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Se locomover pela cidade: difícil e quase impossível tarefa

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Hoje vou falar um pouco de algo que tenho observado e até presenciado não como simples expectadora, mas como atriz principal ou no máximo, co-adjuvante. Tem coisas que na vida, só mesmo passando por elas é que aprendemos a ter uma visão real. Desde que minha irmã ficou com problemas de saúde e teve que utilizar bengala a princípio, depois andador e agora cadeira de rodas, sua vida ficou bem complicada na cidade. E,como acompanhante dela nessas incursões, tenho constatado o quanto a cidade e a sociedade está longe de estar preparados para conviver com o deficiente físico. As pessoas, já tenho observado de longa data que - ou por preconceitos ou pura falta de informação - não sabem nem querem conviver com pessoas nessas condições. A impaciência impera nas estações de metrô, ônibus, restaurantes, cinemas e por aí vai. Pessoas que, ao nos ver se aproximando, saem de perto, desviam os olhos, fingem que o deficiente físico não existe. Outras vezes, fazem questão de expressar sua repugnância...

Despertando e retomando a rotina

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O mês de janeiro está praticamente no fim e minha malemolência literária ainda me tem refém. Mas já me encontro sacudindo os ombros, tirando o pó da preguiça e me preparando para um ano produtivo em questões de escrita e leitura. No ano passado fui bem preguiçosa com minhas leituras. Reconheço e assumo mea culpa. Pretendo me retratar diante de tantos autores e livros bons que ainda me esperam pacientemente nas estantes e nas livrarias. Como prova do que estou dizendo, segue a partir de hoje uma série de minicontos que tenho desenvolvido no bloco de notas de meu celular. Todo dia surge alguma coisa que me instiga a registrar. São historietas sem nenhuma pretensão literária no entanto tenho gostado do exercício. "Seus olhos miravam o horizonte mas nada enxergavam. Seus pensamentos alçavam vôos além mar. Teimavam em saber por onde andava Joel!"

Não sumi não! Estou apenas desacelerada

Já estamos praticamente no meio do primeiro mês do ano de 2013 e aquela preguiça básica ainda me mantém refém. mas passei  aqui só pra deixar meus leitores cientes de que não os abandonei. Apenas estou num compasso mais lento. Refazendo inúmeras questões sobre minha vida, minha conduta e buscando caminhos novos para esse ano. Como todo final de cada ano, fazemos tantas promessas e lançamos planos futuros que, quase sempre não concretizamos. Isso nos dá uma frustração imensa e não quero mais me sentir assim. Resolvi agir como os adictos: um dia por vez. Só por hoje quero me agradar, me cuidar, me fazer feliz. Se chegar ao final do dia me sentindo leve, alegre e se conseguir realizar algumas das tarefas a que me dispus, já me darei por satisfeita. É isso! Dei o parecer de minha existência, pretendo voltar aos meus escritos, as minhas leituras, retomar uma certa rotina e engatar de vez o ano de 2013. E você? Já traçou planos, metas para esse ano? 

Feliz Natal (com direito a uma volta no tempo e reflexão do que e como vivemos)

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Protelei até agora para falar um pouco dessa epoca tão bonita, mas também tão conturbada que é o Natal. Quando pequena, esperava o ano todo por essa data pois ela trazia consigo alegrias, rever parentes que não víamos o ano todo e o mais gostoso: presentes (que era tão raro), roupas e calçados novos e um almoço em família que era uma farra. A casa de meus avós maternos era o QG da galera familiar. Família grande, barulho em toda a casa, risadas altas, mulheres reunidas na cozinha de minha avó que era enorme, homens no quintal reunidos tomando cerveja, caipirinha e discutindo futebol e nós, crianças correndo pela casa toda. Boas e deliciosas lembranças de um tempo que não volta mais! Saudade de um tempo em que tinha apenas fantasia e uma alma pura de criança. Saudade de um tempo em que não perdia meu tempo em frente a TV ou computador. Tempo em que as amizades criadas eram presenciais, olho no olho, suor escorrendo do rosto corado de tanto correr e brincar de pique.Canelas sujas ...

Tirando o pó e (re)encontrando coisas

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Ontem tirei a tarde para fazer uma faxina que, no final, não saiu. Estava decidida a abrir espaço em meu quarto que anda um tanto quanto entulhado de coisas que têm me incomodado bastante. Olhei para o móvel onde tenho a TV e vi que um aparelho de video estava ocupando um espaço valioso. Esse aparelho faz um bom tempo que estava desligado da TV só servindo de suporte para pó. Pensei: Vou mandar embora ele e todas as fitas em VHS que ainda tenho e que estão também cultivando pó na estante da sala. Fui até a sala dar uma olhada nas fitas...Vi que não tinha assistido a vários filmes. Vi que tinha filmes que já tinha assistido mas que queria ver de novo. Conclusão: instalei novamente o aparelho na TV do meu quarto, selecionei alguns filmes e lá fui eu voltar no tempo e rodar VHS. Assisti o filme nacional Pequeno Dicionário Amoroso, com Andrea Beltrão,Daniel Dantas, Tony Ramos e Mônica Torres, de Sandra Werneck. Uma comédia romântica leve, despretensiosa, deliciosa que não canso d...

Eita que fogo na bacurinha!

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Acordei inspirada após quase dez horas de sono. Como já faz tempo que não falo sobre minhas leituras, decidi escrever um pouco sobre um livro que há tempos ouvi falar e anotei para futura leitura. Na semana passada resolvi que iria comprar e, gente, li em poucas horas! Decidi falar sobre ele porque, embalada por essa epidemia que está sendo as leituras eróticas, nada como ler um livro de - nada mais nada menos -  que Pedro Almodóvar. Para quem ainda não sabe, além de excelente e genial roteirista e diretor de cinema, também viajou pelas ondas da literatura. Como toda obra de Almodóvar, o livro é trabalhado dentro do universo feminino. Sempre com personagens incomuns e, ao mesmo tempo, tão comuns, nos leva a uma Madri que literalmente pega fogo. Raimunda, Eulália, Katy, Diana e Lupe. Mulheres com perfis diferenciados, idades variadas e personalidades idem nos pegam pela mão e transportam para histórias pra lá de deliciosas. Todas elas têm em comum, o senhor Ming e sua ...

A inveja mata! Blogagem Coletiva - episódio II

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Voltando aos casos de inveja. Lembrei-me aqui de um episódio de quando tinha mais ou menos 18 para dezenove anos. Já trabalhava na epoca numa boutique de calçados finos. Começou a trabalhar comigo uma garota da mesma idade que eu. Aparentemente todos caíramd e amores por ela pois era simpática, falante, risonha. Mas com o passar dos dias fui tendo uma intuição de que aquilo tudo era falso. Não tinha como provar mas como boa canceriana, botei minhas barbas de molho com relação a essa menina. Ela se esforçava para ser minha amiga e confidente. Por algum tempo até baixei um pouco a guarda com ela e, certo dia, levei-a para casa. quando meu irmão chegou, apresentei ela a ele. Foi educado mas frio e logo saiu da sala. Mais tarde, veio conversar comigo e me alertou: Não fique muito próxima dela pois é péssima companhia e muito falsa. Acabou por confessar que tinha estudado com ela e sabia muitas histórias a respeito que lhe dava o direito de me alertar. Passado mais algum tempo, fui peg...