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O grande feito da "foca"

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Sabe aquela leitura que te remete ao ambiente e personagens da história no qual você, enquanto leitor, passa a fazer parte do mesmo? Livro que te faz sentir aromas, ver paisagens, fazer parte da mesma, conhecer os personagens e tornar-se íntima deles? E quando esse livro tem como personagem principal o nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade e, aos poucos, você passa a frequentar seu apartamento, comer dos biscoitinhos e tomar seu café ouvindo sua fala mansa de mineirinho? Fala sério, consegui instigar sua curiosidade não foi? Quer saber que livro é esse e participar dessa intimidade toda com o poeta? Então precisa comprar e ler o livro O poeta e a foca: como uma jovem jornalista conseguiu de Drummond a primeira entrevista para a imprensa, da jornalista Nanete Neves. Numa linguagem leve, a autora narra sua grande aventura quando, recém formada, trabalhando num jornal pequeno paulistano, recebeu como missão, entrevistar o poeta às portas dele completar 75 anos. Numa ...

Finalmente apresentada a ele

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Terminei de ler o livro de um escritor que ainda não conhecia sua obra. Somente sua fama. Pois é. Sempre ouvi falar de Charles Bukowski. Mas até então, entre tantos autores para se ler, fui deixando até que chegou às minhas mãos seu livro Mulheres . Terceiro romance publicado em 1978. Como é pocket, resolvi ler. Como sempre gostei de personagens marginais ou fora do comum, apaixonei-me por Henry Chinaski e suas "Mulheres". Um verdadeiro retrato da década de setenta. A vida boêmia de Hank, um escritor na casa dos quase sessenta anos e suas aventuras. Após um período de jejum sexual, Hank inicia uma verdadeira maratona sexual em busca da mulher que o complete. Personagens hilárias passeiam pela vida do autor que, devido a uma certa notoriedade, mesmo sendo feio e velho, ganha fácil todas as mulheres que praticamente se jogam aos seus braços. E ele claro, não se faz de rogado "traçando" todas. O livro até poderia cair na mesmice por não ter muito a acrescen...

Revista Plural

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Matando saudades dessas paragens após um prolongado distanciamento. Hoje divulgo a última edição da revista Plural. Nesse mês, homenageando o autor Rubem Alves com participação de vários autores entre eles, eu, com um texto evocando lembranças da infância. Venha conhecer a revista. Está linda que só!  Para ler

Quando uma mentira nasce...

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Quem nessa vida não mentiu? Você? Ah mentira!!! Todo mundo alguma vez já mentiu na vida, em algum momento, em alguma situação. Seja para escapar de algo chato, seja pra driblar a mãe e o pai pra ir naquela baladinha, seja pro namorado, pro marido ou esposa. Seja para o professor, para o chefe. Gentem! Para o chefe! Aliás, esse profissional é um dos que mais lida com a mentira diariamente. Affê!! Eu mesma não tenho problema algum em confessar que já menti inúmeras vezes. Sem dó na consciência. Pois é!Pois é!Pois é! Só que com o passar do tempo, com a maturidade e a conscientização do que é certo e do que é errado, a gente vai podando ela - a mentira - de nosso dia a dia. Mas para algumas pessoas não. Ela torna-se uma aliada, companheira, confidente, uma amiga para todas as horas e lugares. Pessoas assim acabam por se tornar mitômanos e sofrem de Pseudolalia, termo utilizado na psiquiatria. Movidas pela compulsão de mentir, mesmo que sem necessidade.  O que para muit...

Primeiro me deixou sem verbo. Agora, sem fôlego!

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Hoje vou falar de um livro que me surpreendeu do começo até sua última frase. Já conheço o autor e sua escrita e o admiro muito. Conhecia alguns textos dele em revistas literárias e tive o prazer de ler e fazer um texto sobre o primeiro livro publicado Sujeito sem verbo que - fazendo uma trocadilho carinhoso, me deixou sem verbo para expressar o quanto gostei. Terminei de ler sua mais recente publicação, a novela Os laços da fita. Quando soube que iria publicar esse livro, não li a respeito mas mesmo assim, como tinha gostado de Sujeito sem verbo, tratei de comprar. Não pude ler de imediato porque estava com outras leituras à frente. Até que, lendo USA Noir (uma coletânea bem extensa mas muito legal), dei um tempo e peguei o livro de Fernando Rocha. O livro me agradou primeiramente pela beleza estética da capa feita por Ricardo  A. O. Paixão. Sou aficionada em capas de livros! Folheei o livro e gostei da diagramação do texto. Pronto. Me ganhou e iniciei a leitura. A his...

Leitura no Vagão em ritmo de espera para os livros

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Calma gente, eu explico: Não é Natal mas até parece. Utilizei de uma caixa de cesta de natal da empresa para acomodar os livros que doei para o Projeto Leitura no Vagão. Selecionei a dedo, livros de qualidade, de autores variados para que seja encontrado e lido nos vagões de metrô de São Paulo. Simplesmente amei essa ideia!! Eu e o Fernando estamos ainda combinando nosso encontro porque nossos horários estão complicados. Mas, a gente chega a um acordo. Eu quero muito doar os livros. Ele, por sua vez, está ansioso para tê-los em mãos. Logo mais a gente se resolve. Mais uma vez, missão cumprida Luma!! Grata por poder participar dessa roda de livros libertados. E já estou separando para enviar para outro Estado, mais uma leva de livros. Depois posto por aqui. Espero que tenham gostado! Até a próxima edição de Bookcrossing Blogueiro!!

10ª Edição Bookcrossing Blogueiro - Vamos libertar mais livros?

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Para esse evento de abril fiquei pensando, pensando como faria minhas libertações dos livros... Queria muito fazer diferente do que simplesmente deixá-los em bancos de praças públicas etc. Até que chegou a mim através das redes sociais, um projeto que me agradou muito até mesmo porque, utilizo transportes públicos e adoro ver as pessoas envolvidas em suas leituras durante o trajeto. Eu mesma, ando sempre com um livro nas mãos e sempre que posso - e não durmo -, leio um livro. Isso faz o trajeto ficar mais leve, divertido, menos estressante e ainda ganho em conhecimento e cultura. Apesar de ainda se pregar aos quatro cantos que o brasileiro não lê, discordo. Também não sou ingênua de achar que a população está culta, evoluída e que ler, passou a ser item de primeira necessidade em todas as famílias. Estamos ainda bem longe disso. No entanto, eu que circulo bastante, observo cada vez mais pessoas absorvidas na leitura em metrôs, ônibus, trem, em pontos de ônibus, nas cafeterias...