sexta-feira, 26 de abril de 2013

Meu autor favorito - Blogagem Coletiva


 Hoje participo de uma blogagem coletiva promovida pela Aleska Lemos, do blogue Entre Livros e Sonhos .
Falar sobre meu autor preferido é complicado afinal, como leio muito, não tenho apenas um autor preferido mas vários autores. Vou tentar escolher um entre tantos que me comove, me faz refletir, me instiga, me faz sorrir, me faz chorar...enfim, me faz ler os demais livros. 
Então hoje, vou falar de um autor inglês Nick Hornby.
O primeiro livro dele que caiu em minhas mãos foi Uma Longa Queda. A princípio, imaginei que fosse um drama. O livro se inicia as vésperas de Ano-Novo no alto de um prédio já conhecido pelos suicidas. No entanto, algo que seria até pesado e triste pouco a pouco vai se transformando lindamente mostrando cada personagem, suas perdas, suas derrotas, seu lado humano. E então...bom, só lendo para saber. Confesso que dei boas gargalhadas lendo os capítulos desse livro. Nick tem uma linguagem ácida, divertida, quase um humor negro. Ao terminar de ler, virei fã e não parei mais de ler seus livros.

Sinopse: 
Uma longa queda conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano-novo, com a intenção de se suicidar. Desesperados mas sem determinação suficiente para pular, Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo, Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo, JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas, e Jess, a desequilibrada e passional filha do ministro da Educação, começam então uma tragicômica busca por algum motivo para viver, ou pelo menos por alguma desculpa para adiar a morte iminente. Quando os quatro descem para procurar o namorado de Jess, uma improvável comunhão se forma entre eles. Neste quarto romance, Nick Hornby assume a difícil e aparentemente contraditória tarefa de abordar um tema denso de modo leve e irônico. Como explica o autor, "eu queria escrever um livro que chocasse, sobre algo extremamente para baixo, e queria ver se conseguiria tirar esses personagens do fundo do poço sem ser sentimental ou irrealista. Se eu escrevesse um livro sobre depressão completamente depressivo, por que alguém o leria?". O resultado é que, aturdido com a trágica e absurda situação, o leitor não sabe se ri ou chora, se sente pena ou raiva, completamente preso ao rodamoinho de emoções criado por Hornby. O romance é todo narrado em primeira pessoa pelos quatro aspirantes a suicidas, que descrevem suas experiências e seus pensamentos de modo absolutamente diferente uns dos outros. É notável como o autor consegue mudar drasticamente a voz narrativa sem, em nenhum momento, ser pouco convincente, encarnando com maestria quatro personalidades distintas. Ao contrário de outros livros do gênero, Hornby não perde tempo contando e recontando os mesmos episódios, cada narrador começa seu relato partindo do ponto onde o anterior parou, o que dá ao romance um ritmo vertiginoso e envolvente.

A seguir, li Um Grande Garoto e me rendi de vez à narrativa desse escritor. Livro comovente que aborda uma amizade quase impossível de se acontecer entre um homem de trinta e seis anos e um garoto desajustado. Um verdadeiro tratado sobre relações e famílias.
Sinopse: 
Will Freeman, como o nome indica, é um homem livre e desimpedido. Aos trinta e seis anos, é financeiramente independente e nunca precisou trabalhar. Um problema, no entanto, o aflige: como preencher o vazio de seus dias e noites e poder se apresentar como alguém interessante às mulheres que deseja conquistar? Will conhece Marcus, filho de pais separados, cuja mãe vive em crises depressivas cada vez mais assustadoras. O garoto se veste de forma esquisita, seu cabelo tem um corte esquisito, suas preferências musicais são ultrapassadas e, na escola é alvo de zombaria e agressões dos colegas. Então, entre o garoto de doze anos e Will nasce uma amizade forte, conflituosa e enternecedora. Retrato sutil e preciso do homem contemporâneo, Um grande garoto revela um Nick Hornby menos sardônico que em Alta fidelidade, mas nem por isso menos instigante. 

Só depois li o livro de estréia de Nick, Alta Fidelidade que chegou inclusive a virar filme tendo como protagonista o ator John Cusack. Livro delicioso! 


Sinopse: 

Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade. Em Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming, dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores separações da sua vida: Alison, Penny, Jackie, Charlie e Sarah. Laura, uma advogada bem-sucedida e atraente, ficou fora da lista por não ter provocado muito sofrimento; além disso, ela o trocou por Ian, um vizinho que ouvia discos horríveis. Rob busca consolo com os balconistas de sua loja, Bary e Dick, com quem mantém conversas tipicamente masculinas sobre outras listas, dos melhores filmes — entre eles Cães de aluguel — aos melhores episódios do seriado Cheers, passando, naturalmente, pelas melhores músicas. Rob tenta sair com uma cantora americana, Marie, mas o caso não dá certo. Ele volta a encontrar Laura e decide reconquistá-la. No meio do processo, no entanto, começa a fazer uma reflexão sobre a vida aos 35 anos, as lições que ela traz e todos os compromissos e desilusões que ela implica. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.


Outro que li e me diverti demais foi Como ser legal.

Sinopse: 
Kate Carr precisa passar sua vida a limpo. É medica e não consegue ajudar totalmente os pacientes; divide seus dias entre o trabalho, as contas a pagar e um amante sem graça, enquanto o marido, um escritor de colunas maldosas, cuida da casa e das crianças. De um estacionamento, pelo telefone celular, ela resolve, então, pedir o divórcio ao marido. A partir daí, Kate passa a avaliar, de maneira sarcasticamente engraçada, os rumos que sua vida tomou, botando em xeque se ela realmente seria uma pessoa tão legal quanto julgava ser. "Como ser legal" revela um Hornby que faz seus personagens realizarem verdadeiras viagens interiores, questionando suas histórias, atitudes e opções.
Enfim, esses foram alguns títulos que li dele e que me fizeram virar fã de um autor com uma narrativa ágil, divertida, contemporânea que nos faz ao mesmo tempo refletir sobre várias questões da vida e dar boas risadas de nossas próprias desgraças cotidianas. Ainda tem alguns títulos que estão na minha lista de futuras leituras e são eles: Slam, Juliet Nua e Crua e Frenesi Polissilábico.

3 comentários:

Alê Lemos disse...

Eu não sabia que tinha um livro chamado "Um grande garoto". Vi um filme com esse nome estrelado pelo Hugh Grant e a Rachel Weiz. Não é uma história comercial, tem muita realidade nela, mesmo que não tenha sido inspirada em fatos reais. Fiquei curiosa pra ler esse autor hein? Bela escolha! Ah muito obrigada pela participação!

Um beijo.

Luma Rosa disse...

Não li "Uma longa queda" :( Gosto bastante de Nick Hornby. Tanto que já fiz um postezito para ele :) "Todo homem é uma ilha, eu sou Ibiza", título baseado em uma fala do personagem Will de "Um grande Garoto".
Ainda vou participar dessa coletiva...
Beijus,

Trícia disse...

Gostei! Vou atrás deste autor!! Essas BC a gente pega dicas ótimas!!

Soube hoje da BC e resolvi participar, estou visitando os participantes, e adorando o que estou encontrando de sugestões!

Abs!