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O universo masculino na lente de aumento de Murakami

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Amante das letras, busco sempre conhecer a literatura de outras culturas. Já tive o prazer de conhecer autores da Índia, da Colômbia, do Chile, da China, dos países europeus. Mas ainda não tinha lido nenhum autor japonês. Há alguns meses, uma colega indicou veementemente a leitura da obra de Haruki Murakami. Nascido em Quioto, é um dos mais populares e conceituados escritores no Japão. Aqui, na biblioteca onde trabalho, temos vários livros dele. No entanto, nenhum tinha me chamado a atenção. Talvez até mesmo por ser bombardeada por tantos títulos chamativos, passou batido. Ano passado, algumas alunas do ensino médio começaram a procurar a trilogia 1Q84 e sempre elogiavam ao devolver. Aí iniciou a germinação de uma sementinha de curiosidade por sua obra. De tanto ouvir a colega falar de seus livros, decidi conhecer e optei por começar pelo livro de contos Homens sem mulheres . Comecei a leitura não tendo muita expectativa. Mansamente fui sendo envolvida por seus personagen...

Contos de fadas nunca saem de moda. Uma publicação

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E eu quase já ia me esquecendo de falar por aqui, sobre a publicação do livro Descontos de Fadas , organização de Maria Esther Sammarone, Alink Editora. Não é desfeita não. Somente muito trabalho e cansaço me impedindo de escrever por aqui. Sou até suspeita para falar mas, devo, afinal, sou uma das dezessete pessoas que toparam esse projeto. Foi uma experiência pra lá de feliz em poder fazer uma releitura de um dos contos de fadas já existentes. Textos muito bem escritos, bem diversificados, um visual lindo com ilustrações ricas feitas por Maria Luisa Miranda Mussanet, uma jovem muito talentosa em seus riscados. Não dá para falar mais. Só mesmo lendo e tirando cada um, suas conclusões. Mas o convite está feito: Se desejar, adquira seu exemplar pelo site da editora  Alink Sinopse :Um grupo de dezessete escritores se propôs a repensar os contos de fadas de forma bem-humorada sob a ótica das desilusões, reflexões, neuroses e modos de vida da sociedade moderna. Em diferentes ...

Mergulho na alma adolescente - Soul love

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Converso muito com meus usuários da biblioteca onde trabalho sobre os livros que lemos. Outro dia, almoçando com uma funcionária, ela me falou sobre um livro que - segundo ela, foi um livro que marcou sua adolescência. Curiosa, perguntei qual livro. Ela me respondeu e a conversa parou por ai. Passado alguns dias, lembrei-me dessa conversa e procurei na internet alguma resenha sobre ele. Se fosse favorável, colocaria ele na lista de compras da biblioteca. O que encontrei foram muitas resenhas falando bem dele. O livro foi comprado e registrado. Ficou lá na vitrine, em exposição, de forma tímida sem ninguém prestar atenção nele. Até que, sem nada para ler, decidi pegá-lo emprestado e assim, tornou-se minha leitura na hora do almoço. Essa semana terminei de ler o tal livro e, confesso, agora faço parte dessa leva de leitores que simplesmente se renderam a essa história incrível. Soul Love : à noite o céu é perfeito, de Lynda Waterhouse. Jenna, uma adolescente de quinze ano...

O quarto de Jack (Room)

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Após um jejum de cinema, ontem a noite fui assistir ao filme O quarto de Jack. Ganhei um ingresso cortesia no Reserva Cultural e lá fui eu, escolher um filme. Sou obrigada a reconhecer que atirei no escuro e acertei em cheio. Sem saber ao certo do que se tratava, assisti o filme, descortinando todo o mistério junto do garoto Jack. Belamente interpretado por Jacob Tremblay, fui acompanhando o personagem em suas descobertas além das paredes do quarto que habita ao lado de sua mãe chamada de Ma (Brie Larson). Baseado na obra de Emma Donoghue (Room) com roteiro dela mesma,dirigido pelo cineasta irlandês Lenny Abrahamson,  a história fala da jovem Joy que, aos dezessete anos voltando da escola, é abordada por um homem e seu cão pedindo ajuda. Em seguida, é sequestrada e mantida em cativeiro num quarto por sete anos. A trama se inicia com o menino, fruto de vários estupros sofridos, acorda lembrando a mãe que completa cinco anos e já não é mais uma criança. O desenrolar da h...

Face emplumada - uma viagem em busca de si mesmo

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É um privilégio de poucos, acompanhar o desenrolar do processo criativo de um escritor. Poder observar, mesmo que de longe, os personagens ganhando corpo, tornando-se reais. Melhor ainda, é poder ver esse escritor - antes, tímido, hoje, ousar em seus escritos. Posso me considerar privilegiada por viver cercada de amigos escritores e usufruir um pouco de suas intimidades e saber sobre o que escrevem antes de todos os seus leitores comprarem o produto final, o livro pronto. Terminei de ler já faz um tempo, o último livro de Gláuber Soares intitulado Face emplumada , @Link Editora. Ele estava na fila de livros - que cresce a cada dia , aguardando tempo livre para poder escrever sobre minhas leituras. Esse dia chegou. Primeiro romance de Gláuber, já nos mostra o quanto o autor amadureceu desde sua última publicação, Remédio Forte (2014), aqui já resenhado por mim. Sempre gostei de sua escrita: direta, muitas vezes ácida, urbana. Gosto de me identificar como seus personagens ...

Vinte anos sem sua presença

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Hoje, logo ao chegar ao trabalho, ligar meu computador e ver as novas do dia, deparei-me com uma reportagem sobre Caio Fernando Abreu. Foi mandada por um amigo que também nutre admiração por esse escritor que tanto me agrada. Lendo a reportagem, vi que hoje, 25 de fevereiro, completa vinte anos de sua morte prematura. Prematura em todos os sentidos. Morrer aos quarenta e sete anos, é cedo demais. Assim como foi cedo demais calar a voz de alguém que tinha tanto ainda por dizer, tanto por escrever. E se ainda estivesse vivo, quanta matéria bruta para ser lapidada por ele e transformada em contos, crônicas, quem sabe até um romance! Caio deixou toda uma geração órfã quando partiu. Mas, assim como Fênix, ressurge no cenário literário cada vez mais forte. Principalmente nas redes sociais. As novas gerações estão conhecendo e admirando os escritos atuais, humanos, urbanos que ele deixou. Ao meu ver, não tem como não gostar, não se sensibilizar afinal, Caio fala sobre os conflitos hu...

Tomada (que fôlego!) - novo trabalho, novo show

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Sábado foi um dia muito aguardado por mim por poder mais uma vez apreciar um show de Filipe Catto. Trabalho novo intitulado Tomada, que já estou ouvindo desde que foi lançado. Tem sido meu companheiro de viagem diária de casa para o trabalho e vice versa pelo Spotify . Para quem não conhece ainda, é um site de músicas maravilhoso que pode baixar no computador, tablet ou smartphone e curtir todo tipo de música. Propaganda feita sem levar nada em troca, voltemos ao show. Nesse seu novo trabalho, Filipe adicionou uma pegada rock and roll que enriqueceu mais seu repertório e interpretação. Estava curiosa para vê-lo no palco. Não me decepcionei. Muito pelo contrário, amei cada gesto, cada expressão, cada entonação de sua potente e bela voz.                                                                    ...