquela velha doida. Isso me causou uma revolta imensa. Onde já se viu falar assim da própria mãe? Após esse episódio, afastei-me cada vez mais dela. Senti algo sinistro naquela garota. Namorava um rapaz e um dia, quando ele foi me buscar na saída, perguntou sobre aquela garota e também me alertou sobre ela. Algum tempo depois ela começou a se insinuar para ele de forma descarada. Passado mais um tempo, meu namoro acabou e comecei a paquerar um rapaz que parecia ser bem legal. A paquera estava recíproca até que ela percebeu meu interesse e fez de tudo até que começou a namorar com ele. Fiquei arrasada com a cara de pau dela. Alguns anos depois, já trabalhando em outro local e totalmente sem notícias dessa bad girl, eis que um dia me encontro casualmente com ela e durante aquele bate papo informal, ela maldosamente me falou sobre o rapaz que andava saindo ultimamente. Detalhe: ninguém ainda sabia de nosso lance. Fiquei espantada e furiosa ao mesmo tempo. Perguntei como ela sabia disso no que ela prontamente respondeu: Roseli, sei tudo, absolutamente tudo a seu respeito! Me arrepiei! Fui embora pensando sobre a relação dessa menina comigo. Que horror, ela tinha inveja de mim e sempre tentava roubar de alguma forma a atenção das pessoas, o emprego, os namorados. A partir desse dia comecei a me afastar não só dela mas de todos que tinham de alguma forma contato com essa garota. Conversando com meu irmão ele me disse que ela tinha mesmo uma certa fixação por mim e que talvez devido a todo o seu histórico de vida, ela havia desenvolvido essa atitude doentia e equivocada. Digna de pena mas um ser que dá vontade de ficar anos luz longe dela e de sua energia negra. Não conseguia entender o porque de tanta inveja de mim. Ela era muito mais bonita e charmosa que eu. Era muito mais popular que eu. Os caras caíam a seus pés sem ela se esforçar muito. Mas compreendi mais tarde que eu tinha algo que ela jamais alcançaria: o amor incondicional de uma família, valores que essa mesma família havia me passado, a objetividade que tinha em estudar, me esforçar e conseguir alcançar minhas metas de vida sem precisar apelar para meus dotes sexuais. Hoje, sei que ela se casou, teve uma penca de filhos, engordou, envelheceu, mora mal e deve ser muito, mas muito infeliz. Não que eu me regozige com essa certeza mas sou obrigada a reconhecer que ela apenas está colhendo o que plantou a vida inteira. Moral da história: a inveja é um atraso na vida.

Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida por Alê Lemos do blogue Diário de Bordo

2 comentários:

Luma Rosa disse...

Que coisa horrível conviver com gente negativa e perseguidora. O melhor que fez foi afastar-se! Mas e quando essa pessoa é da família e você é obrigada a conviver? Tenho uma amiga nessa situação.
A história dessa moça ainda não chegou ao fim e se ela passou para os filhos o seu modo de ser, vai provar do próprio veneno. Beijus,

Georgia Aegerter disse...

Nossa, nunca li algo assim tao ruim aqui no teu blog.

Muito estranho tudo isso. Espero que tenha sido apenas um dos teus contos...

Bjos