Natal: Essa lembrança eu guardo com carinho

16:01 Posted In Edit This 0 Comments »
Hoje não falarei de micos mas de um episódio natalino que me marcou a infância. Não é nada excepcional mas é incrível como as vezes, um acontecimento simples nos marca para o resto de nossas vidas. E, como sempre, a música fazendo história em minha vida. Explico:
Não recordo a idade mas, se for analisar quando essa música fez sucesso, acredito que foi no ano de 1968.
Como sempre, fui companhia constante de uma tia minha. Toda vez que ela saia, me levava junto e eu adorava esses passeios. Mercado da Lapa, Pinheiros, av. Paulista, centro velho de São Paulo. Eu sempre aguardava esses passeios principalmente em época natalina. Ver as ruas iluminadas, enfeitadas para o Natal, as lojas e o Papai Noel. Figura linda que me agradava e fazia parte de minha fantasia infantil. Esse episódio aconteceu na Lapa. Fui às compras com minha tia Irene, mais conhecida como tia Nena, e após as compras, ela me levou para um lanche na lanchonete das lojas Americanas. Lá saboreamos juntas um belo cachorro quente, tomamos um suco de laranja e depois ainda um sorvete. Nossa! Isso para mim era um verdadeiro banquete já que no dia a dia, a vida era bem simples pra não dizer dura. Mas, como criança não enxergava ainda as dificuldades da vida. Só via a fantasia, o sonho e assim, minha vida era uma maravilha. Após esse banquete dos Deuses, saímos as duas a andar pelas ruas que já estavam iluminadas pois a noite já havia caído na cidade. Estávamos andando e vendo as vitrines lindas quando numa das lojas saiu um Papai Noel com seu saco imenso carregado de brindes e chacoalhava um sino. Essa figura me surpreendeu e fiquei parada olhando para ele. Ao perceber que eu o fitava, ele sorriu e me chamou para conversar com ele. Perguntou meu nome, quantos anos tinha, se tinha sido uma boa filha naquele ano e no final abriu seu saco e tirou uma sacolinha recheada de doces e me deu. Ao receber aquela sacolinha fiquei tão feliz, tão feliz que não conseguia reagir. Só segurava e olhava pra ele. De repente, não sei de onde, essa música começou a tocar num volume alto e parecia até que o mundo havia parado para mim. Vendo que não reagia, minha tia me tocou e falou:
-Roseli, não seja mal educada! Diga obrigada pro Papai Noel! Agradeça esse presente que ele está te dando.
Eu não conseguia falar mas meus olhos marejaram na hora e então eu o abracei. Percebendo minha emoção, o Papai Noel também me abraçou e me disse:
- Filha, seja sempre uma boa menina para seus pais, seus irmãos e sempre receberá um presente meu. Vá com Deus e divida esses docinhos com seus irmãos. Tenha um Feliz Natal.
Dizendo isso, ele me beijou na testa, deu um tapinha em minha costa e virando-se voltou para o interior da loja. A música continuou a tocar e me invadiu a alma por inteiro. Emocionada e feliz da vida, dei a mão para minha tia e seguimos rumo à estação de trem para voltarmos para casa. Nunca mais me esqueci desse acontecimento mágico e da música que serviu de trilha sonora. Porisso tenho um carinho todo especial por ela. Não tem nada a ver com o Natal mas para mim se transformou no hino natalino de minha infância.


Mico da vez: Peru de Natal

15:54 Posted In Edit This 1 Comment »

Voltando às minhas lembranças (micos) de Natal. Como já disso antes, são tantos...Mas tem um que além de engraçado, no dia fiquei bem nervosa e quase que acabei com a ceia de Natal.
Pra variar, estava eu toda enrolada com tudo que tinha de realizar: ou seja, compras pessoais, presentes de algumas pessoas que havia esquecido, tinha que ir ao cabelereiro dar um jeito em minha "juba", fazer as unhas e...ainda ir pra cozinha fazer o "rango" da turma. Consegui fazer tudo mas estava bem afobada com os fazeres gastronômico. Cansada, nervosa e com poucas pessoas pra me ajudar (além de ser orgulhosa e não pedir também), fiquei me virando na cozinha feito uma doida tentando fazer tudo ao mesmo tempo. Ao final, quando já estava praticamente tudo pronto, decidi abrir o forno para verificar como estava o peru de Natal. Qual não foi meu susto ao puxar a bandeja com o peru e ver que ele veio com tudo pra cima de mim. Não tive dúvidas: pulei rápido pois já fui vítima de queimadura com óleo quente durante uma fritura e sei bem o quanto isso doi. Pois é, já dá pra imaginar o que aconteceu não é mesmo? O peru lindo, dourado escorregou ao chão com tudo o que o acompanhava. Bem nessa hora, entra minha mãe e vê o desespero estampado em meu semblante além do susto. Estava literalmente cinza e estática diante de tal incidente natalino. A sala estava lotada de pessoas da família que fariam a ceia conosco. Todos já famintos aguardando o famoso "peru de Natal" ficar pronto e eis que se instala na cozinha essa desgraça!
-Mãe!!! E agora?! Falei já prestes a ter uma síncope nervosa e estragar o Natal de toda a família.
Minha mãe, que sempre foi uma mulher de fibra e com um humor pra todas as horas, começou a balançar a sua barriguinha volumosa prestes a explodir numa gargalhada sem fim.
O humor contagiante aliado à situação bizarra que acabara de acontecer na cozinha, foi tomando conta de mim também e, quando dei por mim, estava também explodindo numa gargalhada que parecia que não teria mais fim. O pior de tudo, é que ríamos baixinho para que ninguém nem suspeitasse do que acontecia por lá. Já estávamos chorando de tanto rir e com as pernas bambas quando decidi:
-Quer saber de uma coisa? Ninguém, além de nós duas vimos o que aconteceu, certo mãe?
-Certo filha. Qual a ideia?
-O que os olhos não vê , o coração nem o estômago sentem. Está seguindo meu raciocínio mãe?
-Sim, filha.
-Então, me ajuda a colocar o peru de volta na bandeja, vamos colocar de novo no forno e deixá-lo mais um tempo assando. Na temperatura em que se encontra o forno, não há bactéria que resista, certo? Vamos limpar toda essa sujeirada e vamos providenciar a ceia de Natal mais linda que já tivemos. Ninguém há de suspeitar. Continuando a rir, minha mãe me ajudou a resgatar o seu "Peru" do chão, montá-lo novamente, maquiá-lo para que ninguém percebesse o estrondo que ocorreu com ele e já pro forno.
Numa sintonia e sincronia rara de se ver entre duas pessoas, nós limpamos todo o chão da cozinha, os armários, a pia e, em pouco tempo, aquele ambiente reluzia de tão limpo. Não lembrando nem de longe o cenário pós-guerra que havia ficado quando o incidente ocorreu.
Após ficar pronto, levamos para a sala de jantar e, sinceramente? Nunca tivemos um peru de Natal tão gostoso como aquele! Todos comeram e repetiram se deliciando e elogiando o tempo todo nosso tempero especial que, é claro, ficou sendo um segredo meu e de minha mãe. Segredos culinários! Foi o que mamãe falou para todos. E assim, o que era para ser o maior mico natalino de todos os tempos, transformou-se numa reunião familiar das mais gostosas, calorosas e harmoniosas que tivemos! E todos ficaram se perguntando do porquê de minha mãe e eu estarmos tão felizes e com um brilho especial no olhar. Olhar esse que só nós duas sabíamos o que significava: cumplicidade!

Me baixa!

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Essa ideia está cada vez mais presente em nossas vidas. Estou falando dos livros baixados pela internet.
(Notícia retirada do Publishnews, 18/12/09)
Um livro na internet, disponível para download gratuito, em que se baixa não apenas o texto (cujo primeiro parágrafo é lido por Milton Neves), mas também a trilha sonora que acompanha a obra -assinada por Lobão, Paulo Ricardo, Guilherme Isnard, Luiz Thunderbird e Amleto Barboni. Balenciaga Torres (e Os Corações Pelludos), de Claudio Tognolli, foi lançado na quarta-feira no endereço www.editoradobispo.com.br. Com capa de Pinky Wainer sobre foto de Rui Mendes, o livro narra a história de uma repórter que quer aprender a matar.
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Micos natalinos - A bola colorida

11:49 Posted In , Edit This 2 Comments »
Todo ano é a mesma coisa. Falo que final de ano me estressa, me cansa, me tira do prumo, que no próximo ano vou me programar e planejar para que não fique tão desgastada mas, não tem jeito mesmo. Posso ser organizada para muitas coisas mas para planejar final de ano incluindo aí compras, visitas a amigos e parentes, mandar cartão (coisa antiga não) ou e-mail de Boas Festas, me programar onde quero passar o reveillon, com qual roupa...Gente! Não consigo fazer essas coisas com antecedência! Vou empurrando até o último instante e daí, vira o caos! Todo final de ano é um verdadeiro caos! Tenho de me virar em sete ou mais para dar conta. Ah! Já ia me esquecendo: também sou responsável pela escolha do menu da véspera, almoço de Natal e Ano Novo. Daí, mais estresse né? Afinal, banco a gostosona da gastronomia e meto-me na cozinha até tudo (ou quase tudo) estar pronto. Sou quase sempre a última a tomar banho, me aprontar, me maquiar, dar um jeito no cabelo e, quando chega os convidados, por dentro estou um traste só de cansaço físico e mental. Mas quer saber? Por conta talvez dessa minha desorganização, tenho cada história pra contar! São tantas passagens engraçadas que outro dia me peguei relembrando e comecei a anotar os "causos". Vou contar alguns "publicáveis" que são verdadeiros micos mas que, de qualquer modo não comprometem. Começarei voltando no tempo e contando talvez o maior mico de minha infância. Pelo menos, é o que me lembro.
Devia ter uns nove anos, e, como toda criança pobre, estava ansiosa pela chegada do bom velhinho à minha casa para receber meu presente de Natal. Afinal, somente nessa data é que víamos comida boa e farta, roupa nova, sapato novo e...BRINQUEDOS!!!!!!! Ah! E também doces!!! Tudo correu bem, recebemos nossos presentes. Eu e meus irmãos estávamos felizes pelos nossos presentes. A alegria era geral pois, já no dia de Natal, o almoço na casa de meus avós maternos era tradição. Adorava esses almoços pois todos os primos e primas compareciam e era uma farra só. Os adultos (quero dizer as mulheres) é que não gostavam muito. Hoje imagino o porquê. Meu pai e meus tios costumavam se reunir no fundo do quintal numa rodada animada de conversas e a caipirinha de limão rolava a vontade. E eu adorava passar correndo entre eles, ficar rodeando e sem que percebessem, sempre dava uma "bicada" na tal caipirinha. Bom, sendo criança não preciso nem dizer o quanto ficava leve, alegre, risonha e...tonta!!!! Os adultos estavam tão absortos em seus afazeres que nem notavam uma criança ou mais alegres demais! Bom, foi por conta dessa alegria que acabei rodando, rodando, rodando e...caindo feito uma pata justamente em cima do presente tão desejado de meu irmão mais novo: sua bola colorida que estava ardendo no sol do meio-dia. Apesar de magricela, consegui estourar a bola linda e novinha de meu irmão. Murchei em solidariedade à pobre bola que teve uma vida útil tão curta. Parei de brincar e ao sentar para almoçar, nem conseguia comer pois além da "embriaguez" prematura, ainda estava tomada pelo remorso e pela tristeza em saber que dali a pouco meu irmão estaria infeliz por sua bola de presente de Natal. Ao descobrir o que havia acontecido com sua linda bola, meu irmão chorou e ainda ficou com a responsabilidade do que havia acontecido. Afinal, minha mãe e minha tia (que havia dado a bola de presente) ralharam com ele por ter deixado a bola ao sol. No final, o sol foi o grande culpado pelo perda daquela bola. Fiquei anos rulminando essa culpa por ser a verdadeira culpada. Mano, lembra desse episódio?

Olhem bem essas imagens e me diga o que vê

16:45 Posted In Edit This 2 Comments »



Lendo sobre a atuação dos manifestantes que pediam a saída do governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (DEM), me remeteu de imediato a episódios de nosso passado não tão distante e confesso, me assustei. A semelhança não só das fotos mas também do momento político e econômico me faz avaliar e somar os acontecimento me levando a sérias preocupações com nosso futuro. Não é de minha índole ser pessimista. No entanto, se continuarmos a ter essa grave crise social, política e econômica no país, podemos começar a colocar nossas "barbas" de molho pois antevejo nuvens negras sobrevoando o solo brasileiro. Durante o ano em que estudei massivamente para desenvolver meu TCC na faculdade, meu tema foi a censura durante o governo militar na década de 60 e 70. E li muito a respeito e vi muitas coisas que nem sonhava que havia acontecido. A insatisfação geral do povo, em especial dos estudantes que não se conformavam com determinadas atitudes do governo militar, a crise econômica que imperava, levou a tomarem atitudes radicais que resultou na guerrilha e que sabemos através de livros e documentários da época quantos desses jovens sucumbiram e desapareceram nos porões dos DEOPS da vida. Pode até parecer para muitos que é exagero de minha parte mas, é tempo de se ficar alerta com todas essas coisas acontecendo por aí. Apesar de meu blog não ser voltado para esses assuntos, não podia deixar de comentar e refletir sobre tal episódio que, na minha humilde opinião, foi lamentável e desnecessária.

Hoje é dia do picadeiro se iluminar com essa presença sempre ímpar

15:50 Posted In , Edit This 1 Comment »
Fim de tarde, dou uma parada no meu serviço, já com os olhos cansados de tanto olhar para o monitor do computador e decido dar uma lida nas notícias. E me deparo com a seguinte notícia:

Senhoras e senhores! Preparem-se para um dia de muita brincadeira, improviso e risadas.
O Dia do Palhaço é comemorado hoje em São Paulo e em várias capitais com apresentações e homenagens que se estendem até sábado. O Centro de Memória do Circo (Largo do Paiçandu – Centro) abre as comemorações ao meio-dia no Largo do Paiçandu com o espetáculo Reprise, do grupo La Mínima, que se reapresenta às 16h. Os palhaços Agenor e Padoca, interpretados por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, mostram números próprios ou inspirados nas clássicas reprises, nome dado às curtas intervenções feitas pelos palhaços entre um número e outro no circo. Na programação das comemorações do Dia do Palhaço, no Centro de Memória do Circo, ainda está previsto, às 16h30, o lançamento do livro de poesias Momentos mágicos (Oriom), de Marlene Olímpia. O livro reúne cenas do universo circense.

Diante de tal notícia, esboço um tímido sorriso e me reporto a um tempo em que me divertia assistindo o programa de Torresmo e Pururuca. Nossa! Fui lá atrás mesmo! Talvez as pessoas nem saibam quem foram esses dois palhaços que tanto divertiram uma geração inteira. Eu e meus irmãos dávamos boas gargalhadas com esses dois. O Torresmo (pai), na minha opinião, foi o palhaço mais fofo e meigo que conheci. Ele me passava uma mensagem tão boa quando criança que marcou minha infãncia levando-me a um mundo mágico, puro e feliz. Deixo aqui então minha homenagem a todos os palhaços que encantam, nos divertem e fazem nossas vidas mais leves como se ainda estivéssemos num enorme carrossel ou num maravilhoso picadeiro. Na boa, precisamos urgentemente resgatar esse tipo de palhaço que sempre foi portador da leveza, da meiguice, da ingenuidade e não desses que pintam, bordam e roubam no enorme picadeiro que se transformou Brasília.

Como é bom ter amigos!

13:17 Posted In , Edit This 4 Comments »

Nessa época do ano são tantas as correrias de festas, idas tresloucadas aos shoppings e demais centros comerciais para compras de presentes, que quando chega o Natal e Ano Novo, estamos todos acabados para aproveitar numa boa as tais festas. É um estresse só. No entanto, é um período que me agrada muito pois revejo amigos de longa data que durante todo o ano não temos oportunidade de encontrar ou até mesmo de se falar ao telefone. Essa confraternização me faz um bem tão grande, pois é através desse contato que me revigoro e reponho minhas energias. Amizade para mim tem um sabor todo especial porque a empatia que se cria quando duas pessoas ou mais se encontram e forma-se aquela corrente do bem, nossa! Não tem preço!

Ao longo de minha vida fiz boas amizades, excelentes amizades e amizades que acredito serão eternas. E é sobre essas amizades que quero falar um pouco hoje.

Final de semana me encontrei com pessoas que moram no meu coração de forma toda especial. Pessoas que cruzaram meu caminho na época da faculdade e que dia após dia, foram se tornando fundamentais em minha vida. Tenho por elas um carinho e um amor incondicional. Não dá quase para expressar em palavras o que sinto por elas. Toda vez que nos encontramos, surge de imediato aquele companheirismo, aquele carinho, aquela cumplicidade que é muito rara de se acontecer no dia a dia. Porisso, só tenho a agradecer à Deus por me presentear com a presença dessas pessoas tão especiais e que me fazem mais humana. Queridos, obrigada por suas amizades!