Micos natalinos - A bola colorida
Todo ano é a mesma coisa. Falo que final de ano me estressa, me cansa, me tira do prumo, que no próximo ano vou me programar e planejar para que não fique tão desgastada mas, não tem jeito mesmo. Posso ser organizada para muitas coisas mas para planejar final de ano incluindo aí compras, visitas a amigos e parentes, mandar cartão (coisa antiga não) ou e-mail de Boas Festas, me programar onde quero passar o reveillon, com qual roupa...Gente! Não consigo fazer essas coisas com antecedência! Vou empurrando até o último instante e daí, vira o caos! Todo final de ano é um verdadeiro caos! Tenho de me virar em sete ou mais para dar conta. Ah! Já ia me esquecendo: também sou responsável pela escolha do menu da véspera, almoço de Natal e Ano Novo. Daí, mais estresse né? Afinal, banco a gostosona da gastronomia e meto-me na cozinha até tudo (ou quase tudo) estar pronto. Sou quase sempre a última a tomar banho, me aprontar, me maquiar, dar um jeito no cabelo e, quando chega os convidados, por dentro estou um traste só de cansaço físico e mental. Mas quer saber? Por conta talvez dessa minha desorganização, tenho cada história pra contar! São tantas passagens engraçadas que outro dia me peguei relembrando e comecei a anotar os "causos". Vou contar alguns "publicáveis" que são verdadeiros micos mas que, de qualquer modo não comprometem. Começarei voltando no tempo e contando talvez o maior mico de minha infância. Pelo menos, é o que me lembro.
Devia ter uns nove anos, e, como toda criança pobre, estava ansiosa pela chegada do bom velhinho à minha casa para receber meu presente de Natal. Afinal, somente nessa data é que víamos comida boa e farta, roupa nova, sapato novo e...BRINQUEDOS!!!!!!! Ah! E também doces!!! Tudo correu bem, recebemos nossos presentes. Eu e meus irmãos estávamos felizes pelos nossos presentes. A alegria era geral pois, já no dia de Natal, o almoço na casa de meus avós maternos era tradição. Adorava esses almoços pois todos os primos e primas compareciam e era uma farra só. Os adultos (quero dizer as mulheres) é que não gostavam muito. Hoje imagino o porquê. Meu pai e meus tios costumavam se reunir no fundo do quintal numa rodada animada de con
versas e a caipirinha de limão rolava a vontade. E eu adorava passar correndo entre eles, ficar rodeando e sem que percebessem, sempre dava uma "bicada" na tal caipirinha. Bom, sendo criança não preciso nem dizer o quanto ficava leve, alegre, risonha e...tonta!!!! Os adultos estavam tão absortos em seus afazeres que nem notavam uma criança ou mais alegres demais! Bom, foi por conta dessa alegria que acabei rodando, rodando, rodando e...caindo feito uma pata justamente em cima do presente tão desejado de meu irmão mais novo: sua bola colorida que estava ardendo no sol do meio-dia. Apesar de magricela, consegui estourar a bola linda e novinha de meu irmão. Murchei em solidariedade à pobre bola que teve uma vida útil tão curta. Parei de brincar e ao sentar para almoçar, nem conseguia comer pois além da "embriaguez" prematura, ainda estava tomada pelo remorso e pela tristeza em saber que dali a pouco meu irmão estaria infeliz por sua bola de presente de Natal. Ao descobrir o que havia acontecido com sua linda bola, meu irmão chorou e ainda ficou com a responsabilidade do que havia acontecido. Afinal, minha mãe e minha tia (que havia dado a bola de presente) ralharam com ele por ter deixado a bola ao sol. No final, o sol foi o grande culpado pelo perda daquela bola. Fiquei anos ruminando essa culpa por ser a verdadeira culpada. Mano, lembra desse episódio?

Comentários
beijos e otima semana!
Vim te desejar uma noite linda de Natal, lembrando que natal deve acontecer todos os dias em nosso coracao. Que o novo ano possa chegar repleto de coisas boas e que você possa aproveitar as oportunidades que surgirem.
Um abraco grande