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Uma das pérolas da MPB nos palcos de Osasco

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(Imagem retirada do Google) Quem compareceu terça, dia 22, ao show de João Bosco comemorando seus 40 anos de carreira no Teatro Municipal de Osasco não se arrependeu. Fiquei particularmente satisfeita em ver aquele teatro lotado de pessoas que curtem uma música brasileira de qualidade. Recentemente cheguei a comentar com algumas pessoas que achava uma pena ver aquele teatro, um pouco abandonado. Sempre fui uma crítica um pouco ferrenha da atuação da Secretaria de Cultura de Osasco. A população é culta e sente falta de uma programação de qualidade naquele município. Mas voltando um pouco ao show, João chega sozinho, parecendo um pouco acanhado, tímido. Senta-se, pega seu violão e ao iniciar o dedilhado das cordas, a gente já sente que vem coisa boa por aí. Quando ele abre a boca e começa a cantar, nos leva numa viagem sem igual pelos caminhos da melodia, ritmo e as inúmeras brincadeiras que ele faz com sua voz servindo de instrumento de acompanhamento para cada canção sua. O c...

Esquecer o Natal. Alguém consegue?

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Quem tem o vício da leitura costuma ficar em cólicas quando se vê sem livro nenhum para ler nas horas vagas. Costumo sempre carregar um livro para ler na condução e em minha hora de almoço. Semana passada me deparei com o esquecimento de um livro que estou lendo bem na hora de meu almoço. Cocei a cabeça, pensei... "Ah! Vou dar uma olhada em meu armário pois tenho vários livros que ganhei". Foi com esse pensamento que fui vasculhar o armário e entre inúmeros livros que tenho, bati os olhos em um que já ganhei há uns anos e estava lá, quietinho aguardando sua vez de ser notado. Olhei sua capa, li quem era o autor, li a sinopse, conferi quantas páginas tinha (pequeno). Levei-o para um passeio pelo parque após almoçar. Comecei a leitura de forma despretensiosa, sem esperar muito dele e foi então que comecei a me surpreender. Em poucas páginas lidas já fui me identificando com várias situações que, acredito, seja comum a todos - ou quase todos - enfrentar o estresse q...

Duas aventuras de tirar o fôlego

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Hoje vou falar um pouco sobre um livro que li e gostei muito. Retificando: vou falar de dois mas a história é basicamente a mesma. Explico. Todos devem conhecer, ter lido ou já ouvido falar da obra de Gaston Leroux O fantasma da ópera . Obra que publicada pela primeira vez em 1910, mais tarde recebeu uma roupagem musical pelas mãos de Andrew Loyd Webber  que fez e ainda faz sucesso no mundo todo. Conta a história de Erik, o fantasma, que vive no subsolo do Teatro de Ópera onde Cristine Daaé, a jovem e inexperiente bailarina (que mais tarde será cantora), será o alvo de sua paixão proibida. Considerado por muitos como um romance gótico, Leroux nos leva a uma aventura pelos subterrâneos do teatro e nos comove o tempo inteiro. Simplesmente amo essa história! Tem todos os ingredientes para uma narrativa bem desenvolvida. Tem romance, aventura, suspense.  É um livro para se pegar e grudar os olhos e só terminar ao finalizar a última palavra do livro. O outro livro ...

Uma obra de tirar o fôlego

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Faz tempo que não falo sobre música e já estava sentindo falta. Tenho momentos e músicas para cada instante de minha vida. Quando mais jovem achava música clássica, erudita uma chatice. Pura e total ignorância! Faltava-me ainda uma certa bagagem cultural que fui adquirindo com o passar dos anos. Tive contato, conheci a fundo e mergulhei na MPB, no rock, no instrumental e finalmente comecei a me interessar por música clássica. A princípio achava estranha, dramática mas aos poucos meus ouvidos foram sendo conquistados, minha sensibilidade foi se aguçando e quando menos esperava, estava totalmente apaixonada por esse estilo musical. Passei a comprar CDs de vários compositores: Beethoven, Chopin, Handel, Bach, Verdi,entre tantos virtuoses da música erudita. Mas um em especial me tocou profundamente. Por seu talento absurdo e sem igual. Por seu espírito em constante ebulição, por sua alegria que beirava muitas vezes a histeria e contagia. Ou repudiava. Foi uma pessoa que não tinha medidas ...

Quando desanda a Educação

Hoje após muito tempo me estressei e gastei minhas energias aguentando pessoas sem nenhum verniz social: vulgo "sem educação". Semana de grande movimentação aqui na biblioteca. Já comentei com vários colegas de profissão que gosto demais de ver a biblioteca lotada de alunos. Movimentação. Adoro.  ...Mas se tem uma coisa que tenho tolerância zero, essa coisa tem dois nomes: falta de educação e falta de respeito. Que no fundo, vamos combinar, acaba sendo a mesma coisa. Quem tem boa educação de berço jamais faltará com o respeito a quem quer que seja. Concorda? Hoje, vejo com olhos um tanto entristecido e pessimista o rumo que segue as novas gerações. Não quero aqui cair na generalização mas infelizmente, a grande maioria não recebe a tal da "boa educação" em casa. Muito menos têm o exemplo dos pais. Aliás, pelo que acompanho de perto, a maioria desses jovens mal cruzam com eles em seu dia-a-dia. É claro que não tendo uma convivência harmônica no seio familiar, ...

Segredos de menina - eu tive os meus e você?

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Como é bom quando terminamos de ler um livro e automaticamente um sorriso se esboça em nossa face! Acabei de ler o primeiro romance escrito pela cartunista argentina Maitena Burundarena ou simplesmente Maitena, como ficou conhecida desde que escreveu a série Mulheres alteradas. Já conhecia essa série e me diverti muito lendo eles. E conheci um outro lado da cartunista através desse romance que narra a vida de uma garota de doze anos e sua relação familiar e escolar. Como se expressou a autora Rosa Montero, "...Com amor e humor Maitena narra a angústia sem angustiar, o excepcional como se fosse normal, em um tom comovente, hilariante, corrosivo e certeiro."  E concordo com ela. Durante a leitura me peguei dando boas risadas no metrô, no ônibus pois as situações em que a garota protagonista se mete nas maiores enrascadas são bem engraçadas. Mas também me comovi muitas vezes com situações que me lembraram as que vivi em minha pré-adolescência. Com nuances autobio...

Não queira entender a paixão. Apenas sinta.

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(Foto retirada do blog da Neli Ong Pedro Mariano - A voz!  ) A paixão é algo que foge a qualquer explicação lógica. Seja ela entre duas pessoas, por um time, por uma ideologia. Enfim, quando brota no coração de alguém e se esparrama tomando conta de todo o corpo através de arrepios, pulsação acelerada, suor e pupilas dilatadas, meu amigo, como costumam falar nossos manos: Tá dominado! Tá tudo dominado! Já tive muitas paixões na vida. Umas passageiras que surgiram e sumiram com a mesma velocidade muitas vezes não deixando saudade. Outras foram intensas, passageiras como todas mas deixaram marcas profundas e que são lembradas até hoje ainda com uma ponta dolorida. E tem aquelas que surgiram, criaram raízes e me acompanham até hoje. Como paixão antiga, às vezes pulsa mais forte, me faz reviver aqueles momentos de grande tesão contudo, na maior parte do tempo hiberna e se mantém de forma morna dentro de mim. Mas está lá, latente, pulsante provando a mim mesma que ela conti...