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Retornando lentamente

Ando tão distante daqui. E tenho sentido muita falta de escrever. Mas desde que voltei de férias que minha vida está uma correria só. No trabalho, mudanças significativas que me tomam o dia inteiro e meu cérebro está inchado de tanta informação. Isso dá um cansaço absurdo que me tira toda a energia para se ler e escrever. Meus livros estão parados, juntando pó só no aguardo dessa leitora relapsa. Meu quarto e principalmente meu guarda roupa está uma zona total. Dá até medo de abrir suas portas. Todo dia abro e falo mentalmente: "Esse final de semana eu juro que dou uma ordem aqui". Mas, entra final de semana e saí final de semana, e ele continua na mesma. Quer dizer, na mesma não. Pior. Tenho chegado em casa a noite um trapo humano e mal tenho tempo de comer algo e logo quero mais é minha cama pra repousar esse velho esqueleto. Ando me sentindo o próprio personagem do filme Feitiço do tempo acordando todos os dias no mesmo horário e tendo a mesma rotina. Preciso urgentemente ...

Lendo e fazendo terapia

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Hoje tirei a tarde pra falar um pouco sobre algo que gosto de fazer: comentar as impressões sobre um livr o lido. Estava empacada numa leitura que até achei que não conseguiria terminar. Ms como já tive a mesma experiência num outro título do mesmo autor, decidi ir adiante com a leitura mesmo que devagar. E nesse compasso lento, cheguei ao fim do livro. Gosto muito de psicologia e psicanálise por isso mesmo virei fã do autor Irvin D. Yalom. Li os títulos Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer, Mentiras no Divã e em julho terminei de ler Cada dia mais perto . E faço aqui as minhas interpretações do livro. Costumo sempre dizer que os livros é que nos escolhe de acordo com o momento que estamos vivendo. Comprovei mais uma vez essa minha teoria. Em meados de março estava em crise com minha escrita. Bloqueio total e não estava conseguindo nem mesmo postar por aqui. Desenvolver alguma história então, nem pensar! Como estava participando de um curso de criação literária fiquei hor...

Blogagem coletiva: Solta o som 2ª edição

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A Vanessa , do Fio de Ariadne , propôs a reedição de uma Blogagem Coletiva, a " Solta o Som 2º edição ", onde os blogueiros falariam sobre a sua trilha sonora. Apesar de ficar sabendo só agora quase no finalzinho do mês de julho, quando visitei o blog da Letícia Je suis en train de chercher , decidi mesmo assim participar pois a música sempre se fez presente em minha vida em todos os momentos importantes. Cresci numa casa onde se ouvia rádio direto. Minha mãe costumava lavar roupa, fazer os afazeres da casa sempre ao som do rádio ligado. Ouvia novelas na antiga rádio São Paulo, rádio Tupi e meu pai sempre que chegava do serviço, após tomar uma ducha, botava uns bolachões na vitrola e dá-lhe rumba, mambo, salsa e outros ritmos dançantes. Meu pai quando jovem foi um senhor pé de valsa. Na minha adolescência, sintonizava direto as rádios Difusora e Excelsior FM que tocava as músicas que curtia muito. Peter Frampton, Stilystics, Ko and the Gang, KC and The Sunshine Band, América...

Em busca de relações sólidas

É impressionante a insatisfação do ser humano. Luta, luta para conseguir alcançar algo e ao conseguir sente aquela euforia momentânea mas no minuto seguinte, já baixou a bola e o vazio se instala novamente. Quando tive nas mãos o livro Amor líquido , de Zygmunt Bauman, lendo alguns trechos fiquei a refletir. O filósofo fala sobre a fragilidade dos sentimentos que impera na sociedade. Não somente no adolescente que tem uma necessidade absurda de tudo e nada ao mesmo tempo. Mas sempre de forma rasa. Nunca se aprofundando nos relacionamentos, nas emoções e em todo o resto. Bauman reforça que os adultos de hoje também se encontram assim. A insegurança, o medo, o não comprometimento tem levado as pessoas a não apostar nas relações duráveis. E junto disso tudo vem o vazio existencial, a sensação de perda ao mesmo tempo que se exalta a tal da "liberdade". E aí, me pergunto: pra que liberdade? Pra curtir a solidão cada um em seu espaço? Para desenvolver relações "casulos" o...

Dia nebuloso, alma idem

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(Imagem retirada do blog Mensagens e Gifs ) Hoje acordei me sentindo estranha. Tive uma boa noite de sono mas ao despertar, sentia-me triste, deslocada, com uma sensação de perda. Tentei levar o dia me ocupando das tarefas diárias mas o tempo todo aquela sensação angustiante a assaltar a alma. Ao ligar o computador para ler meus e-mails, deparei-me com a triste notícia dos atentados na Noruega. Isso me deixou desestabilizada, abestada, incrédula com o que um ser humano ainda é capaz de fazer ao seu próximo. De imediato me coloquei de joelhos mentalmente e,com o coração apertado e me sentindo um ser minúsculo nesse universo sem fim, elevei uma prece por todos que foram vítimas de mais uma sandice humana. Até quando meu Deus?! Confesso que há momentos em que me sinto um ser extremamente velho carregando todos os sofrimentos do mundo desde que esse mundo é mundo. Chego ao ponto de ser abusada, imaginando ser Deus e sentindo tudo o que ele deve sentir vendo sua criação mais complexa usando...

Vamos comemorar o Dia Internacional da Amizade de forma diferente!

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Esse é o convite que faço para todos os blogueiros que por aqui passam: Vamos comemorar a amizade espalhando por toda a cidade livros para que outras pessoas tenham oportunidade de ler, de conhecer e assim formar uma enorme corrente em prol da leitura. Divulguem em seus blogues, nas redes sociais e convide a todos para essa grande festa. Vambora!

Obras de Arcângelo Ianelli na Pinacoteca

Outra visita que vale a pena é a Pinacoteca do Estado. Entre suas inúmeras mostras, vale a pena conferir a obra de Arcângelo Ianelli. Leia mais Pinacoteca do Estado de São Paulo - pça. da Luz, 2, Bom Retiro, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3324-1000, Ter. a dom.: 10h às 17h30 (com permanência até as 18h). Ingr.: R$ 6. Grátis aos sábados.